10 de janeiro de 2011

Seminário PO ALGARVE 21 e JESSICA


Resultados e novo instrumento JESSICA da Política de Cidades

Quando: 13 Janeiro 2011
Onde: Faro - Auditório da CCDR Algarve - Pç. da Liberdade, 2
Contacto: 289 895 220
Inscrições: gratuitas, obrigatórias até 11 de Janeiro - Formulário Online

Realiza-se no próximo dia 13 de Janeiro, a partir das 14 horas, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, em Faro, um seminário de apresentação de resultados do Programa Operacional Regional do Algarve (PO Algarve 21), até ao final 2010. Os apoios à modernização, inovação e internacionalização de empresas, a criação da rede de centros escolares de 2ª geração, a regeneração urbana dos centros históricos de Tavira, Olhão e Loulé, a requalificação da frente de mar de Armação de Pêra, a requalificação de Cabanas _ Polis Ria Formosa, a valorização do Promontório de Sagres, a programação cultural em rede do Algarve Central, são exemplos de alguns dos projetos PO Algarve 21 em curso.
Integrado no seminário, será apresentado o instrumento financeiro“ JESSICA”_ Fundo de Investimento para a Reabilitação Urbana, onde são oradores convidados Nuno Vitorino, responsável do JESSICA para Portugal, Pedro Couto do BEI, Banco Europeu de Investimento e Luís Gomes presidente do Município e da SRU_Sociedade de Reabilitação Urbana de Vila Real de Santo António.
O programa inicia-se com uma visita à exposição «Algarve – Política de Cidades», cuja temática está dividida em duas áreas: Regeneração Urbana e Competitividade e Inovação, onde estão apresentados projectos co-financiados pelo PO Algarve 21.

PROGRAMA:

14h00 - Recepção dos participantes

14h15 - Visita à Exposição “Algarve – Política de Cidades”

14h30 - Sessão de Abertura
Macário Correia – Presidente da AMAL
Porfírio Maia – Vice- Presidente da CCDR Algarve
Fernanda do Carmo – Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades


15h00 - Iniciativa JESSICA
Nuno Vitorino – Secretário Geral do Comité de Investimento do Fundo JESSICA Portugal
Pedro Couto – Banco Europeu de Investimento Fundo JESSICA Portugal


16h00 - As SRUs Sociedades de Reabilitação Urbana E.M. e o instrumento JESSICA
Luís Gomes – Presidente do Município de Vila Real de Santo António

Debate

16h30 - PO Algarve 21 Divulgação de Resultados e Perspectivas 2011
João Faria - Presidente da CCDR Algarve e da Comissão Directiva do PO Algarve 21

17h00 - Sessão de Encerramento
João Faria – Presidente da CCDR Algarve e da Comissão Directiva do PO Algarve 21
Fernando Medina – Secretário de Estado Adjunto, da Indústria e do Desenvolvimento (a confirmar)

7 de janeiro de 2011

"O LUGAR DO BAIRRO"


MESA REDONDA: O LUGAR DO BAIRRO

Quando: 19 Janeiro - 14h
Onde: CIUL - Centro de Informação Urbana de Lisboa, Picoas Plaza
Quem organiza: CEACT - Centro de Estudos de Arquitectura, Cidade e Território (UAL), com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa

Intervenções:

14.00
Lançamento do projecto Bairros em Lisboa 2012
Filipa Ramalhete e Maria Assunção Gato (CEACT/UAL)
14.30
Bairros, para que vos queremos?
João Ferrão (Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa)
15.15
A geometria variável dos bairros de Lisboa, entre a acção e a representação
Graça Índias Cordeiro (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, ISCTE -Instituto Universitário de Lisboa)
16.00 > 16.30
Coffee break
16.30
O que é preciso para se ter/fazer um bairro?
Manuel Graça Dias (Departamento de Arquitectura, UAL)

Comentários:

17.15
Flávio Barbini (DA, UAL) e Nuno Pires Soares (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa)

In: http://arquitectos.pt/index.htm?no=2020492468,153

6 de janeiro de 2011

Da Natureza da Cidade - Jorge Gaspar no ciclo de conferências Direito à Cidade



Entre as linhas de actuação da Ad Urbem destaca-se a promoção da consciência cívica dos direitos e deveres urbanísticos dos cidadãos. Nas diversas acções desenvolvidas nesse âmbito é dada particular atenção às questões da governança e da participação, com ênfase na ponderação de interesses e na formação das decisões políticas e técnicas que conformam o quadro de vida urbano dos cidadãos.

Nesta perspectiva, a Ad Urbem iniciou em 2005 um ciclo de conferências, de entrada livre, subordinado ao tema "Direito à Cidade". Os direitos urbanos dos cidadãos e a transformação da cidade”, para o qual vêm sendo convidadas personalidades nacionais e estrangeiras com destacada actividade científica ou técnica no domínio.

A IXª conferência do ciclo vai ser proferida pelo Professor Doutor Jorge Gaspar da Universidade de Lisboa, intitulada: Da Natureza da Cidade.

A conferência vai realizar-se no próximo dia 20 de Janeiro, pelas 18:00 horas, no auditório da Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU), Campo Grande n.º 50, em Lisboa.

A entrada é livre mas por razões logísticas solicita-se a pré-inscrição para os contactos da Ad Urbem.



http://www.adurbem.pt/index.php?option=com_content&task=category§ionid=6&id=60&Itemid=112

5 de janeiro de 2011

Jantares-Tertúlias de Inverno - "Que cidades para o nosso futuro comum?"

Que cidades para o nosso futuro comum?

Com quem: João Seixas e Mário Alves
Quando: 6 de Janeiro de 2011 - 20h00
Onde: Livraria Ler Devagar

Inscreva-se no jantar e debate em
http://pascal.iseg.utl.pt/~ppereira/DobrarEsquina

Vivemos hoje por entre a formação de um novo paradigma de desenvolvimento da humanidade – e do evanescimento de outro. As cidades – ou melhor, os territórios urbanos, e a condição urbana – grandes espelhos de nós próprios, tornaram-se palco absolutamente central dos nossos dilemas, desafios e oportunidades. Tornou-se assim altamente paradoxal a presente situação da nossa urbanidade e das nossas cidades – e, notavelmente, da urbanidade e das cidades portuguesas. Espaços centrais de potencialidades aos mais variados campos; cernes de profunda força humana, sócio-cultural e identitária; decisivos motores de inovação, de criatividade e de qualificação – mas também locais centrais de exclusão, de desemprego, de solidão, de clivagem, de insustentabilidade.
É hoje bem reconhecido – não por todos, realce-se – que parte muito significativa das manifestas dificuldades em enfrentar estes paradoxos da condição urbana – entre anseios, problemas e potencialidades – se centra nas estruturas e nos modelos de governação e de cidadania urbana existentes – e possíveis. Na verdade, Portugal só será mais democrático, mais eficiente, mais sustentável, e mais feliz, se as suas cidades o forem.
O debate incluirá as consequências desta crise de governança com o caso de estudo da nossa capital: o panorama das estruturas de atenção e de governação de Lisboa (da ‘Grande Lisboa’ à mais pequena Lisboa) manifesta, de forma muito clara, uma desorientação e uma incapacidade de actuação estrutural, sedimentada ao longo de muitos anos.
Propõe-se assim para debate, diferentes formas de entendimento da cidade e da própria condição urbana, dos campos da sociedade e da economia aos da própria política e cidadania. Procurando contribuir para uma maior compreensão, e abrindo reais possibilidades em diferentes frentes: a) o lugar da cidade; b) o conhecimento da cidade; c) a política na cidade.

18 de dezembro de 2010

6ª Grande Conferência do Jornal Arquitecturas - “Território de Futuro - Urbanismo e Política do Solo”


A 6ª Grande Conferência do Jornal Arquitecturas, dedicada à temática “Território de Futuro - Urbanismo e Política do Solo” aborda objectivamente as principais questões do futuro do urbanismo em Portugal.
Num espaço de apresentação de ideias em debate aberto e moderado intervêm os diversos especialistas, actores, e sectores nacionais e internacionais que integram as matérias basilares para a criação de territórios de futuro, com perspectivas orientadas para uma Política do Solo eficaz.
A actual conjuntura nacional, em matéria de Urbanismo e Política do Solo, acentua o carácter oportuno desta iniciativa no processo de desenvolvimento sustentável dos territórios.

in: http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/Brochura_Digital_UrbaVerde.pdf

14 de dezembro de 2010

Colóquio Da Cidade ao Território – À procura do espaço perdido

Quando? 15 de Dezembro
Onde? Auditório Afonso de Barros - ISCTE-IUL - Lisboa

Depois de décadas de investigação, nos domínios da sociologia urbana, da urbanística e do planeamento territorial, a Cidade continua a ser um dos referentes primaciais do actual contexto social, cultural e político. Avaliado de modo positivo ou na sua aparente negatividade, em termos explícitos ou inconscientemente sublimado, assumido literalmente ou em adjectivações informes, difusas e fragmentadas, esse referente acaba por se tornar omnipresente e irrecusável. É certo que esse referente tem vários nomes, cada um deles pretendendo-se hegemónico em relação aos restantes. E, no entanto, é muitas vezes a função principal da Cidade que é então designada.



