12 de outubro de 2013


X Bienal de Arquitetura de São Paulo

Quando:
de 12 de outubro a 1o de dezembro.

Onde:
Centro Cultural São Paulo, SESC Pompéia, Centro Universitário Maria Antônia- USP, Museu da Casa Brasileira, MASP, Praça Victor Civita, Estação de Metrô Paraíso e Associação Parque Minhocão.

Quem organiza:
IAB/SP

A X Bienal de Arquitetura de São Paulo propõe uma reflexão sobre as complexas dinâmicas que constroem, destroem e reconstroem a cidade cotidianamente, articulando o campo do planejamento e do projeto, situado do lado do “fazer”, ao domínio do “uso”, que implica a participação crítica e criativa do cidadão e os conflitos inerentes à vida urbana.

O tema Cidade: Modos de Fazer, Modos de Usar propõe o engajamento consciente de todos nos processos de construção e fruição das cidades, apontando para a responsabilidade coletiva, de natureza eminentemente ética, implicada na vida em sociedade: De que modo temos nos envolvido na construção da cidadania e de uma desejada esfera pública no espaço urbano? Que modelos seguir em um momento de quebra de paradigmas globais? Que urbanidade queremos construir em um país que enfrenta o desafio de um acelerado crescimento econômico em meio a um mundo em crise?

A X Bienal fomentará a discussão dos impasses e das soluções urbanas atuais por meio de projetos, obras e experiências importantes da cena urbana brasileira e internacional. Para tanto, focará em três temas fundamentais: mobilidade / densidade, espaço público e infraestrutura urbana

Refletindo sobre a cidade contemporânea, a X Bienal incorpora a questão urbana na sua própria estrutura. Assim, ao mesmo tempo que visita as exposições e eventos em espaços diversos, o público tem a experiência viva da cidade. Ao invés de se concentrar em um único edifício dentro do Parque Ibirapuera, se instala em locais francamente urbanos, espalhados em rede pela cidade. Será possível visitar toda a X Bienal de Arquitetura a partir de um sistema multimodal de transporte (metrô, trem e ônibus), articulado ao uso de bicicletas.

Ler mais:
https://www.facebook.com/xbienaldearquitetura

EXPOSIÇÃO - A Rua da Estrada


Quando:
12/10 A 01/12

Onde:
Centro Cultural São Paulo


A Rua da Estrada é um princípio simples de urbanização, um dispositivo de vida em comum.


A Rua da Estrada não é a rua com seu desenho rigoroso; é um somatório de ocorrências e acasos a perder de vista, alinhados pelo limite do asfalto e pela marcação incerta do espaço privado que se torna público.

A Rua da Estrada não é um lugar; é um fluxo que multiplica relações, um hiperlugar, um tramo do rizoma infinito que organiza a urbanização extensiva.

A Rua da Estrada é como uma corda em que tudo se pendura; um centro em linha; uma congestão; um desassossego. Nem rua, nem estrada; o melhor de uma e de outra ou, segundo alguns, o pior. Em todo caso, lugar de vida e de conflito, terra de ninguém porque de muitos, objeto de tutelas várias e regras múltiplas: o Estado Central e o municipal, o público e o privado, as regras e as convenções; a infração.

A Rua da Estrada não se projeta; é do bricoleur.

A Rua da Estrada é um mundo compósito, um transgênico continuamente processando e combinando elementos de diversas proveniências e condições: “todo o mundo é feito de mudança/tomando sempre novas qualidades”, dizia Camões, que não era pós-moderno nem sabia de cibernética.

Instalação audiovisual do geógrafo português Álvaro Domingue que registra a dissolução de fronteiras entre cidade e campo, com foco em Portugal. A mostra, concebida especialmente para a Bienal, baseia-se no livro “A Rua da Estrada”, do mesmo autor (Dafne editora). O conceito de cidade genérica se estende aqui ao território como um todo, não apenas ao urbano, formando aquilo que o autor chama de “paisagem transgênica”.

Leia mais:

Lugar Comum
É na Rua da Estrada que melhor se percebem as dúvidas e as ansiedades que hoje podemos encontrar acerca do “espaço público” como conceito central da ideia de cidade. Formalmente, não estamos perante as tipologias habituais de espaço público em arquitetura e urbanismo. Não há praças, ruas, avenidas, alamedas, largos, jardins nem parques, exceto quando são estacionamentos. Contrariamente à cidade, a rede de estradas não é uma configuração centrada com elementos de referenciação estáveis. A estrada é um percurso, uma sequência de formas, funções e signos; um centro em linha. Na Rua da Estrada existe um léxico mínimo de acostamentos, valetas, passeios, rotundas e estrada, muita estrada. Todo o resto são invenções forçadas com nomes variados.

Dispositivos/Próteses
Durante séculos, os assentamentos urbanos eram dependentes de tecnologias muito simples para o transporte e o acondicionamento de pessoas, mercadorias, informação ou energia. A distância era um custo, uma dificuldade, um risco. Por isso, a cidade era aglomerada e densa. Fora de seus muros, faltava tudo e os caminhos eram ruins e perigosos. A cidade tinha quase o monopólio da infraestrutura. Hoje, a geografia das próteses tecnológicas que suportam a urbanização é das mais distintas. A “cidade” perdeu o controle da infraestrutura (água, saneamento, energia, telecomunicações, transporte) que hoje irriga territórios imensos onde virtualmente se pode construir uma casa, fábrica ou centro comercial. Por sua vez, vizinhança, relação, interação etc. são qualidades que já não dependem exclusivamente da proximidade física, mas da proximidade “relacional”.

Transgênicos
Na biologia, a manipulação genética produz enormes sobressaltos éticos, estéticos e morais. O mesmo acontece na permanente mutação urbana, de onde resultam as paisagens transgênicas: perturbou-se a “ordem natural das coisas”, a estabilidade que pensávamos ser para sempre. Será possível pensar um macaco ou um coelho fosforescente por conter um traço do código genético de uma medusa? Se o mesmo arsenal genético da fosforescência de um pirilampo for parar num pinheiro, estaremos perante um pirileiro, um pinheirampo ou simplesmente um grande negócio para a indústria das decorações natalinas? É que um transgênico não é um híbrido. A mula vive e confina-se no universo compósito de sua gênese: um cavalo e uma burra. Para uns, terá o pior do cavalo e o melhor do burro; para outros, nem isso, ao contrário. Mas, apesar de tudo, ainda é possível ver na mula todos os traços de sua origem. Como todos os híbridos, é estéril. Coitada da mula e de sua indefinição identitária!

É assim a Rua da Estrada.

Participante:
Álvaro Domingues (instalação audiovisual), Porto, Portugal

In:
http://www.xbienaldearquitetura.org.br/a-rua-da-estrada/#.UoQJ1bIgGK3

EXPOSIÇÃO - Densidade

Quando:
12/10 A 01/12

Onde:
Centro Cultural São Paulo (CCSP)

A densidade é um atributo cada vez mais crucial para a sustentabilidade das cidades em um mundo superpovoado – o que não implica necessariamente verticalização. Com um gabarito médio de sete andares, por exemplo, Paris é a cidade mais densa da Europa.

