A dispersão das actividades económicas
Enquadramento da Problemática
Desde a Revolução Industrial, a ocupação do solo pelas actividades económicas tem interessado às diversas áreas de pensamento sobre a cidade. O processo de tomada de decisão sobre a localização de determinada actividade económica envolve a ponderação de diversos factores que influenciam as diferentes alternativas territoriais. Actualmente assiste-se a diferentes formas de implantação e organização das actividades económicas no território. Do conjunto das actividades económicas, analisaremos a dispersão da localização industrial num determinado território, através de uma metodologia que permite identificar, por um lado, o contexto histórico e institucional em que se inserem e, por outro lado, as principais dinâmicas a esta associada, através dos seus principais agentes.
Introdução histórica
Numa primeira etapa, designada de pré-industrial ou manufactureira …
...
A segunda etapa aqui retratada, impulsionada com a Revolução Industrial no séc. XIX …
...
As primeiras intervenções urbanísticas, pós Revolução Industrial…
...
Em finais do séc. XIX e inícios do séc. XX, período relativo à Segunda Revolução Industrial…
...
Na distribuição funcional, preconizada pelas New Towns, foi ensaiada a aplicação de regulamentação sobre a implantação industrial no território que procurava a descentralização produtiva, reservando o núcleo histórico para actividades administrativas e de serviços, e remetendo o processo de fabricação para áreas especializadas, nas periferias das cidades.
A necessidade de ordenar a indústria que se vai instalando nesta periferia e de resolver os problemas de circulação e de habitação dos operários, levaram à defesa da segregação funcional e à aplicação do zonamento surgido, nos inícios dos anos 20, pela “mão” do Movimento Modernista….
...
Em finais da década de 60, as pequenas e médias empresas proliferaram no território, fruto da descentralização produtiva e da utilização de novas tecnologias. …
...
Localização industrial em meio disperso
A existência de diferentes contextos territoriais, nos quais a actividade industrial actualmente se insere, enquadrou a definição de uma metodologia de abordagem que procurou identificar as tipologias de localização industrial num determinado território. Ainda em termos metodológicos caracterizou-se, sob a perspectiva teórica, estas localizações industriais, estruturadas de acordo com um referencial territorial, sintetizado em três grandes grupos: a zona especializada, o contínuo urbano (mistura funcional) e o espaço rural disperso (Carmona, 2008).
Centremo-nos sobre o último, procurando caracterizar a localização da actividade industrial em espaço rural disperso, abordando as repercussões da sua relação com este território.
A localização da actividade industrial em espaço rural disperso é caracterizada, fundamentalmente, pela forma espontânea e não planeada, suportada pela rede viária e condicionada pelo cadastro da propriedade, evoluindo, em muitos casos, de uma forma linear, ao longo desta estrutura territorial. Os factores relacionados com o abandono da actividade agrícola influenciam esta fixação, mas também a existência de outras actividades em solo rural atraem a actividade industrial que complementa, nestes casos, sectores como a extracção mineira, florestal ou as explorações agrícolas. Porém, actualmente, também podemos confirmar uma tendência para a fixação de usos não tradicionais que encontram, em solo rural, maior disponibilidade de espaço e a preços mais acessíveis. Podemos designá-los de factores de natureza fundiária (Carmona, 2008), nos quais também estão incluídos os instrumentos de ordenamento do território, vinculativos dos particulares, e os benefícios fiscais.
A mistura funcional também tem lugar nesta tipologia de localização industrial, a par de uma maior “permissividade” quanto aos impactes desta actividade, crê-se que por influência de factores relacionados com o ambiente local e as motivações pessoais. O factor acessibilidade assume, por seu turno, uma enorme importância no que respeita à localização desta actividade quanto às necessidades de proximidade a nós rodoviários fundamentais, cujos traçados que ocorrem em espaço rural constituem uma oportunidade à fixação nestes locais de outras funções de cariz mais urbana.
Caso de estudo
Observemos o caso de estudo no sentido de desenvolver um exercício de confronto entre a perspectiva teórica atrás retratada e a definição de tipologias de localização industrial para este determinado território.
O concelho da Batalha ...
...
Uma metodologia de definição de tipologias de localização industrial
A identificação de tipologias de localização industrial neste território, com base nos 3 grupos tipológicos apresentados sob a perspectiva teórica, não decorreu de forma tão óbvia (Carmona, 2008). O caso de estudo é caracterizado predominantemente pela mistura entre os espaços urbanos e rurais, resultado de uma ocupação humana difusa no território, designada de urbano-rural. Existe uma fragmentação do espaço rural resultante da presença de pequenos aglomerados populacionais onde se fixam algumas actividades económicas, alternados com áreas envolventes agrícolas ou florestais, onde pontualmente ocorre a localização industrial.
Esta assumpção levou à necessidade de estabelecer uma outra metodologia de identificação de tipologias de localização industrial baseada num zonamento das características naturais homogéneas do concelho – o vale do Lena e seus afluentes e o Maciço Calcário Estremenho. Esta metodologia implicou a definição de um conjunto de indicadores como: a organização territorial, a acessibilidade, o suporte físico e os usos (predominantes) (Carmona, 2008). Para cada um dos indicadores foram estabelecidos critérios de definição das tipologias de localização industrial que resultaram num conjunto de 7 tipologias de localização industrial, do qual destacamos, no que interessa à ocupação dispersa desta actividade:
• O contexto urbano-rural, sujeito a uma organização linear, nas proximidades da rede viária secundária, condicionada pela presença de recursos hídricos, superficiais ou subterrâneos;
• A ocorrência pontual em contexto urbano-rural, servida pela rede viária local, com condicionalismos geomorfológicos e hidrogeológicos do Maciço Calcário Estremenho;
• O contexto dominantemente rural, com organização linear, nas proximidades da rede viária secundária, com condicionalismos geomorfológicos e da flora existente, sem a presença da função habitacional.
Procurando fazer uma síntese conclusiva no que respeita a algumas tendências verificadas neste território, ao nível da dispersão da actividade industrial, é de referir o seguinte:
• A existência de estabelecimentos industriais em pequenos aglomerados rurais ou nas suas proximidades - anteriormente associados à actividade agrícola, actualmente acolhem outras tipologias de usos, aproveitando vantagens relacionadas com a proximidade ao local de residência ou pela oportunidade fundiária;
• A permissividade construtiva em espaço rural – a ocupação extensiva do solo de áreas agrícolas, florestais ou de interesse paisagístico pela actividade industrial ocorre, simultaneamente, com a fixação pontual da função habitacional;
• A existência de uma realidade urbano-rural, com mistura funcional – onde simultaneamente a indústria e a habitação se fixam sob uma organização linear, nas proximidades de um eixo viário secundário, com a acessibilidade assegurada pela rede viária local. Condicionalismos do suporte físico, como a existência de linhas de água, limitam esta fixação.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
...
Rita Carmona
link para o texto integral: https://www.ua.pt/ii/ocupacao_dispersa/ReadObject.aspx?obj=17445
15 de março de 2011
Sugestões de Leitura
O CONVÍVIO NO HABITAR E NO ESPAÇO URBANO - Parte I
Artigo de António Baptista Coelho
INFOHABITAR - revista do grupo habitar, Ano VII, n.º 337
Índice
1 - Entre convivialidade e privacidade, um equilíbrio vital
2 - Introdução à convivialidade arquitectónica residencial
3 - Aspectos estruturadores da convivialidade
4 - A convivialidade: da habitação, à vizinhança e ao bairro
5 - Estratégias de convivialidade
6 - A rua convivial: matéria base do bom urbanismo
7 - A convivialidade nos espaços públicos versus a espaciosidade nos espaços edificados
(i) A convivialidade nos espaços públicos
(ii) A convivialidade na vizinhança de proximidade e na relação desta com os edifícios
(iii) A convivialidade nos espaços edificados
8 - Carácter e importância específica da convivialidade
9 - Notas de reflexão e para desenvolvimento sobre a convivialidade arquitectónica residencial
in: http://infohabitar.blogspot.com/
Artigo de António Baptista Coelho
INFOHABITAR - revista do grupo habitar, Ano VII, n.º 337
Índice
1 - Entre convivialidade e privacidade, um equilíbrio vital
2 - Introdução à convivialidade arquitectónica residencial
3 - Aspectos estruturadores da convivialidade
4 - A convivialidade: da habitação, à vizinhança e ao bairro
5 - Estratégias de convivialidade
6 - A rua convivial: matéria base do bom urbanismo
7 - A convivialidade nos espaços públicos versus a espaciosidade nos espaços edificados
(i) A convivialidade nos espaços públicos
(ii) A convivialidade na vizinhança de proximidade e na relação desta com os edifícios
(iii) A convivialidade nos espaços edificados
8 - Carácter e importância específica da convivialidade
9 - Notas de reflexão e para desenvolvimento sobre a convivialidade arquitectónica residencial
in: http://infohabitar.blogspot.com/
Estratégias Urbanas para as Cidades do sec. XXI
14 de março de 2011
Conferência "25 Anos de Desenvolvimento Regional e Urbano em Portugal"
Morfologia Urbana em Portugal: Abordagens e Perspectivas
1ª Conferência da Rede Portuguesa de Morfologia Urbana

Quando: 8 de Junho de 2011
Onde: Departamento de Geografia, Faculdade de Letras, Universidade do Porto
Quem organiza: Rede Portuguesa de Morfologia Urbana
A Rede Portuguesa de Morfologia Urbana é um grupo regional do International Seminar on Urban Form.
Os objectivos do grupo são:
i) promover e desenvolver o estudo da forma urbana em Portugal;
ii) estabelecer e desenvolver uma rede de investigação no domínio da forma urbana em Portugal, através: da organização de reuniões e conferências, da publicação de uma newsletter, e da realização de candidaturas comuns a financiamento nacional;
iii) estabelecer uma relação privilegiada com o International Seminar on Urban Form, através da colaboração com iniciativas de debate e divulgação do ISUF, e da realização de candidaturas comuns a financiamento Europeu.
in: http://pnum.fe.up.pt/pt/

Quando: 8 de Junho de 2011
Onde: Departamento de Geografia, Faculdade de Letras, Universidade do Porto
Quem organiza: Rede Portuguesa de Morfologia Urbana
A Rede Portuguesa de Morfologia Urbana é um grupo regional do International Seminar on Urban Form.
Os objectivos do grupo são:
i) promover e desenvolver o estudo da forma urbana em Portugal;
ii) estabelecer e desenvolver uma rede de investigação no domínio da forma urbana em Portugal, através: da organização de reuniões e conferências, da publicação de uma newsletter, e da realização de candidaturas comuns a financiamento nacional;
iii) estabelecer uma relação privilegiada com o International Seminar on Urban Form, através da colaboração com iniciativas de debate e divulgação do ISUF, e da realização de candidaturas comuns a financiamento Europeu.
in: http://pnum.fe.up.pt/pt/
VII Encontro Nacional dos Planeadores do Território
ENPlanT- 2011
Quando: 24 de Junho
Onde: Aveiro
Quem organiza: APPLA - Associação Portuguesa de Planeadores do Território
Temas:
1. Perfil e enquadramento profissional do planeador/ urbanista
2. A crise económica, o papel dos planeadores/ urbanistas e das instituições de planeamento
3. Revisão dos PDM: reflexão sobre os desafios da prática
Quando: 24 de Junho
Onde: Aveiro
Quem organiza: APPLA - Associação Portuguesa de Planeadores do Território
Temas:
1. Perfil e enquadramento profissional do planeador/ urbanista
2. A crise económica, o papel dos planeadores/ urbanistas e das instituições de planeamento
3. Revisão dos PDM: reflexão sobre os desafios da prática
7 de março de 2011
“Cidades pela Retoma” no Movimento Milénio
'Envolver os cidadãos na vida local!'

O Movimento Milénio é uma grande iniciativa nacional de procura de respostas para o futuro, revelação de caminhos e tendências com verdadeiro impacto na vida dos portugueses.
Lança o desafio a todos os cidadãos na procura de soluções para as grandes questões que vão definir e caracterizar a vida das próximas gerações de portugueses em quatro grandes áreas: Democracia, Negócios, Cidades e Consumo.
O ponto de chegada de todas essas ideias, projectos e visões futuristas é em www.movimentomilenio.com.
Movimento Milénio vai premiar os melhores projetos visionários dos portugueses.
Com o objetivo de envolver os cidadãos na vida local, um projeto, subscrito por José Carlos Mota, Rodrigo Cardoso, Miguel Barbot, João Seixas, Gonçalo Santinha, Rui Matoso e Catarina Rodrigues, foi apresentado a concurso na área Democracia.
“Cidades pela Retoma” é o nome desta proposta que já está a produzir um mapa de blogues de ruas, bairros, vilas ou cidades, aproveitando o “Ano Europeu do Voluntariado para promover mais cidadania activa”.
O vídeo de apresentação do projecto pode ser visto em:
http://www.movimentomilenio.com/2011/03/objetivo-envolver-os-cidadaos-na-vida-local/
Quem quiser votar neste projecto só tem de ir a este link e
clicar (do lado direito)
onde diz
GOSTAM DESTE PROJETO
(é possível votar uma vez por dia...)
....................
‘GLOBAL CITY 2.0’ - REDE INFORMAL GLOBAL DE ‘MOVIMENTOS CÍVICOS DE CIDADE’ É UM
ESPAÇO DE REFLEXÃO SOBRE POTENCIAL E LIMITAÇÕES DESTAS (NOVAS) FORMAS DE
‘DEMOCRACIA DE PROXIMIDADE’
CONTRIBUTO DO MOVIMENTO ‘CIDADES PELA RETOMA’ PARA PAINEL ‘DEMOCRACIA’ DO
MOVIMENTO MILENIO (http://www.movimentomilenio.com/)
IDEIA
Aproveitando o facto de 2011 ser o ‘ano Europeu do Voluntariado para promover
mais cidadania activa’ (http://europa.eu/volunteering/), e do crescente reconhecimento das cidades e da condição urbana da humanidade, como elementos vitais para o nosso futuro e sustentabilidade comum, ‘CIDADES PELA RETOMA’ assume-se como um movimento informal de cidadãos e um desafio público por uma reflexão colectiva sobre o papel das cidades, em particular num momento histórico com importantes evidências de crise (económica, mas não só) e de mudança de paradigma – na verdade, de uma verdadeira transição histórica.
Pretende-se que este movimento se afirme como um ponto de encontro de cidadãos
interessados e de experiên cias inovadoras (‘boas práticas’) nos mais diversos domínios deintervenção e actuação em cidades (cidadania, tecnologia, economia, urbanismo, ambiente, coesão e inclusão social, cultura e cosmopolitismo), para que as suas propostas, práticas, métodos e resultados possam florescer e inspirar outras experiências, aprofundar diálogos, estimular aprendizagens colectivas, no fundo potenciar o papel das cidades como motores efectivos do desenvolvimento das regiões e do País.
O ‘CIDADES PELA RETOMA’ (http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/) teve a sua génese inicial de mobilização nas redes virtuais e sociais mas procura dar origem a iniciativas reais em diferentes cidades, visando a organização de SESSÕES DE REFLEXÃO/ACÇÃO SOBRE COMO PODEM E DEVEM AS CIDADES (E AS SUAS COMUNIDADES) DESENVOLVER-SE E ORGANIZAR-SE PARA RESPONDER A ESTE MOMENTO DE TRANSIÇÃO. Estas sessões de reflexão pretendem desenhar uma ‘AGENDA LOCAL PARA A RETOMA’ que deverá identificar iniciativas ou projectos de acção no curto, médio e longo prazo, a diferentes escalas (das escalas dos grandes sistemas urbanos e metropolitanos, às escalas de cada bairro, rua, habitação) num conjunto de domínios chave que tenham potencial de geração de esperança: de emprego, de animação da actividade económica e social, de organização espacial e funcional das cidades. Este esforço deverá ser complementado com a análise e observação de experiências relevantes a nível nacional e internacional (mobilizando para isso os ‘saberes técnicos e científicos’), com a valorização dos esforços cívicos locais relevantes e que já estão no terreno e a utilização de mecanismos de comunicação e informação para uma forte mobilização colectiva em torno desta ‘agenda local para a retoma’ (http://agendalocalpelaretoma.blogs.sapo.pt/).
A iniciativa que o CIDADES PELA RETOMA apresenta ao PAINEL ‘DEMOCRACIA’ do
MOVIMENTO MILENIO (organizado pelo EXPRESSO e MILLENNIUM BCP) é o projecto
‘GLOBAL CITY 2.0’ - REDE INFORMAL GLOBAL DE ‘MOVIMENTOS CÍVICOS DE CIDADE’ e um
ESPAÇO DE REFLEXÃO sobre o POTENCIAL DESTAS FORMAS EMERGENTES DE
‘DEMOCRACIA DE PROXIMIDADE’.
O ‘GLOBAL CITY 2.0’ é uma oportunidade de criar uma plataforma de diálogo e
conhecimento entre diferentes ‘movimentos cívicos de cidade’ a nível local, nacional e internacional, tirando partida das novas tecnologias. Para além disso, pretende funcionar como um espaço de partilha de experiências e de aprendizagem colectiva, com potencial elevado por envolver movimentos cívicos de diferentes países e culturas. Por último, o projecto é uma oportunidade para mobilizar saberes técnicos e científicos para aprofundar o conhecimento sobre esta forma de ‘democracia de proximidade’ e sobre a importância das cidades como instrumento e palco da 'reinvenção da democracia'.
BENEFÍCIOS DO PROJECTO
Identificam-se os seguintes benefícios/potenciais do projecto:
· Dar visibilidade a dinâmicas cívicas locais;
· Permitir estimular o envolvimento dos cidadãos na vida colectiva local;
· Estimular aprendizagens e diálogos entre diferentes movimentos, sobretudo os de
maior proximidade física;
· Criar condições para um maior escrutínio público das actuações cívicas locais;
· Aprofundar conhecimento (técnico-científico) sobre ‘movimentos cívicos de cidade’
ACTIVIDADES
Como primeiro passo desta rede está já a produzir-se um mapa de ‘blogues [ou sites] de ruas, bairros, vilas ou cidades’ promovidos por cidadãos ou grupos (formais ou informais) de cidadãos que gostam de pensar de forma colectiva sobre o futuro das suas cidades (http://globalcity.blogs.sapo.pt/).
Como segundo passo, está a desenvolver-se um esforço de mobilização de instituições e
personalidades nacionais e internacionais (investigadores, profissionais das cidades,
artistas, jornalistas e cidadãos interessados) para apoiar a divulgação das iniciativas (em particular o mapa de ‘movimentos cívicos de cidade’) e a reflexão sobre o potencial e limitações deste tipo de dinâmicas cívicas.
Num último momento, irá procurar sistematizar-se conhecimento sobre a realidade dos
movimentos cívicos de cidade a nível nacional e internacional, procurando identificar
tendências/ problemas tipo, agendas de preocupação, modelos organizativos e formas de
comunicação.
DESAFIO DE MOBILIZAÇÃO
O movimento ‘Cidades pela Retoma’ aproveita esta oportunidade para convidar todos os
potenciais interessados – organizações ou indivíduos (investigadores, profissionais das cidades, artistas, jornalistas e demais cidadãos interessados), a manifestar interesse em participar no desenvolvimento desta iniciativa global.
MAIS INFORMAÇÃO
- [blogue] http://globalcity.blogs.sapo.pt/- [movimento ‘Cidades pela Retoma’] http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/
e
http://www.facebook.com/CidadespelaRetoma
- [email] globalcitytwopointzero@gmail.com
ou
cidadespelaretoma@gmail.com
SUBSCRITORES DA PROPOSTA
José Carlos Mota, Rodrigo Cardoso, Miguel Barbot, João Seixas, Gonçalo Santinha, Rui
Matoso, Catarina Rodrigues