Foi assim com as cidades globais, ou com as cidades duais, em que se destacava o papel dominantemente assumido em distintas escalas de referenciação. Ou então era a respectiva configuração territorial que nomeava esse referente e daí as cidades metrópoles ou as cidades região. Ou ainda se questionava a equidade social ou o equilíbrio ecológico daquelas entidades, nomeando-se, então, as cidades consoante o respectivo grau de coesão interna e de segmentação social, na primeira situação, ou de acordo com os correspondentes níveis de sustentabilidade ambiental e urbana, no segundo caso. Ou, mais recentemente, nomeavam-se as cidades consoante as condições e os estímulos à sua eventual criatividade urbana, num quadro de progressiva competitividade da economia e dos territórios.

Vemos, pois, que esta pluralidade de nomeações não eliminou, bem pelo contrário, aquele referente principal e, no entanto, é inegável a progressiva complexidade urbana destas entidades que, milenarmente, sempre foram tituladas de Cidade. Com efeito, cada uma das adjectivações acima referidas (e a lista não é obviamente exaustiva) procura ir ao encontro das próprias transformações económicas, sociais, culturais e políticas, no contexto das quais a Cidade assume, quase sempre, a centralidade de um protagonismo expresso ou implicitamente activo. Justifica-se, assim, plenamente, um regresso ao debate sobre aquela complexidade, enquanto desafio de desconstrução desse emaranhado analítico e normativo. Mas desconstrução, ainda, não numa busca especulativa de uma qualquer “essência” urbana, mas fundamentalmente na ilustração dos processos de identificação e de prospecção dessas entidades que continuamos a designar de Cidades.

Trata-se, portanto, de um debate aberto àquela mesma complexidade. O próprio título enunciado – Da Cidade ao Território: à procura do espaço perdido – apela àquela abertura instrumental e operativa. Mas não só. Na organização do Colóquio prevaleceu a intenção de abrir esse debate em torno de três quadros problemáticos, cada um deles suficientemente sugestivos e abrangentes em relação ao desafio de partida. Por outro lado, o método organizacional adoptado – estruturado em função de Mesas de Debate sobre cada um daqueles contextos de problematização – pretende reforçar aquela mesma intenção de um debate aberto, crítico e polémico. Temos, assim, a Mesa 1 – A Cidade Eterna: Criatividade e Coesão; a Mesa 2 – Habitar: Exílios e Escolhas; a Mesa 3 – Reconquistar a Cidade. Para além destes três momentos de debate, estão previstas, com a colaboração de dois Investigadores estrangeiros, duas Conferências, de Abertura e de Encerramento do Colóquio.

in: http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/Noticias_APG_13_12_2010.htm

13 de dezembro de 2010

SEMINÁRIO DE SENSIBILIZAÇÃO EM PAISAGEM

A CCDR-Algarve, ao abrigo do Programa PAYS.MED.URBAN, vai realizar o seminário com o tema “Sensibilização em Paisagem”a ter lugar no próximo dia 17 de Dezembro, no
auditório da CCDR-Algarve, na Praça da Liberdade, 2, em Faro.
Farão parte da mesa de oradores convidados: o Arqt.º Paisagista Manuel Vieira, o Arqt.º Paisagista Rui Terremoto, o Dr. João Vargues, a Dr.ª Custódia Reis e a Arqt.ª Inês Cerol.

O seminário tem como objectivo aprofundar e discutir as medidas estabelecidas na Convenção Europeia da Paisagem, concretamente no que diz respeito ao artigo 6.A “Sensibilização”, segundo o qual, “cada uma das Partes (que subscreveram a convenção) compromete-se a incrementar a sensibilização da sociedade civil, das organizações privadas e das autoridades públicas para o valor da paisagem, o seu papel e as suas transformações”.

Este evento é promovido no âmbito do Programa PAYS.MED.URBAN, no qual a CCDR-Algarve participa conjuntamente com outros 13 representantes de regiões espanholas, italianas e gregas, para além da RECEP-ENELC (Rede Europeia de Entidades Locais e Regionais para a implementação da Convenção Europeia da Paisagem) enquanto parceiro associado, sublinhando a vontade de o projecto contribuir activamente para a implementação dos objectivos da Convenção.

O seminário tem como público-alvo decisores políticos, técnicos da administração pública, comunidade académica e público em geral.

Para consultar o programa e realizar a sua inscrição neste evento aceda a
www.ccdr-alg.pt



Seminário Sensibilização em Paisagem
Sexta, 17 Dezembro 2010

Programa:

9h30 - Abertura
Dr.João Verjão Faria
Presidente da CCDR Algarve

10h00 - Apresentação do Programa PAYS.MED URBAN
Arquitecto Paisagista José Brito|Arquitecto Paisagista Gonçalo Mártires
CCDR Algarve

10h20 - Participação Pública no âmbito dos Instrumentos de Gestão Territorial
Arquitecto Paisagista Manuel Vieira (por confirmar)
Câmara Municipal de Loulé

10.40h - Participação Pública no âmbito do Plano de Estrutura Verde de Faro
Arquitecto Paisagista Rui Terremoto
Câmara Municipal de Faro

11.00h - Coffee Break

11.30h - Cidades Criativas – sensibilização da população escolar
Dr. João Vargues
Câmara Municipal de Faro

12.00h - Percursos de Paisagem
Dr.ª Custódia Reis
Câmara Municipal de São Brás de Alportel

12.30h - Nossa Senhora do Forte – a paisagem do imaginário
Arquitecta Inês Cerol
Grupo de Estudos Algarvios

13.00h Pausa para Almoço (livre)

14.30h Mesa Redonda | Debate temático sobre as modalidades de sensibilização:
concertação, comunicação e participação
Arquitecto Paisagista Henrique Cabeleira
Chefe de Divisão de Ordenamento do Território,Conservação da Natureza e Valorização da Paisagem,
CCDR Algarve

16.30h - Encerramento dos Trabalhos
Arquitecto Porfírio S. Maia
Vice-Presidente da CCDR Algarve

Inscrições:
Formulário Online
Localização:
Auditório CCDR Algarve - Pç. da Liberdade, 2 - Faro
Contacto:
Vera Conceição
vconceicao@ccdr-alg.pt

10 de dezembro de 2010

Ordem urbanística e a prevenção da Criminalidade

...
Para os países em desenvolvimento, o brutal aumento da concentração populacional nas cidades não se vincula tanto ao desenvolvimento industrial … quanto à busca pela população rural de uma melhor qualidade de vida.
Entretanto, a cidade passa a ser, muitas vezes, falsa propaganda do melhor mecanismo de realização da dignidade da pessoa humana. As condições de vida nas grandes cidades, principalmente nas dos países subdesenvolvidos, têm-se deteriorado.
De pólo atrativo que propicia o acesso a uma intensa vida cultural, melhores oportunidades de emprego e um enriquecedor convívio com diferentes experiências de vida, a metrópole, desordenada urbanisticamente, tem-se tornado centro irradiador de falta de moradia, de poluição, de violência e de desemprego.
...
Assim, cidade mal organizada e mal planejada pode ser fonte ou lente de aumento da violência e da criminalidade. O congestionamento do trânsito (função urbanística da circulação), a inexistência de áreas adequadas ao lazer (função urbanística da recreação), a intranqüilidade do repouso dos seus moradores (função urbanística da residência), a inexistência de espaços de trabalho dignos para todos os cidadãos (função urbanística do trabalho), todas essas disfunções são formas de desrespeito às funções urbanísticas que possuem consequências nos índices de violência daquele local.
...
A ausência de planejamento urbano municipal, cujo intuito é garantir as funções da sociedade urbana (a de circular, a de habitar, a de trabalhar e a de lazer), constitui, atualmente, uma das maiores causas da violência urbana. Deve-se, portanto, instituir políticas públicas com o intuito de garantia das funções sociais da cidade e da diminuição/ prevenção da violência urbana.
...
2) O planejamento urbano como política pública eficaz no combate à criminalidade urbana
O fenômeno da violência requer postura ampla na realização dos diagnósticos e a implementação de políticas públicas intersetorializadas.
...a criminalidade é inseparável da problemática urbana, o que confirma a necessidade de conhecerem-se, em detalhes, os reflexos da crise econômica na sociedade e no cotidiano das pessoas.
O planejamento urbano é fundamental na elaboração do planejamento estratégico das atividades de uma cidade, instrumentalizando a segurança como direito social, individual e coletivo. O combate à violência, assim como o planejamento da cidade, deve envolver políticas de setores distintos como educação, saúde, lazer, iluminação pública, trabalho e moradia, sendo os últimos diretamente vinculados às funções urbanísticas.
... a inexistência de planejamento urbano dificulta e torna ineficiente o combate à violência.
... dados empíricos, colhidos na cidade de Belo Horizonte, impõem a busca de novo modelo de gestão, que passa pela inversão de prioridades, enfatizando-se gastos sociais e de infra-estrutura nas periferias (zonas mais sujeitas à violência, entre outras razões, pela maior concentração de ofensores motivados e pela ausência de guardiões), em oposição às grandes obras centrais e viárias, e o engajamento popular no processo de decisão do poder instituído.
São esses os dois grandes pilares da gestão democrática participativa.

