24 de outubro de 2011

VIII Congresso da Geografia Portuguesa











“Repensar a Geografia para novos desafios: Competências, Investigação e Acção”

Quando?
26 e 29 de Outubro

Onde? Lisboa - Cidade Universitária

Quem organiza? Associação Portuguesa de Geógrafos e Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa

TEMAS DO CONGRESSO
. Avaliação de programas e planos territoriais
. Crises e respostas sócio-espaciais inovadoras
. Desenvolvimento regional e local
. Dinâmicas dos ambientes físicos e biofísicos
. Geografia, educação e futuro
. Lugares, cultura e identidades
. Mobilidades sociais e geográficas
. Mudanças ambientais e novos paradigmas no uso do território
. Planeamento territorial e governança
. Resiliência e sustentabilidade urbana num mundo em mudança
. Riscos, protecção civil e ordenamento do território
. Sistemas de Informação Geográfica, Detecção Remota e Modelação Territorial
. Turismo, lazeres e viagens

Programa definitivo:
http://www.8congressoapg.igot.ul.pt/admin/wp-content/uploads/2011/10/programa8CGP.pdf

Arquitectura e Planeamento Urbano em Hamburgo


conferência de Jörn Walter

Quando? 26 de Outubro 2011 . 14h30

Onde? Porto . auditório Fernando Távora . FAUP

in:
http://hoffice.wordpress.com/

23 de outubro de 2011

1ª CONFERÊNCIA DE PLANEAMENTO REGIONAL E URBANO & 11º WORKSHOP DA APDR



'TERRITÓRIO, MERCADO IMOBILIÁRIO E A HABITAÇÃO'

Quando? 11 NOVEMBRO 2011
Onde? UA
Tema: 'TERRITÓRIO, MERCADO IMOBILIÁRIO E A HABITAÇÃO'

O tema «Território, Mercado Imobiliário e Habitação» dominará a 1ª Conferência de Planeamento Regional e Urbano e o 11º Workshop APDR (Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional), evento duplo que decorrerá na Universidade de Aveiro a 11 de Novembro. Profissionais, investigadores e estudantes estão convidados para a discussão ou apresentação de trabalhos de investigação científica ou relacionados com a prática profissional, que abarquem questões relativas ao mercado imobiliário e da habitação.

PROGRAMA PROVISÓRIO

09H00 – 10H00: RECEPÇÃO DOS PARTICIPANTES

10H00 – 10H30: Sessão de Abertura
Coordenação: João Marques
Reitor da Universidade de Aveiro; Presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional; Director do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território; Director do curso de Planeamento Regional e Urbano

10H30 – 12H30: Sessão Plenária: Territory and Housing Market
Coordenação: Eduardo Anselmo Castro
Duncan Maclennan (St. Andrews University); George Galster (Wayne State University); Tapabrata Maiti (Michigan State University)

12H30 – 14H00: INTERVALO PARA ALMOÇO

14H00 – 17H00: Sessões paralelas

17H00 – 17H30: PAUSA PARA CAFÉ

17H30 – 19H30: Mesa Redonda: A habitação em 2030: uma visão prospectiva
Coordenação: Jorge Carvalho
António Fonseca Ferreira; António Manzoni (AECOPS); Isabel Guerra (ISCTE); João Ferrão (ICS); Ricardo Guimarães (Confidencial Imobiliário)

19H30 - Sessão de Encerramento
Coordenação: Eduardo Anselmo Castro
Representante do governo para as questões do planeamento/ habitação; Representante da reitoria; Presidente da unidade de investigação em Governança, Competitividade e Políticas
Públicas GOVCOPP; Presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional

20H00 – JANTAR DE ENCERRAMENTO

mais informação em:
http://uaonline.ua.pt/upload/med/med_1918.pdf
http://www.ua.pt/getin_ua/PageText.aspx?id=13403
http://www.apdr.pt/evento_11/

IV SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE TURISMO E PLANEAMENTO DO TERRITÓRIO


TURISMO E CIDADE planear o turismo para a cidade; planear a cidade para o turismo

Quando?
11/11/2011
Onde? Lisboa, Ed. Faculdade de Letras - Anf. III
Quem organiza? Núcleo de Investigação em Turismo, Cultura e Território (TERRiTUR), do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, da Universidade de Lisbo

mais informação:
http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/TPT11_info.pdf

Esta edição terá como tema “Turismo e cidade: planear o turismo para a cidade; planear a cidade para o turismo”, e irá reunir especialistas, nacionais e estrangeiros, em tendências do turismo, planeamento e desenvolvimento regional e urbano, marketing territorial e turístico, cultura e património, tratando-se de um encontro científico para profissionais do sector, investigadores, docentes e alunos.
Associando-se à comemoração do Centenário da Institucionalização do Turismo em Portugal, esta edição do Seminário Internacional de Turismo e Planeamento do Território, enquadra-se na rede de conhecimento que se congregou em torno da Comissão Nacional do Centenário do Turismo em Portugal (1911-2011) e na qual o Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa está, desde a primeira hora, representado.

TEMA E ÂMBITO
No mundo contemporâneo, uma parcela cada vez mais significativa da população mundial vive em cidades. Fenómenos territoriais complexos, é nas grandes urbes que se concentram actividades económicas e serviços, bens culturais, inovação e criatividade, simultaneamente polarizando e irradiando dinâmicas em seu redor, numa escala geográfica, por vezes, de âmbito mundial. As cidades são também, desde a génese do turismo enquanto fenómeno de massas, destinos de eleição e nós ancoradores dos fluxos turísticos internacionais e domésticos.
A compasso de uma crescente competitividade territorial e urbana, as cidades – das grandes megapolis aos pequenos núcleos de escala local – procuram, também através do turismo, obter um posicionamento destacado entre as suas congéneres e, nomeadamente, entre aquelas que por factores geográficos ou de mercado, competem mais directamente entre si. O turismo ganhou, por isso, um estatuto relevante nas lógicas e estratégias de desenvolvimento e de marketing territorial, em especial nas grandes cidades, que competem num contexto global.
Entre outros temas, os participantes serão convidados a reflectir sobre: i) a cidade: facto urbano-turístico; ii) quadro de referência do turismo urbano; iii) cultura e eventos: dimensões e estratégias; iv) tendências do alojamento turístico em contexto urbano; v) planeamento urb

Encontro Anual da Ad Urbem de 2011








O papel de uma lei de solos nas políticas de ordenamento do território e de urbanismo

Quando? 25 e 26 de Novembro
Onde? Oeiras

A revisão da Lei dos Solos foi iniciada na anterior legislatura e consta do programa do actual governo, enquadrando-se na reforma das condições de competitividade nacional, na medida em que o solo é um recurso e uma infra-estrutura fundamental para o bom funcionamento da economia.
Entre os conferencistas convidados estará Demétrio Muñoz Gielen, investigador da Universidade de Radboud Nijmegen, na Holanda, que se tem dedicado ao estudo do problema da retenção das mais-valias geradas nos processos de reabilitação e recomposição urbana.

Mais informação:
http://adurbem.pt/index.php?option=com_content&task=section&id=20&Itemid=526


TEMAS EM DEBATE

Em cada painel serão bem-vindas as análises críticas centradas na prática dos actuais instrumentos legislativos, ou orientadas para a sua redefinição e nas propostas avançadas pelo anterior Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território com vista à preparação da Lei do Solo. O contributo dos trabalhos realizados nesse âmbito poderá naturalmente ser tido em conta.  
O encontro servirá ainda para debater eventuais documentos preparatórios da nova lei, entretanto produzidos e divulgados pelo Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território.
Entre os temas que poderão ser objecto de comunicações a submeter ao Encontro incluem-se, a titulo exemplificativo:

Painel I - A lei dos solos numa nova politica de solos
- Concretização do dever de ordenamento do território
- Estatuto jurídico do solo
- Propriedade e sua função social
- Associação de proprietários entre si ou com a Administração

Painel II - O regime do uso do solo e a transformação do solo
- Ordenamento do mosaico de usos e segmentação dos usos do solo
- Delimitação de perímetros urbanos
- Salvaguarda de usos especiais
- Alterações do uso do solo
- Divisão da propriedade

Painel III - Economia do solo e instrumentos financeiros e fiscais de politicas de solos
- Mercado do solo e mercado imobiliário
- Dinâmicas do investimento imobiliário e sua repercussão
- Valor do solo, avaliação, valor de expropriação
- Instrumentos fiscais, tributação do património imobiliário
- Encargo de mais-valia e contribuições especiais
- Perequação compensatória

Painel IV - Instrumentos de execução de politicas de solos
- Direito de preferência
- Direito de superfície
- Programas de acção territorial
- Planos de pormenor, contratos para planeamento e projectos de loteamento
- Iniciativa da execução, programação, unidades de execução
- Perequação compensatória
- Regime especial da reabilitação urbana
- Simplificação procedimental dos licenciamentos


PROGRAMA *

25 NOVEMBRO, sexta-feira

9:00
   Recepção dos participantes
09:30    Abertura
             Luciano Parejo Afonso**, Professor Catedrático da Universidade Carlos III, Madrid
10:15    Debate
10:30    Pausa para café
10:45    PAINEL I - Objecto e conteúdo de uma nova lei de solos 
             Cláudio Monteiro, Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
11:15    Comunicações
             Debate
13:00    Almoço
14:30   PAINEL II - Instrumentos de execução de políticas de solos
           Fernanda Paula Oliveira, Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
15:00    Comunicações
             Debate
15:30    Pausa para café
15:45   PAINEL III - Economia do solo e instrumentos financeiros e fiscais de políticas de solos 
             Pedro Bingre do Amaral, Instituto Politécnico de Coimbra
16:15    Comunicações
             Debate

26 NOVEMBRO, sábado

10:00
   PAINEL IV - O regime do uso do solo e a transformação do solo
            Sidónio Costa Pardal, Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa
10:30    Comunicações
             Debate
11:15    Encerramento
            Demetrio Muñoz Gielen, Investigador da Universidade de Radbound Nijmegen
12:00    Debate
13:00    Conclusão dos trabalhos

* Programa preliminar
** A confirmar

"Cidade em Transição"



Debate em torno do livro "Cidade em Transição"
autoria:Walter Rodrigues

Quando? 24 de Outubro - 18h00
Onde? Lisboa - ISCTE-IUL - GRANDE AUDITÓRIO

Com:
João Ferrão (ICS); Rita Raposo (ISEG); Pedro Costa (ISCTE-IUL e DINÂMIA CET IUL); Walter Rodrigues (ISCTE-IUL e DINÂMIA CET IUL)

Moderação de:
Isabel Guerra (DINÂMIA CET IUL)

1º Forum “Couros: Passado, presente e futuro”

Quando? 29 de Outubro, às 14.30
Onde? Auditório da Fraterna, em Couros.