O Movimento Milénio é uma grande iniciativa nacional de procura de respostas para o futuro, revelação de caminhos e tendências com verdadeiro impacto na vida dos portugueses.
Lança o desafio a todos os cidadãos na procura de soluções para as grandes questões que vão definir e caracterizar a vida das próximas gerações de portugueses em quatro grandes áreas: Democracia, Negócios, Cidades e Consumo.
O ponto de chegada de todas essas ideias, projectos e visões futuristas é em www.movimentomilenio.com.
Movimento Milénio vai premiar os melhores projetos visionários dos portugueses.
Com o objetivo de envolver os cidadãos na vida local, um projeto, subscrito por José Carlos Mota, Rodrigo Cardoso, Miguel Barbot, João Seixas, Gonçalo Santinha, Rui Matoso e Catarina Rodrigues, foi apresentado a concurso na área Democracia.
“Cidades pela Retoma” é o nome desta proposta que já está a produzir um mapa de blogues de ruas, bairros, vilas ou cidades, aproveitando o “Ano Europeu do Voluntariado para promover mais cidadania activa”.
O vídeo de apresentação do projecto pode ser visto em:
http://www.movimentomilenio.com/2011/03/objetivo-envolver-os-cidadaos-na-vida-local/
Quem quiser votar neste projecto só tem de ir a este link e
clicar (do lado direito)
onde diz
GOSTAM DESTE PROJETO
(é possível votar uma vez por dia...)
....................
‘GLOBAL CITY 2.0’ - REDE INFORMAL GLOBAL DE ‘MOVIMENTOS CÍVICOS DE CIDADE’ É UM
ESPAÇO DE REFLEXÃO SOBRE POTENCIAL E LIMITAÇÕES DESTAS (NOVAS) FORMAS DE
‘DEMOCRACIA DE PROXIMIDADE’
CONTRIBUTO DO MOVIMENTO ‘CIDADES PELA RETOMA’ PARA PAINEL ‘DEMOCRACIA’ DO
MOVIMENTO MILENIO (http://www.movimentomilenio.com/)
IDEIA
Aproveitando o facto de 2011 ser o ‘ano Europeu do Voluntariado para promover
mais cidadania activa’ (http://europa.eu/volunteering/), e do crescente reconhecimento das cidades e da condição urbana da humanidade, como elementos vitais para o nosso futuro e sustentabilidade comum, ‘CIDADES PELA RETOMA’ assume-se como um movimento informal de cidadãos e um desafio público por uma reflexão colectiva sobre o papel das cidades, em particular num momento histórico com importantes evidências de crise (económica, mas não só) e de mudança de paradigma – na verdade, de uma verdadeira transição histórica.
Pretende-se que este movimento se afirme como um ponto de encontro de cidadãos
interessados e de experiên cias inovadoras (‘boas práticas’) nos mais diversos domínios deintervenção e actuação em cidades (cidadania, tecnologia, economia, urbanismo, ambiente, coesão e inclusão social, cultura e cosmopolitismo), para que as suas propostas, práticas, métodos e resultados possam florescer e inspirar outras experiências, aprofundar diálogos, estimular aprendizagens colectivas, no fundo potenciar o papel das cidades como motores efectivos do desenvolvimento das regiões e do País.
O ‘CIDADES PELA RETOMA’ (http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/) teve a sua génese inicial de mobilização nas redes virtuais e sociais mas procura dar origem a iniciativas reais em diferentes cidades, visando a organização de SESSÕES DE REFLEXÃO/ACÇÃO SOBRE COMO PODEM E DEVEM AS CIDADES (E AS SUAS COMUNIDADES) DESENVOLVER-SE E ORGANIZAR-SE PARA RESPONDER A ESTE MOMENTO DE TRANSIÇÃO. Estas sessões de reflexão pretendem desenhar uma ‘AGENDA LOCAL PARA A RETOMA’ que deverá identificar iniciativas ou projectos de acção no curto, médio e longo prazo, a diferentes escalas (das escalas dos grandes sistemas urbanos e metropolitanos, às escalas de cada bairro, rua, habitação) num conjunto de domínios chave que tenham potencial de geração de esperança: de emprego, de animação da actividade económica e social, de organização espacial e funcional das cidades. Este esforço deverá ser complementado com a análise e observação de experiências relevantes a nível nacional e internacional (mobilizando para isso os ‘saberes técnicos e científicos’), com a valorização dos esforços cívicos locais relevantes e que já estão no terreno e a utilização de mecanismos de comunicação e informação para uma forte mobilização colectiva em torno desta ‘agenda local para a retoma’ (http://agendalocalpelaretoma.blogs.sapo.pt/).
A iniciativa que o CIDADES PELA RETOMA apresenta ao PAINEL ‘DEMOCRACIA’ do
MOVIMENTO MILENIO (organizado pelo EXPRESSO e MILLENNIUM BCP) é o projecto
‘GLOBAL CITY 2.0’ - REDE INFORMAL GLOBAL DE ‘MOVIMENTOS CÍVICOS DE CIDADE’ e um
ESPAÇO DE REFLEXÃO sobre o POTENCIAL DESTAS FORMAS EMERGENTES DE
‘DEMOCRACIA DE PROXIMIDADE’.
O ‘GLOBAL CITY 2.0’ é uma oportunidade de criar uma plataforma de diálogo e
conhecimento entre diferentes ‘movimentos cívicos de cidade’ a nível local, nacional e internacional, tirando partida das novas tecnologias. Para além disso, pretende funcionar como um espaço de partilha de experiências e de aprendizagem colectiva, com potencial elevado por envolver movimentos cívicos de diferentes países e culturas. Por último, o projecto é uma oportunidade para mobilizar saberes técnicos e científicos para aprofundar o conhecimento sobre esta forma de ‘democracia de proximidade’ e sobre a importância das cidades como instrumento e palco da 'reinvenção da democracia'.
BENEFÍCIOS DO PROJECTO
Identificam-se os seguintes benefícios/potenciais do projecto:
· Dar visibilidade a dinâmicas cívicas locais;
· Permitir estimular o envolvimento dos cidadãos na vida colectiva local;
· Estimular aprendizagens e diálogos entre diferentes movimentos, sobretudo os de
maior proximidade física;
· Criar condições para um maior escrutínio público das actuações cívicas locais;
· Aprofundar conhecimento (técnico-científico) sobre ‘movimentos cívicos de cidade’
ACTIVIDADES
Como primeiro passo desta rede está já a produzir-se um mapa de ‘blogues [ou sites] de ruas, bairros, vilas ou cidades’ promovidos por cidadãos ou grupos (formais ou informais) de cidadãos que gostam de pensar de forma colectiva sobre o futuro das suas cidades (http://globalcity.blogs.sapo.pt/).
Como segundo passo, está a desenvolver-se um esforço de mobilização de instituições e
personalidades nacionais e internacionais (investigadores, profissionais das cidades,
artistas, jornalistas e cidadãos interessados) para apoiar a divulgação das iniciativas (em particular o mapa de ‘movimentos cívicos de cidade’) e a reflexão sobre o potencial e limitações deste tipo de dinâmicas cívicas.
Num último momento, irá procurar sistematizar-se conhecimento sobre a realidade dos
movimentos cívicos de cidade a nível nacional e internacional, procurando identificar
tendências/ problemas tipo, agendas de preocupação, modelos organizativos e formas de
comunicação.
DESAFIO DE MOBILIZAÇÃO
O movimento ‘Cidades pela Retoma’ aproveita esta oportunidade para convidar todos os
potenciais interessados – organizações ou indivíduos (investigadores, profissionais das cidades, artistas, jornalistas e demais cidadãos interessados), a manifestar interesse em participar no desenvolvimento desta iniciativa global.
MAIS INFORMAÇÃO
- [blogue] http://globalcity.blogs.sapo.pt/- [movimento ‘Cidades pela Retoma’] http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/
e
http://www.facebook.com/CidadespelaRetoma
- [email] globalcitytwopointzero@gmail.com
ou
cidadespelaretoma@gmail.com
SUBSCRITORES DA PROPOSTA
José Carlos Mota, Rodrigo Cardoso, Miguel Barbot, João Seixas, Gonçalo Santinha, Rui
Matoso, Catarina Rodrigues
6 de março de 2011
A CASA E A CIDADE – RTP2
A CASA E A CIDADE

Uma série que se propõe ensinar a ver e a pensar a arquitetura
Estando, todos nós, mergulhados em arquitetura (boa ou má, não há construção que não tenha a sua arquitetura); sendo a arquitetura uma das disciplinas em que os portugueses mais têm marcado pontos internacionalmente; sendo a arquitetura uma das atividades que mais polémica gera no espaço público é particularmente RELEVANTE a produção da série A CASA E A CIDADE. Uma encomenda da RTP2, com a Parceria da Ordem dos Arquitetos, à Produtora Pop Filmes. Em seis episódios, de 30 minutos cada um, são tratados seis temas nevrálgicos que explicam, de forma simples e direta, as implicações da arquitetura nas nossas vidas e as implicações dos nossos valores e comportamentos na arquitetura. A partir de uma ideia original da Professora de Arquitetura Ana Tostões e com o acompanhamento científico dos arquitetos Ricardo Carvalho e Nuno Grande, que desenharam os guiões e escolheram o elenco de entrevistados, Graça Castanheira realiza uma série inteligente e inteligível, elegante e pedagógica. Uma série cujo tempo de vida ultrapassará em muito as seis semanas em que estará em exibição na RTP2.
6º episódio - A Cidade depois da Cidade
Este episódio aborda a evolução do espaço urbano português após a instauração do regime democrático em 25 de Abril de 1974. O arquiteto Manuel Salgado e o geógrafo Álvaro Domingues descrevem-nos essa relação, simultaneamente profícua e perversa, entre a recente urbanização do território e a democratização do seu governo. O debate sobre o “direito à cidade”, reivindicado por populações e arquitetos durante o PREC – no programa SAAL –, dá lugar, já na década de 80, a uma gestão urbana de raiz tecnocrática e apoiada na “miragem” dos fundos de coesão estrutural atribuídos pela Comunidade Europeia. O território português é, a partir de então, marcado pela infraestruturação rodoviária, pela fixação de novos centros de serviço e de consumo, e pela realização de operações e eventos lúdico-turísticos, que arrastam, atrás de si, uma urbanidade difusa sem identidade ou limite precisos. Esta é, pois, a cidade que resulta do fim da cidade canónica, tal como a conhecíamos até aqui.
Coordenação Científica de Nuno Grande
É possível ver todos os episódios da série no link:
http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=27233&e_id=6&c_id=8&dif=tv

Uma série que se propõe ensinar a ver e a pensar a arquitetura
Estando, todos nós, mergulhados em arquitetura (boa ou má, não há construção que não tenha a sua arquitetura); sendo a arquitetura uma das disciplinas em que os portugueses mais têm marcado pontos internacionalmente; sendo a arquitetura uma das atividades que mais polémica gera no espaço público é particularmente RELEVANTE a produção da série A CASA E A CIDADE. Uma encomenda da RTP2, com a Parceria da Ordem dos Arquitetos, à Produtora Pop Filmes. Em seis episódios, de 30 minutos cada um, são tratados seis temas nevrálgicos que explicam, de forma simples e direta, as implicações da arquitetura nas nossas vidas e as implicações dos nossos valores e comportamentos na arquitetura. A partir de uma ideia original da Professora de Arquitetura Ana Tostões e com o acompanhamento científico dos arquitetos Ricardo Carvalho e Nuno Grande, que desenharam os guiões e escolheram o elenco de entrevistados, Graça Castanheira realiza uma série inteligente e inteligível, elegante e pedagógica. Uma série cujo tempo de vida ultrapassará em muito as seis semanas em que estará em exibição na RTP2.
6º episódio - A Cidade depois da Cidade
Este episódio aborda a evolução do espaço urbano português após a instauração do regime democrático em 25 de Abril de 1974. O arquiteto Manuel Salgado e o geógrafo Álvaro Domingues descrevem-nos essa relação, simultaneamente profícua e perversa, entre a recente urbanização do território e a democratização do seu governo. O debate sobre o “direito à cidade”, reivindicado por populações e arquitetos durante o PREC – no programa SAAL –, dá lugar, já na década de 80, a uma gestão urbana de raiz tecnocrática e apoiada na “miragem” dos fundos de coesão estrutural atribuídos pela Comunidade Europeia. O território português é, a partir de então, marcado pela infraestruturação rodoviária, pela fixação de novos centros de serviço e de consumo, e pela realização de operações e eventos lúdico-turísticos, que arrastam, atrás de si, uma urbanidade difusa sem identidade ou limite precisos. Esta é, pois, a cidade que resulta do fim da cidade canónica, tal como a conhecíamos até aqui.
Coordenação Científica de Nuno Grande
É possível ver todos os episódios da série no link:
http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=27233&e_id=6&c_id=8&dif=tv
Paul Claval em Guimarães

Terra dos Homens: a Geografia
Quando: 9 de Março de 2011 - 15:00h
Onde: Universidade do Minho - Azurém - Guimarães - C2.36
Nesta palestra, Paul Claval propõe-se falar do seu mais recente livro, publicado no Brasil (Editora Contexto) no final de 2010: Terra dos Homens: a Geografia.
A obra divide-se em quatro partes:
- "A Geografia como prática"
- "A Geografia como experiência do espaço e dos lugares"
- "A Geografia como ciência: a contribuição dos gregos e a sua reinterpretação na Renascença"
- "A Geografia como ciência: a Geografia moderna e as suas mutações"
Paul Claval (1932-) é um geógrafo francês, professor emérito da universidade de Paris IV-Sorbonne. Interessou-se pela Geografia económica nos anos 50, pelo trabalho de economistas espaciais, e trabalhou com diversas orientações da Nova Geografia durante os anos 60. A partir dos anos 70 dedicou-se à Geografia cultural, realizando diversos trabalhos considerados como pioneiros na disciplina, procurando sempre mais os processos económicos, sociais e políticos do que a descrição geográfica.
Em 1992 fundou a revista Géographie et cultures, e em 1996 ganhou o prémio Vautrin Lud, um equivalente na Geografia ao prémio Nobel.
in: http://www.geografia.uminho.pt/uploads/Claval-text.pdf
5 de março de 2011
VIII CONGRESSO DA GEOGRAFIA PORTUGUESA
REPENSAR A GEOGRAFIA PARA NOVOS DESAFIOS
- Competências, Investigação, Acção
Quando: 26, 27 , 28 e 29 de Outubro de 2011
Onde: Lisboa
Quem organiza: Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da Universidade de Lisboa e Associação Portuguesa de Geógrafos (APG)
Subtemas:
- Avaliação de programas e planos territoriais
- Crises e respostas sócio-espaciais inovadoras
- Desenvolvimento regional local
- Dinâmica dos ambientes físicos e biofísicos
- Geografia, educação e futuro
- Lugares, cultura e identidades
- Mobilidades sociais e geográficas
- Mudanças ambientais e novos paradigmas no uso do território
- Planeamento territorial e governança
- Resiliência e sustentabilidade num mundo em mudança
- Riscos, protecção civil e ordenamento do território
- Sistemas de informação geográfica, detecção remota e modelação territorial
- Turismo, lazeres e viagens
O VIII Congresso da Geografia Portuguesa irá contar com uma sessão extraordinária dedicada ao trabalho de Orlando Ribeiro
in: http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/News_8CongressoAPGa.pdf
- Competências, Investigação, Acção
Quando: 26, 27 , 28 e 29 de Outubro de 2011
Onde: Lisboa
Quem organiza: Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da Universidade de Lisboa e Associação Portuguesa de Geógrafos (APG)
Subtemas:
- Avaliação de programas e planos territoriais
- Crises e respostas sócio-espaciais inovadoras
- Desenvolvimento regional local
- Dinâmica dos ambientes físicos e biofísicos
- Geografia, educação e futuro
- Lugares, cultura e identidades
- Mobilidades sociais e geográficas
- Mudanças ambientais e novos paradigmas no uso do território
- Planeamento territorial e governança
- Resiliência e sustentabilidade num mundo em mudança
- Riscos, protecção civil e ordenamento do território
- Sistemas de informação geográfica, detecção remota e modelação territorial
- Turismo, lazeres e viagens
O VIII Congresso da Geografia Portuguesa irá contar com uma sessão extraordinária dedicada ao trabalho de Orlando Ribeiro
in: http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/News_8CongressoAPGa.pdf
1 de março de 2011
“Provocações em formato low cost para melhorar as nossas cidades"
“Provocações em formato low cost para melhorar as nossas cidades"