3) O lazer e a recreação: exemplo de respeito à função urbanística eficaz no combate à violência urbana sofrida e praticada por jovens
... o lazer e a recreação requerem lugares apropriados, tais como jardins, parques, praças de esportes, praias, e aí também entram as áreas verdes. Uma política de esporte e de lazer que mobilize grupos tradicionalmente em risco ... previne atos predatórios ocorridos na cidade. É conveniente destacar que os jovens de classes populares, se comparados a outros estratos da sociedade, são dos grupos mais atingidos por esses fenômenos. Vários estudos demonstram que a precariedade dos serviços públicos e das condições de vida, a falta de oportunidades, de emprego e de lazer e as restritas perspectivas de mobilidade social contribuem como potenciais motivadores de ações violentas para esse contexto...

4) Garantia de trabalho e de moradia digna: políticas públicas sociais eficazes para o combate da violência
Um outro nível de prevenção, também vinculado ao capital social de uma comunidade, é a realizada por meio da geração de emprego e de renda para os jovens e adultos, bem como pela garantia de moradia digna à população.
... O desemprego é fonte de violência urbana...
... o grau de violência dos delitos pode variar de acordo com o nível de desespero econômico de quem os pratica. Os furtos, que não envolvem ameaça ou agressão direta às vítimas, têm relação mais direta com a queda na renda da população…
É necessária a adoção de políticas sérias no campo do desenvolvimento econômico, para a geração de empregos e de habitação, buscando-se evitar o aumento da criminalidade.

Conclusão
Na identificação das causas ... da violência urbana e na busca de soluções para esse problema, o respeito às funções urbanísticas da cidade tem papel de destaque...
A falta de estrutura urbana municipal contribui para a existência e para o aumento da violência urbana
... a ocorrência de um crime vincula-se à convergência espacial e temporal de um ofensor motivado, de um alvo disponível e da ausência de guardiões. Tais elementos tendem a não ocorrer em cidades planejadas que garantam o pleno exercício das funções urbanísticas.
A garantia da recreação e do lazer nas cidades diminui as tensões sociais, dificultando o surgimento de ofensores motivados ao cometimento de delitos.
O trabalho e a moradia seguros ensejam a inexistência de alvos disponíveis, na medida em que amparam o exercício das atividades basilares da cidade, evitando situações de risco que tendem a aumentar a incidência dos crimes.
… a necessidade de participação popular na gestão da cidade propicia a presença de guardiões nas grandes cidades, na medida em que conscientiza a população quanto aos problemas existentes em sua comunidade, o que minimiza a ocorrência de infrações relevantes para o Direito Penal e a qualidade de vida citadina.
Assim, o combate à violência pode ser realizado por meio de políticas públicas garantidoras da dignidade da pessoa humana, nos termos da diretriz constitucional de garantia das funções urbanísticas. Protejam-se as funções urbanísticas de uma comunidade urbana para que sejam protegidos os seus habitantes!

excertos do artigo: "Ordem urbanística e a prevenção da Criminalidade"
Paulo José Leite Farias
Link para o texto integral: http://www.buscalegis.ufsc.br/revistas/index.php/buscalegis/article/viewFile/12768/12332

9 de dezembro de 2010

ECOMM – European Conference on Mobility Management


Tema central da edição de 2011:
“Recessão Económica: Um Novo Amanhecer para a Gestão da Mobilidade”
Data:
de 18 a 20 de Maio
Local: França - Toulouse.

Na sua 15.ª edição, este evento anual organizado pela EPOMM – European Platform on Mobility Management, vai abordar a forma como dentro da crise económica global se podem, ainda assim, criar ocasiões para implementar medidas inovadoras, eficientes e económicas que permitem resolver problemas de Mobilidade.

Este vasto tema será debatido através da discussão de 4 tópicos:
A Gestão da Mobilidade como uma profissão, uma carreira e um negócio (criação de novas oportunidades de emprego e de negócio);
Gestão da Mobilidade, espaço público e segurança rodoviária (assegurar uma utilização mais segura do espaço público através da Gestão da Mobilidade);
Gestão da Mobilidade e Planeamento (integração de Planeamento em Transportes, Planeamento do Território e ferramentas de Gestão da Mobilidade);
A Gestão da Mobilidade como uma actividade económica e comercial (benefícios financeiros, directos e/ou indirectos, para as empresas que implementem medidas como Planos de Mobilidade).

Mais informações: site oficial da ECOMM 2011.

in:http://www.imtt.pt/sites/IMTT/Portugues/Noticias/Paginas/ConferenciaEuropeiaGestaoMobilidade-ECOMM2011.aspx

27 de novembro de 2010

Aula Aberta: 'como encorajar o uso da bicicleta em meio urbano'


No próximo dia 30 de Novembro (terça-feira) pelas 10h30m vai decorrer na Sala 28.02.16 (Universidade de Aveiro) uma Aula Aberta da Unidade Curricular de Espaço Público Urbano do Mestrado em Planeamento Regional e Urbano (http://planeamentoregionaleurbano.blogs.sapo.pt/) tendo como orador convidado o Eng.º Mário Alves, consultor e especialista em modos suaves (http://sites.google.com/site/mariojalves/), que irá falar sobre o tema 'como encorajar o uso da bicicleta em meio urbano'.
A iniciativa é promovida no âmbito do projecto Lifecycle (http://lifecycle-aveiro.blogspot.com/) e termina com um passeio de bicicleta.
A inscrição é obrigatória (para email: fredericomsa@ua.pt)

Ad Urbem - Encontro de 2010

Tema: "Avaliação das políticas de ordenamento do território e de urbanismo. No espaço europeu e nos âmbitos nacional, regional e municipal"

Quando: 26 e 27 de Novembro de 2010
Onde: Porto
Mais informações: http://www.adurbem.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=790&Itemid=439

26 de novembro de 2010

Preparação da Nova Lei do Solo - Plataforma colaborativa já disponível

A DGOTDU acaba de desenvolver uma plataforma colaborativa destinada a servir de suporte à preparação do projecto da nova Lei do Solo, a qual está disponível no sítio da DGOTDU. Esta plataforma colaborativa é constituída por uma área pública e uma área reservada. Na área pública, de acesso livre por qualquer cidadão, podem ser consultados os documentos que vão sendo elaborados e enviadas observações e sugestões. A área reservada destina-se a servir de plataforma de comunicação e permuta de informação entre os membros das equipas técnicas envolvidas no trabalho.

in: http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/Noticias_APG_28_10_2010.htm

18 de novembro de 2010

Exposição “O Novo PDM” - Lisboa


A Exposição “O Novo PDM” está patente ao público no Edifício Municipal do Campo Grande, nº 25, de Segunda a Sexta-feira, das 8h às 20h.
Nesta mostra todos os interessados poderão conhecer a estratégia, os objectivos e as políticas da Revisão do Plano Director Municipal de Lisboa que pretendem fazer de Lisboa uma cidade para o futuro, uma cidade para as pessoas.
É ainda possível consultar e participar no processo de revisão do Plano Director Municipal através do site http://pdm.cm-lisboa.pt/

in:http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/Noticias_APG_18_11_2010.htm

Reabilitação dos Centros Urbanos em Portugal


O portal Espaço de Arquitectura em parceria com a Bienal Projecto Casa 2010 organiza o evento de Arquitectura e Design, que irá decorrer nos dias 25, 26, 27 e 28 de Novembro, na EXPONOR.
A “Reabilitação dos Centros Urbanos em Portugal” será o tema debatido em conferência pelo painel de convidados, no dia 25 de Novembro às 17H.
A entrada é livre, apesar de a inscrição ser obrigatória.
Na sequência do tema em debate serão dinamizadas tertúlias, a decorrer no stand do Espaço de Arquitectura, nos dias 26, 27 e 28 às 16H, com entrada gratuita. Pretende fomentar-se a discussão entre os convidados e o público com vista à procura de soluções na recuperação dos centros históricos.
A iniciativa visa estimular uma cultura arquitectónica activa, através da exposição de trabalhos, da partilha de ideias e da troca de experiências.

in:http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/Noticias_APG_18_11_2010.htm

6 de novembro de 2010

Congresso APAP - "PAISAGEM E TERRITÓRIO. Temáticas e políticas convergentes"


Quando: 4, 5 e 6 de Novembro de 2010
Onde: Lisboa - Museu da Fundação Oriente
Quem organizou: Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas

4 de novembro de 2010

Encontro: "TRANSFORMAÇÃO URBANA: EXPERIÊNCIAS LOCAIS"


O encontro “TRANSFORMAÇÃO URBANA: EXPERIÊNCIAS LOCAIS” teve lugar no dia 04 de Novembro de 2010 em Lisboa, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Programa: http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/TransformacaoUrbana.pdf

29 de outubro de 2010

Cidades criativas / Indústrias Culturais: mito ou realidade?

A Cultura em Conferência

Quando: 29 de Outubro, às 18 horas
Onde: Tavira - Bibliotaca Municipal Álvaro de Campos
Com quem: Miguel Magalhães (FCG); Pedro Costa (ISCTE); João Guerreiro (UALG)

25 de outubro de 2010

Congresso Planeamento Municipal. Balanço e Desafios


O Congresso Planeamento Municipal. Balanço e Desafios teve lugar nos dias 4 e 5 de Novembro no Edifico da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Cidade Universitária.