Hoje, em um mundo que se urbaniza de acordo com taxas muito altas, a construção em massa forma e reforma radicalmente as cidades latino-americanas, africanas e asiáticas. É um registro disso que vemos nas fotos de Jorge Taboada e de Michael Wolf. E se os imensos conjuntos residenciais de baixa altura que Taboada flagra no México provocam uma espécie de vertigem da horizontalidade, as tramas ascendentes captadas por Wolf em Hong Kong causam o mesmo em relação ao plano vertical. Densidade, nesses casos, é sinônimo de massificação, aridez, monotonia e perda da noção de escala. Fotografadas sempre em planos fechados, de modo a eliminar as referências contextuais desses conjuntos, suas séries geram certa fascinação pelo aspecto sinistro da urbanidade contemporânea.

Cities without Ground é uma pesquisa feita por Adam Frampton, Jonathan D. Solomon e Clara Wong sobre as múltiplas camadas de Hong Kong. Aqui, a questão não é a massificação habitacional, mas a complexa trama de mobilidade da cidade. Com uma intrincada rede de passarelas que conectam edifícios e áreas distintas de seu tecido urbano, passando acima, abaixo ou entre viadutos e prédios, Hong Kong é uma cidade sem piso térreo, uma cidade cuja densa conectividade tridimensional praticamente eliminou a referência ao solo.

Não é por acaso que a reflexão sobre a densidade hoje termine enfocando a situação das cidades asiáticas. O trabalho The Vertical Village foi desenvolvido pelo estúdio holandês MVRDV como um estudo propositivo acerca da rápida transformação das pequenas comunidades chinesas – bairros ou cidades inteiras. Diante da ameaça da imediata destruição dessas comunidades pelo que denominam block attack – a construção de torres altas e repetitivas, fazendo tabula rasa do existente –, os arquitetos do MVRDV propõem formas de adensamento e verticalização que não desprezem a lógica informal das construções tradicionais, que constituem a identidade dessas comunidades.


Ver mais:
http://www.xbienaldearquitetura.org.br/densidade/#.UovDQ38gGK0

EXPOSIÇÃO - Detroit: ponto morto?

Quando:
12/10 A 01/12

Onde:
CENTRO CULTURAL SÃO PAULO

Enquanto uma parte significativa do mundo hoje recicla e aumenta suas cidades através da construção incessante, o que mais cresce nos quarteirões urbanos da cidade de Henry Ford são o tomate, a pimenta, o milho e a berinjela. Sendo Detroit a cidade-sede da indústria automobilística mundial, sua derrocada é tomada como o símbolo do colapso do modelo “fordista”, baseado na produção em série, em meio à sociedade da informação. Contudo, em termos urbanos, sua crise expressa as consequências danosas da suburbanização, fortemente alimentada pela difusão do automóvel a partir dos anos 1950. Não é por acaso que um dos primeiros shopping centers do mundo foi construído em sua borda (Northland, 1953).

Cidade-motor (Motor Town), Detroit gerou a gravadora Motown, que durante os anos 1960 revolucionou a música pop e soul americana através de artistas como Marvin Gaye, Diana Ross, Stevie Wonder e os Jackson Five. Com uma expressiva população negra e de baixa renda atraída pela oferta de empregos na indústria, a cidade viu crescerem os conflitos raciais. Enquanto isso, a população branca e rica se mudava para casas suburbanas distantes, diminuindo a arrecadação do município. Combalida pela competição do capital transnacional e pela fuga das montadoras para regiões periféricas, Detroit não reciclou sua economia, muito baseada na baixa escolarização e no trabalho alienado.

Predominantemente negra, ela foi vítima de uma seguida represália política e teve papel pioneiro nas contestações dos anos 1960 e 1970. Como consequência, em 50 anos Detroit perdeu quase dois terços de sua população, acumulando uma dívida superior a 20 bilhões de dólares. Sua trilha musical passou a ser o punk rock de Iggy Pop e, em seguida, o tecno e o rap de Eminem.

Pela situação agravada com a crise hipotecária de 2008, que provocou mais de 100 mil despejos na cidade, a prefeitura declarou falência em julho último e sofreu intervenção estadual. Com um terço de seu território abandonado e vazio, casas e prédios em ruínas, quase metade da iluminação pública desativada, parques fechados e alto índice de desemprego e homicídios, cresceram, por outro lado, as hortas comunitárias: associações de pessoas que passaram a se apropriar dos terrenos vazios para plantar alimentos e criar um senso renovado de comunidade. Seriam novos caminhos cooperativos apontando práticas alternativas de vida na cidade pós-industrial ou regressão a um estágio arcaico de subsistência?


Ler mais:
http://www.xbienaldearquitetura.org.br/detroit-ponto-morto/#.UovLwH8gGK0

Exposição "China: o mundo renderizado"

País que mais cresce dos pontos de vista econômico e urbano no mundo, a China apresenta fenômenos intrigantes no cenário atual.

De um lado, cidades como Shenzhen, cujos parques temáticos clonam as imagens de outros lugares do mundo, e de outro Ordos Kangbashi, cidade construída para 1 milhão de habitantes, e ainda praticamente vazia.

Se Detroit é a “cidade fantasma” do passado, Ordos é o seu equivalente no futuro.
Foto:
Valentina Tong

A exposição "China: o mundo renderizado" estará no CCSP.

Ver mais:
http://www.xbienaldearquitetura.org.br/china-o-mundo-renderizado/#.UlozpjK9KK0

11 de outubro de 2013

1ª Conferência Internacional "Urban Interventions"

Quando:
11 e 12 de Outubro

Onde:
Lisboa - Palácio Marquês de Tancos.

A conferência será composta por três sessões:
(i) Espaço Público, Esfera Pública e a Cidade Contemporânea;
(ii) Arte, Arquitectura e Espaço Público;
(iii) Intervenções Urbanas: Mediação e Planeamento Urbano.

As sessões serão realizadas em dois dias, e complementadas por um conjunto de intervenções urbanas efémeras, que serão realizadas por alguns artistas na noite do primeiro dia.

Mais informações:
http://urbaninterventionslisbon.blogspot.pt/

Conferência Internacional "Architecture Concepts - Red is not a color"


























Ver mais:
http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/ConferenciasResidenciasMasterclasses/Pages/conferenciaarchitectureconceptsoutubro2013.aspx

10 de outubro de 2013

Colóquio Internacional “Cidade e arquitetura conventual”


Quando:
10 e 11 de Outubro de 2013.

Onde:
Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra

Esta iniciativa tem como objectivo reunir investigadores, nacionais e estrangeiros, com interesse nesta temática.