José Carlos Mota (Aveiro) Fernando Veludo/NFACTOS
Gente de todas as áreas e profissões está a unir-se num novo movimento chamado Cidades Pela Retoma. São activistas em ambiente digital que tentam agitar as consciências dos decisores. Dispensam o fato e a gravata, não dizem mal, estão é atentos, observam tendências, e não tiram os olhos das medidas de baixo custo que podem dar altos lucros em termos de qualidade de vida. Será que alguém os ouve?
Por Carlos Filipe (textos) e Nuno Saraiva (ilustração).
O mundo actual está cheio de exemplos de como se cria inquietação a partir da Internet e é precisamente isso que o movimento cívico Cidades Pela Retoma quer promover.
São académicos que não usam fato e gravata, pelo menos à hora em que exercem as suas provocações cívicas num teclado de computador. Não gritam, não são contestatários, pesquisam, reflectem, lançam bases de discussão e propõem algo de novo para as suas cidades. Vão agarrando ideias na blogosfera, numa base de baixo custo, desde que elas melhorem a qualidade de vida dos cidadãos.
O número de aderentes a este movimento já vai na ordem dos milhares, incluindo 64 plataformas cívicas nacionais. Juntaram-se numa rede de blogues e sites – aGlobal City 2.0 – para pensarem de forma colectiva o futuro dos locais onde vivem e trabalham. Nesta “esquina” da Internet encontram-se 230 blogues, de 15 países, a que se juntaram nove parceiros institucionais.
A voz vai, portanto, engrossando e tende a contrariar uma certa surdez sempre que se fala na palavra “cidadania”. “Os benefícios de um processo de inquietação colectiva podem ser múltiplos: cria a oportunidade de conhecer melhor a agenda de preocupações que outros países estão a construir e com as quais podemos aprender. Podemos identificar recursos e potenciais desconhecidos e lançar desafios para encontrar iniciativas de baixo custo e alto valor acrescentado de execução e efeito rápido e visível e que possam animar a vida económica e social das nossas cidades. Uma acção que pode ajudar a combater algum marasmo cívico e ajudar a mudar o quadro mental muito caracterizado por um “deixar andar”", explica um dos rostos deste movimento, José Carlos Mota.
Referências abrangentes
As referências são muito abrangentes. Nomes como o do pastor protestante Martin Luther King Jr., o activista dos direitos cívicos norte-americano assassinado em 1968. Ou um documento estratégico assinado pelo actual Presidente da França, Nicolas Sarkozy. Ou nomes mais próximos dos portugueses, como Ernâni Lopes e Augusto Mateus.
As sementes do movimento Cidades Pela Retoma foram lançadas por José Carlos Mota. É a partir de Aveiro que este especialista em planeamento do território e docente universitário vai agitando consciências. “O movimento nasceu no quadro de um conjunto de dinâmicas cívicas e de profissionais ligados à investigação em planeamento do território para reflexão sobre as cidades e o seu papel no desenvolvimento do país”, explica Mota.
Muitos outros projectos fazem ou fizeram o mesmo no estrangeiro: o Core Cities, focado no desenvolvimento das cidades inglesas; nos Estados Unidos, o Emerald Cities, que mais não é do que uma ampla coligação nacional em que se misturam sindicatos, grupos cívicos, especialistas, políticos preocupados em definir estratégias para tornar as nossas cidades e metrópoles mais verdes.
Só isto chegaria para dar voz ao que, globalmente, já está sublinhado: “Não há recuperação económica sem as cidades.” Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos, terá pensado o mesmo quando criou, na sua Administração, o gabinete de estudos urbanos.
Tirar partido da web
O movimento luso também se concentra em particular nos “instrumentos de política pública de cidades – como parcerias para a regeneração urbana – e o seu papel na retoma económica”, salienta José Carlos Mota, especificando que “a informalidade do movimento advém do facto de a sua génese ser cívica e estar ligada à necessidade de mobilização de reflexão colectiva”. Tudo isto “tirando partido das novas tecnologias, como a Internet”, e as novas ferramentas de comunicação, como os blogues e as redes sociais, descreve.
Mais a norte, está Miguel Barbot, consultor na Sociedade Portuguesa de Inovação, formado pelo Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais do Porto IPAM. É um dos activistas da Associação de Cidadãos do Porto, constituído por profissionais criativos de áreas tão diversas como a economia, gestão, marketing, sistemas de informação, direito, design ou arquitectura. “É o que nos permite construir e oferecer ideias, em vez de nos limitarmos a protestar”, explica Miguel Barbot, que descreve a ACdP como uma organização informal e aberta a todos os cidadãos preocupados com o futuro da cidade e da Região Norte.
Cultura conservadora
A gestão autónoma do Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, foi a causa que serviu de ponto de partida para este grupo, que defendia um modelo baseado nos princípios da economia social. Os proveitos da exploração do aeroporto seriam investidos para pagar o investimento privado já realizado e todos os lucros seriam canalizados para projectos na região, com o duplo objectivo de apoiar o crescimento do aeroporto e de apoiar socialmente populações mais carenciadas. “Todas as ideias da ACdP são baseadas neste princípio: pensar em soluções criativas com forte impacto económico e social”, sustenta Miguel Barbot.
No contexto actual, “a agenda política nacional e local tem de se centrar rapidamente nos instrumentos e meios de promoção do desenvolvimento económico e ainda acentuar a necessidade de pensar como o podemos fazer de forma colectiva”, afirmava esta associação portuense, no fim de um debate realizado em Novembro de 2010. Porém, é mais fácil enunciar do que fazer – inquietar é simples, difícil é criar a partir dessa inquietação -, e por essa razão o grupo já fazia então uma ressalva: “Há que ter em conta uma certa cultura conservadora e pouco avessa à mudança.” Falava-se obviamente dos portugueses.
O número 1540 é o ano em que Faro foi elevada a cidade. Desde 2009, faz também parte do nome da associação Faro 1540, que se empenha na defesa e promoção do património ambiental e cultural.
Conta Bruno Lage, engenheiro do Ambiente e mestre em Gestão e Políticas Ambientais, que “a melhoria substancial do grau de formação dos portugueses” e “o despertar do conceito de cidadania” mobilizaram “a participação alargada dos cidadãos na gestão e desenvolvimento da sua cidade”. Isso, acrescenta Bruno Lage, “não só ajudará a corrigir erros e falhas técnicas de determinados projectos, programas ou planos, como permitirá que surjam alternativas”.
Em Aveiro, José Carlos Mota diz que o trabalho na Escola de Planeamento Territorial ligada à universidade foi uma fonte de experiências internacionais inspiradoras, que acabaram por alimentar o movimento Cidades Pela Retoma. Está tudo na Internet, pejado de documentos com orientações de política pública. O Instituto Drum Major (IDM), uma respeitada associação cívica de Nova Iorque, é uma dessas referências. “Apartidária, think tank não lucrativo e geradora de ideias que alimentam o movimento progressista”, o IDM tem como farol ideológico Martin Luther King Jr. Fundada por Harry Watchel, advogado e conselheiro daquele antigo líder do movimento que lutou pelos direitos cívicos da população nos Estados Unidos, o IDM foi refundado pelos filhos de ambos, William Wachtel e Martin Luther King III. Ao seu trabalho se dirigiu, com reverência, outro antigo Presidente norte-americano, Bill Clinton – “uma prioridade urgente para a nação”.
Os relatórios do IDM destinam-se a evidenciar as políticas que fragilizam as classes desfavorecidas. No caso de Nova Iorque, uma análise da política urbana ainda recente identificou problemas graves que conduzem a um impasse no seu desenvolvimento. Por exemplo, durante a propagação do vírus H1N1 (gripe A), um milhão de trabalhadores de Nova Iorque não beneficiou de um só dia de trabalho pago, quando eles ou algum familiar foram afectados pela doença. Daí resultou um tombo na produtividade e aumentou-se a possibilidade de contágio. Na Costa Leste dos EUA, em São Francisco, fez-se precisamente o contrário – e a comunidade empresarial não se queixou de ter sido prejudicada.
Nova Iorque gasta por ano milhões de dólares com subsídios ou isenções de taxas para empresas privadas desde que estas assumam que não vão mudar de cidade. Aparentemente, esta ideia parece uma lógica imbatível, uma política defensável, porém, os resultados foram efeitos perversos, como concluiu o IDM: Nova Iorque passou a subsidiar trabalho precário e poucos postos de trabalho novos.
Em Inglaterra, a união de vozes, mesmo que algumas sejam institucionais, ganha importante poder de reflexão (e reivindicativo) com a plataforma Core Cities, uma associação de oito municípios e dos seus presidentes – Birmingham, Bristol, Leeds, Liverpool, Manchester, Newcastle, Nottingham e Sheffield – para a promoção do seu crescimento. Dialoga com Londres, a fim de criar o melhor ambiente económico, na certeza de que são aquelas cidades que criam a sua própria agenda, e não os gabinetes ministeriais.
Em França, o Presidente Sarkozy e o primeiro-ministro François Fillon não hesitaram em recorrer à sociedade civil quando, há um ano, em plena crise, pediram que se identificasse a melhor forma de libertar o país desse peso. A Comissão para a Libertação do Crescimento Francês foi composta por dezenas de personalidades, dos mais variados quadrantes. A liderança foi entregue a Jacques Attali, escritor, membro do Conselho de Estado, presidente da PlaNet Finance, organização não lucrativa que assiste instituições em 80 países com programas de microcrédito.
Cidadãos na liderança
Mas que ligações podem todas aquelas medidas ter quando centradas na escala portuguesa? O que é isso das Cidades Pela Retoma no cenário nacional? Qual o papel dos decisores? E que benefícios daí podem recolher as comunidades urbanas? José Carlos Mota coloca-as em perspectiva e identifica outros actores:
“Em 2006, o prof. Ernâni Lopes [1942-2010, economista e antigo ministro das Finanças] sugeriu que os agentes económicos, sociais e culturais deveriam ter coragem para reinventar a economia e o próprio país, e que essa reinvenção tinha um terreno privilegiado em áreas como o turismo, o ambiente, os serviços de valor acrescentado e as cidades. Mais recentemente, o comissário europeu da política regional, Johannes Hahn, sustentou a mesma tese e referiu que as regiões e as cidades terão um papel principal na estratégia UE-2020, para a qual deve ser já iniciada uma agenda de reforma para encorajar uma nova economia, que se quer inteligente, ecológica e mais inclusiva”.
José Carlos Mota insiste que “as cidades – pensadas em rede – têm um potencial interessante de articulação de novas abordagens. O que falta é uma visão que articule as diferentes políticas em torno desta nova dimensão e que eleve as cidades à categoria de desígnio estratégico”.
Mota defende que “a ideia da criação de uma agenda local para a retoma parece interessante e mobilizadora”. “O esforço inicial está dirigido para criar e alimentar uma troca de informação entre grupos cívicos. Talvez se justifique que o poder local pudesse assumir esta bandeira como uma prioridade. Mas isso não deve inibir o papel (liderança ou controlo) dos cidadãos no processo.
No Porto, Miguel Barbot destaca que “os autarcas serão em breve os políticos mais decisivos, face à importância das cidades enquanto catalisadores independentes de factores e fenómenos económicos, sociais e culturais decisivos para o desenvolvimento dos países”.
in: Jornal "Público", 27/2/2011