Trata-se de um projeto de envolvimento e participação da população que a Setepés está a iniciar em Guimarães e que vai ser apresentado neste Forum.

EXPOSIÇÃO - Orlando Ribeiro : Ponto de partida, lugar de encontro


Orlando Ribeiro : Ponto de partida, lugar de encontro

Quando? 26 Outubro 2011 - 16 Fevereiro 2012

Onde? Biblioteca Nacional de Portugal - Sala de Exposições - Piso 1 (Entrada livre)

A Biblioteca Nacional de Portugal celebra o  centenário do nascimento de Orlando Ribeiro (1911-1997) com uma Exposição evocativa da sua vida e obra, promovida conjuntamente com o Centro de Estudos Geográficos (IGOT, Universidade de Lisboa).

A inauguração da Exposição será precedida de um Colóquio sobre Orlando Ribeiro, sendo o Programa o seguinte:

Programa
17h00 - Testemunhos sobre Orlando Ribeiro
18h00 - Entrega do Prémio Nacional de Geografia Orlando Ribeiro, atribuído pela Associação Portuguesa de Geógrafos
18h30 - Inauguração da Exposição

Figura multifacetada e incontornável da cultura portuguesa do século XX, Orlando Ribeiro é reconhecido como o renovador da Geografia em Portugal  e o geógrafo português que maior projecção alcançou a nível internacional.

sua renovação da Geografia – em que coloca o factor humano como elemento central à compreensão geográfica entendida como síntese de muitas realidades – não é alheio o seu espírito humanista, a amplitude dos seus interesses e a sua diversificada produção não só como intelectual mas também como fotógrafo.

Ligado durante mais de trinta anos à Universidade de Lisboa, onde se jubilou em 1981, Orlando Ribeiro foi o fundador do Centro de Estudos Geográficos, instituição a que deixou o seu legado científico e a sua biblioteca pessoal, cujo catálogo já se encontra totalmente disponível em linha.

Do seu Espólio, integrado em 2010, por acordo de depósito, no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da BNP, destacam-se valiosos testemunhos, muitos ainda inéditos, resultantes das suas numerosas viagens, especialmente através de Portugal e do ultramar português.

Da sua extensa obra publicada destacam-se Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico (1945),  A Ilha de Fogo e as Suas Erupções (1954), Portugal (1955), Mediterrâneo. Ambiente e Tradição (1968), Variações sobre Temas de Ciência (1970), Introduções Geográficas à História de Portugal (1977), A Colonização de Angola e o Seu Fracasso (1981), Iniciação em Geografia Humana (1986), Geografia de Portugal (1987-91) e Opúsculos Geográficos (1984).

mais informação:
http://www.bnportugal.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=661%3Aexposicao-orlando-ribeiro-ponto-de-partida-lugar-de-encontro-26-out&catid=157%3A2011&Itemid=697&lang=pt

OPENWALLS CONFERENCE


Quando? 20, 21 i 22 d’octubre de 2011

Onde? Barcelona

Openwalls Conference (OWC) és una trobada internacional que aborda la gestió d’intervencions urbanes autònomes a l’espai públic a partir de dos eixos principals: un seminari internacional i intervencions murals a l’espai públic.

OWC es realitzarà els dies 20, 21 i 22 d’octubre de 2011 a diferents espais de la ciutat de Barcelona (CCCB, Espai Jove La Fontana, Espai Jove Bocanord) i en murs de diferents districtes de la ciutat.

OWC neix de les experiències de Difusor en al gestió d’aquest tipus d’intervencions, i pretén visibilitzar, alhora que conectar experiències similars, tant de Barcelona com d’altres ciutats amb polítiques comparables en relació a l’espai públic.

Aquests objectius es materialitzaràn en un seminari internacional que exposi projectes existents i alhora perspectives que il·lustrin les múltiples vertents del fenòmen.

Pretén, a més, elaborar col·lectivament un document final a través de l’establiment d’un grup de treball. Aquest grup treballarà en base a les comunicacions presenteades per establir pautes d’actuació per a entitats i administracions interessades en abordar el tema de manera integral.

Per reforçar la seva vocació pràctica, les intervencions murals, a realitzar en murs públics de diversos districtes de la ciutat, preténen ser una mostra del que poden aportar aquest tipus de projectes a les ciutats contemporànies: vinculació amb el territori en el que s’emmarquen, a través de murs habilitats de manera permanent, intervencions murals puntuals de gran format, i tallers que fomentin la reflexió i la creativitat ciutadana a través de les arts visuals.

mais informação:
http://conference.openwalls.org/about/

Norma Técnica sobre o Modelo de Dados para o Plano Director Municipal


A presente "Norma Técnica sobre o Modelo de Dados para o Plano Director Municipal"  é publicada pela DGOTDU em cumprimento do nº 7 do artigo 6º do Decreto Regulamentar nº 10/2009, de 29 de Maio, com o objectivo de assegurar um nível básico de uniformização da informação geográfica associada aos planos directores municipais, que permita a sua integração em sistemas de informação de âmbito regional e nacional  e a sua utilização para finalidades de análise territorial a níveis de agregação supra-concelhios. O projecto de Norma Técnica esteve disponível para consulta pública nesta página Web.  Seguiu-se a ponderação das observações e sugestões recebidas e consultas a especialistas do meio académico e empresarial, da qual resultou a versão final da Norma que agora se publica.

Normas técnicas DGOTDU | Norma 01/ 2011

mais informação:
http://www.dgotdu.pt/detail.aspx?channelID=DA3E4280-CE46-4850-84AD-AE9FDC067797&contentId=FD4565E1-7D54-4990-A1FF-AEB96759833F

21 de outubro de 2011

"A atractividade na arquitectura do habitar"

Infohabitar, Ano VII, n.º 365

artigo de António Baptista Coelho

… uma adequada capacidade de atracção de um dado espaço ou elemento urbano e residencial é condição importante para a sua fruição e para a criação de laços positivos com os seus habitantes, podendo mesmo contribuir para uma certa predisposição positiva relativamente a esse espaço ou elemento, o que se constitui numa valiosa ferramenta em termos de dinamização da satisfação urbana e residencial.

Este artigo constitui a 14ª edição da série editorial intitulada "Novos comentários sobre a qualidade arquitectónica residencial - Melhor Habitação com Melhor Arquitectura", uma série cujos artigos e temáticas (15 no final da edição: ex., acessibilidade, funcionalidade, segurança, convívialidade, etc.), estão sempre facilmente acessíveis no Infohabitar

http://infohabitar.blogspot.com/

13 de outubro de 2011

O que eu preciso de saber sobre… AS CIDADES

texto de João Seixas, publicado na VISÃO

O QUE É UMA CIDADE? A cidade é, provavelmente, seja ela Roma ou Tóquio, Tombouctou ou Lisboa, a mais complexa e colectiva realização humana alguma vez concebida na história. A cidade é uma construção contínua de habitats, de agrupamentos de populações num determinado espaço geográfico, onde ocorrem relações e intercâmbios da natureza mais diversa: bens, serviços, conhecimentos, simbolismos, afectos, política. Para tal, a cidade sustenta-se em estruturas físicas (de habitação, de circulação, de comunicação) e em redes de distribuição (de bens essenciais, de energia, de informação). Para tudo isto funcionar, a cidade exige valores e normas de habitabilidade, de relacionamento, de produção e de reprodução, de mobilidade.
As cidades são notáveis acumuladores de energia humana. Por isso provocam enormes externalidades, quer positivas, quer negativas. Daí o seu enorme fascínio, com suas luzes e sombras, e serem vistas e sentidas, em simultâneo, como horrendos infernos ou fabulosos édens. Daí serem chave das civilizações, de Atenas a Roma e de Nova Iorque a Xangai. Daí serem a chave da humanidade. As cidades são os grandes pólos vertebradores do planeta, os focos de irradiação cultural, os centros de inovação tecnológica, os motores da economia mundial, os leit-motivs de ficção e de utopia, os esteios da transformação social.

CIDADE, SOCIEDADE E POLÍTICA. Desde Platão que sabemos que a Polis – a cidade e a política – é, antes de tudo, a cidadania. E desde Aristóteles que sabemos que só nos tornamos verdadeiramente humanos através da participação e da acção na comunidade. A governação, a regulação e o exercício do urbanismo na cidade envolvem poder, território, organização e cidadania. Em democracia, a cidade exige uma governação sustentada em normas, valores e processos colectivos, não podendo deixar-se cair no simples favorecimento de interesses e de comunidades parciais.
De forma simples, poder-se-ão colocar por quatro grandes ordens de pensamento e de acção, os compromissos de desenvolvimento urbano: na forma da cidade, e nos dilemas entre compacidade e dispersão pelos territórios onde estas se estruturam; na funcionalidade da cidade, e nos dilemas entre complexidade e especialização; na coesão social, e nas escolhas entre integração ou segregação social; no seu reconhecimento e identidade, e no aprofundamento da nossa cumplicidade com ela, ou numa fragmentação cognitiva.