Programa: http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/CongressoPMOT_18Out.pdf

14 de outubro de 2010

Guia dos Programas de Acção Territorial

Guia dos Programas de Acção Territorial - Versão para consulta já está disponível

Os Programas de Acção Territorial (PAT) estão previstos no nosso quadro legal do ordenamento do território e urbanismo desde 1998. Essa previsão concretiza os princípios da contratualização e da coordenação, consagrados no artigo 5º da Lei de Bases da Política de Ordenamento do Território e Urbanismo (LBPOTU).

Os PAT são instrumentos particularmente úteis para a coordenação das actuações entre o Estado e as autarquias em matéria de desenvolvimento territorial, conferindo transparência e segurança aos investimentos públicos no território do município e credibilidade às políticas de ordenamento do território e de urbanismo, nomeadamente as que são expressas através dos instrumentos de gestão territorial. Por essa via, criam também condições mais favoráveis à desejável convergência e coordenação das actuações públicas e privadas em matéria de desenvolvimento urbano e territorial.

Todavia, decorrida mais de uma década sobre a introdução da figura no nosso sistema de gestão territorial e não obstante as suas virtualidades, verifica-se que a sua aplicação tem sido muito escassa.

Com a publicação deste Guia, a DGOTDU pretende estimular os principais interessados potenciais na utilização dos PAT - as autarquias locais, os organismos da Administração central que são responsáveis pela prossecução da política de ordenamento do território e de urbanismo e pela prossecução das principais políticas sectoriais com impacte territorial significativo e os grandes agentes privados que actuam no território – fornecendo-lhes elementos adicionais que lhes permitam compreender bem o alcance da figura e aplicá-la na prática.

O Guia insere-se numa linha editorial de publicação de documentos de orientação doutrinária e metodológica que contribuam para um entendimento uniforme e para uma aplicação esclarecida do nosso sistema de gestão territorial, dando cumprimento a uma das principais responsabilidades da DGOTDU enquanto autoridade nacional de ordenamento do território e de urbanismo, que consiste em apoiar quem está no terreno com informação de referência, contribuindo para a melhoria das práticas de gestão territorial e a capacitação dos seus principais agentes.

O Guia dos Programas de Acção Territorial é disponibilizado na página web da DGOTDU em versão para consulta, até dia 15 de Novembro de 2010, após o que será revisto em função das observações recebidas e publicado em versão impressa. A DGOTDU convida os destinatários deste Guia a colocarem as suas dúvidas e a enviarem observações, até à data acima indicada, para pat@dgotdu.pt

in: http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/Noticias_APG_14_10_2010.htm

Campanha Cívica ‘Cidades para a Retoma’


Objectivo
Num momento de particular dificuldade financeira e económica do país, a campanha cívica ‘Cidades pela Retoma’ pretende sensibilizar os poderes públicos (nacionais e locais), os agentes económicos e sociais e os cidadãos para a pertinência e oportunidade de reflectir sobre o papel das cidades na retoma económica.
A campanha que agora se inicia insere-se num desafio cívico internacional designado ‘No economic recovery without cities’, iniciativa desenvolvida no espírito da “World Urban Campaign” (http://www.unhabitat.org/) que as Nações Unidas estão a levar a cabo em 2010.

Conceito
A campanha irá mobilizar os cidadãos, em particular os especialistas da temática das cidades (técnicos e cientistas), empresários, personalidades das artes, cultura e dos media e, ainda, individualidades que desempenhem cargos de responsabilidade política a participar num exercício de reflexão colectiva sobre o papel das cidades na actual fase de desenvolvimento do país, que vise identificar e avaliar os seus recursos com potencial para o desenvolvimento económico e social e ajudar a definir uma ‘agenda local para a retoma’.

http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/

12 de outubro de 2010

CAFÉ DOGLIONI - ""Estratégias e Políticas Públicas para a Competitividade do Turismo"

O “Café-Doglioni” é uma iniciativa da CCDR Algarve que conta, regularmente, com palestras de especialistas sobre temas de interesse regional, num ambiente de tertúlia ao fim da tarde, onde as pessoas podem discutir e alimentar o debate em torno de temas diversos de interesse público.
O Prof. Doutor Fernando Perna, Coordenador do Centro Internacional de Investigação em Território e Turismo da Universidade do Algarve, aprofundou o tema "Estratégias e Políticas Públicas para a Competitividade do Turismo".

Quando? 12 de Outubro - 18h
Onde? Faro - Palacete Doglioni, Rua do Lethes n.º 32
Com quem? Fernando Perna
Quem organizou? CCDR Algarve

9 de outubro de 2010

XII Colóquio Ibérico de Geografia


Quando? de 6 a 9 de Outubro de 2010
Onde? Porto - Universidade do Porto
Quem organizou? Departamento de Geografia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Quem promoveu? Associação Portuguesa de Geógrafos (APG) e pela Asociación de Geógrafos Españoles (AGE)

6 de outubro de 2010

Sugestões de Leitura


Livro das actas "os dez Anos da LBPOTU"

No âmbito do Encontro anual de 2008 a Ad Urbem publicou recentemente o livro das actas "Os Dez Anos da Lei de Bases da Politica de Ordenamento do Território e de Urbanismo. Génese e Evolução do sistema de Gestão Territorial 1998-2008".

O livro das actas "Os Dez Anos da LBPOTU" integra cerca de 45 textos incluindo as intervenções dos conferencistas João Cravinho e Nuno Portas, bem como, dos oradores convidados: Maria da Glória Garcia, Fernanda Paula Oliveira, Jorge Gaspar, Teresa Sá Marques, António Cândido de Oliveira e Paulo Pinho.

in: http://www.adurbem.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=836&Itemid=206

4 de outubro de 2010

a Cultura em Conferência

Albufeira . Faro . Lagos . Loulé . Tavira .

Outubro 2010 a Janeiro 2011

No âmbito do Plano Estratégico de Cultura para o Algarve (PECALG), uma iniciativa da Direcção Regional da Cultura, a Universidade do Algarve vai organizar um conjunto de ciclos de debate para promover a reflexão sobre as condições da vida cultural, os problemas, as dificuldades e as oportunidades que hoje em dia se colocam aos diferentes agentes e produtores culturais da região.
A iniciativa será aberta a todos os interessados e decorrerá entre Outubro de 2010 e Janeiro de 2011 em várias cidades algarvias. Contará com a presença e a colaboração de vários especialistas nacionais.

PROGRAMA

1. Gestão Cultural/Políticas Culturais
Data: 8 de Outubro, às 18 h

2. Cidades criativas/Indústrias Culturais: mito ou realidade?
Miguel Magalhães (FCG) - Intervenção inicial
Pedro Costa (ISCTE) - Comentário da intervenção e relatório escrito
João Guerreiro (UALG) - Comentário da intervenção
LOCAL: Tavira - Biblioteca Municipal Álvaro de Campos
Data: 29 de Outubro, às 18 h


3. Produção Cultural/Relação com os Media/Público
Data: 19 de Novembro, às 18 h

4. Património, Cultura e Turismo
Data: 3 de Dezembro, às 18 h

5. Associativismo e Cultura
Data: 17 de Dezembro, às 18 h

6. A Cultura Regional: Arte, Mesa, Tradições e Memória
Data: 14 de Janeiro de 2011, às 18 h

1 de outubro de 2010

Primeiro "Café-TALLER Dogiloni" - "Español y Portugués: lenguas que soman"


O “Café-Taller Doglioni” é uma iniciativa do GIT - Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças do Algarve e pretende introduzir, neste ciclo de tertúlias, a realidade da cooperação que se faz e apontar necessidades e caminhos de futuro.
A entrada é livre.

Primeiro "Café-TALLER Dogiloni"
"Español y Portugués: lenguas que soman"

Quando? 7 de Outubro - 17h
Onde? Faro - Palacete Doglioni, Rua do Lethes n.º 32
Com quem? D. José María Martín Valenzuela, Director do Instituto Cervantes de Lisboa
Quem organizou? CCDR Algarve

30 de setembro de 2010

AD URBEM - III Jornadas de Direito do Urbanismo e da Construção


Legalização ou Reposição da Legalidade Urbanística?
Quando? 30 de Setembro de 2010
Onde? Lisboa - Auditório Municipal da Biblioteca Orlando Ribeiro (Telheiras)
Quem organizou? AD URBEM

1 de setembro de 2010

SUMOBIS - Making the SUstainable MOBility choice thanks to the development of Innovative Services



A congestão dos centros urbanos dentro do espaço SUDOE (sudoeste europeu) surge como uma problemática de grande dimensão nos objectivos actuais do desenvolvimento urbano sustentável, uma vez que as condições de circulação nestes centros são o vector que levam a problemas ambientais graves (poluição sonora e atmosférica), bem como de degradação da produtividade do tecido económico local.

No dia 3 de Fevereiro de 2010, no âmbito deste projecto, a Lisboa E-Nova organizou na FIL uma Conferência sobre "A Mobilidade Sustentável na Cidade", que contou com uma grande afluência. Adicionalmente, no dia 4 de Fevereiro de 2010 foi organizada uma sessão do Ponto de Encontro sobre "Cinco anos de um nova política de Mobilidade Sustentável em Burgos: lições retiradas e resultados obtidos ", que contou com o orador José María Diez (Associación Plan Estratégico Ciudad Burgos do Município de Burgos, Espanha) e foi convidado a moderar a sessão o Tiago Farias (especialista em mobilidade).