José Carlos Mota (Aveiro) Fernando Veludo/NFACTOS
Gente de todas as áreas e profissões está a unir-se num novo movimento chamado Cidades Pela Retoma. São activistas em ambiente digital que tentam agitar as consciências dos decisores. Dispensam o fato e a gravata, não dizem mal, estão é atentos, observam tendências, e não tiram os olhos das medidas de baixo custo que podem dar altos lucros em termos de qualidade de vida. Será que alguém os ouve?
Por Carlos Filipe (textos) e Nuno Saraiva (ilustração).
O mundo actual está cheio de exemplos de como se cria inquietação a partir da Internet e é precisamente isso que o movimento cívico Cidades Pela Retoma quer promover.
São académicos que não usam fato e gravata, pelo menos à hora em que exercem as suas provocações cívicas num teclado de computador. Não gritam, não são contestatários, pesquisam, reflectem, lançam bases de discussão e propõem algo de novo para as suas cidades. Vão agarrando ideias na blogosfera, numa base de baixo custo, desde que elas melhorem a qualidade de vida dos cidadãos.
O número de aderentes a este movimento já vai na ordem dos milhares, incluindo 64 plataformas cívicas nacionais. Juntaram-se numa rede de blogues e sites – aGlobal City 2.0 – para pensarem de forma colectiva o futuro dos locais onde vivem e trabalham. Nesta “esquina” da Internet encontram-se 230 blogues, de 15 países, a que se juntaram nove parceiros institucionais.
A voz vai, portanto, engrossando e tende a contrariar uma certa surdez sempre que se fala na palavra “cidadania”. “Os benefícios de um processo de inquietação colectiva podem ser múltiplos: cria a oportunidade de conhecer melhor a agenda de preocupações que outros países estão a construir e com as quais podemos aprender. Podemos identificar recursos e potenciais desconhecidos e lançar desafios para encontrar iniciativas de baixo custo e alto valor acrescentado de execução e efeito rápido e visível e que possam animar a vida económica e social das nossas cidades. Uma acção que pode ajudar a combater algum marasmo cívico e ajudar a mudar o quadro mental muito caracterizado por um “deixar andar”", explica um dos rostos deste movimento, José Carlos Mota.
Referências abrangentes
As referências são muito abrangentes. Nomes como o do pastor protestante Martin Luther King Jr., o activista dos direitos cívicos norte-americano assassinado em 1968. Ou um documento estratégico assinado pelo actual Presidente da França, Nicolas Sarkozy. Ou nomes mais próximos dos portugueses, como Ernâni Lopes e Augusto Mateus.
As sementes do movimento Cidades Pela Retoma foram lançadas por José Carlos Mota. É a partir de Aveiro que este especialista em planeamento do território e docente universitário vai agitando consciências. “O movimento nasceu no quadro de um conjunto de dinâmicas cívicas e de profissionais ligados à investigação em planeamento do território para reflexão sobre as cidades e o seu papel no desenvolvimento do país”, explica Mota.
Muitos outros projectos fazem ou fizeram o mesmo no estrangeiro: o Core Cities, focado no desenvolvimento das cidades inglesas; nos Estados Unidos, o Emerald Cities, que mais não é do que uma ampla coligação nacional em que se misturam sindicatos, grupos cívicos, especialistas, políticos preocupados em definir estratégias para tornar as nossas cidades e metrópoles mais verdes.
Só isto chegaria para dar voz ao que, globalmente, já está sublinhado: “Não há recuperação económica sem as cidades.” Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos, terá pensado o mesmo quando criou, na sua Administração, o gabinete de estudos urbanos.
Tirar partido da web
O movimento luso também se concentra em particular nos “instrumentos de política pública de cidades – como parcerias para a regeneração urbana – e o seu papel na retoma económica”, salienta José Carlos Mota, especificando que “a informalidade do movimento advém do facto de a sua génese ser cívica e estar ligada à necessidade de mobilização de reflexão colectiva”. Tudo isto “tirando partido das novas tecnologias, como a Internet”, e as novas ferramentas de comunicação, como os blogues e as redes sociais, descreve.
Mais a norte, está Miguel Barbot, consultor na Sociedade Portuguesa de Inovação, formado pelo Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais do Porto IPAM. É um dos activistas da Associação de Cidadãos do Porto, constituído por profissionais criativos de áreas tão diversas como a economia, gestão, marketing, sistemas de informação, direito, design ou arquitectura. “É o que nos permite construir e oferecer ideias, em vez de nos limitarmos a protestar”, explica Miguel Barbot, que descreve a ACdP como uma organização informal e aberta a todos os cidadãos preocupados com o futuro da cidade e da Região Norte.
Cultura conservadora
A gestão autónoma do Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, foi a causa que serviu de ponto de partida para este grupo, que defendia um modelo baseado nos princípios da economia social. Os proveitos da exploração do aeroporto seriam investidos para pagar o investimento privado já realizado e todos os lucros seriam canalizados para projectos na região, com o duplo objectivo de apoiar o crescimento do aeroporto e de apoiar socialmente populações mais carenciadas. “Todas as ideias da ACdP são baseadas neste princípio: pensar em soluções criativas com forte impacto económico e social”, sustenta Miguel Barbot.
No contexto actual, “a agenda política nacional e local tem de se centrar rapidamente nos instrumentos e meios de promoção do desenvolvimento económico e ainda acentuar a necessidade de pensar como o podemos fazer de forma colectiva”, afirmava esta associação portuense, no fim de um debate realizado em Novembro de 2010. Porém, é mais fácil enunciar do que fazer – inquietar é simples, difícil é criar a partir dessa inquietação -, e por essa razão o grupo já fazia então uma ressalva: “Há que ter em conta uma certa cultura conservadora e pouco avessa à mudança.” Falava-se obviamente dos portugueses.
O número 1540 é o ano em que Faro foi elevada a cidade. Desde 2009, faz também parte do nome da associação Faro 1540, que se empenha na defesa e promoção do património ambiental e cultural.
Conta Bruno Lage, engenheiro do Ambiente e mestre em Gestão e Políticas Ambientais, que “a melhoria substancial do grau de formação dos portugueses” e “o despertar do conceito de cidadania” mobilizaram “a participação alargada dos cidadãos na gestão e desenvolvimento da sua cidade”. Isso, acrescenta Bruno Lage, “não só ajudará a corrigir erros e falhas técnicas de determinados projectos, programas ou planos, como permitirá que surjam alternativas”.
Em Aveiro, José Carlos Mota diz que o trabalho na Escola de Planeamento Territorial ligada à universidade foi uma fonte de experiências internacionais inspiradoras, que acabaram por alimentar o movimento Cidades Pela Retoma. Está tudo na Internet, pejado de documentos com orientações de política pública. O Instituto Drum Major (IDM), uma respeitada associação cívica de Nova Iorque, é uma dessas referências. “Apartidária, think tank não lucrativo e geradora de ideias que alimentam o movimento progressista”, o IDM tem como farol ideológico Martin Luther King Jr. Fundada por Harry Watchel, advogado e conselheiro daquele antigo líder do movimento que lutou pelos direitos cívicos da população nos Estados Unidos, o IDM foi refundado pelos filhos de ambos, William Wachtel e Martin Luther King III. Ao seu trabalho se dirigiu, com reverência, outro antigo Presidente norte-americano, Bill Clinton – “uma prioridade urgente para a nação”.
Os relatórios do IDM destinam-se a evidenciar as políticas que fragilizam as classes desfavorecidas. No caso de Nova Iorque, uma análise da política urbana ainda recente identificou problemas graves que conduzem a um impasse no seu desenvolvimento. Por exemplo, durante a propagação do vírus H1N1 (gripe A), um milhão de trabalhadores de Nova Iorque não beneficiou de um só dia de trabalho pago, quando eles ou algum familiar foram afectados pela doença. Daí resultou um tombo na produtividade e aumentou-se a possibilidade de contágio. Na Costa Leste dos EUA, em São Francisco, fez-se precisamente o contrário – e a comunidade empresarial não se queixou de ter sido prejudicada.
Nova Iorque gasta por ano milhões de dólares com subsídios ou isenções de taxas para empresas privadas desde que estas assumam que não vão mudar de cidade. Aparentemente, esta ideia parece uma lógica imbatível, uma política defensável, porém, os resultados foram efeitos perversos, como concluiu o IDM: Nova Iorque passou a subsidiar trabalho precário e poucos postos de trabalho novos.
Em Inglaterra, a união de vozes, mesmo que algumas sejam institucionais, ganha importante poder de reflexão (e reivindicativo) com a plataforma Core Cities, uma associação de oito municípios e dos seus presidentes – Birmingham, Bristol, Leeds, Liverpool, Manchester, Newcastle, Nottingham e Sheffield – para a promoção do seu crescimento. Dialoga com Londres, a fim de criar o melhor ambiente económico, na certeza de que são aquelas cidades que criam a sua própria agenda, e não os gabinetes ministeriais.
Em França, o Presidente Sarkozy e o primeiro-ministro François Fillon não hesitaram em recorrer à sociedade civil quando, há um ano, em plena crise, pediram que se identificasse a melhor forma de libertar o país desse peso. A Comissão para a Libertação do Crescimento Francês foi composta por dezenas de personalidades, dos mais variados quadrantes. A liderança foi entregue a Jacques Attali, escritor, membro do Conselho de Estado, presidente da PlaNet Finance, organização não lucrativa que assiste instituições em 80 países com programas de microcrédito.
Cidadãos na liderança
Mas que ligações podem todas aquelas medidas ter quando centradas na escala portuguesa? O que é isso das Cidades Pela Retoma no cenário nacional? Qual o papel dos decisores? E que benefícios daí podem recolher as comunidades urbanas? José Carlos Mota coloca-as em perspectiva e identifica outros actores:
“Em 2006, o prof. Ernâni Lopes [1942-2010, economista e antigo ministro das Finanças] sugeriu que os agentes económicos, sociais e culturais deveriam ter coragem para reinventar a economia e o próprio país, e que essa reinvenção tinha um terreno privilegiado em áreas como o turismo, o ambiente, os serviços de valor acrescentado e as cidades. Mais recentemente, o comissário europeu da política regional, Johannes Hahn, sustentou a mesma tese e referiu que as regiões e as cidades terão um papel principal na estratégia UE-2020, para a qual deve ser já iniciada uma agenda de reforma para encorajar uma nova economia, que se quer inteligente, ecológica e mais inclusiva”.
José Carlos Mota insiste que “as cidades – pensadas em rede – têm um potencial interessante de articulação de novas abordagens. O que falta é uma visão que articule as diferentes políticas em torno desta nova dimensão e que eleve as cidades à categoria de desígnio estratégico”.
Mota defende que “a ideia da criação de uma agenda local para a retoma parece interessante e mobilizadora”. “O esforço inicial está dirigido para criar e alimentar uma troca de informação entre grupos cívicos. Talvez se justifique que o poder local pudesse assumir esta bandeira como uma prioridade. Mas isso não deve inibir o papel (liderança ou controlo) dos cidadãos no processo.
No Porto, Miguel Barbot destaca que “os autarcas serão em breve os políticos mais decisivos, face à importância das cidades enquanto catalisadores independentes de factores e fenómenos económicos, sociais e culturais decisivos para o desenvolvimento dos países”.
in: Jornal "Público", 27/2/2011
28 de fevereiro de 2011
6.ª Grande Conferência do Jornal Arquitecturas
Território de Futuro e Política de Solo
Na 6.ª Grande Conferência do Jornal Arquitecturas, que teve lugar no primeiro dia da 7ªUrbaVerde, 23 de Fevereiro, foi revelado pelo Arqt.º Vítor Campos, director-geral do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Urbano, que até ao final do ano estará pronto um projecto legislativo para a construção da nova Lei do Solo, indicação tão aguardada pelos especialistas e técnicos urbanistas e ambientais que se dirigiram à feira.
PROGRAMA
09:00 – Recepção dos participantes
09:20 – Sessão de abertura
09:50 – Keynote Speaker
Javier Cenicacelaya, Prof. Universidade de Bilbao, Espanha
Modelos urbanos y códigos arquitectónicos
10:45 – PAUSA P/ CAFÉ
11:15 - Novas visões do urbanismo: da cidade sustentável ao território de futuro
Chairman: João Teixeira, Presidente, Conselho Europeu de Urbanistas
- Orientaciones urbanísticas para territorios de futuro - Francesc Muñoz, Professor Geografia Urbana, Universidade Autónoma de Barcelona, Espanha
- New Paradigms - Mosè Ricci, Professor Urbanismo, Faculdade de Arquitectura de Pescara, Itália
- Soluções paisagísticas para a sustentabilidade urbana - Margarida Cancela d’ Abreu, Presidente, Associação Portuguesa de Arquitectura Paisagista
- O metabolismo urbano em cidades de baixo carbono - Paulo Pinho, Professor, Faculdade de Engenharia, Universidade do Porto
- O fundo Jessica Portugal e o desenvolvimento urbano sustentável - Carlos Lage, Presidente CCDR-Norte
- Governância e Participação na Gestão Territorial - Lia Vasconcelos, Prof. UNL, Membro do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável
15:00 – Política do Solo: princípios e critérios emergentes
Chairman: Cláudio Monteiro, Presidente, AdUrbem
- As novas formas da ocupação do território e o ordenamento das cidades em Portugal - Jorge Carvalho, Professor, Universidade de Aveiro
- La contribución de la política de ordenación del territorio al desarrollo sostenible - Andreas Hildenbrand Scheid, Chefe de Planificação Regional e Paisagem, Secretaria-geral de Ordenamento do Território e Urbanismo, Junta de Andaluzia, Espanha
- Lei do solo: a lei que temos e a lei que falta - José Lameiras, Professor. Universidade Católica Portuguesa
- Ponto situação da nova Lei do Solo - Vítor Campos, Director-Geral, DGOTDU
16:30 – PAUSA P/ CAFÉ
16:45 – Painel de comentários, questões e debate:
Estratégia para uma política sustentável do solo - soluções preconizadas pelos stakeholders do território
Chairman: Paulo Correia, Prof. Instituto Superior Técnico
- Augusto Mateus, Economista
- Carlos Lobo, Prof. Faculdade de Direito da UL e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
- João Joanaz de Melo, Presidente, GEOTA
- João Teixeira, Presidente, Conselho Europeu de Urbanistas
- José Almeida Guerra, Presidente, Rockbuilding - Soluções Imobiliárias S.A.
- Manuela Raposo Magalhães, Prof. Instituto Superior de Agronomia
17:45 – Conclusões e encerramento
in: http://www.jornalarquitecturas.com/Portals/0/Programa_6GCJA.pdf
Na 6.ª Grande Conferência do Jornal Arquitecturas, que teve lugar no primeiro dia da 7ªUrbaVerde, 23 de Fevereiro, foi revelado pelo Arqt.º Vítor Campos, director-geral do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Urbano, que até ao final do ano estará pronto um projecto legislativo para a construção da nova Lei do Solo, indicação tão aguardada pelos especialistas e técnicos urbanistas e ambientais que se dirigiram à feira.
PROGRAMA
09:00 – Recepção dos participantes
09:20 – Sessão de abertura
09:50 – Keynote Speaker
Javier Cenicacelaya, Prof. Universidade de Bilbao, Espanha
Modelos urbanos y códigos arquitectónicos
10:45 – PAUSA P/ CAFÉ
11:15 - Novas visões do urbanismo: da cidade sustentável ao território de futuro
Chairman: João Teixeira, Presidente, Conselho Europeu de Urbanistas
- Orientaciones urbanísticas para territorios de futuro - Francesc Muñoz, Professor Geografia Urbana, Universidade Autónoma de Barcelona, Espanha
- New Paradigms - Mosè Ricci, Professor Urbanismo, Faculdade de Arquitectura de Pescara, Itália
- Soluções paisagísticas para a sustentabilidade urbana - Margarida Cancela d’ Abreu, Presidente, Associação Portuguesa de Arquitectura Paisagista
- O metabolismo urbano em cidades de baixo carbono - Paulo Pinho, Professor, Faculdade de Engenharia, Universidade do Porto
- O fundo Jessica Portugal e o desenvolvimento urbano sustentável - Carlos Lage, Presidente CCDR-Norte
- Governância e Participação na Gestão Territorial - Lia Vasconcelos, Prof. UNL, Membro do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável
15:00 – Política do Solo: princípios e critérios emergentes
Chairman: Cláudio Monteiro, Presidente, AdUrbem
- As novas formas da ocupação do território e o ordenamento das cidades em Portugal - Jorge Carvalho, Professor, Universidade de Aveiro
- La contribución de la política de ordenación del territorio al desarrollo sostenible - Andreas Hildenbrand Scheid, Chefe de Planificação Regional e Paisagem, Secretaria-geral de Ordenamento do Território e Urbanismo, Junta de Andaluzia, Espanha
- Lei do solo: a lei que temos e a lei que falta - José Lameiras, Professor. Universidade Católica Portuguesa
- Ponto situação da nova Lei do Solo - Vítor Campos, Director-Geral, DGOTDU
16:30 – PAUSA P/ CAFÉ
16:45 – Painel de comentários, questões e debate:
Estratégia para uma política sustentável do solo - soluções preconizadas pelos stakeholders do território
Chairman: Paulo Correia, Prof. Instituto Superior Técnico
- Augusto Mateus, Economista
- Carlos Lobo, Prof. Faculdade de Direito da UL e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
- João Joanaz de Melo, Presidente, GEOTA
- João Teixeira, Presidente, Conselho Europeu de Urbanistas
- José Almeida Guerra, Presidente, Rockbuilding - Soluções Imobiliárias S.A.
- Manuela Raposo Magalhães, Prof. Instituto Superior de Agronomia
17:45 – Conclusões e encerramento
in: http://www.jornalarquitecturas.com/Portals/0/Programa_6GCJA.pdf
7.ªUrbaVerde – Feira das Cidades Sustentáveis