As ordens religiosas atingiram uma dimensão bastante considerável em todo o mundo. Atualmente, uma das faces mais visíveis dessa presença é a sua arquitetura. Mosteiros, conventos, colégios e outras casas religiosas constituem um suporte fundamental para a interpretação e divulgação da arte, da arquitetura e da cultura dos povos. E de fato o estudo da tipologia monástico-conventual tem ocorrido essencialmente no âmbito destas disciplinas. Porém, ela tem também uma importante dimensão territorial e urbana que não tem sido devidamente valorizada. Neste colóquio pretende-se explorar precisamente esta perspetiva, abordando a arquitetura conventual enquanto organismo territorial e urbano.

Na Europa medieval, as ordens monásticas foram importantes protagonistas na estabilização dos territórios, tendo funcionado também como elementos indutores de núcleos urbanos. Por outro lado, as ordens mendicantes, surgidas no início do século XIII, estabeleceram uma íntima relação com o mundo urbano. Esta relação, que começou com a instalação dos primeiros conventos mendicantes nas cidades medievais europeias, foi claramente reforçada a partir do século XVI, com o considerável aumento do número de novas fundações impulsionadas pelo processo de reforma da Igreja. As cidades assistiram assim, a partir desde período, à constituição de densas redes conventuais que participaram de forma activa nos processos de transformação da sua configuração espacial. Algumas delas chegaram a conter várias dezenas de casas religiosas, como Lisboa, Sevilha, Nápoles, entre outras. Simultaneamente, no contexto da expansão ultramarina europeia, esta relação ampliou-se. Nesses territórios as comunidades religiosas mantiveram e reajustaram a sua influência nos aglomerados urbanos. Finalmente, no século XIX, em muitos países assistiu-se à extinção das ordens religiosas e à desamortização dos seus edifícios que, no entanto, continuam a funcionar como elementos polarizadores e a promover, direta ou indiretamente, alterações nos tecidos urbanos num processo que se mantêm até aos dias de hoje.

É neste amplo espaço temporal e geográfico que se pretende discutir o papel dos conventos nos processos de construção e transformação do território, da paisagem e das formas urbanas.

Temas:
1. cidade medieval e arquitetura mendicante.
2. conventos e espaço urbano.
3. desamortização e transformação urbana.
4. cidade contemporânea e património monástico-conventual.

Ver mais:
http://www.ces.uc.pt/eventos/cidade/

9 de outubro de 2013

International research conference: planning / conflict - cities and citizenship in times of crisis











Quando:
October 9-11, 2013

Onde:
Lisbon

The second international research conference of the AESOP Planning/Conflict thematic group is hosted by the Instituto de Ciências Sociais - Universidade de Lisboa (ICS-UL) in partnership with the Centro de Investigação e Estudos de Sociologia – Instituto Universitário de Lisboa (CIES-IUL) and sponsored by the Association of European Schools of Planning (AESOP).

This conference aims at bringing together different perspectives on conflicts around urban planned developments, with a focus on the role planning practices may play both in defining/framing and in possibly solving/reframing conflicts. This event builds on the experience of the conference "planning/conflict – critical perspectives on contentious urban developments" held at TU Berlin in October 2011.

Conflicts around planning issues represent an important element in urban politics. Their relevance as a vehicle of political mobilization is growing alongside their impact in terms of public opinion.

Issues of representation, democracy and social cohesion and the potential conflict between competition-oriented and cohesion-oriented policies at the urban and regional level are all the more relevant today, when Europe is undergoing a severe economic crisis.

The conference will try to explore these issues, by developing a reflection on planning conflicts. In particular, it will focus on crucial aspects of contemporary urban politics: the multi-scalarity of urban phenomena and policies; their relational, cultural and discursive nature; the spatial dimension of social mobilization; the growing pressure for deliberative democracy exercises; the limits to existent institutional structures and practices for decision-making, representation and conflict resolution.

The conference aims at rethinking planning/conflicts through a multidisciplinary perspective; above all, it raises the question about the role of planning theory and practices in acting upon conflict themselves, and in respect to broader issues of democratic legitimacy.

* the changing features of urban development policies and their impacts on local societies and communities;
* the changing nature of urban planning practices and their influence on public opinion formation, including forms of protest and social mobilization in opposition to planned developments;
* the effectiveness and legitimacy of established planning practices in responding to protest and social mobilization and in dealing with possibly resulting conflicts;
* the transformative potential that may be entailed in reflexively addressing protest and social mobilization and in dealing with conflicts;
* the potential integrative and innovative contribution of political agonism and social conflict to the democratization of urban policy and planning.

Site da Conferência:
http://www.planningconflict.ics.ul.pt

8 de outubro de 2013

POST-IT CITY Ciudades Ocasionales

Quando:
Del 8 octubre 2013 al 3 diciembre 2013


Onde:
Sala Fundación Cruzcampo (Málaga)


Organiza:
Centre de Cultura Contemporània de Barcelona Sala Fundación Cruzcampo (Málaga)

El concepto de post-it city designa distintas ocupaciones temporales del espacio público, ya sean de carácter comercial, lúdico o de cualquier otra índole, con la característica común de apenas dejar rastro y de autogestionar sus apariciones y desapariciones.
Varios equipos multidisciplinares de Europa, América del Norte, América del Sur, Asia y África han colaborado en este proyecto, que trata de configurar el puzzle de la ciudad informal: asentamientos espontáneos, ocio autogestionado, reciclaje como estrategia de supervivencia e imaginación, viviendas alternativas y otros fenómenos post-it city, que ponen de relieve la realidad del territorio urbano como el lugar donde se solapan diversos usos y situaciones, en oposición a las crecientes presiones para homogeneizar el espacio público.
Málaga se incorpora a este catálogo de “ciudades en red”, en el que han participado equipos de jóvenes investigadores de Europa, América del Norte, América del Sur, Asia y África, mediante la aportación de los resultados del taller de investigación sobre usos espontáneos del espacio público que llevarán a cabo los alumnos de la Escuela de Arquitectura de esta ciudad en la Sala Fundación Cruzcampo.


Ver mais:
http://www.cccb.org/es/exposicio_itinerant-post_it_city-44291

Exposição "RioNow"

A exposição "RioNow" no CCSP aborda as transformações urbanas vividas pelo Rio de Janeiro no contexto das obras realizadas para os grandes eventos.

Como já ocorreu em cidades como Barcelona e Berlim, todo este processo tem mobilizado arquitetos e investidores de várias gerações e latitudes, que apostam em diferentes modelos de parcerias com empresas, instituições e corporações nacionais e transnacionais de poder econômico e político para viabilizar novos projetos e negócios.

- Mas que alternativas têm sido apresentadas para o modelo altamente predatório que domina as grandes cidades hoje?
- Em que medida os projetos e intervenções em curso conduzirão efetivamente à redução das desigualdades sociais que são tão profundas na cidade?
- Que cidade resultará deste processo e quem serão seus beneficiários?


Link:
"Cidade Olímpica"
(site oficial da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro que apresenta projetos e atividades do município relacionados aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016)


Ver mais:
https://www.facebook.com/xbienaldearquitetura?ref=profile

6 de outubro de 2013

As cidades em processo

Folha de S.Paulo
06/10/2013 - 03h15

Guilherme Wisnik
Ana Luiza Nobre
Ligia Nobre

RESUMO
A 10ª Bienal de Arquitetura de São Paulo terá como foco discussões acerca dos problemas e potenciais das metrópoles. Após o colapso do modelo de desenvolvimento urbano, protestos por todo o mundo demonstram que cidades não são apenas "máquinas de fazer dinheiro", mas também espaços de satisfação de desejos.