A CIDADE, HOJE E AMANHÃ. A condição urbana é hoje metáfora viva dos nossos paradoxos, dilemas e possibilidades. A maioria das cidades de hoje são meta-cidades ou mesmo hiper-cidades, estendidas as suas influências por vastas escalas e territórios espacio-relacionais e pelas mais diversas percepções de quotidianos, de sofrimentos e de oportunidades.
Nesta época fascinante, novas e magníficas oportunidades – de desenvolvimento, de inclusão e de justiça, de qualidade de vida – se podem formar e expandir. Em Faro, em Copenhaga ou em Nairobi. Como as consolidar? Com inteligência, estratégia e compromisso colectivo. Inteligência global, decerto, mas muita inteligência local, desde logo. O sucesso de cada polis dependerá, cada vez mais, de si própria, e em si própria. Re-identificando o indivíduo e a sociedade, com a cidade e tudo o que ela significa. Como escreveu Jorge Luís Borges, “a cidade impõe-nos o terrível dever da esperança”. E sobre o papel e o lugar de cada cidade para o nosso amanhã, diria como Galileu, quando observava as estrelas no seu telescópio, e foi questionado sobre qual a estrela central do universo: “Toda, e qualquer estrela, pode ser o centro”.

João Seixas, Geógrafo

em:
MOVIMENTO 'CIDADES PELA RETOMA'
http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/

24 de setembro de 2011

Mundo rural: o regresso ao futuro?


Debate em torno do livro 'Entre as Cidades e a Serra'

14 de Outubro a partir 18h30

Comentários
- Armando Sevinate Pinto (AGRO.GES, Sociedade de Estudos e Projectos)
- João Ferrão (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa)
- José Reis (Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra)

Moderação
- João Seixas (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa)

Depois de largos anos ausente das agendas mais mediáticas, e também dos interesses de investigação da comunidade científica, parece que, nos últimos meses, o rural regressou como tema de debate nacional. Este facto deve-se, em grande medida, aos impactos da crise financeira que tem abalado profundamente as estruturas e a sustentabilidade da economia e da sociedade portuguesa. Representará, o regresso ao mundo rural, uma das possíveis respostas em relação ao presente modelo de desenvolvimento que não nos consegue tirar da situação de permanente crise? Será correcto perspectivar o mundo rural como se este fosse fundamentalmente constituído pela actividade agrícola? Bastará atribuir mais apoios ao povoamento de certas áreas periféricas para que estas se desenvolvam e se tornem mais dinâmicas? É a partir destas e de outras perguntas que se tentará reflectir o futuro do mundo rural. Para o debate ter-se-á como ponto de partida as diferentes leituras em torno do livro “Entre as Cidades e a Serra”, publicado recentemente pela chancela da Editora Mundos Sociais.

3 de agosto de 2011

Viagem a um futuro mais verde

Viagem a um futuro mais verde

Se durante as suas férias está a pensar em passar por uma das 18 cidades mais atractivas da Europa, como Marselha, Bruxelas, Copenhaga e Barcelona, aproveite a oportunidade para entrar numa viagem de ideias verdes com o “Train of Ideas”.
O “Train of Ideas” consiste numa exibição interactiva de urbanismo sustentável, deslocada através de um comboio que percorre as principais cidades Europeias.
Intitulada com o tema “Visions for future cities”, integrada no “2011 European Green Capital”, em Hamburgo, esta exibição apresenta mais de 100 projectos exemplares, proporcionando aos visitantes um olhar atento sobre a sustentabilidade urbana.

Esta exposição mostra claramente que o desenvolvimento urbano sustentável e o crescimento económico podem e devem estar em sinergia, levando a um pensamento inovador na procura de soluções.
Como parceiro oficial de infra-estruturas verdes, a Siemens também deu o seu apoio a esta iniciativa, tendo ajudado a tornar este comboio mais eficiente no gasto de energia durante as suas viagens, com o fornecimento de uma locomotiva amiga do ambiente.
A título de curiosidade, pode ver uma das últimas paragens desta jornada, Nantes:

in: LX Sustentável - Posted: 02 Aug 2011 11:04 AM PDT
http://www.lxsustentavel.com/2011/08/02/viagem-a-um-futuro-mais-verde/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+LxSustentavel+%28LX+Sustent%C3%A1vel%29

enviado por: Maria Albina Martinho

I: a nova Bouça, no Porto, um conjunto projectado por Álvaro Siza Vieira e António Madureira

António Baptista Coelho

Fig. 01
72 fogos na Bouça (128 fogos na totalidade), Porto, promovidos pela cooperativa Águas Férreas, C.R.L., construídos pela empresa FDO – Construções, S.A., com o projecto e a coordenação do arquitecto Álvaro Siza Vieira e do arquitecto António Madureira.

“Trata-se de um notável conjunto habitacional, referência de um período muito significativo do nosso passado recente, de que se realça o facto de ter sido reabilitado e concluído com a colaboração dos moradores de origem, trinta anos após a sua concepção e execução parcial.

A forma como se articulam o edificado e o espaço aberto, através da forma e exposição das fachadas que delimitam espaços ajardinados que se abrem à envolvente urbana, potencia a diversidade de usos, e permite também uma regulação climática.

É de grande relevância o tratamento exemplar da luz, nesta obra de grande beleza formal e actualidade.”

...

Fig. 02
Um do aspectos que mais impressiona o visitante desta nova Bouça é a a sua presença como elemento de marcação e consistência urbana, definindo, com naturalidade, fins e inícios de percursos, e de percursos intensamente marcados pelo peão e/ou pelo peão transportado na excelente infraestrutura de acessibilidade e de “montra” urbana que é o Metro do Porto – que tem uma estação contígua/encostada à Bouça.
Nesta perspectiva acontece, neste conjunto renovado e finalmente completo, uma certa oferta à cidade de um “novo” conjunto residencial atraente e urbanisticamente marcante, enquanto a “nova” intervenção aproveita da cidade envolvente as relações urbanas estáveis e vitalizadas de uma malha consolidada.
Fig. 03
Naturalmente que nesta troca de benefícios há também que ter em conta a verdadeira valia cultural e histórica desta intervenção, que contribui, objectivamente, mais um pouco, para a importância desta cidade como sítio privilegiado da história da Arquitectura portuguesa e europeia (e este é um contributo que se deve fazer, assim, estrategicamente, pouco a pouco, mas sempre de uma forma activa); e, sem dúvida, para a sua caracterização como cidade-lugar específica e cidade de lugares específicos e com uma entidade/identidade positiva e estimulante.
Fig. 04
Um outro aspecto que importa considerar é a questão da humanização, uma humanização que se lê no desenho global, que se lê na escala global e apontada à própria escala humana, que está um pouco por todo o lado, e que se lê, afinal, nos caminhos de apropriação activa e passiva que marcam acessos comuns e entradas de habitações.
Fig. 05
Depois podemos focar a questão de estarmos em presença de uma pequena vizinhança alargada estimulantemente composta de diversas vizinhanças de proximidade com identidades específicas, bem associadas às diversas tipologias edificadas: temos acessos por galerias marcadas por canteiros alongados e floridos, mas também acessos privados directos entre espaço público e habitação em pequenos recessos agradavelmente domésticos, e ainda acessos directos por escadas privadas. E cada uma desta soluções se associa à sua própria vizinhança de proximidade, sempre total e agradavelmente aberta ao uso público.
Fig. 06
Falámos já das estratégica e afirmadas relações entre habitação e espaço público, ou mesmo entre habitação e cidade, mas convém referir aqui a inteligência de certas soluções de vãos de entrada nas habitações, onde se harmoniza a possibilidade de abertura de vista e de iluminação natural, com uma adequada previsão de encerramento e segurança.
Fig. 07
E finalmente, antes de se fazerem algumas notas sobre a operação de reabilitação, convém sublinhar a sabedoria da introdução de formas de organização domésticas talvez menos correntes, mas extremamente estimulantes no apoio a diversas formas de habitar a casa, num passo fundamental e que é urgente de diversificação da concepção residencial ao nível do multifamiliar; e assim temos, por exemplo, habitações, em dois níveis, sendo que no menos elevado se concentram espaços mais privados enquanto no superior as zonas mais sociais podem ser vividas de uma forma mais aberta e integrada, ou de formas mais destacadas e separadas, cabendo a escolha a quem habita.
Fig. 08
Não seria adequado passar sem referir, apenas como nota a lembrar numa visita que o leitor irá, sem dúvida, fazer à Bouça, a importância, a sobriedade urbana, a residencialidade e a escala humana que caracterizam a pormenorização deste conjunto.
Fig. 09
Tal como se referiu faz-se, agora, uma referência muito breve, mas fundamental, a tratar-se de uma iniciativa habitacional cooperativa associável ao incansável e meritório trabalho da Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE), e designadamente ao seu Presidente Guilherme Vilaverde; sendo que aqui a cooperativa Águas Férreas, que foi expressamente criada para o efeito de levar a bom termo a reabilitação profunda e a conclusão do projecto inicial de Siza Viera – com a introdução de 72 novas habitações -, conseguiu realizar este objectivo em tempo útil, associando a resolução dos problemas de quem habitava no conjunto, com a introdução de novas valências funcionais (ex., estacionamento colectivo) e com a reabilitação profunda dos edifícios existentes (anulação de crítica patologia construtiva, melhorias importantes em termos de conforto térmico - com isolamento pelo exterior e harmonização da imagem arquitectónica, mediante anulação de intervenções individuais consideradas excessivas e dissonantes).
Fig. 10
A iniciativa cooperativa, associada à acção municipal, assegurou toda esta intervenção com os habitantes originais a habitarem os seus fogos e estruturando a respectiva gestão dos condomínios, o que é um elemento-chave da viabilidade habitacional e urbana deste conjunto por muitos e bons anos.
Fig. 11
Notas finais
Bibliografia

link para o texto integral:
http://infohabitar.blogspot.com/

Enviado por: António Baptista Coelho

Casos de Referência dos primeiros 5 anos do Prémio IHRU

Com o artigo Casos de Referência dos primeiros 5 anos do Prémio IHRU – I: a nova Bouça, no Porto inicia-se uma nova série editorial no Infohabitar...
numa iniciativa que irá divulgar imagens e comentários técnicos de descrição e análise sumária de alguns dos candidatos às primeiras cinco edições daquele Prémio e que se fundamenta no interesse que sempre teve, tem e terá a divulgação de boas práticas de habitat (num sentido lato e verdadeiro de habitat), neste caso associadas a quatro grandes linhas de actividade específicas e que são, em seguida, apontadas:

(i) Promoção de novos conjuntos de habitação de interesse social - numa faceta de actividade em que o Estado e os seus parceiros têm de continuar activos, embora numa perspectiva mais delimitada e provavelmente cada vez mais atenta à adequação das soluções específicas aplicadas e sua qualidade arquitectónica.