A 7.ª UrbaVerde – Feira das Cidades Sustentáveis trouxe uma vez mais ao Centro de Congressos do Estoril os intervenientes e os decisores do futuro da sustentabilidade das cidades em Portugal.
Sob o tema “Território de Futuro: Urbanismo e Política do Solo”, aduzido na 6.ª Grande Conferência do Jornal Arquitecturas, no primeiro dia do evento, 23 de Fevereiro, foi revelado pelo Arqt.º Vítor Campos, director-geral do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Urbano, que até ao final do ano estará pronto um projecto legislativo para a construção da nova Lei do Solo, indicação tão aguardada pelos especialistas e técnicos urbanistas e ambientais que se dirigiram à feira.
Destaque para a intervenção feita pela Dra. Fernanda do Carmo, secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, durante o Encontro de Autarcas, que decorreu no dia 24 de Fevereiro, onde 2011 foi evidenciado como um ano que apresenta as condições mais favoráveis para a promoção e desenvolvimento da reabilitação urbana em Portugal.
O mote da reabilitação foi igualmente avançado pelo Dr. João Correia, assessor da Secretaria de Estado das Obras Públicas e Comunicações, aquando a inauguração da 7.ª UrbaVerde.
Entre os passados dias 23, 24 e 25 de Fevereiro foi possível ver no mesmo espaço os grandes decisores, comentadores, especialistas e técnicos que, aproximados sob os temas mais relevantes do mercado das cidades, como Política do Solo e as recentes questões do Urbanismo, os novos conceitos de Eco-urbanismo e Eco-arquitectura ou a Eficiência na Utilização dos Recursos Naturais de que dispomos, uniram esforços e perspectivas para a busca de Cidades (cada vez mais) Sustentáveis.
Organizada pelo jornal Arquitecturas, uma publicação do Grupo About Media, em parceria com a Câmara Municipal de Cascais, a 7.ª UrbaVerde contou com o alto patrocínio do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território afirmando-se no mercado português como um dos marcos incontornáveis para as questões do ambiente urbano e da gestão das cidades em Portugal.
in: http://www.jornalarquitecturas.com/UrbaVerde2011/Apresentação.aspx
18 de fevereiro de 2011
Amigos e Inimigos do Estacionamento
Mulher acusa autarquia de Albergaria-a-Velha de a atirar para a miséria
Diário de Notícias 05-02-2011
Margarida Bento, 39 anos, meteu a Câmara de Albergaria-a-Velha em tribunal. Anteontem e ontem protestou nos Paços do Concelho.
Em causa, a criação de um salão de chá e a obrigatoriedade de criar dois lugares de estacionamento, que diz não ser possível – a obra foi embargada.
Em 2009, desempregada, apresentou uma candidatura ao Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) para criar três postos de trabalho. Deferido o pedido de informação prévia à autarquia, foi aprovado o projecto.
Ao celebrar contrato com o IEFP, constituiu-se empresária em nome individual e recebeu 30 mil euros.
No início deste ano, apresentou os projectos de especialidade na Câmara e, em Março, começou as obras. Depois, a obra foi embargada e indeferido o licenciamento.
João Pereira, presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha, disse ao DN que “foi dado conhecimento à requerente que, para alterar um espaço de habitação para instalar um estabelecimento de bebidas, eram necessários dois lugares de estacionamento para cumprimento do PDM”.
O estacionamento do PDM
A propósito desta história da desempregada empreendedora de Albergaria-a-Velha que, para abrir o salão de chá, tem de arranjar dois lugares de estacionamento público – pois com licença que vou reportar o caso que se passou em Albergaria-a-de-Meia-Idade, esse lugar mítico que, digamos assim, alberga todas as nossas vilas, cidades, todas as idades.
Fulaninha ficou desempregada, mas não desarmou. Vá de adaptar a estabelecimento público de restauração e bebidas a parte onde antes era a garagem e umas arrecadações no rés-do-chão da sua vivenda.
A casa situa-se numa correnteza de outras semelhantes, alinhadas ao longo da Rua da Estrada, cada uma em seu lote com 20 metros de frente, um jardinzito murado a separar a vivenda da rua.
E ela, para arranjar o espaço para o estacionamento público, toca a deitar abaixo o muro e fazer um novo dois metros e meio mais para dentro, sacrificando o jardim. Refez o passeio no seu novo traçado, e pronto, ficou ali com três magníficos estacionamentos adjacentes à via pública, mais do que manda o PDM, cada um com seus bons 5 metros de comprimento, como manda a Portaria, e os restantes 5 metros ficaram livres para acesso da carrinha de serviço ao interior do lote.
Criou dois novos postos de trabalho, com o dela própria faz três – mas isso, para o PDM é o menos. O que interessa é que o salão ficou bonitinho, o serviço agradou, aquilo começou a ter sucesso.
Agora sem garagem, Fulaninha passou a estacionar o seu carro cá fora, pois claro. E as empregadas, logo pela manhãzinha, chegavam e arrumavam também as suas viaturas nos dois restantes lugares de estacionamento do PDM, ora essa.
À hora do lanche vinham aquelas clientes todas para ali tagarelar e enfardar doces até à hora de jantar, e deixavam os carros estacionados na faixa de rodagem, a estorvar o trânsito, ou em cima dos passeios, a estorvar os peões. E à noite, depois do jantar, vinha aquele pessoal tomar café e digestivos, ficavam ali horas na conversa, e os carros lá fora a estorvar.
A polícia começou a vir multar, bloquear as rodas, rebocar.
O negócio entrou em declínio, depressa faliu e encerrou.
O que valeu a Fulaninha foi que Beltraninha, uma das suas empregadas, agora desempregada, não desarmou. Alugou-lhe o espaço, e vá de o adaptar a um atelier de costura, reparação de roupas, virar colarinhos, e assim.
Beltraninha deu emprego a Fulaninha e também à sua outra colega.
O negócio corre sem problemas de maior. A clientela chega, encosta, liga os quatro piscas e, num instantinho, vai lá dentro deixar o saco com as roupas a reparar, ou buscar as já reparadas, pagar e andar.
Aquilo prospera, e Beltraninha até já criou mais três novos postos de trabalho.
O único problema é que não há estacionamento para os carros das novas empregadas. Mas pronto, elas lá se arranjam, deixam os carros ao pé da igreja e fazem o resto a pé. Até lhes faz bem andar, espairecem enquanto caminham ao longo da Rua da Estrada, ora essa.
Moral da história – agora é Fulaninha que, quando passa na rádio aquela cantiga da Deolinda, suspende a costura e fica para ali, com o olhar fixo, a meditar com os seus botões: “Que parva que fui… Cumpri o PDM e afinal, ó, agora estou práqui a virar colarinhos.”
Joaquim Jordão
Amarante, 18 Fevereiro 2011
Diário de Notícias 05-02-2011
Margarida Bento, 39 anos, meteu a Câmara de Albergaria-a-Velha em tribunal. Anteontem e ontem protestou nos Paços do Concelho.
Em causa, a criação de um salão de chá e a obrigatoriedade de criar dois lugares de estacionamento, que diz não ser possível – a obra foi embargada.
Em 2009, desempregada, apresentou uma candidatura ao Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) para criar três postos de trabalho. Deferido o pedido de informação prévia à autarquia, foi aprovado o projecto.
Ao celebrar contrato com o IEFP, constituiu-se empresária em nome individual e recebeu 30 mil euros.
No início deste ano, apresentou os projectos de especialidade na Câmara e, em Março, começou as obras. Depois, a obra foi embargada e indeferido o licenciamento.
João Pereira, presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha, disse ao DN que “foi dado conhecimento à requerente que, para alterar um espaço de habitação para instalar um estabelecimento de bebidas, eram necessários dois lugares de estacionamento para cumprimento do PDM”.
O estacionamento do PDM
A propósito desta história da desempregada empreendedora de Albergaria-a-Velha que, para abrir o salão de chá, tem de arranjar dois lugares de estacionamento público – pois com licença que vou reportar o caso que se passou em Albergaria-a-de-Meia-Idade, esse lugar mítico que, digamos assim, alberga todas as nossas vilas, cidades, todas as idades.
Fulaninha ficou desempregada, mas não desarmou. Vá de adaptar a estabelecimento público de restauração e bebidas a parte onde antes era a garagem e umas arrecadações no rés-do-chão da sua vivenda.
A casa situa-se numa correnteza de outras semelhantes, alinhadas ao longo da Rua da Estrada, cada uma em seu lote com 20 metros de frente, um jardinzito murado a separar a vivenda da rua.
E ela, para arranjar o espaço para o estacionamento público, toca a deitar abaixo o muro e fazer um novo dois metros e meio mais para dentro, sacrificando o jardim. Refez o passeio no seu novo traçado, e pronto, ficou ali com três magníficos estacionamentos adjacentes à via pública, mais do que manda o PDM, cada um com seus bons 5 metros de comprimento, como manda a Portaria, e os restantes 5 metros ficaram livres para acesso da carrinha de serviço ao interior do lote.
Criou dois novos postos de trabalho, com o dela própria faz três – mas isso, para o PDM é o menos. O que interessa é que o salão ficou bonitinho, o serviço agradou, aquilo começou a ter sucesso.
Agora sem garagem, Fulaninha passou a estacionar o seu carro cá fora, pois claro. E as empregadas, logo pela manhãzinha, chegavam e arrumavam também as suas viaturas nos dois restantes lugares de estacionamento do PDM, ora essa.
À hora do lanche vinham aquelas clientes todas para ali tagarelar e enfardar doces até à hora de jantar, e deixavam os carros estacionados na faixa de rodagem, a estorvar o trânsito, ou em cima dos passeios, a estorvar os peões. E à noite, depois do jantar, vinha aquele pessoal tomar café e digestivos, ficavam ali horas na conversa, e os carros lá fora a estorvar.
A polícia começou a vir multar, bloquear as rodas, rebocar.
O negócio entrou em declínio, depressa faliu e encerrou.
O que valeu a Fulaninha foi que Beltraninha, uma das suas empregadas, agora desempregada, não desarmou. Alugou-lhe o espaço, e vá de o adaptar a um atelier de costura, reparação de roupas, virar colarinhos, e assim.
Beltraninha deu emprego a Fulaninha e também à sua outra colega.
O negócio corre sem problemas de maior. A clientela chega, encosta, liga os quatro piscas e, num instantinho, vai lá dentro deixar o saco com as roupas a reparar, ou buscar as já reparadas, pagar e andar.
Aquilo prospera, e Beltraninha até já criou mais três novos postos de trabalho.
O único problema é que não há estacionamento para os carros das novas empregadas. Mas pronto, elas lá se arranjam, deixam os carros ao pé da igreja e fazem o resto a pé. Até lhes faz bem andar, espairecem enquanto caminham ao longo da Rua da Estrada, ora essa.
Moral da história – agora é Fulaninha que, quando passa na rádio aquela cantiga da Deolinda, suspende a costura e fica para ali, com o olhar fixo, a meditar com os seus botões: “Que parva que fui… Cumpri o PDM e afinal, ó, agora estou práqui a virar colarinhos.”
Joaquim Jordão
Amarante, 18 Fevereiro 2011
14 de fevereiro de 2011
Rede de colaboradores do 'Cidades pela Retoma'
O 'Cidades pela Retoma' começa, aos poucos, a criar raízes e a dar alguns frutos.
Estão em desenvolvimento quatro tipos de iniciativas:
1. As sessões de reflexão local (que visam desenhar uma 'agenda local para a retoma, reforma e transição') apoiadas pela dinamização de núcleos de trabalho em diferentes cidades.
- No Porto... planeiam o segundo encontro 'Cidades' para breve, com programa muito rico e interessante, sobre iniciativas inovadoras em tempo de 'vacas magras'.
- Em Aveiro... uma ideia muito interessante à volta do tema da mobilidade suave...
- Em Coimbra... em articulação com um grupo de teatro da cidade (Marionet) uma interessante iniciativa de animação da Rua Sá da Bandeira.
- Na Guarda ...
- Em Torres Vedras...
- Em Lisboa, ainda não existe um núcleo mas já existe um tema - Bairros: Retoma ou Transição ...
- Em Faro... Associação Faro 1540, que tem dinamizado as várias iniciativas. Esta semana (18 FEV) organiza o 2.º encontro 'Cidades' sobre o tema da mobilidade...
...
2. O mapa de 'blogues de cidades' (designada 'Global City 2.0' com blogue dedicado http://globalcity.blogs.sapo.pt/), que pressupõe também a criação de uma rede informal entre dinamizadores cívicos (e que mereceu destaque recente na TSF).
...
O mapa integra, neste momento, cerca de 200 blogues/sites de mais de quinze países. Aguardamos resposta a pedidos de parceria internacional para o projecto ...
Fizeram-se convites a algumas personalidades para se tornarem embaixadores desta rede cívica.
Paralelamente foi lançado um desafio a uma empresa tecnológica de Aveiro para que desenvolva um site dedicado em regime de pro-bono.
...
3. O 'Think Tank Cívico' sobre cidades (isto é, um repositório de conhecimento técnico/científico sobre cidades - http://citiescivicthinktank.blogs.sapo.pt/).
4. Para além destas ideias está a funcionar um desafio chamado 'Rua das Ideias' (http://ruadasideias.blogs.sapo.pt/).
Se desejar participar neste movimento de reflexão sobre as cidades envie um email para cidadespelaretoma@gmail.com referindo a actividade/projecto onde quer dar o seu contributo.
Estão em desenvolvimento quatro tipos de iniciativas:
1. As sessões de reflexão local (que visam desenhar uma 'agenda local para a retoma, reforma e transição') apoiadas pela dinamização de núcleos de trabalho em diferentes cidades.
- No Porto... planeiam o segundo encontro 'Cidades' para breve, com programa muito rico e interessante, sobre iniciativas inovadoras em tempo de 'vacas magras'.
- Em Aveiro... uma ideia muito interessante à volta do tema da mobilidade suave...
- Em Coimbra... em articulação com um grupo de teatro da cidade (Marionet) uma interessante iniciativa de animação da Rua Sá da Bandeira.
- Na Guarda ...
- Em Torres Vedras...
- Em Lisboa, ainda não existe um núcleo mas já existe um tema - Bairros: Retoma ou Transição ...
- Em Faro... Associação Faro 1540, que tem dinamizado as várias iniciativas. Esta semana (18 FEV) organiza o 2.º encontro 'Cidades' sobre o tema da mobilidade...
...
2. O mapa de 'blogues de cidades' (designada 'Global City 2.0' com blogue dedicado http://globalcity.blogs.sapo.pt/), que pressupõe também a criação de uma rede informal entre dinamizadores cívicos (e que mereceu destaque recente na TSF).
...
O mapa integra, neste momento, cerca de 200 blogues/sites de mais de quinze países. Aguardamos resposta a pedidos de parceria internacional para o projecto ...
Fizeram-se convites a algumas personalidades para se tornarem embaixadores desta rede cívica.
Paralelamente foi lançado um desafio a uma empresa tecnológica de Aveiro para que desenvolva um site dedicado em regime de pro-bono.
...
3. O 'Think Tank Cívico' sobre cidades (isto é, um repositório de conhecimento técnico/científico sobre cidades - http://citiescivicthinktank.blogs.sapo.pt/).
4. Para além destas ideias está a funcionar um desafio chamado 'Rua das Ideias' (http://ruadasideias.blogs.sapo.pt/).
Se desejar participar neste movimento de reflexão sobre as cidades envie um email para cidadespelaretoma@gmail.com referindo a actividade/projecto onde quer dar o seu contributo.
Projecto Casas Low Cost quer recuperar a Baixa do Porto "a preços realistas"
Promotores já encontraram um proprietário disposto a negociar com um investidor a reabilitação low-cost de um prédio de 11 andares
Trabalhar com marcas portuguesas e sensibilizar investidores e proprietários para recuperar habitações "a preços realistas" são algumas das marcas do projecto Casas Low Cost, lançado pela equipa do Plano B para dar um novo impulso à reabilitação da Baixa do Porto.
Apartamentos T0 e T1, mobilados e equipados, a partir de 300 euros mensais (água e luz incluídas) são as ofertas que o LowCostHouses tem em mente já para 2011, revelou à Lusa Filipe Teixeira, arquitecto e um dos proprietários do Plano B.
Criado em 2006 como espaço multidisciplinar para trazer uma nova dinâmica cultural à Baixa, o Plano B quer avançar para a reabilitação arquitectónica do centro do Porto. A intenção é recuperar "prédios inteiros", disponibilizando "90 por cento para o mercado de arrendamento", através de parcerias que permitam resultados de baixo custo. "O Porto é uma cidade low cost: é mais barato comer e sair à noite... Mas quando alguns artistas estrangeiros e amigos nos começaram a pedir para encontrar casas na Baixa, vimos que a oferta era ridícula: as casas degradadas eram caras e as que estavam recuperadas tinham preços exorbitantes", recorda Filipe Teixeira.
O arquitecto considera que "a oferta está desadequada à procura" e que o mercado de luxo "começa a ficar saturado", não havendo "público" para tudo o que está a ser feito nessa área. Prova disso, diz, é o insucesso das vendas de nove apartamentos e uma loja que a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) recuperou no quarteirão do Corpo da Guarda.
O LowCostHouses pretende "estabelecer parcerias", trabalhando com marcas portuguesas, arquitectos e designers "em início de carreira" e encontrando investidores e proprietários com "bom senso". "Cada vez há mais prédios que ninguém vende, porque não faz sentido preços exorbitantes por casas a cair de podres. Para já, temos essencialmente um trabalho cirúrgico de encontrar prédios recuperáveis a preços realistas", esclarece o responsável.
A equipa quer "mediar acordos" entre proprietários e investidores e uma das hipóteses para o negócio é "o proprietário disponibilizar o prédio e o investidor entrar com o dinheiro das obras".
Há já um prédio de "11 apartamentos" com negociações de tal forma "avançadas" que a perspectiva é ter as casas prontas para arrendar em 2011, revela Filipe Teixeira. No caso dos apartamentos para venda, existem duas possibilidades: Do It Yourself, para envolver os proprietários no restauro; e Ready made, para vender o apartamento "já mobilado e decorado por um designer". O arquitecto garante que estes investimentos "não serão para a classe alta, mas para as pessoas com mais capacidade financeira".
A reabilitação low-cost e o projecto do Plano B vão estar em foco no próximo Clube Addict - Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas, que se realiza na sexta-feira. Reabilitação Alternativa: Arquitetura bottom-up e low-cost é o tema do encontro que pretende dar a conhecer os projectos de "12 entidades" e promover o contacto com investidores.
in: Público, Local Porto, 14-2-2011
Trabalhar com marcas portuguesas e sensibilizar investidores e proprietários para recuperar habitações "a preços realistas" são algumas das marcas do projecto Casas Low Cost, lançado pela equipa do Plano B para dar um novo impulso à reabilitação da Baixa do Porto.
Apartamentos T0 e T1, mobilados e equipados, a partir de 300 euros mensais (água e luz incluídas) são as ofertas que o LowCostHouses tem em mente já para 2011, revelou à Lusa Filipe Teixeira, arquitecto e um dos proprietários do Plano B.
Criado em 2006 como espaço multidisciplinar para trazer uma nova dinâmica cultural à Baixa, o Plano B quer avançar para a reabilitação arquitectónica do centro do Porto. A intenção é recuperar "prédios inteiros", disponibilizando "90 por cento para o mercado de arrendamento", através de parcerias que permitam resultados de baixo custo. "O Porto é uma cidade low cost: é mais barato comer e sair à noite... Mas quando alguns artistas estrangeiros e amigos nos começaram a pedir para encontrar casas na Baixa, vimos que a oferta era ridícula: as casas degradadas eram caras e as que estavam recuperadas tinham preços exorbitantes", recorda Filipe Teixeira.
O arquitecto considera que "a oferta está desadequada à procura" e que o mercado de luxo "começa a ficar saturado", não havendo "público" para tudo o que está a ser feito nessa área. Prova disso, diz, é o insucesso das vendas de nove apartamentos e uma loja que a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) recuperou no quarteirão do Corpo da Guarda.
O LowCostHouses pretende "estabelecer parcerias", trabalhando com marcas portuguesas, arquitectos e designers "em início de carreira" e encontrando investidores e proprietários com "bom senso". "Cada vez há mais prédios que ninguém vende, porque não faz sentido preços exorbitantes por casas a cair de podres. Para já, temos essencialmente um trabalho cirúrgico de encontrar prédios recuperáveis a preços realistas", esclarece o responsável.
A equipa quer "mediar acordos" entre proprietários e investidores e uma das hipóteses para o negócio é "o proprietário disponibilizar o prédio e o investidor entrar com o dinheiro das obras".
Há já um prédio de "11 apartamentos" com negociações de tal forma "avançadas" que a perspectiva é ter as casas prontas para arrendar em 2011, revela Filipe Teixeira. No caso dos apartamentos para venda, existem duas possibilidades: Do It Yourself, para envolver os proprietários no restauro; e Ready made, para vender o apartamento "já mobilado e decorado por um designer". O arquitecto garante que estes investimentos "não serão para a classe alta, mas para as pessoas com mais capacidade financeira".
A reabilitação low-cost e o projecto do Plano B vão estar em foco no próximo Clube Addict - Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas, que se realiza na sexta-feira. Reabilitação Alternativa: Arquitetura bottom-up e low-cost é o tema do encontro que pretende dar a conhecer os projectos de "12 entidades" e promover o contacto com investidores.
in: Público, Local Porto, 14-2-2011
13 de fevereiro de 2011
8 de fevereiro de 2011
Congresso Internacional Agricultura Urbana e Sustentabilidade
Face à importância crescente dada à Agricultura Urbana, quer em termos do desenvolvimento de políticas, quer em termos da concretização de projectos a nível local, nacional e internacional, a Câmara Municipal do Seixal (como anfitriã), em parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa e o Grupo de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Urbana (GRAU) da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), organizam o “CONGRESSO INTERNACIONAL AGRICULTURA URBANA E SUSTENTABILIDADE”, nos dias 7 e 8 de Abril de 2011, no Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal.
Neste congresso estão previstas várias modalidades de participação: comunicação oral, apresentação de vídeo, poster ou qualquer outra forma inovadora de comunicar com clareza. As comunicações deverão ser subordinadas a um dos seguintes temas centrais:
*Planeamento e Politicas Públicas
*Saúde, Nutrição e Segurança Alimentar
*Integração Social, Participação Cívica e Cidadania
*Educação Ambiental, Agricultura Sustentável e Saúde Pública
O(a)s interessado(a)s em participar deverão enviar um ficheiro com o resumo da comunicação para urban.harvest@cm-seixal.pt, até 14 de Fevereiro de 2011, em formato PDF, em Português e Inglês, com um máximo de 300 palavras. As comunicações orais deverão ser baseadas em slides de PowerPoint, e haverá espaço destinado à exposição de posters (que deverão ter como dimensão: 1.0 × 1.5 m). Por questões de uniformização, solicita-se que os ficheiros dos posters sejam enviados para impressão no prazo até um mês da realização do Congresso (7 de Março). Estarão disponíveis dois televisores para apresentação de informação em formato vídeo que poderão ser utilizados pelos participantes.
Para mais informações sobre este evento, p.f., visite http://webgrau.weebly.com/eventos.html
enviado por: Maria Albina Martinho
Neste congresso estão previstas várias modalidades de participação: comunicação oral, apresentação de vídeo, poster ou qualquer outra forma inovadora de comunicar com clareza. As comunicações deverão ser subordinadas a um dos seguintes temas centrais:
*Planeamento e Politicas Públicas
*Saúde, Nutrição e Segurança Alimentar
*Integração Social, Participação Cívica e Cidadania
*Educação Ambiental, Agricultura Sustentável e Saúde Pública
O(a)s interessado(a)s em participar deverão enviar um ficheiro com o resumo da comunicação para urban.harvest@cm-seixal.pt, até 14 de Fevereiro de 2011, em formato PDF, em Português e Inglês, com um máximo de 300 palavras. As comunicações orais deverão ser baseadas em slides de PowerPoint, e haverá espaço destinado à exposição de posters (que deverão ter como dimensão: 1.0 × 1.5 m). Por questões de uniformização, solicita-se que os ficheiros dos posters sejam enviados para impressão no prazo até um mês da realização do Congresso (7 de Março). Estarão disponíveis dois televisores para apresentação de informação em formato vídeo que poderão ser utilizados pelos participantes.
Para mais informações sobre este evento, p.f., visite http://webgrau.weebly.com/eventos.html
enviado por: Maria Albina Martinho
3 de fevereiro de 2011
Casas vacías en la Península Ibérica
E que tal se o Clube dos Amigos e Inimigos reflectisse também sobre a incidência, cá em Portugal, deste fenómeno?
Às casas que temos vazias por estarem degradadas, abandonadas, centros históricos, e tal, juntaram-se em poucos anos muitas outras também vazias e a degradarem-se por serem novas.
Quantas temos? Onde? - Esperemos que isso seja apurado no próximo Censos 2011. Mas são muitas, concerteza, basta andar por aí e ver. Ele é nos centros, nas periferias, no disperso, ui!, por todo o lado.
Que fazer com este património?
Ele é blocos de apartamentos totalmente vazios, ou apenas parcialmente habitados - neste caso um problema especialmente chato para quem lá vive, sem vizinhos com quem repartir os encargos de condomínio, e tal...
E urbanizações não preenchidas, lotes expectantes, edifícios semi-construídos?! Isso, então... O mato ali a crescer, os promotores a pagar pesados impostos e contribuições, falências umas atrás das outras...
Que repercussões vai ter este conjunto de encrencas no futuro?
E a nova geração dos IGT, está a ser preparada para enfrentar esta realidade?
E o povo, pá?
Joaquim Jordão
Às casas que temos vazias por estarem degradadas, abandonadas, centros históricos, e tal, juntaram-se em poucos anos muitas outras também vazias e a degradarem-se por serem novas.
Quantas temos? Onde? - Esperemos que isso seja apurado no próximo Censos 2011. Mas são muitas, concerteza, basta andar por aí e ver. Ele é nos centros, nas periferias, no disperso, ui!, por todo o lado.
Que fazer com este património?
Ele é blocos de apartamentos totalmente vazios, ou apenas parcialmente habitados - neste caso um problema especialmente chato para quem lá vive, sem vizinhos com quem repartir os encargos de condomínio, e tal...
E urbanizações não preenchidas, lotes expectantes, edifícios semi-construídos?! Isso, então... O mato ali a crescer, os promotores a pagar pesados impostos e contribuições, falências umas atrás das outras...
Que repercussões vai ter este conjunto de encrencas no futuro?
E a nova geração dos IGT, está a ser preparada para enfrentar esta realidade?
E o povo, pá?
Joaquim Jordão
Casas vacías en España