As cidades estão hoje no centro da discussão mundial. O planeta se urbanizou de forma rápida e avassaladora, as metrópoles incharam, tornaram-se infinitamente mais complexas, e a ciência responsável por refletir sobre esses processos e regrar seu crescimento -o urbanismo- entrou em colapso. Por onde seguir?

Desacreditado o modelo ocidental para o desenvolvimento urbano após a crise financeira de 2008, cidades que cresceram em meio a crises sistêmicas e fora do centro, tais como São Paulo, Rio de Janeiro, Lagos e Shenzhen, entre outras, assumiram relevância em função dos problemas e das complexidades para os quais apontam.

Se nos anos 1990 vivíamos uma espécie de fatalismo, segundo o qual as cidades pareciam não ter alternativa a não ser entregar-se inteiramente ao capital financeiro e globalizado, temendo sempre o risco-país, hoje as experiências bem-sucedidas (ainda que contraditórias) de cidades como Medellín, na Colômbia, somadas à força contestatória dos vários "occupy" pelo mundo, demonstram que os centros urbanos não podem ser apenas "máquinas de produzir riqueza", segundo a definição dos sociólogos Harvey Molotch e John Logan em "Urban Fortunes".

Ocorre que o próprio lugar do Brasil como país emergente também já está posto em dúvida e, como sabemos, o otimismo acrítico frente ao futuro de nossas cidades diante dos megaeventos que se aproximam foi definitivamente rompido pela "voz das ruas".

É sobretudo em momentos como este, de crise, que se apresenta a chance de mudar as coisas. É nessa fenda que a 10ª Bienal de Arquitetura pretende inserir as suas discussões, pondo o foco mais sobre a cidade do que sobre o edifício. Com o título "Cidade: Modos de Fazer, Modos de Usar", propusemos instalar a Bienal no espaço urbano, em uma rede de lugares conectados ao sistema de transporte público de São Paulo, com destaque para o metrô e o trem.

Em uma mostra de arquitetura, não estamos diante das próprias obras, como em uma exposição de pintura, e sim de representações delas. Além disso, com a internet, é possível conhecer rapidamente, e a fundo, projetos que aparecem aqui e no exterior. Que caráter dar, então, a uma Bienal de Arquitetura nesse contexto? E mais: a uma Bienal sediada em São Paulo?

Para nós, como curadores, pareceu evidente que o melhor seria proporcionar uma experiência da própria cidade. Uma cidade jovem, se comparada à tradição europeia, que se tornou uma metrópole pujante, que cresce exposta a processos de violenta desigualdade. Cruzar a cidade de metrô para ver a Bienal pode se tornar uma espécie de deriva. Visitar uma exposição sobre o High Line nova-iorquino em um apartamento em frente ao Minhocão será uma experiência "site specific" que só uma exposição assim pode promover. Significativamente, destacam-se entre os espaços da 10ª Bienal dois dos edifícios mais bem-sucedidos da cidade, quanto à relação entre projeto e função: o Sesc Pompeia e o Centro Cultural São Paulo. Projetados por Lina Bo Bardi, no primeiro caso, e por Eurico Prado Lopes e Luiz Teles, no segundo, ambos os prédios têm ruas internas e são abertos à cidade, permanecendo vivos a qualquer hora, já que frequentados por pessoas de diversas idades e classes sociais, que deles se apropriam para estudar, jogar cartas, xadrez, dançar, praticar exercícios, relaxar e até mesmo dormir e tomar banho.

Os dois edifícios, inaugurados em 1982, ainda têm em comum o fato de que guardam certo ar de indeterminação, como se estivessem permanentemente em obras, evocando um aspecto frequente nas cidades contemporâneas.

PARADIGMAS

O que move a contínua construção e reconstrução das metrópoles atuais? De que forma estamos envolvidos na consolidação da cidadania e de uma desejada esfera pública no espaço urbano? Que modelos seguir em um momento de quebra de paradigmas globais? Ainda que não sejam passíveis de respostas objetivas, perguntas como essas animaram nossa investigação, centrada menos nos projetos de futuro das grandes cidades-capitais do mundo e mais nos processos por trás desses projetos e obras.

Esse norte aparecerá, por exemplo, em uma exposição que procura mostrar o quanto a face reconhecível de São Paulo é desenhada pela legislação urbana -mais do que pela mão do arquiteto.

Outro caso interessante, nesse sentido, é a exposição que chamamos de "Brasil: o Espetáculo do Crescimento" em alusão à expressão usada em 2003 pelo então presidente Lula ao anunciar a previsão de crescimento do país nos anos seguintes. Por meio de uma viagem de pesquisa a Pernambuco e ao Pará, buscamos localizar as cidades que mais cresceram nos últimos dez anos, com a combinação entre agronegócio, mineração e grandes obras estatais de infraestrutura, tais como usinas, portos, ferrovias e os conjuntos do programa Minha Casa, Minha Vida.

Espetáculo do crescimento, ou crescimento do espetáculo? Vivemos uma espécie de segunda rodada do "Bye-bye Brasil" dos anos 1970. Nossa intenção foi localizar como se refletem, no ponto de vista urbano, as questões que lemos nos cadernos de política, economia ou agrícola dos jornais.

Assim, tanto quanto abordar a lógica de transformação das cidades médias, nos interessou pôr em foco a hibridização crescente entre cidade, subúrbio e campo.

O que o arquiteto Rem Koolhaas chamou de "cidade genérica" nos anos 1990 pode ser relido hoje em relação com o que o geógrafo português Álvaro Domingues qualifica como "paisagem transgênica": ambos falam de um antigo mundo do campo colonizado pela infraestrutura técnica da circulação e pela banalidade do consumo.

EXCITAÇÃO

Com efeito, vive-se hoje uma certa excitação com o novo protagonismo das cidades no mundo desenhado pela economia de serviços, espelhando um contexto em que cidades pelo mundo desmontam ou reciclam vias expressas elevadas para construir parques e abrigar atividades de lazer na escala do pedestre.

Hoje, apesar da macroeconomia mundial seguir dominada pelo petróleo e de os subsídios à produção e consumo de carros se manterem como motor da economia de países como o Brasil, mudanças culturais fazem com que, mesmo nos EUA, muitos jovens já não vejam o automóvel como signo primordial de inserção na vida urbana, substituindo-o, enquanto objeto de desejo, por gadgets eletrônicos.

Por que Detroit, a cidade-sede da indústria automobilística definha, tendo muitos dos seus quarteirões tomados pela agricultura de subsistência, e países como China e Angola constroem cidades inteiras que permanecem vazias?