(ii) Reabilitação de velhos edifícios e de conjuntos edificados, também com o objectivo específico de disponibilização de habitação de interesse social – um objectivo cujo interesse aqui se sublinha de forma bem evidenciada – ou de outras categorias habitacionais; estas acções de reabilitação habitacional estão e devem estar estrategicamente integradas em centros históricos e em outras malhas urbanas carentes de vitalização e melhoria física, numa faceta de actuação que, hoje em dia, assume importância estratégica e multifacetada, seja para os respectivos habitantes, seja para a cidade que se quer urgentemente mais e melhor habitada.

(iii) Reabilitação de velhos edifícios não-habitacionais para melhoria das suas condições de uso e de conforto no uso, considerando a manutenção das suas funcionalidades básicas ou a respectiva reconversão, total ou parcial, a novos usos; uma faceta de actuação também vital numa perspectiva de melhoria consolidada e durável da globalidade do tecido urbano.

(iv) Reabilitação de espaços exteriores públicos ou de uso público, numa faceta de actuação com uma importância igualmente estratégica e ainda não devidamente considerada na sua urgência, no seu interesse e nas suas exigências específicas de projecto, obra e manutenção/gestão; afinal, será de uma adequada redinamização do uso dos nossos espaços públicos urbanos, em termos de frequência e intensidade de uso, que decorrerá boa parte da vitalização urbana dessas áreas e não bastam arranjos “de aspecto” para assegurar o êxito destas operações.

in: Infohabitar, Ano VII, n.º 357 - Nota editorial


I: a nova Bouça, no Porto, um conjunto projectado por Álvaro Siza Vieira e António Madureira
link para o texto integral do artigo:
http://infohabitar.blogspot.com/

2 de agosto de 2011

Encontro Ad Urbem "Politicas de solos no Direito do Urbanismo e da Construção- O papel de uma lei de solos nas politicas de ordenamento do território"

Encontro Ad Urbem 2011

O encontro anual da Ad Urbem de 2011, a ter lugar a 25 e 26 de Novembro, em Oeiras, propõe-se debater as questões suscitadas pela próxima revisão da Lei dos Solos (Decreto-Lei n.º 794/76, de 5 de Novembro), iniciada pelo anterior e retomada pelo actual Governo Constitucional, sendo subordinado ao tema Politicas de solos no Direito do Urbanismo e da Construção - O papel de uma lei de solos nas politicas de ordenamento do território e de urbanismo.

A escolha do tema advém da natureza estruturante para todo o sistema de gestão territorial das questões cuja integração na futura lei tem sido preconizada, onde assumem particular destaque a definição dos poderes e deveres públicos de intervenção no solo, o estatuto da propriedade do solo e a função social desta, a delimitação das actividades de urbanização e a edificação, bem como a classificação e regime de uso do solo e os modelos de financiamento da urbanização.

Com o seu encontro de 2011 a Ad Urbem pretende promover um debate pluridisciplinar e alargado sobre o desejável contributo de uma nova lei de solos para a dinamização das políticas de desenvolvimento sustentável do território.
Programa *
Políticas de solos no Direito do Urbanismo e da Construção
O papel de uma lei de solos nas políticas de ordenamento do território e de urbanismo
Carnaxide, Oeiras, 25 e 26 de Novembro de 2011

Programa *

25 NOVEMBRO, sexta-feira

9:00 Recepção dos participantes
09:30 Abertura
Luciano Parejo Afonso**, Professor Catedrático da Universidade Carlos III, Madrid
10:15 Debate
10:30 Pausa para café
10:45 PAINEL I - Objecto e conteúdo de uma nova lei de solos
Cláudio Monteiro, Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
11:15 Comunicações
Debate
13:00 Almoço
14:30 PAINEL II - O regime do uso do solo e a transformação do solo
Sidónio Costa Pardal, Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa
15:00 Comunicações
Debate
15:30 Pausa para café
15:45 PAINEL III - Eocnomia do solo e instrumentos financeiros e fiscais de políticas de solos
Pedro Bingre do Amaral, Instituto Politécnico de Coimbra
16:15 Comunicações
Debate

26 NOVEMBRO, sábado

10:00 PAINEL IV - Instrumentos de execução de políticas de solos
Fernanda Paula Oliveira, Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
10:30 Comunicações
Debate
11:15 Encerramento
Demetrio Muñoz Gielen, Investigador da Universidade de Radbound Nijmegen
12:00 Debate
13:00 Conclusão dos trabalhos

* Programa preliminar
** A confirmar


Temas em debate
Em cada painel serão bem-vindas as análises críticas centradas na prática dos actuais instrumentos legislativos, ou orientadas para a sua redefinição e nas propostas avançadas pelo anterior Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território com vista à preparação da Lei do Solo. O contributo dos trabalhos realizados nesse âmbito poderá naturalmente ser tido em conta.
O encontro servirá ainda para debater eventuais documentos preparatórios da nova lei, entretanto produzidos e divulgados pelo Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território.
Entre os temas que poderão ser objecto de comunicações a submeter ao Encontro incluem-se, a titulo exemplificativo:

Painel I - A lei dos solos numa nova politica de solos
- Concretização do dever de ordenamento do território
- Estatuto jurídico do solo
- Propriedade e sua função social
- Associação de proprietários entre si ou com a Administração

Painel II - O regime do uso do solo e a transformação do solo
- Ordenamento do mosaico de usos e segmentação dos usos do solo
- Delimitação de perímetros urbanos
- Salvaguarda de usos especiais
- Alterações do uso do solo
- Divisão da propriedade

Painel III - Economia do solo e instrumentos financeiros e fiscais de politicas de solos
- Mercado do solo e mercado imobiliário
- Dinâmicas do investimento imobiliário e sua repercussão
- Valor do solo, avaliação, valor de expropriação
- Instrumentos fiscais, tributação do património imobiliário
- Encargo de mais-valia e contribuições especiais
- Perequação compensatória

Painel IV - Instrumentos de execução de politicas de solos
- Direito de preferência
- Direito de superfície
- Programas de acção territorial
- Planos de pormenor, contratos para planeamento e projectos de loteamento
- Iniciativa da execução, programação, unidades de execução
- Perequação compensatória
- Regime especial da reabilitação urbana
- Simplificação procedimental dos licenciamentos

31 de julho de 2011

Comentário à mensagem "Seminário - Ocupação Dispersa, Custos e Benefícios..."

Vale a pena ver o estudo que mostra como seria se toda a população do mundo estivesse concentrada numa única cidade com diferentes formas de ocupação.

http://flowingdata.com/2011/07/27/if-the-world-lived-in-a-single-city/

enviado por: André Pinto

5 de julho de 2011

Regeneração Urbana de Vila do Conde Vence “Prémio Novo Norte” 2011

O Município de Vila do Conde conquistou o “Prémio NOVO NORTE” 2011, pela operação de regeneração urbana implementada na última década, na cerimónia de entrega dos “Prémios NOVO NORTE” 2011, no Mosteiro de São Bento da Vitória, no Porto, na passada semana.

Na iniciativa promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), o “ON.2 – O Novo Norte” e o Jornal de Notícias (JN), com o intuito de distinguir e divulgar, publicamente e de forma simbólica, casos de sucesso em temas prioritários para a Região do Norte, foram anunciados os seis vencedores, entre os 30 finalistas e as 127 candidaturas a concurso.
Entre os seis vencedores o Município de Vila do Conde, para além do "Prémio Novo Norte" 2011, arrecadou ainda o prémio na categoria “Norte Civitas”.

Para mais informação ver
http://www.ifdr.pt/content.aspx?menuid=22&eid=5080&list=1
enviado por: Maria Albina Martinho

21 de junho de 2011

Revista "A OCUPAÇÃO DISPERSA NO QUADRO DOS PROT E DOS PDM"


A OCUPAÇÃO DISPERSA NO QUADRO DOS PROT E DOS PDM

Jorge Carvalho, Alexandre Cancela d'Abreu (Coordenação)

DGOTDU, Junho 2011 | EDIÇÃO DIGITAL


Publicação associada ao Seminário
"A Ocupação Dispersa no quadro dos PROT e dos PDM"
realizado na Universidade de Évora em 12 de Novembro de 2009
no âmbito do Projecto "Custos e benefícios, à escala local, de uma ocupação dispersa"
Documento para download
http://www.dgotdu.pt/detail.aspx?channelID=EA8A5676-1FBC-4CD4-A35D-61AC1FF66079&contentId=3E2D54F9-B180-403D-B36C-79BBAA067E6A

FESTIVAL CICLÁVEL 'CICLORIA'


FESTIVAL CICLÁVEL 'CICLORIA'

- 1, 2 e 3 de Julho.
- Ovar, Murtosa e Estarreja

O CicloRia convida-o a pedalar no Festival itinerante pelas paisagens da Ria, nos dias 1, 2 e 3 de Julho.