O Projecto SUMOBIS está integrado no programa de cooperação territorial do espaço Sudoeste europeu (SUDOE), que apoia o desenvolvimento regional através do co-financiamento de projectos transnacionais por intermédio do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional).

Para mais informações sobre o projecto poderá aceder à página do mesmo em www.sumobis.eu ou através do facebook.

Início e duração do Projecto: Julho de 2009, 24 meses

Parceiros da Lisboa E-Nova no projecto: Tisséo-SMTC (França), Município de Burgos (Espanha), Asociación Plan Estratégico Ciudad de Burgos (Espanha), Município de Oviedo (Espanha), Município de Ponferrada (Espanha), Município de Huelva (Espanha).

28 de agosto de 2010

OPEN DAYS, the European Week of Regions and Cities


Regions and cities prepare for the 2010 edition of Brussels' top institutional event

OPEN DAYS, the European Week of Regions and Cities, held each year in October, has long been Brussels' biggest annual event on regional and urban development – but now it is also the city's best institutional event as well. On the day that the 2010 version of the OPEN DAYS was officially launched, the 2009 edition was named 'best 2009 event' in the category Associations & Institutional Meetings in an award ceremony hosted by the Brussels International Tourism & Congress office.

The OPEN DAYS are organised jointly each year by the Committee of the Regions (CoR), the EU's assembly of regional and local representatives, and the European Commission's Regional Policy Directorate-General (DG REGIO). The 2010 event will also include 28 regional partnerships, who will organise around a third of the more than 100 conferences and seminars to be held between 4-7 October in Brussels. The other two thirds will be organised by the CoR and DG REGIO.

The reform of cohesion policy post-2013 and the local dimension of the 'Europe 2020 strategy' will dominate the 8th European Week of Regions and Cities. Workshops and seminars will concentrate on the three key issues of competitiveness, co-operation and cohesion and will highlight the concerns and demands of regions and cities in the run-up to the adoption by the European Commission of its 5th cohesion report, an assessment of the current state of play that will influence the Commission's thinking on the policy post-2013.

The OPEN DAYS also involve the European Parliament, private companies and financial institutions. The latter will showcase the role of public-private partnerships in developing a 'greener economy' and 'territorial co-operation' – the themes of two 'villages' hosted by the CoR. In addition, the OPEN DAYS University, which brings together top-level scholars and researchers in the field of regional and urban development, will address the issue of EU cohesion policy from a more academic point of view.

A total of 6,000 participants, representing local, regional and national authorities, academia, EU officials and media, are expected to attend the 2010 event. In addition, under the label "Europe in our Region/City", another 260 local events will be organised all over Europe to reach an even wider public of more than 25,000.

The final programme and on-line registration will be available as of 5 July.

For more information, please visit www.opendays.europa.eu
Background of the 'Associations and Institutional Meetings Award':
http://www.brusselsmeetingsweek.be/

20 de agosto de 2010

"Memórias de Vilarinho das Furnas" nas fotografias do Grupo IF (Ideia e Forma)


Quando? de 23 de Julho a 20 de Agosto de 2010
Onde? Braga - Shopping Braga Parque

12 de agosto de 2010

Sugestões de Leitura



título: Urban Sprawl in Europe: Landscape, Land-Use Change and Policy (Real Estate Issues)
autores: Chris Couch; Dr Lila Leontidou; Dr Gerhard Petschel
editora: Wiley-Blackwell
data: 04 de abril de 2008
nº de páginas: 296
idioma: Inglês

book description:

The book has been developed from the findings of an EU research project, co-ordinated by the Potsdam Institute for Climate Change Studies and presents an integrated impact assessment of regulations, incentives, economic instruments and infrastructure measures on urban sprawl. Policies imposed by European, national and regional agencies will be investigated and options for improvement developed. This assessment is driven by finding robust answers to the following questions: bull; bull;What are recent trends and issues of sprawl (case studies on Liverpool, Stockholm, Leipzig, Warsaw, Ljubjana, Vienna, Athens)? bull;What aspects characterise European pattern(s) of urban sprawl? What are common indicators and variables across Europe? bull;Does a generalised mechanism exist which governs the European pattern of urban sprawl and can this scheme be formulated in terms of a formal qualitative model? bull;What specifies supportable forward-looking scenarios of urban sprawl with respect to sustainable development? How can stakeholders be involved to assess these ‘sustainable scenarios’? bull;What constitutes best practices with regard to the management of urban sprawl?

http://www.amazon.com/gp/product/product-description/140513917X/ref=dp_proddesc_0?ie=UTF8&n=283155&s=books




título: Urban sprawl in Europe — The ignored challenge
editora: Agência Europeia do Ambiente
data: 2006
local: Copenhagen
nº de páginas: 60
idioma: Inglês
link para texto integral:
http://www.eea.europa.eu/publications/eea_report_2006_10/eea_report_10_2006.pdf

DISPERSÃO URBANA – habitação e não só

UMA ABORDAGEM PARA O CONCELHO DE CALDAS da RAINHA

INTRODUÇÃO

No espaço rural um novo cidadão emerge. Por migração da cidade compacta ou por migração cultural e mediática, a cultura urbana instala-se. Conquistada a almejada independência habitacional pela moradia, implantada no seu bocado de terra, preferencialmente com vistas para uma parcela de paraíso que parece ser só seu, este novo urbanita, pode escolher “a cidade” que quer, como refere Spiro Kostov, “Automobile drivers – the only fully entitled citizens of edge cities – can now compose their own town…” .
No “campo” a rede de acessibilidades expandiu-se, asfaltou-se e completou-se pela infra-estrutura básica da água, saneamento, energia e telecomunicações.
O crescimento da urbanização dispersa apoia-se nesta rede básica de infra-estrutura, agora potenciada pelos diversos apoios sociais e institucionais e pela existência disseminada de possibilidades de emprego.

A DISPERSÃO URBANA NA REGIÃO

Genericamente, o fenómeno da expansão da construção por um território, o Urban Sprawl, tem como principais motores o desejo de individualidade e autonomia presente no “sonho americano”.
Mas, contrariamente à expansão típica dos subúrbios americanos, as condições para a dispersão urbana em Portugal, e no caso particular do Concelho de Caldas da Rainha, não se formam em territórios amorfos mas sim em zonas já historicamente estruturadas por uma tipologia fundiária de raiz agrícola, por localidades de historicidade rural e por uma rede primária de acessibilidades, completada por uma infra-estruturação básica de energia, saneamento e abastecimento de água.
Nesta estruturação básica, justapõe-se à ocupação ancestral uma nova ocupação que reforça a alteração da composição sócio cultural tradicional, já de si em rápida evolução pelo acesso generalizado ao ensino e às novas tecnologias de informação e comunicação (TIC).
No concelho de Caldas da Rainha, e em muitos concelhos da região Oeste, a dispersão urbana verificada assenta numa matriz histórica ligada à actividade agrícola tradicional. Esta actividade embora em declínio como motor económico da região, subsiste ainda em complemento com outros sectores, que agora se espalham pelo território criando novas oportunidades de emprego fora da cidade compacta.

CONDIÇÕES PARA A DISPERSÃO ......
MOTIVAÇÃO ......
DISPONIBILIDADE AEDIFICANDI ......
ECONOMIA FUNDIÁRIA ......
RAZÕES INSTITUCIONAIS E CONDIÇÕES ADMINISTRATIVAS ......
MOBILIDADE ......
TECIDO EMPRESARIAL ......
INFRAESTRUTURAÇÃO ......

CONCLUSÃO

O concelho de Caldas da Rainha é uma área de edificação dispersa polarizada pela cidade de Caldas e inserido na região Oeste.
Esta edificação dispersa subsiste e adensa-se apoiada na mobilidade automóvel e na rede histórica das aldeias e dos casais agrícolas. Sustenta-se da criação de emprego na proximidade, em substituição ou complemento da actividade agrícola, agora com população activa minoritária e sofre mutações de ordem sociológica e acréscimos de população e construção, sobretudo na sua faixa litoral, na cidade de Caldas e na sua envolvente próxima.
A mobilidade e acessibilidade são fulcrais no funcionamento da dispersão urbana, nos mais variados aspectos que vão do abastecimento ao emprego e passando pela atracção de visitantes.
Funciona neste ponto a existência de uma estrutura tecnológica de acessibilidade – a autoestrada, que coloca a região no raio de influência de Lisboa.

Bibliografia ......

link para o texto integral:
https://www.ua.pt/ii/ocupacao_dispersa/ReadObject.aspx?obj=14604

Maio de 2010
João Aboim

Lisboa, cidade abandonada

O coração de Lisboa está envelhecido. No centro histórico, em bairros tão conhecidos como o Chiado, a Baixa, Alfama, a Graça ou Alcântara abundam as casas desocupadas. É uma imagem que se repete até em zonas mais caras. Entre lojas de luxo, hotéis, bancos e empresas multinacionais espreitam edifícios em avançado estado de degradação. A Câmara Municipal diz que são cerca de 15 na Avenida da Liberdade, a principal artéria da cidade. Lisboa e Porto estão à cabeça da lista das cidades da UE que mais se despovoaram desde 1999 e com o maior índice (24%) de habitantes com mais de 65 anos.

...