Questionado sobre seu possível arrependimento por ter comprado imóveis no distrito-fantasma de Kangbashi, em Ordos, na Mongólia Interior, um investidor de Pequim respondeu: "Não fiz um mau negócio. Investi em uma cidade que não está sendo gasta". É uma observação que soa curiosa, mas, com a vertiginosa ancoragem do capital financeiro na especulação imobiliária, parece que chegamos ao paroxismo de cidades sem valor de uso, com puro valor de troca.

Mas nem tudo, hoje, se mostra esvaziado como Ordos ou Detroit.

A efervescência humana que tomou os espaços públicos de Nova York durante o Occupy Wall Street, em 2011, assim como ocorreria em Istambul e em muitas cidades brasileiras mais recentemente, nos devolve à vitalidade do uso como valor principal da vida urbana.


Árvores recém-plantadas no distrito de Kangbashi, Ordos (Mongólia Interior)

David Gray/Reuters

Fica evidente que o espaço público deixou de ser o lugar apaziguado do encontro para tornar-se palco do conflito, do atrito. É na esfera pública que as diferenças, inerentes à vida nas cidades, são negociadas. Ocupar, tensionar, protestar e resistir são hoje ações vitais nos centros urbanos, mostrando que as práticas sociais ligadas à apropriação do espaço público podem se contrapor de forma relevante à especulação imobiliária, ao consumismo e à predominância dos interesses privados.

"Fazer" e "usar" a cidade pareciam compor, até pouco tempo, um par dicotômico, que aludia, de um lado, às forças políticas e econômicas que constroem a cidade junto ao desenho do arquiteto e, de outro, ao uso dos espaços urbanos pela população.

Está claro, porém, que esses polos não mais se separam, pois usar é fazer e vice-versa, e sabemos que não daremos conta da complexidade crescente das cidades sem arquitetarmos seus fazeres e usos de maneira dialógica.

Muitas dessas questões retornam a partir do arco de problemas levantados de forma experimental nos anos 1960 e 1970.

Entre elas estão o papel ativo conferido ao uso das cidades e à emergência de práticas colaborativas que ensejam redes horizontais de ação no mundo contemporâneo. De alguma forma, as experiências coletivas trazidas à tona pelos grupos que fizeram a grande crítica ao urbanismo moderno, como o Team X e os situacionistas, se atualiza hoje na ação de coletivos jovens como o Supersudaca (América Latina), o Al Borde (Equador) ou o Crit Studio (Índia), que vêm para a Bienal.

O "direito à cidade", "motto" do sociólogo e filósofo francês Henri Lefebvre (1901-91) está, de novo, na ordem do dia, pois o cidadão que usa o espaço urbano reivindica o direito de participar ativamente de sua construção. Esse direito inclui não apenas a satisfação de necessidades básicas, como transporte, habitação, saúde e educação mas também a realização de desejos -sobretudo o desejo, múltiplo e difuso, de cidades melhores para a ação cotidiana.

Ver mais:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2013/10/1351801-as-cidades-em-processo.shtml

5 de outubro de 2013

O que aconteceu com o urbanismo?

Rem Koolhaas,
1995 (trad. Ana Luiza Nobre)

Este século foi uma batalha perdida com o problema da quantidade. Apesar das suas promessas iniciais, da sua freqüente bravura, o urbanismo foi incapaz de inventar e se cumprir na escala demandada por seus demográficos apocalípticos. Em 20 anos, Lagos cresceu de 2 para 7, para 12, para 15 milhões de habitantes; Istambul dobrou de 6 para 12. A China prepara-se para multiplicações ainda mais chocantes.