Neste encontro com a cultura, a gastronomia, a natureza e as gentes da terra, encontrará actividades com vários ritmos e intensidades. Toda a família, amigos e conhecidos estão convidados para estes dias de descoberta em lazer. Não é um festival de ciclismo, e se não quiser pedalar também terá um lugar especial para si.

Prometemos-lhe um itinerário suave, agitado pelas acções de bicicleta em concordância com as Artes, as tradições e embarcações típicas, jogos insólitos e populares, concertos musicais e tempo para repousar.

A inscrição não é obrigatória,mas oferece-lhe muitas vantagens.

Programa e inscrições em
www.cicloria.org.pt

QUARTEIRÕES DE VIZINHANÇA I: Sobre diferentes formas de ocupação do interior de quarteirões urbanos

QUARTEIRÕES DE VIZINHANÇA I: Sobre diferentes formas de ocupação do interior de quarteirões urbanos

Um dos aspectos funcionais e de imagem/conteúdo urbano que mais intensa e criticamente marca o desenvolvimento de soluções de intervenção nova e de reabilitação em partes de cidades refere-se ao tipo de soluções urbanas de pormenor que se julga podem ser aplicadas no interior de quarteirões, com vantagens “triplas”: para os seus respectivos habitantes e utentes mais directos; para o público em geral, considerando-se o respectivo uso público; e para a cidade ou parte de cidade/povoação que integra esses quarteirões.
Neste artigo desenvolve-se uma reflexão prática sobre estas matérias e sobre a vantagem de se poder contar com "novos" espaços urbanos no interior de quarteirões, que tenham as suas valias e imagens específicas e que cooperem na diversificação e no enriquecimento dos conteúdos funcionais e de imagem das respectivas zonas urbanas.

in: Infohabitar, Ano VII, n.º 352

link para o texto integral:
http://infohabitar.blogspot.com/

19 de junho de 2011

Seminário “Ocupação Dispersa, Custos e Benefícios”


Aveiro, 21 de Junho 2011

Chegámos ao fim da investigação e pretendemos divulgar e discutir os resultados alcançados.

Assim, vamos realizar um seminário sobre os temas:

Ocupação Dispersa: Custos e Benefícios
- Ocupação Dispersa: identificação e caracterização
- Custos da Ocupação Dispersa
- Benefícios da Ocupação Dispersa
- Ocupação Dispersa: como ordenar?

Tendo a investigação objectivos operativos, o essencial inicia-se agora: discutir resultados, perspectivar um melhor Ordenamento do Território.



Inscreva-se, até próximo dia 17 de Junho, e a participe neste Seminário.

Jorge Carvalho

3 de abril de 2011

Especulando sobre a fragmentação da forma urbana: dinâmicas do crescimento e ecologia urbana

Otávio Martins Peres, PROGRAU.FAUrb.UFPel, Brasil, otmperes@gmail.com
Maurício Couto Polidori, PROGRAU.FAUrb.UFPel, Brasil, mauricio.polidori@terra.com.br

Resumo: A partir de uma aproximação teórica entre urbanismo e ecologia, o trabalho especula sobre a formação de morfologias urbanas fragmentadas, decorrentes da dinâmica do crescimento urbano diante das irregularidades da paisagem natural. A cidade enquanto fenômeno em constate produção espacial, diante das resistências da paisagem definida pelos recursos hídricos, é capaz de alternar formas que ocorre o crescimento urbano, configurando alternâncias entre movimentos de compactação e fragmentação.
Em termos da ecologia urbana, esta dinâmica morfológica está associada a mecanismos de autoorganização e resiliência urbana, capaz de manter a produção espacial urbana simultaneamente que indica uma articulação à paisagem natural. Contudo, a cidade fragmentada não invalida a tendência natural da concentração urbana, e para que de fato ocorra, a cidade policêntrica articulada à paisagem natural demanda de ações para induzir a manutenção da devida intensidade nas relações sócioespaciais, simultaneamente que são preservados os locais de interesse do ambiente natural.

Palavras-chave: crescimento urbano, morfologia urbana, ecologia urbana.


1. INTRODUÇÃO.
O cenário da urbanização no planeta é continuamente crescente, onde os aspectos espaciais decorrentes do crescimento urbano são fatores importantes para a busca por um futuro urbano de equidade social e sustentabilidade ambiental. O que se tem são cidades em constante crescimento populacional e uma intensificação recente no processo de expansão urbana associada ao crescimento periférico, à descompactação urbana e a ampliação das interfaces entre o ambiente urbano e natural (UN-HABITAT, 2008).
A concentração humana em núcleos urbanos é decorrente da necessidade por uma intensidade nas relações sociais, que espacialmente configuram a cidade econômica no entrono de um lugar central, reproduzindo prioritariamente formas urbanas compactas e concêntricas (Jenks e Burgess, 2000). A descontinuidade espacial não se trata de um produto direto e exclusivo das relações sociais no espaço (Portugali, 2000; Batty, 2009), é resultante da sobreposição de fatores sociais, econômicos, ecológicos e culturais, onde a paisagem natural também apresenta influências (Alberti et al., 2003; Czamanski et al., 2008).
Desta forma, o trabalho parte do pressuposto que se abordados sobre uma perspectiva macro espacial e em longo prazo, crescimento urbano e ambiente natural podem ter morfologias compatibilizadas.
A partir de uma aproximação do urbanismo às ciências complexas e aos estudos da ecologia urbana, o trabalho pretende especular sobre a formação da fragmentação morfológica, decorrente do crescimento urbano articulado à paisagem natural, bem como indicar possibilidades e caminhos para que ocorram cidades fragmentadas e eficientes, que simultaneamente sejam preservados os locais de interesse ambiental e mantidas a intensidade nas conexões intraurbanas.

2. APROXIMAÇÃO À ECOLOGIA URBANA: EMERGÊNCIA, AUTO-ORGANIZAÇÃO E RESILIÊNCIA URBANA.
...
3. DINÂMICA URBANA, FRAGMENTAÇÃO E A CONVERGÊNCIA À PAISAGEM NATURAL.
...
3.1. Catalisadores da dinâmica: irregularidades da paisagem e a convergência com os atributos naturais.
...
3.2. Enunciado Locacional e dinâmica de expansão: compacidade e fragmentação.
...
3.3. Compacidade e fragmentação: desempenho e sustentabilidade urbana.
Se as características que definem os fenômenos complexos são responsáveis pela perpetuação do sistema ao longo dos tempos, o trabalho sustenta a tese que a ocorrência de formas compactas e fragmentadas, sincronicamente, pode ser associada a um mecanismo de resiliência e sustentabilidade urbana. Entretanto, para de fato ocorra, a permanência do fenômeno urbano depende também da eficiência do seu próprio funcionamento e das restrições e dificuldades que sua estrutura impõe ao desempenho das relações sociais e ambientais.
Não há dúvidas que a cidade concêntrica tem seu desempenho facilitado por possibilitar que internamente ocorram infinitas interações, promovendo a acessibilidade a todos os espaços e a devida intensidade das relações entre os agentes com compõem a forma urbana compacta. Porém, o modelo da cidade compacta, por muito perseguido pela teoria urbana, não tem se mostrado responsável por reduzir as custas sociais que ocorrem internas à cidade, não resolvendo os problemas de exclusão e segregação sócio-espacial urbano. Mais ainda, modelos concêntricos não permitem articulação morfológica à paisagem natural, urbanizando de forma indiscriminada os atributos do ambiente natural e contribuindo para a ocorrência de problemas ambientais intraurbanos.
Por outro lado, a fragmentação urbana que a priori se apresenta com maiores restrições à eficiência urbana, permite reduzir a conversão indiscriminada dos atributos da paisagem natural, facilitando práticas de preservação dos atributos de maior valor e interesse ecológico. Embora não sirva como um modelo de segregação sócio-espacial, evidências indicam que o modo que naturalmente ocorre a descontinuidade espacial da forma urbana fragmentada tende a manter a distribuição desigual das facilidades urbanas e a promover a segregação espacial. O fato é que, assim como a tendência a promover crescimento urbano difuso, a tendência à desigualdade espacial é intrínseca ao fenômeno urbano e precisa ser melhor compreendida pela teoria urbana. Ou seja, se na cidade contemporânea coexistem: a segregação e interação sócio-espacial; a artificialidade urbana e a natureza ambiental; a fragmentação e a concentração morfológica; cabe a teoria urbana indicar um modelo que envolva simultaneamente as ideias de eficiência, equidade e qualidade ambiental, em um novo paradigma da ciência que garanta de fato a sustentabilidade e permanência
do fenômeno urbano (Krafta, 2008).

4. MODELO URBANO POLICÊNTRICO: CONECTIVIDADE E INTENSIDADE.
Como está sustentado ao longo do trabalho, a dispersão da forma urbana é um fenômeno característico das cidades contemporâneas, ocorre simultaneamente nas grandes cidades do primeiro mundo pelos movimentos de suburbanização e do urban sprawl, mas também ocorre nos países do terceiro mundo na favelização e na formação de comunidades fechadas (gated communitys).
No mesmo caminho, trabalhos que aproximam cenários urbanos e a paisagem dos recursos hídricos são unânimes em indicar a emergência de formas urbanas polinucleadas, conforme estão nas imagens da figura 3 a seguir.