Guillermo Abril Fotografía e Información: Diario El País, España
Actualmente en España existen más de 1.200.000 viviendas desocupadas a causa de la crisis económica. A finales del 2009, 570.000 de ellas estaban terminadas y no vendidas, 290.000 en construcción y 360.000 paradas. Si sumamos estos datos al total de casas proyectadas que quedaron pendientes, España podría darle un lugar para vivir a casi toda la población de Noruega.
El boom económico de este país en los primeros años de la década pasada hicieron crecer al sector inmobiliario, quienes apostaron por urbanizar la periferia de algunas ciudades para construir nuevas zonas de viviendas y equipamiento. La crisis que se viene acrecentando desde el 2007, ha llevado a una fuerte caída de la demanda, provocando un sobre stock de casas; en un bloque de 20 viviendas en Murcia, solo dos de ellas están ocupadas, y en Zaragoza, sólo seis personas viven en el único bloque construido de una urbanización proyectada para 2.300 casas (foto).
Urbanizaciones desiertas, construcciones a medias y casas vacías. Su rehabiliación o demolición parece algo lejano.
¿Que pasará en España con esta infraestructura sin habitantes y con estos terrenos en espera?
¿Qué papel jugamos como arquitectos para poder dar solución a una situación tan grave como la que se ilustra?
Comentarios:
Dani dice:
Al parecer es tan grande el problema, que los gobiernos locales están empezando a barajar la idea (si es que ya no se encuentran implementándola) de poner multas hasta de 12 euros diarios a los pisos que se encuentren vacíos por más de un año…
Federico dice:
Que le van hacer los “euracas” estan viviendo un proceso es normal “me imagino seran bienvenidos en Sudamerica tal cual ellos recibieron a los nuestros, es decir con respeto y solidaridad en momentos tan graves como en el 2001 aqui en Argentina” ya van a salir ,todo pasa
Jessica Martínez dice:
y en Stgo qué pasa? yo he visto comunas no tan periféricas donde las moles de palomeras verticales tienen unos cuantos dptos ocupados (entiéndase: vicuña mackenna, los leones, por poner un ejemplo). Y eso que yo conozco gente q busca casa, y todos los avisos de arriendo se ocupan rápidamente, pero por lo visto en edificios nuevos la cosa es mucho más lenta.
Jorge dice:
Tienes razón Jessica… además de ser poco amigables estas moles, el proceso de ocupación es lentísimo. Parece que están destinados a ser apart hotel como lo esta haciendo el GEN. No me extrañaría ver la ciudad vacía y con algunos zombis como en resident evil.
Jordi dice:
El parque de vivienda vacia en españa responde a una mala gestión del uso del suelo. No hay vivienda vacia en las ciudades!!! solo en urbanizaciones fantasma y en el litoral de según que regiones… por eso es tan dificil venderlas, ahora la gente no esta para comprarse una segunda residencia.
Los malos promotores se lo van a pensar antes de volver a construir en zonas no aptas que huyen de la compacidad del tejido urbano y consumen el territorio.
In: Plataforma Arquitectura 25 Ene 2011
Por: José Tomás Franco
Enviado por: Joaquim Jordão
2 de fevereiro de 2011
“Prémio Portal Arquitectos 2010”
O Portal Arquitectos promove a primeira edição do “Prémio Portal Arquitectos 2010”, dedicado a distinguir os melhores projectos de arquitectura que foram destaque no Portal, Newsletter e Facebook durante o ano de 2010.
De entre os vários projectos publicados no Portal Arquitectos, semanalmente é escolhido um projecto que irá receber um destaque especial no Portal, Newsletter e Facebook. Cabe agora ao público escolher qual o seu projecto favorito de entre os 34 projectos em destaque no ano de 2010. A votação será feita através do Facebook do Portal Arquitectos e irá decorrer durante o mês de Fevereiro.
O “Prémio Portal Arquitectos 2010” será feito pelo Portal, não tendo um valor pecuniário envolvido. O Prémio irá distinguir o melhor projecto em quatro categorias: Habitação, Interiores, Recuperação e Outros Edifícios. Os vencedores serão anunciados durante a segunda semana de Março.
Criado a 15 de Maio de 2009, o Portal Arquitectos nasceu com o objectivo de trazer um novo olhar sobre a diversidade e qualidade da arquitectura nacional. O Portal Arquitectos é um espaço de informação e comunicação versátil, actualizado e especializado na área de arquitectura. Aqui cada arquitecto pode gratuitamente divulgar o seu gabinete e publicar os seus projectos e obras construídas. As inscrições são gratuitas para que todos os arquitectos possam participar e divulgar as suas obras. Até Janeiro de 2011, o Portal Arquitectos registou a inscrição de mais de 400 arquitectos/gabinetes e a publicação de mais de 100 projectos.
Para concorrer ao “Prémio Portal Arquitectos 2011” cada arquitecto/gabinete deverá inscrever o seu projecto na galeria do Portal. Uma vez publicado, o projecto passa a ser candidato a projecto de destaque da semana. Apenas serão candidatos ao “Prémio Portal Arquitectos 2011” os projectos que foram destaque até à última semana de Dezembro de 2011.
Os 34 projectos nomeados para o “Prémio Portal Arquitectos 2010” são os seguintes:
...
Link para votar: http://apps.facebook.com/premioarq/
mais informações em: Portal Arquitectos:
in: http://www.oasrs.org/conteudo/agenda/noticias-detalhe.asp?noticia=2492
enviado por: http://hoffice.wordpress.com/2011/02/02/premio-portal-arquitectos-2010/
De entre os vários projectos publicados no Portal Arquitectos, semanalmente é escolhido um projecto que irá receber um destaque especial no Portal, Newsletter e Facebook. Cabe agora ao público escolher qual o seu projecto favorito de entre os 34 projectos em destaque no ano de 2010. A votação será feita através do Facebook do Portal Arquitectos e irá decorrer durante o mês de Fevereiro.
O “Prémio Portal Arquitectos 2010” será feito pelo Portal, não tendo um valor pecuniário envolvido. O Prémio irá distinguir o melhor projecto em quatro categorias: Habitação, Interiores, Recuperação e Outros Edifícios. Os vencedores serão anunciados durante a segunda semana de Março.
Criado a 15 de Maio de 2009, o Portal Arquitectos nasceu com o objectivo de trazer um novo olhar sobre a diversidade e qualidade da arquitectura nacional. O Portal Arquitectos é um espaço de informação e comunicação versátil, actualizado e especializado na área de arquitectura. Aqui cada arquitecto pode gratuitamente divulgar o seu gabinete e publicar os seus projectos e obras construídas. As inscrições são gratuitas para que todos os arquitectos possam participar e divulgar as suas obras. Até Janeiro de 2011, o Portal Arquitectos registou a inscrição de mais de 400 arquitectos/gabinetes e a publicação de mais de 100 projectos.
Para concorrer ao “Prémio Portal Arquitectos 2011” cada arquitecto/gabinete deverá inscrever o seu projecto na galeria do Portal. Uma vez publicado, o projecto passa a ser candidato a projecto de destaque da semana. Apenas serão candidatos ao “Prémio Portal Arquitectos 2011” os projectos que foram destaque até à última semana de Dezembro de 2011.
Os 34 projectos nomeados para o “Prémio Portal Arquitectos 2010” são os seguintes:
...
Link para votar: http://apps.facebook.com/premioarq/
mais informações em: Portal Arquitectos:
in: http://www.oasrs.org/conteudo/agenda/noticias-detalhe.asp?noticia=2492
enviado por: http://hoffice.wordpress.com/2011/02/02/premio-portal-arquitectos-2010/
12 de janeiro de 2011
'Rua das Ideias' - 'Cidades pela Retoma'
O movimento cívico 'Cidades pela Retoma' (http://www.facebook.com/CidadespelaRetoma e http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt) tem vindo a procurar dinamizar a reflexão sobre como podem as cidades e as suas comunidades contribuir para a retoma económica.
Uma das últimas iniciativas deste movimento informal de cidadãos a nível nacional é o projecto 'RUA DAS IDEIAS' que pretende funcionar como um exercício colaborativo de identificação e geração de ideias ou projectos 'de baixo custo e alto valor acrescentado' que visem contribuir para a animação económica e social das nossas cidades.

A iniciativa está ainda no seu início mas foram já recolhidos cerca de uma dúzia de projectos que começam aos poucos a dar vida à nossa 'Rua das Ideias' (http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/28650.html).
Pretendemos envolver neste exercício colaborativo as autarquias, seus executivos, serviços técnicos e comunidades.
Deste modo solicitamos uma ampla divugação do projecto e convidamo-los a enviar o vosso contributo para cidadespelaretoma@gmail.com.
O contributo deve identificar a ideia (num só parágrafo) e, se for o caso, algum exemplo inspirador (com identificação de link na internet). As referências enviadas serão publicadas no blogue e página Facebook do projecto 'Cidades pela Retoma'.
'ideias para animar a vida económica e social das nossas cidades'
[divulgue a iniciativa na sua cidade]
movimento 'Cidades pela Retoma'
site/blogue http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/
José Carlos Mota
Uma das últimas iniciativas deste movimento informal de cidadãos a nível nacional é o projecto 'RUA DAS IDEIAS' que pretende funcionar como um exercício colaborativo de identificação e geração de ideias ou projectos 'de baixo custo e alto valor acrescentado' que visem contribuir para a animação económica e social das nossas cidades.

A iniciativa está ainda no seu início mas foram já recolhidos cerca de uma dúzia de projectos que começam aos poucos a dar vida à nossa 'Rua das Ideias' (http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/28650.html).
Pretendemos envolver neste exercício colaborativo as autarquias, seus executivos, serviços técnicos e comunidades.
Deste modo solicitamos uma ampla divugação do projecto e convidamo-los a enviar o vosso contributo para cidadespelaretoma@gmail.com.
O contributo deve identificar a ideia (num só parágrafo) e, se for o caso, algum exemplo inspirador (com identificação de link na internet). As referências enviadas serão publicadas no blogue e página Facebook do projecto 'Cidades pela Retoma'.
'ideias para animar a vida económica e social das nossas cidades'
[divulgue a iniciativa na sua cidade]
movimento 'Cidades pela Retoma'
site/blogue http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/
José Carlos Mota
11 de janeiro de 2011
6º CONGRESSO LUSO-MOÇAMBICANO DE ENGENHARIA - "A Engenharia como Alavanca para o Desenvolvimento e Sustentabilidade"
Quando: 29 Agosto - 02 Setembro 2011
Onde: Maputo
No âmbito do 6º Congresso Luso-Moçambicano de Engenharia (CLME2011, a realizar em Maputo entre 29 de Agosto e 2 de Setembro de 2011) realizam-se, entre outros, os seguintes Simpósios:
Simpósio “INFRAESTRUTURAS, MERCADO IMOBILIÁRIO E ORDENAMENTO DA CIDADE”
Promovido por:
Jorge Carvalho
GOVCOPP, Secção Autónoma de Ciências Sociais, Jurídicas e Políticas
Universidade de Aveiro, Portugal
Aceitam-se Artigos nas seguintes áreas ou outras afins: Infraestruturas urbanas, soluções técnicas e respectivos custos; Rede viária, mobilidade e estrutura do território; Mercado imobiliário e estratégias fundiárias e financeiras; Planos urbanísticos, ambiente e desenvolvimento.
Simpósio "CIDADES SUSTENTÁVEIS"
Promovido por:
Miguel Pires Amado
Departamento de Engenharia Civil
Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa
Caparica, Portugal
Aceitam-se Artigos nas seguintes áreas ou outras afins: Gestão nas Cidades Sustentáveis; A transição para as Cidades de Baixa Emissão de Carbono; Sustentabilidade na Regeneração das Cidades; Sistemas para a Avaliação da Sustentabilidade nas Cidades do Século XXI; A Dinâmica do Espaço Público nas Cidades de Hoje.
Simpósio: “REABILITAÇÃO URBANA, EXEMPLOS DE BOAS PRÁTICAS”
Promovido por:
Ana Virtudes e Filipa Almeida
Departamento de Engenharia Civil e Arquitectura
Universidade da Beira Interior, Portugal
A reabilitação urbana emerge definitivamente como o caminho a seguir, findo o paradigma de construção da cidade assente no processo de expansão urbana que tem marcado a praxis urbanística nos mais diversos países do mundo. A reabilitação urbana através do resgate da identidade dos sítios tem-se vindo a afirmar como uma das alternativas mais viáveis para a projecção consistente de um determinado lugar. Pretende-se reflectir sobre exemplos de boas práticas de reabilitação urbana com vista à recuperação e valorização da identidade dos locais, permitindo reforçar o sentido de pertença dos seus habitantes e simultaneamente possibilitar a descoberta do património cultural.
Resumos alargados dos Artigos, numa extensão de duas páginas A4, devem ser submetidos em ficheiro electrónico no formato indicado no site do Congresso.
A data limite para a recepção dos Resumos é 14 de Fevereiro 2011, e aqueles que forem aceites serão publicados num “Livro de Resumos” para distribuição a todos os participantes durante Congresso. Os textos completos dos Artigos serão compilados em CD-ROM.
in: http://paginas.fe.up.pt/clme/2011/simposia.htm
Onde: Maputo
No âmbito do 6º Congresso Luso-Moçambicano de Engenharia (CLME2011, a realizar em Maputo entre 29 de Agosto e 2 de Setembro de 2011) realizam-se, entre outros, os seguintes Simpósios:
Simpósio “INFRAESTRUTURAS, MERCADO IMOBILIÁRIO E ORDENAMENTO DA CIDADE”
Promovido por:
Jorge Carvalho
GOVCOPP, Secção Autónoma de Ciências Sociais, Jurídicas e Políticas
Universidade de Aveiro, Portugal
Aceitam-se Artigos nas seguintes áreas ou outras afins: Infraestruturas urbanas, soluções técnicas e respectivos custos; Rede viária, mobilidade e estrutura do território; Mercado imobiliário e estratégias fundiárias e financeiras; Planos urbanísticos, ambiente e desenvolvimento.
Simpósio "CIDADES SUSTENTÁVEIS"
Promovido por:
Miguel Pires Amado
Departamento de Engenharia Civil
Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa
Caparica, Portugal
Aceitam-se Artigos nas seguintes áreas ou outras afins: Gestão nas Cidades Sustentáveis; A transição para as Cidades de Baixa Emissão de Carbono; Sustentabilidade na Regeneração das Cidades; Sistemas para a Avaliação da Sustentabilidade nas Cidades do Século XXI; A Dinâmica do Espaço Público nas Cidades de Hoje.
Simpósio: “REABILITAÇÃO URBANA, EXEMPLOS DE BOAS PRÁTICAS”
Promovido por:
Ana Virtudes e Filipa Almeida
Departamento de Engenharia Civil e Arquitectura
Universidade da Beira Interior, Portugal
A reabilitação urbana emerge definitivamente como o caminho a seguir, findo o paradigma de construção da cidade assente no processo de expansão urbana que tem marcado a praxis urbanística nos mais diversos países do mundo. A reabilitação urbana através do resgate da identidade dos sítios tem-se vindo a afirmar como uma das alternativas mais viáveis para a projecção consistente de um determinado lugar. Pretende-se reflectir sobre exemplos de boas práticas de reabilitação urbana com vista à recuperação e valorização da identidade dos locais, permitindo reforçar o sentido de pertença dos seus habitantes e simultaneamente possibilitar a descoberta do património cultural.
Resumos alargados dos Artigos, numa extensão de duas páginas A4, devem ser submetidos em ficheiro electrónico no formato indicado no site do Congresso.
A data limite para a recepção dos Resumos é 14 de Fevereiro 2011, e aqueles que forem aceites serão publicados num “Livro de Resumos” para distribuição a todos os participantes durante Congresso. Os textos completos dos Artigos serão compilados em CD-ROM.
in: http://paginas.fe.up.pt/clme/2011/simposia.htm
7º Congresso Internacional sobre Cidades e Territórios Virtuais (7CTV)
Quando: 11 a 13 de Outubro de 2011
Onde: Universidade Nova de Lisboa.
Mais informações: www.7vct.dec.uc.pt
Submissão de abstract:até 31 de Março de 2011 (ver Submeter Papers)
Os temas do congresso centram-se na aplicação de novas tecnologias ao planeamento e gestão dos sistemas urbanos e à concepção e implementação de políticas com expressão territorial. São tópicos da conferência a modelação de fenómenos urbanos, a análise espacial, as realidades virtuais e aumentadas, os SIG e a detecção remota, as políticas de habitação e de uso do solo, a governança e a inovação em planeamento, entre muitos outros.
O 7CTV irá também incluir a conferência final da Acção COST TU0602 “Land Management for Urban Dynamics”, uma das áreas temáticas do Congresso, na qual algumas das apresentações serão dedicadas à apresentação pública dos resultados dos trabalhos da acção.
O 7VCT é co-organizado pelo e-Geo, Centro de Estudos de Geografia e Planeamento Regional, Universidade Nova de Lisboa, e pelo Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra, com a participação do COST – European Cooperation in Science and Technology, e da ACIV, Associação para o Desenvolvimento da Engenharia Civil.
In: http://www.7vct.dec.uc.pt/?lang=pt
Onde: Universidade Nova de Lisboa.
Mais informações: www.7vct.dec.uc.pt
Submissão de abstract:até 31 de Março de 2011 (ver Submeter Papers)
Os temas do congresso centram-se na aplicação de novas tecnologias ao planeamento e gestão dos sistemas urbanos e à concepção e implementação de políticas com expressão territorial. São tópicos da conferência a modelação de fenómenos urbanos, a análise espacial, as realidades virtuais e aumentadas, os SIG e a detecção remota, as políticas de habitação e de uso do solo, a governança e a inovação em planeamento, entre muitos outros.
O 7CTV irá também incluir a conferência final da Acção COST TU0602 “Land Management for Urban Dynamics”, uma das áreas temáticas do Congresso, na qual algumas das apresentações serão dedicadas à apresentação pública dos resultados dos trabalhos da acção.
O 7VCT é co-organizado pelo e-Geo, Centro de Estudos de Geografia e Planeamento Regional, Universidade Nova de Lisboa, e pelo Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra, com a participação do COST – European Cooperation in Science and Technology, e da ACIV, Associação para o Desenvolvimento da Engenharia Civil.
In: http://www.7vct.dec.uc.pt/?lang=pt
10 de janeiro de 2011
Seminário PO ALGARVE 21 e JESSICA