Como explicar o paradoxo de que o urbanismo, como profissão, desapareceu no momento em que, por toda a parte, a urbanização – depois de décadas de aceleração constante – está a caminho de promulgar um “triunfo” definitivo e global da condição urbana?
A promessa alquímica do modernismo – transformar quantidade em qualidade por meio da abstração e da repetição – foi um fracasso, um embuste: mágica que não deu certo. Suas idéias, estética, estratégias chegaram ao fim. Juntas, todas as tentativas de criar um novo começo apenas desacreditaram a idéia de um novo começo. Uma vergonha coletiva correspondente a esse fiasco criou uma enorme cratera na nossa compreensão de modernidade e modernização. O que torna essa experiência desconcertante e (para os arquitetos) humilhante é a persistência desafiadora da cidade e seu aparente vigor, não obstante a falência coletiva de todas as agências que operam sobre ela ou tentam influenciá-la – criativamente, logisticamente, politicamente.
Os profissionais da cidade são como jogadores de xadrez que perdem para computadores. Um piloto automático perverso constantemente passa a perna em todas as tentativas de apreender a cidade, esgota as ambições de defini-la, ridiculariza as afirmações mais apaixonadas quanto à sua falência atual e sua impossibilidade futura, a conduz implacavelmente além no seu vôo à frente. Cada desastre profetizado é de algum modo absorvido pela infinita anulação do urbano.
Mesmo que a apoteose da urbanização seja óbvia e matematicamente inevitável, uma corrente de retaguarda, ações escapistas e posições adia o momento final de avaliação das duas profissões inicialmente mais implicadas com a criação de cidades - arquitetura e urbanismo. A urbanização difusa modificou a própria condição urbana, tornando-a irreconhecível. “A” cidade não existe mais. Enquanto o conceito de cidade é distorcido e tensionado como nunca antes, toda insistência em sua condição primordial – em termos de imagens, regras, fabricações - conduz irrevogavelmente, via nostalgia, à irrelevância.
Para os urbanistas, a redescoberta atrasada da cidade clássica, no momento da sua impossibilidade definitiva, pode ter sido o ponto de não-retorno, momento fatal de desconexão, desqualificação. Eles são agora especialistas em dor fantasmática: médicos discutindo as complicações de um membro amputado.
A transição da antiga posição de poder para um estado de humildade relativa é difícil. A insatisfação com a cidade contemporânea não levou ao desenvolvimento de alternativas verossímeis; ao contrário, apenas inspirou modos mais refinados de articular a insatisfação. Uma profissão persiste nas suas fantasias, sua ideologia, sua pretensão, suas ilusões de envolvimento e controle, e como tal é incapaz de conceber novas reservas, intervenções parciais, realinhamentos estratégicos, posições conciliatórias que podem influenciar, redirecionar, ter êxito limitado, reagrupar, até começar a riscar, mas nunca restabelecer o controle. Porque a geração de Maio de 68 – a geração pega no “narcisismo coletivo de uma bolha demográfica” – está finalmente no poder, é tentador pensar que ela é responsável pela morte do urbanismo – o estado de coisas em que as cidades não podem mais ser feitas – paradoxalmente porque ela redescobriu e reinventou a cidade.
Sous le pavé, la plage (sob o calçamento, a praia): inicialmente, Maio de 68 lançou a idéia de um novo começo para a cidade. Desde então, estivemos engajados em duas operações paralelas: documentar nossa admiração pela cidade existente, desenvolvendo filosofias, projetos, protótipos para uma cidade preservada e reconstituída, e ao mesmo tempo, rindo do campo do urbanismo, destruindo-o com nosso desprezo por aqueles que planejaram (cometendo muitos erros) aeroportos, New Towns, cidades satélites, elevados, torres, infraestruturas e todas as outras precipitações da modernização. Depois de sabotar o urbanismo, nós o ridicularizamos até fechar departamentos universitários inteiros, levar escritórios a falência, incendiar ou privatizar burocracias. Nossa “sofisticação” esconde grandes sintomas de covardia centrados na simples tomada de posição – talvez a ação mais primordialmente ligada à cidade. Somos simultaneamente dogmáticos e evasivos. Nossa sabedoria amalgamada pode ser facilmente caricaturada: de acordo com Derrida não podemos ser o Todo, de acordo com Baudrillard não podemos ser o Real, de acordo com Virilio não podemos ser o Aí.
“Exilados para o Mundo Virtual”: enredo para um filme de terror.
Nossa relação atual com a “crise” da cidade é profundamente ambígua: ainda culpamos outros por uma situação pela qual tanto nosso utopismo incurável quanto nosso desprezo são responsáveis. Através da nossa relação hipocrítica com o poder – desdenhosa porém cobiçosa – nós destruímos uma disciplina inteira, rompemos com o operacional, e condenamos populações inteiras à impossibilidade de codificar civilizações em seu território – o tema do urbanismo.
Agora ficamos com um mundo sem urbanismo, apenas arquitetura, sempre mais arquitetura. A elegância da arquitetura é sua sedução; ela define, exclui, limita, separa do “resto” – mas também consome. Ela explora e exaure os potenciais que podem ser gerados somente pelo urbanismo, e que somente a imaginação específica do urbanismo pode inventar e renovar.
A morte do urbanismo – nosso refúgio na segurança parasítica da arquitetura – cria um desastre imanente: mais e mais substância é enxertada em raízes famélicas.
Nos nossos momentos mais permissivos, nós nos rendemos à estética do caos – “nosso” caos. Mas, no sentido técnico, caos é o que acontece quando nada acontece, não é algo que pode ser criado pela engenharia ou acalentado; é algo que se infiltra; que não pode ser fabricado. A única relação legítima que os arquitetos podem ter com o caos é tomar seu lugar no exército daqueles devotados a resistir a ele, e falhar.
Se existe um “novo urbanismo”, ele não será baseado nas fantasias gêmeas da ordem e da onipotência; ele será o estado de incerteza; ele não estará mais preocupado com o arranjo de objetos mais ou menos permanentes mas com a irrigação de territórios com potencial; não terá mais como alvo configurações estáveis mas a criação de campos capazes de acomodar processos que se negam a cristalizar-se em formas definitivas; não será mais sobre definições meticulosas, imposição de limites, sobre separar e identificar entidades, mas sobre descobrir híbridos inomináveis; não será mais obcecado pela cidade mas pela manipulação de infraestrutura para intensificações e diversificações infinitas, atalhos e redistribuições – a reinvenção do espaço psicológico. Como o urbano agora é difuso, o urbanismo nunca mais será sobre o “novo”, somente sobre o “mais” e o “modificado”. Ele não será sobre o civilizado, mas sobre o subdesenvolvimento. Como está fora do nosso controle, o urbano está prestes a se tornar o vetor máximo da imaginação. Redefinido, o urbanismo não será mais, ou mais que tudo, uma profissão, mas um modo de pensar, uma ideologia: aceitar o que existe. Nós estávamos fazendo castelos de areia. Agora nadamos no mar que os varreu para longe.
Para sobreviver, o urbanismo terá que imaginar um novo Novo. Liberado de suas tarefas atávicas, o urbanismo redefinido como modo de operar sobre o inevitável irá atacar a arquitetura, invadir suas trincheiras, afastá-la de seus bastiões, minar suas certezas, explodir seus limites, ridicularizar suas preocupações com matéria e substância, destruir suas tradições, desmascarar seus profissionais.
O que parece ser a falência do urbano oferece uma oportunidade excepcional, um pretexto para a frivolidade nietzscheana. Temos que imaginar 1001 outros conceitos de cidade; temos que assumir riscos insanos; temos que ousar ser totalmente acríticos; temos que engolir fundo e conceder perdão a torto e a direito. A certeza da falência deve ser o nosso gás/oxigênio, a nos provocar riso; a modernização nossa droga mais potente. Como não somos responsáveis, temos que nos tornar irresponsáveis. Numa paisagem de crescente utilitarismo e impermanência, o urbanismo não é mais nem tem que ser a mais solene das nossas decisões; o urbanismo pode se tornar mais leve, uma Gay Science – Lite Urbanism.
E se nós simplesmente declararmos que não há crise – redefinirmos nossa relação com a cidade não como criadores mas como meros sujeitos, como seu esteio?
Mais do que nunca, a cidade é tudo o que temos.

Ver mais: https://www.facebook.com/xbienaldearquitetura

4 de outubro de 2013

Ecología de los Vacíos Urbanos Euromediterráneos

Estrategias de recuperación de los espacios vacíos, inútiles o absurdos que abundan en muchas ciudades europeas de la costa mediterránea.

Durante los últimos cincuenta años, muchas ciudades de la costa euromediterránea se han desarrollado como destinaciones turísticas principales. En muchos casos, la crisis actual está arruinando sus expectativas y llenando sus tejidos urbanos de espacios vacíos, inútiles y absurdos.

La iniciativa «Ecología de los Vacíos Urbanos Euromediterráneos» (EMUVE, según sus siglas en inglés) ha obtenido una Beca Inter-europea Marie Curie de investigación e innovación para explorar estrategias de recuperación de estos paisajes urbanos en recesión.
Sus responsables, Cristian Suau y Federico Wulff, explican el proyecto en esta presentación digital.


Ver apresentação:
http://issuu.com/cristiansuau/docs/emuve_presentation
http://www.publicspace.org/es/post/ecologia-de-los-vacios-urbanos-euromediterraneos

3 de outubro de 2013

Vídeo - «Los habitantes de la metrópolis viven en la ciudad sin tener ciudad»


Francesco Indovina

«Los habitantes de la metrópolis viven en la ciudad sin tener ciudad»

Espacios compartidos entrevista a Francesco Indovina, uno de los urbanistas más reputados de Italia, autor de aportaciones decisivas en el estudio de los procesos de dispersión de la ciudad.

Francesco Indovina (Termini Imerese, Palermo, 1933) es uno de los urbanistas italianos más reputados. Su larga trayectoria lo ha distinguido en campos como los estudios territoriales, económicos y sociales, la docencia universitaria, la práctica urbanística y el compromiso político con distintas formaciones de la izquierda italiana. Durante treinta años de investigación desde el Istituto Universitario di Architettura di Venezia (IUAV), ha hecho aportaciones decisivas en el estudio de los procesos de dispersión de la ciudad. También ha participado en el debate sobre la práctica urbanística desde su intensa actividad editorial, con contribuciones como La città diffusa (1990), Il territorio derivato (Franco Angeli, 2004), Governare la città con l'urbanistica (Maggioli, 2005), La ciudad de baja intensidad (Diputació de Barcelona, 2007) y Dalla città diffusa all’archipelago metropolitano (2009).