Ao levantar estratégias espaciais para a Ecópolis-Berkeley (Downton, 2009, figura 3a), para o crescimento da região metropolitana do Vêneto na Itália (Viganò, 2008, figura 3b) ou na busca por uma forma urbana futura sustentável (Jenks e Dempsey, 2005, figura 3c); todos são unânimes também ao indicar que a eficiência da forma polinucleada necessita de medidas que induzam a distribuição de facilidades urbanas de modo a consolidar a descontinuidade espacial, a ocorrência dos vazios urbanos e a preservação de locais de maior valor do ambiente natural. De fato, o que está indicado é a possibilidade de se pensar em um modelo urbano fragmentado e eficiente, somente se as facilidades urbanas foram equanimente distribuídas entre o núcleo principal e núcleos satélites, induzindo a formação de policentralidades simultaneamente que a morfologia se articula à paisagem natural.
A cidade policêntrica é um produto da descentralização dos núcleos urbanos monocêntricos, transferindo as facilidades urbanas de modo natural ou induzido na dinâmica urbana, onde as cidades passam a conviver em trocas permanentes entre o núcleo principal o e os núcleos urbanos adjacentes menores (Hall e Pain, 2006). A formação urbana policêntrica ocorre em três diferentes escalas, representadas na figura 4 a partir da cidade de Londres. Segundo Hall e Pain (2006), a policentralidade pode ocorrer desde uma rede hierárquica com as demais cidades globais (figura 4a; global cities; Sassen, 2001); em uma segunda escala de rede de cidades que conjuntamente configuram os centros globais (figura 4b; world city network), ou a policentralidades gerada a partir de um entorno urbano, com um núcleo central bem definido e reconhecida a existência de outros pequenos núcleos urbanos. Esta última escala se assemelha à proposta deste trabalho e trata por superar visões monocêntricas da cidade e reconhecer os aspectos da paisagem natural de suporte (figura 4c; global city regions).


Nas três escalas indicadas para a policentralidade, os múltiplos núcleos urbanos ocorrem fisicamente separados, mas intimamente ligados por uma espécie de rede, com alto grau de conectividade.
Pode-se considerar que o modelo da policentralidade não passa da ideia da monocentralidade vista de outra escala (Hall e Pain, 2006).
Se a policentralidade ocorre articulada a paisagem das sub-bacias hidrográficas, as conexões intraurbanas coincidem com as áreas adjacentes às linhas de drenagem, que no sentido inverso configuram uma paisagem natural também polinucleada, onde são igualmente importantes as conexões entre os fragmentos dos atributos naturais. Da sobreposição entre a rede de conexões intraurbanas e os corredores ecológicos naturais que conectam os fragmentos da paisagem, definem-se pontos de interseção entre a rede urbana e a rede natural. Portanto, o ponto chave para manutenção do modelo urbano policêntrico e a preservação dos atributos da paisagem natural está no desempenho e na intensidade das conexões entre os fragmentos urbanos e naturais.
Em suma, a proposta de um modelo da cidade policêntrica não ocorre de forma natural, não é intrínseca ao fenômeno urbano e para que efetivamente ocorra demanda de ações de planejamento que distribuam as facilidades urbanas, promovam as conexões necessárias e preservem atributos da paisagem natural. O fato é que, conexões eficientes em nome da policentralidade são capazes de manter a forma urbana fragmentada com a devida intensidade nas relações sócioespaciais, simultaneamente que são preservados as funções ecológicas dos atributos da paisagem natural. No sentido inverso, se as conexões intraurbanas forem deficientes, além de diretamente causarem impactos na paisagem, permitem a cidade a reverter o processo e retomar a forma compacta inicial.

5. CONSIDERAÇÕES
O trabalho, aproximando crescimento urbano e a paisagem natural, indica a fragmentação da forma urbana como intrínsecas ao fenômeno urbano, decorrente da auto-organização morfológica do sistema urbano à escala das bacias hidrográficas.
A ocorrência de uma descontinuidade espacial na forma urbana está indicada pela teoria urbana como uma dinâmica associada à transição de fases (phase transitions), ocorrendo como um efeito cascata (catastrophic cascades), semelhante aos demais sistemas complexos. Desta forma, não cabem mais à ciência urbana meras verificações sobre quais os atributos que caracterizam a cidade enquanto sistema complexo, sendo necessário indicar quais seriam os tipping points que o sistema converge para promover a dinâmica e a descontinuidade espacial.
A descontinuidade espacial independe de um único fator intraurbano específico, ocorre a partir da convergência de inúmeros subsistemas que convergem para uma dinâmica associada à transição de fases, semelhante ao que ocorre nos demais fenômenos complexos. Uma propriedade discreta que confere às cidades propriedades de permanência ao longo dos tempos, o que na ecologia urbana tem sido tratado em termos da resiliência.
Embora o processo fragmentação urbana também possa ser explicado através de outros fatores urbanos, como questões sociais (industrialização, formação de bairros proletariados, etc.) ou a preexistência de infraestrutura (sistema viário), a morfologia urbana também está associada aos aspectos da paisagem natural. No processo de produção espacial continuada da fábrica urbana, os recursos hídricos estão indicados como locais de convergência do sistema para a descontinuidade espacial urbana, tipping points para da alternância morfológica do crescimento urbano (phase transitions), onde os múltiplos subsistemas influenciam (catastrophic cascades) na descontinuidade espacial urbana.
A ocorrência da forma urbana fragmentada permite que os vazios urbanos possam coincidir espacialmente com locais de interesse do ambiente natural. Desta forma, a dinâmica do crescimento e a descontinuidades espacial podem ser de fato um caminho para melhor coexistirem sistemas urbanos e ecossistemas naturais. Entretanto, para que de fato ocorra a cidade articulada à paisagem natural, antes é preciso indicar uma escala para induzir a ocorrência da fragmentação urbana e os vazios urbanos efetivamente coincidam com locais de interesse da ecologia da paisagem.
Neste sentido, alguns autores têm-se antecipado e indicado a articulação entre sistemas de transporte e as bacias hidrográficas como uma possibilidade para reduzir custos de implantação de infraestrutura e reduzir os impactos do crescimento urbano sobre a paisagem natural. É nesta perspectiva e escala espacial que se associa o trabalho.
Contudo, a possibilidade de um modelo urbano fragmentado e eficiente, que articule crescimento urbano à escala das bacias hidrográficas, ocorre somente se as facilidades urbanas foram equanimente distribuídas entre o núcleo principal e núcleos satélites, o que demanda eficiência nas conexões entre os fragmentes urbanos. Entretanto, a fragmentação da forma urbana não anula a tendência natural das cidades a ocorrer de forma compacta e concêntrica. Pelo contrário, indica que as cidades crescem por movimentos de compactação e fragmentação, sincronicamente, caracterizando uma dinâmica que a define essencialmente como fenômeno complexo. O fato é que se na cidade coexistem a fragmentação e a concentração morfológica, de onde decorrem a segregação e a interação sócio-espacial, a artificialidade urbana e os conflitos de natureza ambiental; cabe à teoria urbana definir um modelo que de fato garanta a sustentabilidade e a permanência do fenômeno urbano.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
...
link para o texto integral:
https://www.ua.pt/ii/ocupacao_dispersa/ReadObject.aspx?obj=18203

enviado por: Otávio Martins Peres

29 de março de 2011

Sugestões de leitura

A rua metropolitana transitória

Artigo de Gustavo de Casimiro Silveirinha
(*) Arquitecto, Doutorando IST,
INFOHABITAR - revista do grupo habitar, Ano VII, n.º 339

“A dicotomia entre aparência e realidade assumiu grande relevância na concepção do mundo material. A noção de que a função da ciência é dizer o que a humanidade pode dizer sobre a natureza e não o que ela realmente é, levanta questões acerca da relação entre a forma como se dá um fenómeno determinado e as limitações para o observar e entender com o máximo de precisão.” (1)

O modo como a cidade tem sido observada reflecte uma noção pouco estruturada, que se torna óbvia se se focar a atenção na envolvente das áreas metropolitanas nomeadamente a AML – Área Metropolitana de Lisboa.

Observar a cidade através do traçado e não do tecido edificado permitirá alguma abstracção, necessária num processo de análise de tensões e fenómenos urbanos ou metropolitanos, capaz de abarcar uma escala e conjunto.

Os ritmos económicos, culturais e sociais não permitem hoje uma unidade de desenho das cidades. Apesar de ligadas por infra-estruturas, dizemos que lhes falta um traçado unificador.

As cidades contemporâneas metropolitanas estão a dotar-se de centros de passagem de grandes infra-estruturas e cruzamentos de vias, onde se localizam recorrentemente interfaces que dispensam a necessidade de circulação até ao seu centro para se usufruir do serviço motivador da deslocação.

O que impede a cidade de se desintegrar morfologicamente podem ser elementos de transição: capilares metropolitanos, ruas e vias que permitem a circulação entre infra-estruturas metropolitanas que conferem à cidade escala humana, constituindo a cidade vivencial. É neste conjunto de elementos que se encontra a rua metropolitana transitória, com o sentido simultaneamente temporal e espacial.

Surgem espacialmente entre as vias viárias infra-estruturais e os aglomerados urbanos adjacentes, sendo por isso elementos de transição, mas o seu carácter e perfil não se encontra ainda definido, sendo por isso o actualmente transitório.

A passagem de escala entre infra-estrutura e traçado urbano deve ser assim assumida pelos capilares metropolitanos transitórios, complementados com espaços de descompressão como parques e praças, com identidade de desenho, com capacidade para se concretizarem como espaço público.

As grandes Infra-estruturas de distribuição
Por simplificação referimo-nos neste artigo como infraestrutura, os grandes “canais de distribuição dos fluxos viários à escala metropolitana e “ruas metropolitanas transitórias às vias rápidas e com capacidade elevada intermédias com os traçados urbanos de escala local.
...
Fragmentação do Tecido Urbano
Com o avanço constante ou contínuo do processo de urbanização do território, assiste-se a uma aparente perda de controlo do desenho da cidade. O processo evolutivo, nem sempre constante e dependente de mais variáveis, levou ao aparecimento de franjas de território construído.
...
Diferenciação
Os novos centros metropolitanos carecem de identidade devido em muito à fraca estruturação do traçado.