Resultados e novo instrumento JESSICA da Política de Cidades
Quando: 13 Janeiro 2011
Onde: Faro - Auditório da CCDR Algarve - Pç. da Liberdade, 2
Contacto: 289 895 220
Inscrições: gratuitas, obrigatórias até 11 de Janeiro - Formulário Online
Realiza-se no próximo dia 13 de Janeiro, a partir das 14 horas, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, em Faro, um seminário de apresentação de resultados do Programa Operacional Regional do Algarve (PO Algarve 21), até ao final 2010. Os apoios à modernização, inovação e internacionalização de empresas, a criação da rede de centros escolares de 2ª geração, a regeneração urbana dos centros históricos de Tavira, Olhão e Loulé, a requalificação da frente de mar de Armação de Pêra, a requalificação de Cabanas _ Polis Ria Formosa, a valorização do Promontório de Sagres, a programação cultural em rede do Algarve Central, são exemplos de alguns dos projetos PO Algarve 21 em curso.
Integrado no seminário, será apresentado o instrumento financeiro“ JESSICA”_ Fundo de Investimento para a Reabilitação Urbana, onde são oradores convidados Nuno Vitorino, responsável do JESSICA para Portugal, Pedro Couto do BEI, Banco Europeu de Investimento e Luís Gomes presidente do Município e da SRU_Sociedade de Reabilitação Urbana de Vila Real de Santo António.
O programa inicia-se com uma visita à exposição «Algarve – Política de Cidades», cuja temática está dividida em duas áreas: Regeneração Urbana e Competitividade e Inovação, onde estão apresentados projectos co-financiados pelo PO Algarve 21.
PROGRAMA:
14h00 - Recepção dos participantes
14h15 - Visita à Exposição “Algarve – Política de Cidades”
14h30 - Sessão de Abertura
Macário Correia – Presidente da AMAL
Porfírio Maia – Vice- Presidente da CCDR Algarve
Fernanda do Carmo – Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades
15h00 - Iniciativa JESSICA
Nuno Vitorino – Secretário Geral do Comité de Investimento do Fundo JESSICA Portugal
Pedro Couto – Banco Europeu de Investimento Fundo JESSICA Portugal
16h00 - As SRUs Sociedades de Reabilitação Urbana E.M. e o instrumento JESSICA
Luís Gomes – Presidente do Município de Vila Real de Santo António
Debate
16h30 - PO Algarve 21 Divulgação de Resultados e Perspectivas 2011
João Faria - Presidente da CCDR Algarve e da Comissão Directiva do PO Algarve 21
17h00 - Sessão de Encerramento
João Faria – Presidente da CCDR Algarve e da Comissão Directiva do PO Algarve 21
Fernando Medina – Secretário de Estado Adjunto, da Indústria e do Desenvolvimento (a confirmar)
7 de janeiro de 2011
"O LUGAR DO BAIRRO"

MESA REDONDA: O LUGAR DO BAIRRO
Quando: 19 Janeiro - 14h
Onde: CIUL - Centro de Informação Urbana de Lisboa, Picoas Plaza
Quem organiza: CEACT - Centro de Estudos de Arquitectura, Cidade e Território (UAL), com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa
Intervenções:
14.00
Lançamento do projecto Bairros em Lisboa 2012
Filipa Ramalhete e Maria Assunção Gato (CEACT/UAL)
14.30
Bairros, para que vos queremos?
João Ferrão (Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa)
15.15
A geometria variável dos bairros de Lisboa, entre a acção e a representação
Graça Índias Cordeiro (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, ISCTE -Instituto Universitário de Lisboa)
16.00 > 16.30
Coffee break
16.30
O que é preciso para se ter/fazer um bairro?
Manuel Graça Dias (Departamento de Arquitectura, UAL)
Comentários:
17.15
Flávio Barbini (DA, UAL) e Nuno Pires Soares (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa)
In: http://arquitectos.pt/index.htm?no=2020492468,153
6 de janeiro de 2011
Da Natureza da Cidade - Jorge Gaspar no ciclo de conferências Direito à Cidade


Entre as linhas de actuação da Ad Urbem destaca-se a promoção da consciência cívica dos direitos e deveres urbanísticos dos cidadãos. Nas diversas acções desenvolvidas nesse âmbito é dada particular atenção às questões da governança e da participação, com ênfase na ponderação de interesses e na formação das decisões políticas e técnicas que conformam o quadro de vida urbano dos cidadãos.
Nesta perspectiva, a Ad Urbem iniciou em 2005 um ciclo de conferências, de entrada livre, subordinado ao tema "Direito à Cidade". Os direitos urbanos dos cidadãos e a transformação da cidade”, para o qual vêm sendo convidadas personalidades nacionais e estrangeiras com destacada actividade científica ou técnica no domínio.
A IXª conferência do ciclo vai ser proferida pelo Professor Doutor Jorge Gaspar da Universidade de Lisboa, intitulada: Da Natureza da Cidade.

A conferência vai realizar-se no próximo dia 20 de Janeiro, pelas 18:00 horas, no auditório da Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU), Campo Grande n.º 50, em Lisboa.A entrada é livre mas por razões logísticas solicita-se a pré-inscrição para os contactos da Ad Urbem.
http://www.adurbem.pt/index.php?option=com_content&task=category§ionid=6&id=60&Itemid=112
5 de janeiro de 2011
Jantares-Tertúlias de Inverno - "Que cidades para o nosso futuro comum?"
Que cidades para o nosso futuro comum?
Com quem: João Seixas e Mário Alves
Quando: 6 de Janeiro de 2011 - 20h00
Onde: Livraria Ler Devagar
Inscreva-se no jantar e debate em
http://pascal.iseg.utl.pt/~ppereira/DobrarEsquina
Vivemos hoje por entre a formação de um novo paradigma de desenvolvimento da humanidade – e do evanescimento de outro. As cidades – ou melhor, os territórios urbanos, e a condição urbana – grandes espelhos de nós próprios, tornaram-se palco absolutamente central dos nossos dilemas, desafios e oportunidades. Tornou-se assim altamente paradoxal a presente situação da nossa urbanidade e das nossas cidades – e, notavelmente, da urbanidade e das cidades portuguesas. Espaços centrais de potencialidades aos mais variados campos; cernes de profunda força humana, sócio-cultural e identitária; decisivos motores de inovação, de criatividade e de qualificação – mas também locais centrais de exclusão, de desemprego, de solidão, de clivagem, de insustentabilidade.
É hoje bem reconhecido – não por todos, realce-se – que parte muito significativa das manifestas dificuldades em enfrentar estes paradoxos da condição urbana – entre anseios, problemas e potencialidades – se centra nas estruturas e nos modelos de governação e de cidadania urbana existentes – e possíveis. Na verdade, Portugal só será mais democrático, mais eficiente, mais sustentável, e mais feliz, se as suas cidades o forem.
O debate incluirá as consequências desta crise de governança com o caso de estudo da nossa capital: o panorama das estruturas de atenção e de governação de Lisboa (da ‘Grande Lisboa’ à mais pequena Lisboa) manifesta, de forma muito clara, uma desorientação e uma incapacidade de actuação estrutural, sedimentada ao longo de muitos anos.
Propõe-se assim para debate, diferentes formas de entendimento da cidade e da própria condição urbana, dos campos da sociedade e da economia aos da própria política e cidadania. Procurando contribuir para uma maior compreensão, e abrindo reais possibilidades em diferentes frentes: a) o lugar da cidade; b) o conhecimento da cidade; c) a política na cidade.
Com quem: João Seixas e Mário Alves
Quando: 6 de Janeiro de 2011 - 20h00
Onde: Livraria Ler Devagar
Inscreva-se no jantar e debate em
http://pascal.iseg.utl.pt/~ppereira/DobrarEsquina
Vivemos hoje por entre a formação de um novo paradigma de desenvolvimento da humanidade – e do evanescimento de outro. As cidades – ou melhor, os territórios urbanos, e a condição urbana – grandes espelhos de nós próprios, tornaram-se palco absolutamente central dos nossos dilemas, desafios e oportunidades. Tornou-se assim altamente paradoxal a presente situação da nossa urbanidade e das nossas cidades – e, notavelmente, da urbanidade e das cidades portuguesas. Espaços centrais de potencialidades aos mais variados campos; cernes de profunda força humana, sócio-cultural e identitária; decisivos motores de inovação, de criatividade e de qualificação – mas também locais centrais de exclusão, de desemprego, de solidão, de clivagem, de insustentabilidade.
É hoje bem reconhecido – não por todos, realce-se – que parte muito significativa das manifestas dificuldades em enfrentar estes paradoxos da condição urbana – entre anseios, problemas e potencialidades – se centra nas estruturas e nos modelos de governação e de cidadania urbana existentes – e possíveis. Na verdade, Portugal só será mais democrático, mais eficiente, mais sustentável, e mais feliz, se as suas cidades o forem.
O debate incluirá as consequências desta crise de governança com o caso de estudo da nossa capital: o panorama das estruturas de atenção e de governação de Lisboa (da ‘Grande Lisboa’ à mais pequena Lisboa) manifesta, de forma muito clara, uma desorientação e uma incapacidade de actuação estrutural, sedimentada ao longo de muitos anos.
Propõe-se assim para debate, diferentes formas de entendimento da cidade e da própria condição urbana, dos campos da sociedade e da economia aos da própria política e cidadania. Procurando contribuir para uma maior compreensão, e abrindo reais possibilidades em diferentes frentes: a) o lugar da cidade; b) o conhecimento da cidade; c) a política na cidade.
18 de dezembro de 2010
6ª Grande Conferência do Jornal Arquitecturas - “Território de Futuro - Urbanismo e Política do Solo”

A 6ª Grande Conferência do Jornal Arquitecturas, dedicada à temática “Território de Futuro - Urbanismo e Política do Solo” aborda objectivamente as principais questões do futuro do urbanismo em Portugal.
Num espaço de apresentação de ideias em debate aberto e moderado intervêm os diversos especialistas, actores, e sectores nacionais e internacionais que integram as matérias basilares para a criação de territórios de futuro, com perspectivas orientadas para uma Política do Solo eficaz.
A actual conjuntura nacional, em matéria de Urbanismo e Política do Solo, acentua o carácter oportuno desta iniciativa no processo de desenvolvimento sustentável dos territórios.
in: http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/Brochura_Digital_UrbaVerde.pdf
14 de dezembro de 2010
Colóquio Da Cidade ao Território – À procura do espaço perdido
Quando? 15 de Dezembro
Onde? Auditório Afonso de Barros - ISCTE-IUL - Lisboa
Depois de décadas de investigação, nos domínios da sociologia urbana, da urbanística e do planeamento territorial, a Cidade continua a ser um dos referentes primaciais do actual contexto social, cultural e político. Avaliado de modo positivo ou na sua aparente negatividade, em termos explícitos ou inconscientemente sublimado, assumido literalmente ou em adjectivações informes, difusas e fragmentadas, esse referente acaba por se tornar omnipresente e irrecusável. É certo que esse referente tem vários nomes, cada um deles pretendendo-se hegemónico em relação aos restantes. E, no entanto, é muitas vezes a função principal da Cidade que é então designada.

Foi assim com as cidades globais, ou com as cidades duais, em que se destacava o papel dominantemente assumido em distintas escalas de referenciação. Ou então era a respectiva configuração territorial que nomeava esse referente e daí as cidades metrópoles ou as cidades região. Ou ainda se questionava a equidade social ou o equilíbrio ecológico daquelas entidades, nomeando-se, então, as cidades consoante o respectivo grau de coesão interna e de segmentação social, na primeira situação, ou de acordo com os correspondentes níveis de sustentabilidade ambiental e urbana, no segundo caso. Ou, mais recentemente, nomeavam-se as cidades consoante as condições e os estímulos à sua eventual criatividade urbana, num quadro de progressiva competitividade da economia e dos territórios.
Vemos, pois, que esta pluralidade de nomeações não eliminou, bem pelo contrário, aquele referente principal e, no entanto, é inegável a progressiva complexidade urbana destas entidades que, milenarmente, sempre foram tituladas de Cidade. Com efeito, cada uma das adjectivações acima referidas (e a lista não é obviamente exaustiva) procura ir ao encontro das próprias transformações económicas, sociais, culturais e políticas, no contexto das quais a Cidade assume, quase sempre, a centralidade de um protagonismo expresso ou implicitamente activo. Justifica-se, assim, plenamente, um regresso ao debate sobre aquela complexidade, enquanto desafio de desconstrução desse emaranhado analítico e normativo. Mas desconstrução, ainda, não numa busca especulativa de uma qualquer “essência” urbana, mas fundamentalmente na ilustração dos processos de identificação e de prospecção dessas entidades que continuamos a designar de Cidades.
Trata-se, portanto, de um debate aberto àquela mesma complexidade. O próprio título enunciado – Da Cidade ao Território: à procura do espaço perdido – apela àquela abertura instrumental e operativa. Mas não só. Na organização do Colóquio prevaleceu a intenção de abrir esse debate em torno de três quadros problemáticos, cada um deles suficientemente sugestivos e abrangentes em relação ao desafio de partida. Por outro lado, o método organizacional adoptado – estruturado em função de Mesas de Debate sobre cada um daqueles contextos de problematização – pretende reforçar aquela mesma intenção de um debate aberto, crítico e polémico. Temos, assim, a Mesa 1 – A Cidade Eterna: Criatividade e Coesão; a Mesa 2 – Habitar: Exílios e Escolhas; a Mesa 3 – Reconquistar a Cidade. Para além destes três momentos de debate, estão previstas, com a colaboração de dois Investigadores estrangeiros, duas Conferências, de Abertura e de Encerramento do Colóquio.
in: http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/Noticias_APG_13_12_2010.htm
Onde? Auditório Afonso de Barros - ISCTE-IUL - Lisboa
Depois de décadas de investigação, nos domínios da sociologia urbana, da urbanística e do planeamento territorial, a Cidade continua a ser um dos referentes primaciais do actual contexto social, cultural e político. Avaliado de modo positivo ou na sua aparente negatividade, em termos explícitos ou inconscientemente sublimado, assumido literalmente ou em adjectivações informes, difusas e fragmentadas, esse referente acaba por se tornar omnipresente e irrecusável. É certo que esse referente tem vários nomes, cada um deles pretendendo-se hegemónico em relação aos restantes. E, no entanto, é muitas vezes a função principal da Cidade que é então designada.

Foi assim com as cidades globais, ou com as cidades duais, em que se destacava o papel dominantemente assumido em distintas escalas de referenciação. Ou então era a respectiva configuração territorial que nomeava esse referente e daí as cidades metrópoles ou as cidades região. Ou ainda se questionava a equidade social ou o equilíbrio ecológico daquelas entidades, nomeando-se, então, as cidades consoante o respectivo grau de coesão interna e de segmentação social, na primeira situação, ou de acordo com os correspondentes níveis de sustentabilidade ambiental e urbana, no segundo caso. Ou, mais recentemente, nomeavam-se as cidades consoante as condições e os estímulos à sua eventual criatividade urbana, num quadro de progressiva competitividade da economia e dos territórios.
Vemos, pois, que esta pluralidade de nomeações não eliminou, bem pelo contrário, aquele referente principal e, no entanto, é inegável a progressiva complexidade urbana destas entidades que, milenarmente, sempre foram tituladas de Cidade. Com efeito, cada uma das adjectivações acima referidas (e a lista não é obviamente exaustiva) procura ir ao encontro das próprias transformações económicas, sociais, culturais e políticas, no contexto das quais a Cidade assume, quase sempre, a centralidade de um protagonismo expresso ou implicitamente activo. Justifica-se, assim, plenamente, um regresso ao debate sobre aquela complexidade, enquanto desafio de desconstrução desse emaranhado analítico e normativo. Mas desconstrução, ainda, não numa busca especulativa de uma qualquer “essência” urbana, mas fundamentalmente na ilustração dos processos de identificação e de prospecção dessas entidades que continuamos a designar de Cidades.
Trata-se, portanto, de um debate aberto àquela mesma complexidade. O próprio título enunciado – Da Cidade ao Território: à procura do espaço perdido – apela àquela abertura instrumental e operativa. Mas não só. Na organização do Colóquio prevaleceu a intenção de abrir esse debate em torno de três quadros problemáticos, cada um deles suficientemente sugestivos e abrangentes em relação ao desafio de partida. Por outro lado, o método organizacional adoptado – estruturado em função de Mesas de Debate sobre cada um daqueles contextos de problematização – pretende reforçar aquela mesma intenção de um debate aberto, crítico e polémico. Temos, assim, a Mesa 1 – A Cidade Eterna: Criatividade e Coesão; a Mesa 2 – Habitar: Exílios e Escolhas; a Mesa 3 – Reconquistar a Cidade. Para além destes três momentos de debate, estão previstas, com a colaboração de dois Investigadores estrangeiros, duas Conferências, de Abertura e de Encerramento do Colóquio.
in: http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/Noticias_APG_13_12_2010.htm
13 de dezembro de 2010
SEMINÁRIO DE SENSIBILIZAÇÃO EM PAISAGEM
A CCDR-Algarve, ao abrigo do Programa PAYS.MED.URBAN, vai realizar o seminário com o tema “Sensibilização em Paisagem”a ter lugar no próximo dia 17 de Dezembro, no
auditório da CCDR-Algarve, na Praça da Liberdade, 2, em Faro.
Farão parte da mesa de oradores convidados: o Arqt.º Paisagista Manuel Vieira, o Arqt.º Paisagista Rui Terremoto, o Dr. João Vargues, a Dr.ª Custódia Reis e a Arqt.ª Inês Cerol.
O seminário tem como objectivo aprofundar e discutir as medidas estabelecidas na Convenção Europeia da Paisagem, concretamente no que diz respeito ao artigo 6.A “Sensibilização”, segundo o qual, “cada uma das Partes (que subscreveram a convenção) compromete-se a incrementar a sensibilização da sociedade civil, das organizações privadas e das autoridades públicas para o valor da paisagem, o seu papel e as suas transformações”.
Este evento é promovido no âmbito do Programa PAYS.MED.URBAN, no qual a CCDR-Algarve participa conjuntamente com outros 13 representantes de regiões espanholas, italianas e gregas, para além da RECEP-ENELC (Rede Europeia de Entidades Locais e Regionais para a implementação da Convenção Europeia da Paisagem) enquanto parceiro associado, sublinhando a vontade de o projecto contribuir activamente para a implementação dos objectivos da Convenção.
O seminário tem como público-alvo decisores políticos, técnicos da administração pública, comunidade académica e público em geral.
Para consultar o programa e realizar a sua inscrição neste evento aceda a
www.ccdr-alg.pt