Indovina visitó el CCCB en noviembre de 2012, cuando pronunció una conferencia en motivo de la presentación del libro Francesco Indovina: Del análisis del territorio al gobierno de la ciudad, de Oriol Nel·lo (col. Espacios Críticos, vol. 4, Icaria Editorial). Espacios compartidos aprovechó la ocasión para conversar con él sobre la condición del espacio público en el seno de la metrópolis contemporánea. Según el urbanista, el archipiélago metropolitano no comporta la negación de la ciudad, sino la búsqueda de una dimensión urbana distinta. Los habitantes de la dispersión territorial «viven en la ciudad sin tener ciudad», carentes de una morfología urbana específica que contenga sus relaciones sociales. Por este motivo, Indovina reclama la invención de un nuevo espacio público metropolitano. De un modo u otro, «no puede haber ciudad sin espacio público y a la nueva metrópolis aun le falta encontrar el suyo».


Ver o vídeo:
http://www.publicspace.org/es/post/francesco-indovina

2 de outubro de 2013

9th Congress "Virtual City and Territory" - "CITY MEMORY PEOPLE"

Quando:
2, 3 and 4 October 2013

Onde:
Rome | Tre University

The 9th International Congress on Virtual City and Territory, “City Memory People” is organized by the Department of Architecture of Roma Tre University.

Le città sono cambiate è cambiato il modo di intendere la città e di viverla. E questo spesso al di fuori della pianificazione e delle politiche urbane. Citando Luigi Ciorciolini (2000),

“il rapporto con lo spazio sta mutando. Lo spazio storico, tradizionale, “razionale” sta scomparendo. Lo spazio del presente-futuro sarà una combinazione dello spazio “reale” e di quello virtuale. I nostri movimenti forse saranno gli stessi, ma cambierà il modo di abitare, le relazioni tra interno ed esterno, l'uso degli oggetti. E questi saranno sempre più polifunzionali. Cambierà la nostra maniera di relazionarci con gli oggetti, così come la più generale relazione tra soggetto e oggetto, nonché quella tra oggetto e oggetto”.

È cambiato il senso del luogo? Quali sono le “cautele” da adottare nei diversi “paesaggi” che compongono le nostre città e territori nell’era della virtualizzazione e della globalizzazione della realtà? Di tutto ciò si discuterà nel 9° Congresso Città e Territorio Virtuale “Città Memoria Gente”. Il Congresso “Città e Territorio Virtuale” è un progetto che nasce nel 2004 da una idea di Josep Roca Cladera, direttore del CPSV - Centro de Política del Suelo y Valoraciones della Universidad Politécnica de Cataluña con l’obiettivo di creare un’arena permanente euro-americana di discussione sullo sviluppo e l'uso di nuove tecnologie in architettura, urbanistica, pianificazione. La nona edizione si intitola “CITTÀ MEMORIA GENTE”: l’occasione di ospitare a Roma un evento di tale portata disciplinare e culturale è l’occasione per ragionare sul senso del luogo, inteso come filo conduttore per i diversi temi su cui si vuole sollecitare una ampia riflessione: mobilità sostenibile e infrastrutture; energia e smart cities; rigenerazione urbana; archeologia, tutela, cultura e paesaggio; clima; cittadinanza e partecipazione; salute pubblica e sicurezza; politiche urbane.

Mais informação:
http://www.9cvtroma2013.com/index.html

27 de setembro de 2013

Espacio Público - Paso cebra - Vallensbæk (Dinamarca), 2011


Promenadebaandet
Vallensbæk (Dinamarca), 2011


Un nuevo paseo da identidad cohesiva a un suburbio de Copenhague y contribuye a religarlo con otras partes de la trama urbana.







ESTADO ANTERIOR

El Fingerplanen (Plan de los Dedos) es la estrategia de desarrollo urbanístico que ha guiado el crecimiento del área metropolitana del Gran Copenhague desde 1947. El plan recuerda la forma de una mano abierta, donde la palma representa el tejido denso y compacto del núcleo central de la capital danesa y los dedos corresponden a las cinco líneas de ferrocarriles de cercanías (S-Bahn) que vertebran los diferentes suburbios de la periferia dispersa. Uno de esos suburbios es el municipio de Vallensbæk, que se halla a unos quince kilómetros al oeste del centro, sobre lo que sería el dedo pulgar del plan.

Se da el caso de que ese dedo cruza el casco antiguo del pueblo originario (Vallensbæk Strand), donde está la estación y una iglesia medieval, dejando a ambos lados partes de desarrollo más reciente. Si bien la parte sur (Vallensbæk Landsby), bien consolidada y en contacto con la playa, disfruta de un buen nivel de vida, la parte norte (Vallensbæk Nordmark) tiene un carácter más fragmentario y marginal. En medio de su desbarajuste urbanístico, una franja ambigua y desnuda de unos quince metros de ancho recorría de norte a sur el tercio de kilómetro que separa las calles Kloevervaenget y Blomsterengen. El hueco era resultado de un encuentro mal resuelto entre dos tejidos muy diferentes, uno formado por conjuntos de casitas adosadas de clase media y otro, por los bloques de una promoción de 225 viviendas de protección oficial, ocupadas por gente de clase trabajadora e inmigrantes. Cerca de los dos, un bosque pequeño y un gran prado, como extraños supervivientes de la expansión inmobiliaria.

OBJETO DE LA INTERVENCIÓN

En 2005, el Ayuntamiento de Vallensbæk concibió la estrategia Torvevej (Ruta de plazas), que pretendía unir las tres partes del municipio a través de una cadena de espacios públicos conectados entre sí. Uno de ellos sería la franja vacía del sector norte, que se incorporó a un plano urbanístico en previsión de que algún día compensara la falta de lugares de encuentro del barrio. La heterogeneidad formal de los tejidos adyacentes y la diversidad social y económica de sus habitantes hacían pensar que, una vez transformado, el lugar funcionaría como una sutura y propiciaría la interacción de extraños. A los cinco años, se reunió un fondo de casi medio millón de euros para financiar las obras correspondientes.

DESCRIPCIÓN

Un año después, la franja vacía se había transformado en un paseo ajardinado para peatones y ciclistas. Los movimientos de tierra realizados para preparar el terreno pusieron al descubierto los cimientos de una antigua granja a cuyo jardín habían pertenecido los árboles del bosquecillo preexistente. La masa arbórea, que fue conservada, da cobijo ahora a bancos y mesas para hacer picnics. Además, su volumen contribuye a amortiguar la excesiva linealidad del espacio dividiendo sus trescientos metros de largo en dos mitades diferenciadas.