Cidade enche-se e esvazia-se como um pulmão

Nos últimos 30 anos, Lisboa perdeu cerca de 100 mil habitantes por década e passou de 800 mil habitantes para o meio milhão atual. Salgado diz ter “perfeitamente identificadas” as causas do despovoamento: “A má qualidade dos equipamentos de proximidade: creches, escolas, centros de saúde; a procura de casas unifamiliares; e, mais importante, o preço do metro quadrado, que em Lisboa é duas ou três vezes mais caro do que nos municípios limítrofes”. Um quarto da população da cidade vive no limiar da pobreza, segundo os cálculos da Câmara. Reformados, desempregados, pessoas que vivem do rendimento mínimo, de um lado. Do outro, os que têm mais recursos e têm acesso, sem problemas, ao mercado de habitação em Lisboa. Em muito casos têm, também, casas nas zonas mais exclusivas dos arredores, como Estoril e Cascais.

A cidade tem 650 mil postos de trabalho, mas apenas 500 mil residentes, dos quais só um quarto é ativo, explica o vereador. “Isto significa que, todos os dias, entram e saem de Lisboa mais de meio milhão de pessoas. É uma situação praticamente única na Europa, só comparavel a Oslo, que tem mais em comum com as cidades dos Estados Unidos”, diz o geógrafo João Seixas, professor de Geografia na Universidade de Lisboa.

As consequências deste tráfego diário são dramáticas para uma cidade que se enche e esvazia como um pulmão. Desequilíbrio, congestão da via pública, poluição e ruído. “Há 162 mil veículos registados em Lisboa e, todos os dias, entram 400 mil, o que implica um enorme desgaste para a cidade e não representa nenhuma entrada de dinheiro para a Câmara porque estas pessoas pagam impostos noutros municípios”...

Fonte: Expresso
link para texto integral: http://hoffice.wordpress.com/2010/08/11/lisboa-cidade-abandonada/

CAFÉ DOGLIONI - "Revisão de PDMs"


O “Café-Doglioni” é uma iniciativa da CCDR Algarve que conta, regularmente, com palestras de especialistas sobre temas de interesse regional, num ambiente de tertúlia ao fim da tarde, onde as pessoas podem discutir e alimentar o debate em torno de temas diversos de interesse público.

Quando? 11 de Agosto - 18h
Onde? Faro - Palacete Doglioni
Com quem? Costa Lobo
Quem organizou? CCDR Algarve

25 de julho de 2010

Sugestões de Leitura


Magazine Panorama : «Politique régionale - une approche intégrée – Une vue à 360 degrés»
(9 juillet 2010)

Inclui temas sobre cidades, na perspectiva das linhas de apoio financeiro da Política Regional Europeia

Que veulent dire les experts en politique lorsqu’ils soulignent l’importance d’une «approche intégrée» pour l’élaboration de politiques régionales? La nouvelle édition de Panorama se penche sur ce sujet, en proposant de nombreux exemples d’application de politique régionale intégrée. Qu’il s’agisse de développement urbain, d’assistance aux régions ultrapériphériques ou de projets dans les zones structurellement faibles de Bavière, la coordination des politiques dans l’optique de garantir le développement régional dans son ensemble s’avère être un outil de politique régionale efficace.

link para o texto integral:
http://ec.europa.eu/regional_policy/sources/docgener/panorama/pdf/mag34/mag34_fr.pdf

Maria Albina Martinho

18 de julho de 2010

XII Colóquio Ibérico de Geografia


XII Colóquio Ibérico de Geografia
Universidade do Porto
de 6 a 9 de Outubro de 2010


Em Outubro de 2010 (dias 6 a 9), decorrerá o XII Colóquio Ibérico de Geografia, cuja organização foi delegada, pela Associação Portuguesa de Geógrafos (APG) e pela Asociación de Geógrafos Españoles (AGE), no Departamento de Geografia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

São propostas oito áreas temáticas, necessariamente abrangentes e inclusivas, e também, simultaneamente, identificadoras e diferenciadoras dos grandes domínios de investigação e de actividade dos geógrafos:

- Cidades e Territórios Metropolitanos
- Regiões, Redes e Mudanças Globais
- Paisagens, Património e Desenvolvimento
- Recursos Naturais e Ordenamento do Território
- Ambiências Morfoestruturais e Climáticas
- Tecnologias de Informação e Cartografia em Geografia
- Ensino da Geografia e Processo de Bolonha
- Pensamento e Imaginação Geográfica

Os Colóquios Ibéricos têm constituído uma oportunidade de encontro, de cruzamento de saberes e de aprofundamento do debate disciplinar. Fica desta forma expresso o convite a uma participação alargada dos geógrafos espanhóis e portugueses num evento que tem constituído, também, uma excelente oportunidade de consolidação do relacionamento mútuo.

in: http://web.letras.up.pt/xiicig/

14 de julho de 2010

CAFÉ DOGLIONI - “Modelos, Planos e Instrumentos de Ordenamento do Território”


Quando? 13 de Julho - 18 horas
Onde? Faro - Palácio Doglioni
Com quem? Jorge Gaspar
Quem organizou? CCDR Algarve

Jorge Gaspar, embora seja crítico da dispersão urbanística na região algarvia e censure a aposta num desenvolvimento predador de recursos naturais, não lamenta uma maior ocupação da faixa litoral: "A desconsolação é ter um país que está litoralizado, mas que não aproveita nada do mar", referiu recentemente o geógrafo especialista de Planeamento Regional e Urbano.

A sua intervenção abrangeu uma reflexão sobre os aspectos estratégicos e orientadores estabelecidos no plano regional de ordenamento do território e a sua materialização nos planos de ordenamento de nível concelhio e sub-concelhio.

1 comentário:

Albina Martinho disse...

Espero que não se incluam na ideia de aproveitar melhor do mar projectos semelhantes à marina de Portimão, não pela marina propriamente dita, mas pela construção de apartamentos e restaurantes em cima da água, na Foz do Rio Arade conquistando terra a um plano de água excepcional que assim se vai apoucando.
Bem sei que não é no mar mas é apenas um exemplo e é caso para dizer, com tanta construção que já se faz em terra,ainda ir construir na água, "não havia necessidade".
Por isso, aproveitar melhor do mar, com certeza nas diversas frentes, mas, mais uma vez, dependerá de como concretizarmos esse objectivo.

16 Julho, 2010

9 de julho de 2010

Ordenamento da rede escolar/ desordenamento do território?

Foi recentemente anunciada uma medida que pretende o reordenamento da rede escolar. O que é que a medida de fecho das escolas com menos de 21 alunos tem a ver com a dispersão? O facto é que esta medida me traz dúvidas, bem como outras que têm vindo a ocorrer no mesmo sentido noutros equipamentos.

Situemo-nos então na parte mais rural do nosso país, sobretudo na larga faixa interior, já de si tão desertificada em termos de população.

Muitas aldeias, nesta zona do país, vão fechando as portas enquanto as populações têm vindo a concentrar-se nas vilas e cidades. Até podemos assistir a este movimento de braços caídos e dizer que é natural, inevitável, mas pergunto-me então: devemos, além disso, utilizar uma política pública para reforçar esse movimento?

Isso não será contraproducente, a machada final para pequenas localidades que, apesar de todas as circunstâncias adversas (problema de emprego, de acessibilidades, baixa natalidade, etc, etc ) ainda têm a audácia de ter entre 10 e 21 alunos (com menos já fecharam, julgo). Afinal é preciso ainda ter um certo dinamismo para ter um tal número de alunos!

Em sentido oposto a esta medida, fazem-se malabarismos de criatividade e invenção para lançar projectos de desenvolvimento regional e rural, através dos quais se lançam milhões e milhões de euros nacionais e comunitários (para os quais também contribuímos) e que incluem a dinamização de actividades e ainda precisamente a reabilitação de aldeias e de pequenos centros.

Isto para dizer que esta medida me parece demasiado sectorial e não teve em conta outros aspectos: há que apelar a outras alternativas e não ir pela via que parece mais directa, mas que pode ser, afinal, a mais complicada e onerosa.

Quer-se poupar dinheiro, mas no final será que se poupa? a rede de transportes escolares e a segurança dos alunos e as horas de percurso? Para além dos outros custos atrás mencionados.

Queremos dar melhores condições aos alunos? Mas não podemos pensar em equipamentos itinerantes em vez de alunos itinerantes? Fomentar o intercâmbio entre escolas, o trabalho em rede, a troca de experiências, as visitas periódicas?

Termino esta minha reflexão dizendo que neste caso do povoamento do interior, a pressão para a concentração é de tal ordem, tão avassaladora, que é caso para ser mais amigo da dispersão do que inimigo.

Lisboa-8 de Julho de 2010
Maria Albina Martinho

Conferência "Vilarinho das Furnas - Arqueologia do Progresso”


Quando? 9 de Julho - 21h30
Onde? Braga - Museu da Imagem
Com quem? Álvaro Domingues, Albertino Gonçalves, Miguel Bandeira, Moisés Martins

Vilarinho da Furna - uma arqueologia do progresso
No âmbito da exposição “Vilarinho das Furnas” a decorrer no museu da Imagem (Campo das Hortas, 35 - Braga) da autoria do Grupo IF (Ideia e Forma: António Drumond, Henrique Araújo, João Paulo Sotto Mayor e Manuel Magalhães) terá lugar no dia 9 de Julho uma conferência de reflexão sobre a problemática em causa. As comunicações estão a cargo dos professores Albertino Gonçalves, Miguel Bandeira, Moisés Martins (Centro de Estudos Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho) e Álvaro Domingues (Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto).