A diferenciação pode conferir ao traçado da malha urbana características de âmbito social, para que nestas áreas outrora de periferia possa surgir um maior sentido de pertença.
...
A rua – Espaço público
A definição da palavra “Praça” como “Lugar largo e espaçoso, ordinariamente rodeado de edifícios”, que propicie a convivência ou a sua apropriação para recriação, complementada com a definição de Jane Jacobs dos quatro elementos necessários para que um parque ou praça funcione – complexidade, centralidade, insolação e delimitação
...
A rua metropolitana transitória
A cidade é um sistema aberto, um organismo que necessita de energia e bens da envolvente.

Como sistema que é funciona como um conjunto de elementos interligados, interdependentes.

O grande objectivo das circulares e infra-estruturas viárias de localização exterior ao tecido consolidado era escoar a maior quantidade de tráfego do centro da cidade. A este objectivo soma-se o de evitar a necessidade de entrada na malha viária mais estreita para atravessar a cidade, congestionando-a. Ambos os objectivos aparentemente são cumpridos, por exemplo na 2.ª Circular, mesmo sendo que se denuncia a contradição e eminente esgotamento, estando muitas vezes congestionada.
...
Casos
Rua Quinta de Santa Maria, Santa Maria dos Olivais ...
Ligação Avenida de Berlim – Avenida Cidade do Porto, Alameda da Encarnação, Santa Maria dos Olivais ...
Rua Doutor João Couto, Benfica ...
Avenida Marechal Craveiro Lopes, Campo Grande ...

Conclusão
A classificação de rua metropolitana transitória pode ser considerada temporária em relação às vias existentes, com a expansão da cidade, na medida em que elas poderão progressivamente “urbanizar-se”, ao transformar-se em “ruas urbanas”, avenidas ou até “mainstreets” de bairro, enquanto outras surgirão como novas ruas metropolitanas, com escala adequada a nova ligações supra-municipais.

Também no que se refere ao papel espacial transitório da rua em relação a uma infra-estrutura de elevado tráfego, o carácter desta é simultaneamente transitório espacial e temporalmente, uma vez que o seu posicionamento, dada expansão da cidade se foi alterando. Mas a médio prazo é previsível que o seu perfil se altere também e se torna também mais urbana e a sua escala adaptada à realidade envolvente, pelo que a ocorrer será uma alteração de escala em diversos graus da hierarquia viária.

Estes exemplos demonstram que a cidade funciona, mas poderia ser optimizada enquanto sistema, e enquanto elemento de vivência humana, pela qualidade de circulação, mobilidade, espaço público e identificação com o espaço urbano.

A concretização da cidade como um sistema funcional permitirá evitar o congestionamento das vias, facilitando a mobilidade e potenciando o funcionamento da cidade. A mobilidade cria qualidade de vivência e riqueza, factores que potenciam a expansão da cidade. Deste modo o sistema condicionar-se-á e controlar-se-á a si próprio.

O reconhecimento da cidade através da sua identidade não se deve à replicação pura e simples de soluções que funcionem em determinado momento e espaço, mas na qualificação de soluções parciais, na medida em que funcionem em conjunto de modo a transmitir essa identidade. A concretização do conceito de rua como espaço público e, permite a minimização dos custos a nível de desenho e espaço urbano pela implantação e influência das infra-estruturas, seja de que naturezas for. (ex. viária, ferroviária).

Assim a tendência da rua metropolitana transitória é a de se urbanizar, e ser um “condutor de urbanização”, de se adaptar à evolução da cidade, da alteração dos usos do solo, da localização de novos equipamentos

Haverá no entanto que considerar um regresso progressivo a um centro das cidades cujo crescimento potenciou a sua desocupação. Esta reocupação implicará também reavaliar a relação das infra-estruturas viárias com o tecido urbano pré-existente através de ruas transitórias.

Deste modo será possível aproveitar as mudanças de paradigma urbano para concretizar novas soluções de desenho urbano e traçado que permitam a consolidação da cidade como sistema integrado de sistemas urbanos de menor escala.

Os novos territórios e tecidos urbanos criados por novas infra-estruturas deve-se referir que estes têm o potencial de adaptação que o tecido consolidado pode já não ter, de adaptação prévia e qualificação quer do espaço público, quer especificamente da das relações entre tecido urbano e infra-estrutura, com especial atenção às ruas transitórias e à cidade transitória que as engloba.
...

link para o texto integral: http://infohabitar.blogspot.com/

Newsletter MOV LISBOA N.º 2

O Pelouro da Mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa lançou o número 2 da Newsletter MOV LISBOA, uma publicação quinzenal com a finalidade de apelar e contribuir para o desenvolvimento de práticas correctas.
Nesta segunda edição, a MOV LISBOA 2 vem deixar-lhe algumas ideias e também algumas preocupações. No Editorial, a necessidade de uma nova cultura, uma nova forma de estar para resolver o possível na área da Mobilidade, gradualmente, sem cruzar os braços; os estacionamentos, as formas de pagamento tradicionais e as modernas, as zonas de maior incidência de acidentes e outros assuntos...

Link para a Newsletter:
http://www.cm-lisboa.pt/archive/doc/MOV_2_Marco2011__3_.pdf

enviado por:
Maria Albina Martinho

GECoRPA

O GECoRPA é uma associação de empresas da área da reabilitação do edificado em geral, e da conservação do património arquitectónico, em particular.
No site
http://www.gecorpa.pt/index2.html
é possível consultar diversos textos sobre urbanismo.

Salientam-se as comunicações do:
“Encontro Património Natural e Cultural – Construção e Sustentabilidade”
... entre outras:
“Vida no Campo” - Álvaro Domingues
“Bairros e Zonas Prioritárias de Lisboa” - urbanismo de reciclagem em tempo de crise" - Helena Roseta - C. M. Lisboa

disponíveis para download em:
http://construcaosustentavel.gecorpa.pt/comunicacoes.htm

Aulas Abertas de Sociologia Urbana e Planeamento Estratégico e Governância Urbana

... no âmbito do Mestrado em Urbanismo e Ordenamento do Território
- Sociologia Urbana
- Planeamento Estratégico e Governância Urbana

31 de Março de 2011 - "Cenarização e estratégias de actores", Prof. José Luiz Almeida e Silva (IPL)
http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/MUOT%20aula_31-03_2011.pdf

14 de Abril de 2011 - "Intervir em bairros críticos", Drª. Susana Sousa (IHRU)
http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/MUOTaula_14_04_2011.pdf

28 de Abril de 2011 - "Pobreza urbana - conceptualização e acção", Prof. José Manuel Henriques (ISCTE)
http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/MUOTaula_28_04_2011.pdf

5 de Maio de 2011 - "Minorias e cidades - entre o conflito e a integração", Prof. Jorge Malheiros (IGOT)
http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/MUOTaula_05_05_2011.pdf

13 de Maio de 2011 - "Dinamizar a cidadania: contextos, estruturas e instrumentos na cidade e na sua governação", Prof. João Seixas (ICS)
http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/MUOTaula_13_05_2011.pdf

20 de Maio de 2011 - "Activismo cívico", Tiago Figueiredo (Movimento Viver Lisboa)
http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/MUOTaula_20_05_2011.pdf

in: notícias APG

22 de março de 2011

Programa Prós e Contras - a actual organização e gestão das cidades...

Programa Prós e Contras

Quando: dia 21 de Março
Onde: Porto - Teatro Rivoli.

O debate teve como tema a actual organização e gestão das cidades, estratégias e prioridades, e teve no palco o presidente da Câmara Municipal de Porto, Dr. Rui Rio, e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa.

Pode ser (re)visto no site:
http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/pros-contras/

17 de março de 2011

PALESTRA com SASKIA SASSEN e JOÃO FERRÃO e LANÇAMENTO DA REDE ‘GLOBAL CITY

‘MOVIMENTOS CÍVICOS DE CIDADE’ NUM MUNDO GLOBAL | ‘CITY CIVIC
MOVEMENTS IN A GLOBAL WORLD’


PALESTRA com SASKIA SASSEN e JOÃO FERRÃO e LANÇAMENTO DA REDE ‘GLOBAL CITY
2.0’

MOVIMENTO CÍVICO ‘CIDADES PELA RETOMA, REFORMA E TRANSIÇÃO’

Quando: 18 de Abril, 2ª. feira, 18:00-20:30
Onde: Livraria Ler Devagar – Lisboa http://www.lerdevagar.com/index.php?option=com_content&view=article&id=3&Itemid=2

PROGRAMA
18:00 - Lançamento da Rede 'Global City 2.0' | ‘Cidades pela Retoma’ (http://globalcity.blogs.sapo.pt/| http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/ )
18:20 - Cosmopolitismo e Dinâmicas Cívicas Urbanas em Portugal - João Ferrão (ICS )
18:45 - Global Cities and City Civic Movements - Saskia Sassen (Columbia University, NY)
19:30 - Comentário e moderação de Debate - João Seixas e Mário Alves

Inscrições para: cidadespelaretoma@gmail.com e livraria@lerdevagar.com (sala com
lotação limitada)
Mais informações: 96.3621239

[Rede 'Global City 2.0'] http://globalcity.blogs.sapo.pt/
[Movimento cívico 'Cidades pela Retoma']
http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/
[Página Facebook 'Cidades pela Retoma'] http://www.facebook.com/CidadespelaRetoma
[Livraria Ler Devagar] http://www.lerdevagar.comhttp://www.lerdevagar.com/

(*)
Saskia Sassen is now the Lynd Professor of Sociology at Columbia University after a decade at the University of Chicago and London School of Economics. Her recent books are Territory, Authority, Rights: From Medieval to Global Assemblages ( Princeton University Press 2006) and A Sociology of Globalization. (Norton 2007). She has now completed for UNESCO a five-year project on sustainable human settlement for which she set up a network of researchers and activists in over 30 countries; it is published as one of the volumes of the Encyclopedia of Life Support Systems (EOLSS) (Oxford, UK: EOLSS Publishers) [http://www.eolss.net ]. Her books are translated into sixteen languages. She has written for The Guardian, The New York Times, Le Monde Diplomatique, the International Herald Tribune, Newsweek International, the Financial Times, among others.