Seminário Sensibilização em Paisagem
Sexta, 17 Dezembro 2010
Programa:
9h30 - Abertura
Dr.João Verjão Faria
Presidente da CCDR Algarve
10h00 - Apresentação do Programa PAYS.MED URBAN
Arquitecto Paisagista José Brito|Arquitecto Paisagista Gonçalo Mártires
CCDR Algarve
10h20 - Participação Pública no âmbito dos Instrumentos de Gestão Territorial
Arquitecto Paisagista Manuel Vieira (por confirmar)
Câmara Municipal de Loulé
10.40h - Participação Pública no âmbito do Plano de Estrutura Verde de Faro
Arquitecto Paisagista Rui Terremoto
Câmara Municipal de Faro
11.00h - Coffee Break
11.30h - Cidades Criativas – sensibilização da população escolar
Dr. João Vargues
Câmara Municipal de Faro
12.00h - Percursos de Paisagem
Dr.ª Custódia Reis
Câmara Municipal de São Brás de Alportel
12.30h - Nossa Senhora do Forte – a paisagem do imaginário
Arquitecta Inês Cerol
Grupo de Estudos Algarvios
13.00h Pausa para Almoço (livre)
14.30h Mesa Redonda | Debate temático sobre as modalidades de sensibilização:
concertação, comunicação e participação
Arquitecto Paisagista Henrique Cabeleira
Chefe de Divisão de Ordenamento do Território,Conservação da Natureza e Valorização da Paisagem,
CCDR Algarve
16.30h - Encerramento dos Trabalhos
Arquitecto Porfírio S. Maia
Vice-Presidente da CCDR Algarve
Inscrições:
Formulário Online
Localização:
Auditório CCDR Algarve - Pç. da Liberdade, 2 - Faro
Contacto:
Vera Conceição
vconceicao@ccdr-alg.pt
auditório da CCDR-Algarve, na Praça da Liberdade, 2, em Faro.
Farão parte da mesa de oradores convidados: o Arqt.º Paisagista Manuel Vieira, o Arqt.º Paisagista Rui Terremoto, o Dr. João Vargues, a Dr.ª Custódia Reis e a Arqt.ª Inês Cerol.
O seminário tem como objectivo aprofundar e discutir as medidas estabelecidas na Convenção Europeia da Paisagem, concretamente no que diz respeito ao artigo 6.A “Sensibilização”, segundo o qual, “cada uma das Partes (que subscreveram a convenção) compromete-se a incrementar a sensibilização da sociedade civil, das organizações privadas e das autoridades públicas para o valor da paisagem, o seu papel e as suas transformações”.
Este evento é promovido no âmbito do Programa PAYS.MED.URBAN, no qual a CCDR-Algarve participa conjuntamente com outros 13 representantes de regiões espanholas, italianas e gregas, para além da RECEP-ENELC (Rede Europeia de Entidades Locais e Regionais para a implementação da Convenção Europeia da Paisagem) enquanto parceiro associado, sublinhando a vontade de o projecto contribuir activamente para a implementação dos objectivos da Convenção.
O seminário tem como público-alvo decisores políticos, técnicos da administração pública, comunidade académica e público em geral.
Para consultar o programa e realizar a sua inscrição neste evento aceda a
www.ccdr-alg.pt

Seminário Sensibilização em Paisagem
Sexta, 17 Dezembro 2010
Programa:
9h30 - Abertura
Dr.João Verjão Faria
Presidente da CCDR Algarve
10h00 - Apresentação do Programa PAYS.MED URBAN
Arquitecto Paisagista José Brito|Arquitecto Paisagista Gonçalo Mártires
CCDR Algarve
10h20 - Participação Pública no âmbito dos Instrumentos de Gestão Territorial
Arquitecto Paisagista Manuel Vieira (por confirmar)
Câmara Municipal de Loulé
10.40h - Participação Pública no âmbito do Plano de Estrutura Verde de Faro
Arquitecto Paisagista Rui Terremoto
Câmara Municipal de Faro
11.00h - Coffee Break
11.30h - Cidades Criativas – sensibilização da população escolar
Dr. João Vargues
Câmara Municipal de Faro
12.00h - Percursos de Paisagem
Dr.ª Custódia Reis
Câmara Municipal de São Brás de Alportel
12.30h - Nossa Senhora do Forte – a paisagem do imaginário
Arquitecta Inês Cerol
Grupo de Estudos Algarvios
13.00h Pausa para Almoço (livre)
14.30h Mesa Redonda | Debate temático sobre as modalidades de sensibilização:
concertação, comunicação e participação
Arquitecto Paisagista Henrique Cabeleira
Chefe de Divisão de Ordenamento do Território,Conservação da Natureza e Valorização da Paisagem,
CCDR Algarve
16.30h - Encerramento dos Trabalhos
Arquitecto Porfírio S. Maia
Vice-Presidente da CCDR Algarve
Inscrições:
Formulário Online
Localização:
Auditório CCDR Algarve - Pç. da Liberdade, 2 - Faro
Contacto:
Vera Conceição
vconceicao@ccdr-alg.pt
10 de dezembro de 2010
Ordem urbanística e a prevenção da Criminalidade
...
Para os países em desenvolvimento, o brutal aumento da concentração populacional nas cidades não se vincula tanto ao desenvolvimento industrial … quanto à busca pela população rural de uma melhor qualidade de vida.
Entretanto, a cidade passa a ser, muitas vezes, falsa propaganda do melhor mecanismo de realização da dignidade da pessoa humana. As condições de vida nas grandes cidades, principalmente nas dos países subdesenvolvidos, têm-se deteriorado.
De pólo atrativo que propicia o acesso a uma intensa vida cultural, melhores oportunidades de emprego e um enriquecedor convívio com diferentes experiências de vida, a metrópole, desordenada urbanisticamente, tem-se tornado centro irradiador de falta de moradia, de poluição, de violência e de desemprego.
...
Assim, cidade mal organizada e mal planejada pode ser fonte ou lente de aumento da violência e da criminalidade. O congestionamento do trânsito (função urbanística da circulação), a inexistência de áreas adequadas ao lazer (função urbanística da recreação), a intranqüilidade do repouso dos seus moradores (função urbanística da residência), a inexistência de espaços de trabalho dignos para todos os cidadãos (função urbanística do trabalho), todas essas disfunções são formas de desrespeito às funções urbanísticas que possuem consequências nos índices de violência daquele local.
...
A ausência de planejamento urbano municipal, cujo intuito é garantir as funções da sociedade urbana (a de circular, a de habitar, a de trabalhar e a de lazer), constitui, atualmente, uma das maiores causas da violência urbana. Deve-se, portanto, instituir políticas públicas com o intuito de garantia das funções sociais da cidade e da diminuição/ prevenção da violência urbana.
...
2) O planejamento urbano como política pública eficaz no combate à criminalidade urbana
O fenômeno da violência requer postura ampla na realização dos diagnósticos e a implementação de políticas públicas intersetorializadas.
...a criminalidade é inseparável da problemática urbana, o que confirma a necessidade de conhecerem-se, em detalhes, os reflexos da crise econômica na sociedade e no cotidiano das pessoas.
O planejamento urbano é fundamental na elaboração do planejamento estratégico das atividades de uma cidade, instrumentalizando a segurança como direito social, individual e coletivo. O combate à violência, assim como o planejamento da cidade, deve envolver políticas de setores distintos como educação, saúde, lazer, iluminação pública, trabalho e moradia, sendo os últimos diretamente vinculados às funções urbanísticas.
... a inexistência de planejamento urbano dificulta e torna ineficiente o combate à violência.
... dados empíricos, colhidos na cidade de Belo Horizonte, impõem a busca de novo modelo de gestão, que passa pela inversão de prioridades, enfatizando-se gastos sociais e de infra-estrutura nas periferias (zonas mais sujeitas à violência, entre outras razões, pela maior concentração de ofensores motivados e pela ausência de guardiões), em oposição às grandes obras centrais e viárias, e o engajamento popular no processo de decisão do poder instituído.
São esses os dois grandes pilares da gestão democrática participativa.
3) O lazer e a recreação: exemplo de respeito à função urbanística eficaz no combate à violência urbana sofrida e praticada por jovens
... o lazer e a recreação requerem lugares apropriados, tais como jardins, parques, praças de esportes, praias, e aí também entram as áreas verdes. Uma política de esporte e de lazer que mobilize grupos tradicionalmente em risco ... previne atos predatórios ocorridos na cidade. É conveniente destacar que os jovens de classes populares, se comparados a outros estratos da sociedade, são dos grupos mais atingidos por esses fenômenos. Vários estudos demonstram que a precariedade dos serviços públicos e das condições de vida, a falta de oportunidades, de emprego e de lazer e as restritas perspectivas de mobilidade social contribuem como potenciais motivadores de ações violentas para esse contexto...
4) Garantia de trabalho e de moradia digna: políticas públicas sociais eficazes para o combate da violência
Um outro nível de prevenção, também vinculado ao capital social de uma comunidade, é a realizada por meio da geração de emprego e de renda para os jovens e adultos, bem como pela garantia de moradia digna à população.
... O desemprego é fonte de violência urbana...
... o grau de violência dos delitos pode variar de acordo com o nível de desespero econômico de quem os pratica. Os furtos, que não envolvem ameaça ou agressão direta às vítimas, têm relação mais direta com a queda na renda da população…
É necessária a adoção de políticas sérias no campo do desenvolvimento econômico, para a geração de empregos e de habitação, buscando-se evitar o aumento da criminalidade.
Conclusão
Na identificação das causas ... da violência urbana e na busca de soluções para esse problema, o respeito às funções urbanísticas da cidade tem papel de destaque...
A falta de estrutura urbana municipal contribui para a existência e para o aumento da violência urbana
... a ocorrência de um crime vincula-se à convergência espacial e temporal de um ofensor motivado, de um alvo disponível e da ausência de guardiões. Tais elementos tendem a não ocorrer em cidades planejadas que garantam o pleno exercício das funções urbanísticas.
A garantia da recreação e do lazer nas cidades diminui as tensões sociais, dificultando o surgimento de ofensores motivados ao cometimento de delitos.
O trabalho e a moradia seguros ensejam a inexistência de alvos disponíveis, na medida em que amparam o exercício das atividades basilares da cidade, evitando situações de risco que tendem a aumentar a incidência dos crimes.
… a necessidade de participação popular na gestão da cidade propicia a presença de guardiões nas grandes cidades, na medida em que conscientiza a população quanto aos problemas existentes em sua comunidade, o que minimiza a ocorrência de infrações relevantes para o Direito Penal e a qualidade de vida citadina.
Assim, o combate à violência pode ser realizado por meio de políticas públicas garantidoras da dignidade da pessoa humana, nos termos da diretriz constitucional de garantia das funções urbanísticas. Protejam-se as funções urbanísticas de uma comunidade urbana para que sejam protegidos os seus habitantes!
excertos do artigo: "Ordem urbanística e a prevenção da Criminalidade"
Paulo José Leite Farias
Link para o texto integral: http://www.buscalegis.ufsc.br/revistas/index.php/buscalegis/article/viewFile/12768/12332
Para os países em desenvolvimento, o brutal aumento da concentração populacional nas cidades não se vincula tanto ao desenvolvimento industrial … quanto à busca pela população rural de uma melhor qualidade de vida.
Entretanto, a cidade passa a ser, muitas vezes, falsa propaganda do melhor mecanismo de realização da dignidade da pessoa humana. As condições de vida nas grandes cidades, principalmente nas dos países subdesenvolvidos, têm-se deteriorado.
De pólo atrativo que propicia o acesso a uma intensa vida cultural, melhores oportunidades de emprego e um enriquecedor convívio com diferentes experiências de vida, a metrópole, desordenada urbanisticamente, tem-se tornado centro irradiador de falta de moradia, de poluição, de violência e de desemprego.
...
Assim, cidade mal organizada e mal planejada pode ser fonte ou lente de aumento da violência e da criminalidade. O congestionamento do trânsito (função urbanística da circulação), a inexistência de áreas adequadas ao lazer (função urbanística da recreação), a intranqüilidade do repouso dos seus moradores (função urbanística da residência), a inexistência de espaços de trabalho dignos para todos os cidadãos (função urbanística do trabalho), todas essas disfunções são formas de desrespeito às funções urbanísticas que possuem consequências nos índices de violência daquele local.
...
A ausência de planejamento urbano municipal, cujo intuito é garantir as funções da sociedade urbana (a de circular, a de habitar, a de trabalhar e a de lazer), constitui, atualmente, uma das maiores causas da violência urbana. Deve-se, portanto, instituir políticas públicas com o intuito de garantia das funções sociais da cidade e da diminuição/ prevenção da violência urbana.
...
2) O planejamento urbano como política pública eficaz no combate à criminalidade urbana
O fenômeno da violência requer postura ampla na realização dos diagnósticos e a implementação de políticas públicas intersetorializadas.
...a criminalidade é inseparável da problemática urbana, o que confirma a necessidade de conhecerem-se, em detalhes, os reflexos da crise econômica na sociedade e no cotidiano das pessoas.
O planejamento urbano é fundamental na elaboração do planejamento estratégico das atividades de uma cidade, instrumentalizando a segurança como direito social, individual e coletivo. O combate à violência, assim como o planejamento da cidade, deve envolver políticas de setores distintos como educação, saúde, lazer, iluminação pública, trabalho e moradia, sendo os últimos diretamente vinculados às funções urbanísticas.
... a inexistência de planejamento urbano dificulta e torna ineficiente o combate à violência.
... dados empíricos, colhidos na cidade de Belo Horizonte, impõem a busca de novo modelo de gestão, que passa pela inversão de prioridades, enfatizando-se gastos sociais e de infra-estrutura nas periferias (zonas mais sujeitas à violência, entre outras razões, pela maior concentração de ofensores motivados e pela ausência de guardiões), em oposição às grandes obras centrais e viárias, e o engajamento popular no processo de decisão do poder instituído.
São esses os dois grandes pilares da gestão democrática participativa.
3) O lazer e a recreação: exemplo de respeito à função urbanística eficaz no combate à violência urbana sofrida e praticada por jovens
... o lazer e a recreação requerem lugares apropriados, tais como jardins, parques, praças de esportes, praias, e aí também entram as áreas verdes. Uma política de esporte e de lazer que mobilize grupos tradicionalmente em risco ... previne atos predatórios ocorridos na cidade. É conveniente destacar que os jovens de classes populares, se comparados a outros estratos da sociedade, são dos grupos mais atingidos por esses fenômenos. Vários estudos demonstram que a precariedade dos serviços públicos e das condições de vida, a falta de oportunidades, de emprego e de lazer e as restritas perspectivas de mobilidade social contribuem como potenciais motivadores de ações violentas para esse contexto...
4) Garantia de trabalho e de moradia digna: políticas públicas sociais eficazes para o combate da violência
Um outro nível de prevenção, também vinculado ao capital social de uma comunidade, é a realizada por meio da geração de emprego e de renda para os jovens e adultos, bem como pela garantia de moradia digna à população.
... O desemprego é fonte de violência urbana...
... o grau de violência dos delitos pode variar de acordo com o nível de desespero econômico de quem os pratica. Os furtos, que não envolvem ameaça ou agressão direta às vítimas, têm relação mais direta com a queda na renda da população…
É necessária a adoção de políticas sérias no campo do desenvolvimento econômico, para a geração de empregos e de habitação, buscando-se evitar o aumento da criminalidade.
Conclusão
Na identificação das causas ... da violência urbana e na busca de soluções para esse problema, o respeito às funções urbanísticas da cidade tem papel de destaque...
A falta de estrutura urbana municipal contribui para a existência e para o aumento da violência urbana
... a ocorrência de um crime vincula-se à convergência espacial e temporal de um ofensor motivado, de um alvo disponível e da ausência de guardiões. Tais elementos tendem a não ocorrer em cidades planejadas que garantam o pleno exercício das funções urbanísticas.
A garantia da recreação e do lazer nas cidades diminui as tensões sociais, dificultando o surgimento de ofensores motivados ao cometimento de delitos.
O trabalho e a moradia seguros ensejam a inexistência de alvos disponíveis, na medida em que amparam o exercício das atividades basilares da cidade, evitando situações de risco que tendem a aumentar a incidência dos crimes.
… a necessidade de participação popular na gestão da cidade propicia a presença de guardiões nas grandes cidades, na medida em que conscientiza a população quanto aos problemas existentes em sua comunidade, o que minimiza a ocorrência de infrações relevantes para o Direito Penal e a qualidade de vida citadina.
Assim, o combate à violência pode ser realizado por meio de políticas públicas garantidoras da dignidade da pessoa humana, nos termos da diretriz constitucional de garantia das funções urbanísticas. Protejam-se as funções urbanísticas de uma comunidade urbana para que sejam protegidos os seus habitantes!
excertos do artigo: "Ordem urbanística e a prevenção da Criminalidade"
Paulo José Leite Farias
Link para o texto integral: http://www.buscalegis.ufsc.br/revistas/index.php/buscalegis/article/viewFile/12768/12332
Subscrever:
Mensagens (Atom)