“Vilarinho das Furnas” é um belíssimo trabalho do grupo IF e um documento perturbador sobre a capacidade que tecnologia possui de apagar uma ordem anterior e instituir outra cujo motivo é invariavelmente, “o progresso”. A poética das fotografias de Vilarinho da Furna é avassalador também porque a própria aldeia tinha sido já instituída como um “alto lugar” de uma certa identidade portuguesa mergulhada num passado profundo de comunidades presas às suas terras e aos seus costumes de organização comunitária (Jorge Dias, Vilarinho da Furna - uma aldeia comunitária, 1948).
Diz Orlando Ribeiro na re-edição dessa obra de Jorge Dias (1981) que Vilarinho”é uma espécie de Requiem pelos pobres camponeses, pastores, moleiros e homens de outros ofícios humildes, que não inspiram aos prestigiosos construtores de barragens outro sentimento que não seja de profundo desprezo”.
Não podia ser mais actual este desabafo. Hoje, como antes, lamenta-se a perda de um certo Portugal profundo e levantam-se semelhantes polémicas fracturantes: de um lado a tecnologia, as necessidades energéticas e o progresso, do outro a memória e a visão patrimonial da paisagem. Parece que os almoços nunca são de graça e alguma coisa se aprenderá de Vilarinho da Furna, que é a arqueologia submersa do progresso de então.
Professor Doutor Álvaro Domingues

18 de junho de 2010

Seminário "Prós e Contras da Edificação Dispersa"


NOTAS SOBRE A OCUPAÇÃO DISPERSA, A PROPÓSITO DE UM DEBATE

Faro, Maio de 2010

No Seminário organizado pelo CAID e pela CCDRA, em Faro, ouviram-se opiniões fortes e contraditórias relativas à Ocupação Dispersa.
- A construção tem aumentado (uma evidência); os “filhos da Terra” não se conseguem instalar (refere um presidente de junta).
- Os novos habitantes originam rupturas sociológicas (afirma alguém); não se consegue construir habitações com dimensão adequada à procura (refere um promotor imobiliário)
- Parcelas de 1000 ou 2000 m2 são as adequadas à procura (refere um arquitecto); não se deve construir em parcelas inferiores a 10000 ou 20000 m2 (estabelece a normativa).
- Estão a ser construídas infra-estruturas para quê, se não se permite a edificação? (refere um construtor civil).
- A edificação impede o contínuo ecológico, os ecossistemas estão a degradar-se (afirma um paisagista); os terrenos não edificados estão ao abandono (refere um presidente de junta).

Quem terá razão, nestes argumentos pró e contra a Ocupação Dispersa? Aparentemente todos relatam a realidade, todos parecem ter razão, ou pelo menos a sua razão, se nos centrarmos no respectivo ponto de vista.
Mas, então, como explicar a situação? Assumindo, sem subterfúgios, que as actuais dinâmicas de ocupação do território estão a originar desequilíbrios, não apenas no que respeita aos ecossistemas biofísicos, mas também no âmbito das relações sociais e económicas e, genericamente, na relação entre Homem e Ambiente.
Já antes existia, em diversos locais e nomeadamente no Algarve, uma Ocupação Dispersa, sendo consensual considerar que tal ocupação, assente na actividade agrícola, correspondia um equilíbrio entre recursos, actividade económica, serviço de infra-estrutura, relações sociais.
Não é o que acontece actualmente. A diversidade de interesses, actividades, perspectivas, confronta-se entre si, por vezes de forma antagónica, não se afigurando fácil perspectivar o desenho de um novo equilíbrio.

Mas há que procurá-lo, há que o encontrar e, para tal, sem pretender ter a solução, arrisco algumas opiniões preliminares:
- O Urbano deve ser de facto urbano, como antes o era, com continuidade e compacidade edificatória e com mistura funcional.
- No Rural, deve procurar-se que a dimensão das parcelas seja a adequada a explorações agrícolas ou a explorações florestais (o que, em muitos casos, exige emparcelamento) e a edificação deve ser contida, apenas a necessária para potenciar e complementar a actividade agro-florestal (o que pode incluir turismo e indústria transformadora, mas dificilmente funções meramente residenciais).
- A Ocupação Dispersa existente deve ser assumida, delimitada e organizada, buscando e testando equilíbrios e complementaridades (entre actividades e destas com os recursos biofísicos) e adoptando serviços de infra-estruturas, distintos dos do Urbano, compatibilizados com uma adequada carga de utilização.
- O Território deve ser assumido como um todo, sendo sobretudo a uma escala alargada que devem ser defendidos os ecossistemas e perspectivada a distribuição das diversas actividades económicas, residenciais e de lazer, considerando e potenciando as diversas formas de ocupação do território, assumindo que a Ocupação Dispersa é uma delas.

Jorge Carvalho

10 de junho de 2010

Seminário "Prós e Contras da Edificação Dispersa"


PRÓS E CONTRAS DA EDIFICAÇÃO DISPERSA
RESUMO (em forma de frases soltas)

CONTRA
A edificação dispersa promove:
1 – destruição da biodiversidade
2 - destruição da paisagem.

O “corridinho urbanístico” do Algarve destruiu as suas potencialidades.

As funções da paisagem não são meramente cénicas, ela promove a produção de água de qualidade, a biodiversidade e a amenidade climática entre outras.

É insustentável não ter paisagens em contínuo.

Custos da dispersão:
1 - Implementação e manutenção de infras.
2 – Custos de segurança.

O Algarve foi destruído

A paisagem não se pode recuperar à base de jardins.


A FAVOR
As cidades também têm custos ambientais.

Volumetrias reduzidas.

Construir no Algarve é um modo de exportar.

Não se compreende a reduzida dimensão da capacidade construtiva face à grande dimensão da propriedade.

Fomento do imposto autárquico.

Presença no terreno cuidando dele.

Evita o abandono e fixa os “filhos da terra”.

Acaba com o fomento do abandono dos campos e concentração na cidade.

A Administração produz legislação avulsa, em gabinete, sem ligação com a realidade, focada meramente em índices e liderada por estratégias exteriores à região.

Ausência de controle de aspectos arquitectónicos complementares muito importantes.

Não se pode ter uma posição preconceituosa contra a edificação dispersa.

O PROTAL tem uma atitude visceralmente contra a dispersão urbana.

Existem soluções técnicas que permitem a fixação em zonas dispersas sem sobrecarregar as infraestruturas.


NEM CONTRA NEM A FAVOR

Os custos devem ser assumidos por quem os produz.

Todas as intervenções falam com razão o que significa um desiquilibrio patente na forma de viver a ocupação quer num modo concentrado quer num modo disperso.

Esta região tem tido dois pesos e duas mediadas.

Os custos de manutenção da paisagem devem ser assumidos colectivamente.

É importante aprofundar as questões.

É importante chegar ao “como?”.

Os problemas do Algarve são comuns ao País e às regiões turísticas.

Seria conveniente expressar mais sistemas de solução e menos de indignação.

É importante introduzir sistemas económicos de regulação.

Cartografia, Cadastro e Lei de Solos – o fundamental.

ALGARVE – 28 de MAIO de 2010

joão aboim

9 de junho de 2010

Aqui na Terra, pel´A Rua da Estrada


Quando? 9 de Junho - 21.30
Onde? Porto - Feira do Livro - auditório da APEL
Com quem? Miguel Carvalho e Álvaro Domingues

Miguel Carvalho e Álvaro Domingues vão andar Aqui na Terra, pel´A Rua da Estrada. Isto é: através dos livros de ambos, tentaremos cruzar caminhos de Portugal, com fotografias e textos.

27 de maio de 2010

CASAS KITADAS


CASAS KITADAS - Quintas de Leitura

Quando? 27 MAIO 2010 - 22h00
Onde? Porto - Teatro do Campo Alegre
Com quem? Álvaro Domingues




A conferência de Álvaro Domingues vai interagir com a cantora lírica Mónica Lacerda Pais.

O geógrafo (e performer) Álvaro Domingues explica:

"Enganam-se os que pensam que uma casa serve só para habitação, ou que é o domínio do privado e da vida familiar. Uma Casa Kitada na Rua da Estrada é muito mais do que um lar; é um desassossego, uma arquitectura instável buscando uma solução para adequar um edifício a outra função para a qual não foi pensado - um café no rés-do-chão ou uma esplanada no jardim, o que seja. Só se estranha o que não se consegue explicar."

11 de maio de 2010

Edificação dispersa é tema em debate em Faro

O ordenamento do território e edificação dispersa são o mote para uma iniciativa que se realiza no dia 28 de Maio no Palacete Doglioni, em Faro, integrada na programação da Semana da Europa.

Durante a manhã há lugar a um encontro animado por reputados especialistas, num debate moderado pelo jornalista Idálio Revez e para o período da tarde está preparada uma visita técnica.

Alguns pontos a abordar no evento: Como requalificar áreas ocupadas por edificação dispersa? Quais os custos e benefícios, à escala local, de uma ocupação dispersa? Qual deve ser o Regime Jurídico do Solo Rural?