BOOKS & ARTICLES
http://www.saskiasassen.com/
YOUTUBE PRESENTATIONS
'Can Cities Re-invent their Civic Capacities?'
http://www.youtube.com/watch?v=jP0xkPpUCOs
Ciudad global y la lógica de expulsión del neoliberalismo
http://www.youtube.com/watch?v=7Dc-2v_YjJ4&feature=related
New public/new public spaces
http://www.youtube.com/watch?v=bZq2RhqRK-M&feature=related
Unstable meanings - The city and the new wars
http://www.youtube.com/watch?v=yEomHOhO7Tc&feature=related

15 de março de 2011

A dispersão das actividades económicas

A dispersão das actividades económicas

Enquadramento da Problemática
Desde a Revolução Industrial, a ocupação do solo pelas actividades económicas tem interessado às diversas áreas de pensamento sobre a cidade. O processo de tomada de decisão sobre a localização de determinada actividade económica envolve a ponderação de diversos factores que influenciam as diferentes alternativas territoriais. Actualmente assiste-se a diferentes formas de implantação e organização das actividades económicas no território. Do conjunto das actividades económicas, analisaremos a dispersão da localização industrial num determinado território, através de uma metodologia que permite identificar, por um lado, o contexto histórico e institucional em que se inserem e, por outro lado, as principais dinâmicas a esta associada, através dos seus principais agentes.

Introdução histórica
Numa primeira etapa, designada de pré-industrial ou manufactureira …
...
A segunda etapa aqui retratada, impulsionada com a Revolução Industrial no séc. XIX …
...
As primeiras intervenções urbanísticas, pós Revolução Industrial…
...
Em finais do séc. XIX e inícios do séc. XX, período relativo à Segunda Revolução Industrial…
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Na distribuição funcional, preconizada pelas New Towns, foi ensaiada a aplicação de regulamentação sobre a implantação industrial no território que procurava a descentralização produtiva, reservando o núcleo histórico para actividades administrativas e de serviços, e remetendo o processo de fabricação para áreas especializadas, nas periferias das cidades.
A necessidade de ordenar a indústria que se vai instalando nesta periferia e de resolver os problemas de circulação e de habitação dos operários, levaram à defesa da segregação funcional e à aplicação do zonamento surgido, nos inícios dos anos 20, pela “mão” do Movimento Modernista….
...
Em finais da década de 60, as pequenas e médias empresas proliferaram no território, fruto da descentralização produtiva e da utilização de novas tecnologias. …
...

Localização industrial em meio disperso
A existência de diferentes contextos territoriais, nos quais a actividade industrial actualmente se insere, enquadrou a definição de uma metodologia de abordagem que procurou identificar as tipologias de localização industrial num determinado território. Ainda em termos metodológicos caracterizou-se, sob a perspectiva teórica, estas localizações industriais, estruturadas de acordo com um referencial territorial, sintetizado em três grandes grupos: a zona especializada, o contínuo urbano (mistura funcional) e o espaço rural disperso (Carmona, 2008).
Centremo-nos sobre o último, procurando caracterizar a localização da actividade industrial em espaço rural disperso, abordando as repercussões da sua relação com este território.
A localização da actividade industrial em espaço rural disperso é caracterizada, fundamentalmente, pela forma espontânea e não planeada, suportada pela rede viária e condicionada pelo cadastro da propriedade, evoluindo, em muitos casos, de uma forma linear, ao longo desta estrutura territorial. Os factores relacionados com o abandono da actividade agrícola influenciam esta fixação, mas também a existência de outras actividades em solo rural atraem a actividade industrial que complementa, nestes casos, sectores como a extracção mineira, florestal ou as explorações agrícolas. Porém, actualmente, também podemos confirmar uma tendência para a fixação de usos não tradicionais que encontram, em solo rural, maior disponibilidade de espaço e a preços mais acessíveis. Podemos designá-los de factores de natureza fundiária (Carmona, 2008), nos quais também estão incluídos os instrumentos de ordenamento do território, vinculativos dos particulares, e os benefícios fiscais.
A mistura funcional também tem lugar nesta tipologia de localização industrial, a par de uma maior “permissividade” quanto aos impactes desta actividade, crê-se que por influência de factores relacionados com o ambiente local e as motivações pessoais. O factor acessibilidade assume, por seu turno, uma enorme importância no que respeita à localização desta actividade quanto às necessidades de proximidade a nós rodoviários fundamentais, cujos traçados que ocorrem em espaço rural constituem uma oportunidade à fixação nestes locais de outras funções de cariz mais urbana.

Caso de estudo
Observemos o caso de estudo no sentido de desenvolver um exercício de confronto entre a perspectiva teórica atrás retratada e a definição de tipologias de localização industrial para este determinado território.
O concelho da Batalha ...
...

Uma metodologia de definição de tipologias de localização industrial
A identificação de tipologias de localização industrial neste território, com base nos 3 grupos tipológicos apresentados sob a perspectiva teórica, não decorreu de forma tão óbvia (Carmona, 2008). O caso de estudo é caracterizado predominantemente pela mistura entre os espaços urbanos e rurais, resultado de uma ocupação humana difusa no território, designada de urbano-rural. Existe uma fragmentação do espaço rural resultante da presença de pequenos aglomerados populacionais onde se fixam algumas actividades económicas, alternados com áreas envolventes agrícolas ou florestais, onde pontualmente ocorre a localização industrial.
Esta assumpção levou à necessidade de estabelecer uma outra metodologia de identificação de tipologias de localização industrial baseada num zonamento das características naturais homogéneas do concelho – o vale do Lena e seus afluentes e o Maciço Calcário Estremenho. Esta metodologia implicou a definição de um conjunto de indicadores como: a organização territorial, a acessibilidade, o suporte físico e os usos (predominantes) (Carmona, 2008). Para cada um dos indicadores foram estabelecidos critérios de definição das tipologias de localização industrial que resultaram num conjunto de 7 tipologias de localização industrial, do qual destacamos, no que interessa à ocupação dispersa desta actividade:
• O contexto urbano-rural, sujeito a uma organização linear, nas proximidades da rede viária secundária, condicionada pela presença de recursos hídricos, superficiais ou subterrâneos;
• A ocorrência pontual em contexto urbano-rural, servida pela rede viária local, com condicionalismos geomorfológicos e hidrogeológicos do Maciço Calcário Estremenho;
• O contexto dominantemente rural, com organização linear, nas proximidades da rede viária secundária, com condicionalismos geomorfológicos e da flora existente, sem a presença da função habitacional.

Procurando fazer uma síntese conclusiva no que respeita a algumas tendências verificadas neste território, ao nível da dispersão da actividade industrial, é de referir o seguinte:
• A existência de estabelecimentos industriais em pequenos aglomerados rurais ou nas suas proximidades - anteriormente associados à actividade agrícola, actualmente acolhem outras tipologias de usos, aproveitando vantagens relacionadas com a proximidade ao local de residência ou pela oportunidade fundiária;
• A permissividade construtiva em espaço rural – a ocupação extensiva do solo de áreas agrícolas, florestais ou de interesse paisagístico pela actividade industrial ocorre, simultaneamente, com a fixação pontual da função habitacional;
• A existência de uma realidade urbano-rural, com mistura funcional – onde simultaneamente a indústria e a habitação se fixam sob uma organização linear, nas proximidades de um eixo viário secundário, com a acessibilidade assegurada pela rede viária local. Condicionalismos do suporte físico, como a existência de linhas de água, limitam esta fixação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Rita Carmona

link para o texto integral: https://www.ua.pt/ii/ocupacao_dispersa/ReadObject.aspx?obj=17445

Sugestões de Leitura

O CONVÍVIO NO HABITAR E NO ESPAÇO URBANO - Parte I

Artigo de António Baptista Coelho
INFOHABITAR - revista do grupo habitar, Ano VII, n.º 337

Índice

1 - Entre convivialidade e privacidade, um equilíbrio vital
2 - Introdução à convivialidade arquitectónica residencial
3 - Aspectos estruturadores da convivialidade
4 - A convivialidade: da habitação, à vizinhança e ao bairro
5 - Estratégias de convivialidade
6 - A rua convivial: matéria base do bom urbanismo
7 - A convivialidade nos espaços públicos versus a espaciosidade nos espaços edificados
(i) A convivialidade nos espaços públicos
(ii) A convivialidade na vizinhança de proximidade e na relação desta com os edifícios
(iii) A convivialidade nos espaços edificados
8 - Carácter e importância específica da convivialidade
9 - Notas de reflexão e para desenvolvimento sobre a convivialidade arquitectónica residencial

in: http://infohabitar.blogspot.com/

Estratégias Urbanas para as Cidades do sec. XXI

Seminário "Estratégias Urbanas para as Cidades do sec. XXI"

Quando: 18 de Março
Onde: Coruña
Quem coordena: Joan Busquets

14 de março de 2011

Conferência "25 Anos de Desenvolvimento Regional e Urbano em Portugal"

Quando: 16 de Março de 2011 - 17h30m
Onde: Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa - Auditório Sedas Nunes
Com quem: João Seixas, Augusto Mateus, António Figueiredo