São destinatários do encontro, profissionais liberais, urbanistas, autarcas, técnicos de autarquias, académicos, empresários de construção, do sector imobiliário e outros especialistas.

As inscrições são gratuitas, limitadas à capacidade da sala e podem ser efectuadas em www.ccdr-alg.pt.

A iniciativa é uma organização da CCDR Algarve e do CAID - Clube dos Amigos e dos Inimigos da Dispersão e conta com o apoio do Programa Operacional Regional PO Algarve 21 _QREN.

JV/RS
11:15 terça-feira, 11 maio 2010
Diário "Região Sul - algarve" - 1ª página - actualidade (edição online)

3 de maio de 2010

PROGRAMA do Seminário "Prós e Contras da Edificação Dispersa"

SEMINÁRIO PRÓS E CONTRAS DA EDIFICAÇÃO DISPERSA
DATA: 28 DE Maio 2010
LOCAL: PALACETE DOGLIONI, FARO

PROGRAMA

9.30 - Sessão de boas vindas
• Arqt.º Porfírio Maia, Vice - Presidente da CCDR Algarve
9.45 - Enquadramento do tema
• Prof. Engº Jorge Carvalho
10.00 - Painel: Prós e Contras da Edificação Dispersa
• Dr. Leonardo Abreu – Presidente da Junta de Freguesia de Stª Bárbara de Nexe - Faro
• Sr Ludjero Viegas – Promotor Imobiliário
• Arqtº Fernando Pessoa
• Prof. Dr. António Covas – Professor da Universidade do Algarve - Membro da Comissão Directiva do PO Algarve 21
• Moderador Idálio Revez – Jornalista
11.15 - Café
11.30 - Debate
12.00 - Conclusões do Painel
• Prof. Arq. Pedro George
12.30 - Encerramento
• Dr. João Faria, Presidente da CCDR Algarve

12.45 - Almoço livre

15.00 - Visita de autocarro
(partida da CCDR Algarve – sede, Praça da Liberdade)
17.00 - Fim da visita
(chegada á CCDR Algarve – sede

A visita é sujeita a inscrição e é limitada à lotação do autocarro e as inscrições serão consideradas por ordem de chegada.

- organização - CCDR Algarve e CAID

- preço - sem custos para os participantes.
O evento está integrado na programação da Semana da Europa e conta com o apoio do PO Algarve 21_ QREN

- programa e inscrições - disponíveis no site da CCDR Algarve
http://www.ccdr-alg.pt/ccdr/index.php?module=PostCalendar&func=view&Date=20100528&tplview=&viewtype=details&eid=84&print=

- inscrição - Formulário online

24 de abril de 2010

Álbum de fotos: Visita Técnica "A rua da estrada"

O geógrafo Jorge Gonçalves, da direcção do CAID, criou este álbum de fotografias da nossa visita técnica. Quem tem outras para acrescentar?

http://picasaweb.google.pt/jg2464/RuaDaEstrada?feat=email#

“Sinais dos tempos : Urbanismo da segurança/insegurança”

O que vou dizer não sei se tem exactamente a ver com a dispersão, mas quem sabe terá alguma coisa a ver (pensemos por exemplo nas zonas de moradias isoladas em que as medidas de segurança se acumulam). Bom, na dúvida, porque não deixar aqui esta reflexão ou uma certa consternação com alguns sinais dos tempos que nem sempre nos parecem auspiciosos.
É que sem dar por isso, ou antes, habituando-nos a isso, vemos os muros das casas e dos quintais a subir, as grades nas janelas a multiplicar-se, os condomínios fechados a surgir como cogumelos.
Conjugam-se para isso vários factores: instabilidade e transformações sociais, aumento de assaltos ampliado pela comunicação social, crescimento de uma economia da segurança, privatização da segurança, pressão do sector imobiliário para formas urbanísticas de elevado preço como é, em geral, o caso dos condomínios fechados, etc..
Assim os que podem e querem abrigam-se nos modernos castelos e os outros vão subindo os muros e colocando grades e engaiolando-se - é o fenómeno da insegurança/segurança – a condicionar e a ir tomando conta das nossas vidas, alterando pelo caminho o urbanismo e a paisagem urbana. Nas ruas das cidades e nos espaços públicos as câmaras de filmar começam a fazer-nos companhia e pedem-nos em letreiros simpáticos “sorria está a ser filmado” e dou logo comigo a sorrir, acaba por ser útil.
Não sei se esta tendência tem, como disse, uma relação muito directa com a dispersão mas leio nestes sinais alguma coisa a ver com formas futuras de urbanismo que não sei se me agradam, se são amigáveis e anunciadoras de uma sociedade desejável.
Deixo por isso estes comentários pois talvez vá chegando o tempo de no domínio do urbanismo e do ordenamento do território se fazer alguma reflexão nesta matéria.”

Maria Albina Martinho

15 de março de 2010


A Rua da Estrada
é um assunto que mete medo!
Nem é estrada, nem é rua
e parece acumular
as desvantagens de cada uma delas.
Para quem vai de passagem,
são as paragens constantes,
o congestionamento,
as passadeiras, os semáforos.
Para quem vive junto à estrada,
é a perigosidade do trânsito,
a falta de pessoas, o ruído constante.

(retirado do livro "A Rua da Estrada", Dafne, 2010, Porto)
Imagem disponível no blogue Quintas de Leitura

Comentários sobre a Visita

Gostei muito da visita: A rua da estrada foi uma boa maneira de olhar para uma realidade que nos aparece caótica como que a desestruturar o nosso pensamento, os nossos conceitos. Álvaro Domingos usou com ironia e provocação a sua rua da estrada para nos dizer para observar primeiro o que lá está, ver de facto aquela realidade, aquela mistura, aquele fervilhar de situações, de dispersões, ver sem preconceitos. Aí gostei, fiquei seduzida por esse apelo a um olhar ingénuo e curioso: deixa-me ver, deixa-me olhar sem estar logo a classificar, a encaixar em modelos e regulamentos, deixa que a realidade afinal me ensine!

E assim me imbui da ideia da bondade do crescimento “espontâneo” seguindo “realisticamente” as forças do mercado: encantei-me com a capacidade de adaptação às oportunidades (ou à falta delas), com a criatividade e espírito de iniciativa: que morra o que tem de morrer e que viva o que tem de viver e cada um que faça pela vida…

Mas logo, porém, é fatal, comecei a pensar que a bondade deste crescimento espontâneo tem, no entanto, limites sérios que apelam afinal a soluções de planeamento e de ordenamento sob pena de uma enorme entropia. Assim, por exemplo:

Apesar de as coisas se irei, digamos, resolvendo, o facto é que a realidade dos sistemas de abastecimento de água e de esgotos deve estar longe de estar satisfatoriamente resolvida e que, por outro lado, a existência dentro deste grande contínuo “rur/urbano” de uma agricultura rentável e de solos agrícolas encontra-se sobre intensa pressão, ameaçada por uma ocupação urbana crescente e difusa, não só pela ocupações dos solos como pelas diversas poluições existentes e fluxos de tráfego conflituantes em caminhos e vias de acesso que devem existir (uma coisa são os quintais das casas e a diversidade de modos de vida que podem permitir e outra uma produção agrícola para mercados mais alargados que mesmo sendo em estufas, como vimos, precisam de condições e nomeadamente de solos).

Enfim, aceitando o desafio de não nos encaixarmos em modelos para olhar a realidade e para responder às suas dificuldades, o facto é que também aqui há que encontrar respostas a dar pelas redes de equipamentos, serviços de saúde e de educação por exemplo mas não só, o que reclama um esforço de ordenamento pois não é pensável que tudo se resolva simplesmente seguindo a forma espontânea de ser e sem um nível de hierarquização desses equipamentos. Pelo contrário, fiquei com a sensação que há muitas coisas para reconsiderar e para resolver e que não será possível apenas com os recursos gerados na região.

Também retive a imagem de armazéns e fábricas abandonados ou fechados ( alguns pelos efeitos da crise actual), o que sugere a oportunidade de um esforço programado de projectos de reutilização que evitem novos avanços sobre os solos agrícolas (foram dados alguns exemplos que suponham são muito pontuais)

A mistura de usos é até certo ponto de promover em desfavor de um zonamento funcional excessivo, contudo a mistura total de usos ao sabor da corrente onde nos leva? Julgo que há limites às adaptações espontâneas, a menos que e se caminhe para conflitos de usos que se multiplicam e ampliam (poluição das águas e, fluxos de tráfego excessivo que põem em causa o próprio uso da rua da estrada como montra e espaço de comércio, o caos da paisagem…)

Por último, o caminho-de-ferro parece ser desvalorizado. Será que há razão para isso? Para mim não foi muito claro apesar do que foi dito: o caminho de ferro para além de outros contributos pode ter também uma função organizadora do espaço que talvez esteja a ser ignorada por causa do excessivo foco na rua da estrada e no modo rodoviário que a sustenta, ora vários factores como a crise energética, por exemplo, levam a que na actualidade se volte a olhar com um novo interesse para o caminho-de-ferro .


Feitos estes comentários quero só dizer que a forma viva da apresentação e todo o passeio forma muito estimulantes e espera-se mais. Obrigada

Mª Albina Martinho