El tramo sur, que en buena parte está surcado por una lámina de agua alargada, se ha resuelto con una secuencia de lienzos con texturas de durezas distintas, como césped, gravas, asfalto o empedrados. Aquí y allá, masas prismáticas de piedra hacen de bancos. El extremo más cercano al bosque está equipado con aparatos de fitness para hacer ejercicio al aire libre. A su lado, tres arenales invitan a jugar a la petanca. En el tramo norte, de textura más dura pero adyacente al gran prado, la predominancia de asfalto permite patinar, ir en bicicleta o monopatín y jugar a baloncesto cerca de una cesta instalada a tal efecto. Solo han quedado cuatro claros blandos. Tres de ellos son circulares y acogen montículos de hierba o juegos infantiles. En el cuarto, de perfil más irregular, el césped enmarca los restos de la antigua granja.

Una trama de segmentos paralelos que recuerda un paso cebra dibuja un sendero que vertebra el paseo de arriba abajo. La constancia de su motivo rayado acompaña el recorrido longitudinal del paseante con una carga icónica que da uniformidad al espacio. Sin embargo, el sendero reacciona ante la heterogeneidad de los fragmentos que cruza, variando de ancho, de directriz o de material. Si bien sus segmentos están pintados cuando se hallan sobre el asfalto, se convierten en planchas metálicas cuando coinciden con lienzos blandos de grava, de césped o, incluso, de agua. En efecto, uno de los segmentos se escapa del sendero para formar una frágil pasarela sobre la lámina de agua. Nuevos ejemplares de cerezos, sauces y plátanos acompañan al sendero en su camino.

VALORACIÓN

El nuevo paseo es un espacio público doblemente cohesivo. Por un lado, ha fundado un lugar de estar, un punto de encuentro para gente de diferentes edades, orígenes y condiciones sociales que han descubierto la identidad colectiva del barrio. Lo ha logrado a través de un diseño informal y alegre, atento a los múltiples usos que puede ofrecer a los vecinos y gracias a la imagen reconocible de su «paso cebra», que contrasta con la banalidad de una trama viaria carente de cualquier tipo de atributo. También aprovechando el hallazgo de una antigua preexistencia e incorporándola como elemento histórico en un suburbio donde todo es demasiado nuevo. Por otro lado, el paseo es un espacio de paso que se abre camino en un tejido desarreglado y fragmentario, hecho a remiendos de aprovechamiento privado y falto de espacios públicos estructuradores. Además, lejos de limitarse a recoser fragmentos locales, se ha solidarizado con la estrategia a gran escala de mejorar la conexión con el resto de Vallensbæk.

Ver mais: http://www.publicspace.org/es/obras/g336-promenadebaandet



25 de setembro de 2013

Fórum "Arq.Futuro"

Quando:
25 a 27 de Setembro

Onde:
São Paulo - Auditório Ibirapuera.

Em seu terceiro ano, o Arq.Futuro, fórum sobre arquitetura e urbanismo, reúne mais de 50 líderes e especialistas do Brasil e do mundo para discutir a nova economia urbana, os desafios da mobilidade e a participação da população no futuro das cidades brasileiras.


Programação completa no site:
www.arqfuturo.com.br/programacao-sp.html

16 de setembro de 2013

Novos paradigmas, desafios e oportunidades das cidades europeias | O contributo do urbanismo para superar a crise


10ª Bienal das Cidades Europeias e Urbanistas

Quando:
18 a 21 de Setembro de 2013

Onde:
Cascais

Uma criança que nasce hoje viverá até 2090. Estamos também a preparar as nossas cidades para eles. Como fazê-lo? Como combinar os novos paradigmas, a nova qualidade de vida nas cidades, enquanto se ultrapassa a crise atual?
Estamos num momento decisivo da nossa civilização. Pela primeira vez na história da humanidade é necessário enfrentar os limites do crescimento para controlar o aquecimento global e para aplicar a sustentabilidade. É uma tarefa universal e multidimensional, com componentes em sistemas diversos, do local ao global, dos cidadãos às empresas e aos governos, da biodiversidade às infraestruturas, da água à agricultura, da terra ao mar, da investigação às novas tecnologias, dos transportes ao desenho urbano, da habitação à estrutura verde, da estratégia à gestão, do longo prazo ao curto prazo, da governança ao modelo de governo transectorial, da visão à implementação, e do ambiente à inclusão social. A nossa solidariedade com as novas gerações obriga-nos a um processo de mudança. Esta mudança inclui novas abordagens políticas, novas tecnologias, novos conceitos e novos paradigmas. A energia, a agricultura, os transportes, a estrutura verde, o desenvolvimento regional, o urbanismo, a habitação, etc., vão mudar.
A Era Industrial produziu novos modelos urbanos, teorias, metodologias e práticas. Outros modelos serão produzidos durante a próxima Era. A maioria da população é urbana. A tendência é crescente. Os problemas, os desafios, as oportunidades, os novos paradigmas e as soluções terão lugar nas cidades. Como preparar as cidades para os desafios e oportunidades do futuro? Quais são os novos paradigmas e as soluções?
Entretanto, existe uma crise financeira e económica que envolve as cidades. A resolução desta crise deve ser interligada com os novos paradigmas e soluções. Quais são as contribuições do urbanismo para superar a atual crise financeira e económica? Como é que as cidades e vilas da Europa estão a enfrentar a crise? Como é que estão a enfrentar as desigualdades sociais?

A Bienal tentará responder a estas perguntas e focar-se-á nestes assuntos a vários níveis:





























Ver mais:
http://cascaisurban2013.pt/the-biennial

Enviado por:
João Pereira Teixeira

New Paradigms, Challeenges and Opportunities for European Cities



10 de setembro de 2013

EXPOSIÇÃO "Futurospective Architecture"

SOU FUJIMOTO

Quando:
10 de Setembro a 17 de Novembro

Onde:
Lisboa - CCB - Garagem Sul

5 de setembro de 2013

Portland: Nature in the City

By:
SONAL Kulkarni
AUGUST 26, 2012

It was a conscious effort by the planners and citizens of Portland and Oregon to not become sprawling like its southern neighbors or be completely rural like its eastern neighbors, and hence the city is an effort to keep a middle ground between these two extremities of urban development.

The Senate bill 100, created an institutional structure for statewide planning. It required every Oregon City and county to prepare a comprehensive plan in accordance with a set of general state goals. While preserving the principle of local responsibility for land-use decisions, it established and defined a broader public interest at the state level.

which mandated an urban growth boundary to restrict development and sprawl outwards, and preserve farmlands in the outskirts of the city’s boundaries. This bill helped restrict the size of the city to a manageable level where transportation investments would be faster and easier to implement.

This was supplemented by the disapproval of the Robert Moses plan for the freeway (east-west connector), which would gentrify and divide communities. Instead Metro, TriMet and local jurisdictions to plan out its light rail system connecting the heart of the city used this Federal Highway Administration (FHA) money.

As Oregon grew in the 1960s, Willamette Valley residents began to view development as an environmental disaster that wasted irreplaceable scenery, farmland, timber, and energy. Metropolitan growth was explicitly associated with the painful example of southern California. Governor Tom McCall summarized the fears of many of his constituents in January 1973, when he spoke to the Oregon legislature about the “shameless threat to our environment and to the whole quality of life—unfettered despoiling of the land” and pointed his finger at suburbanization and second home development.

The results of this effort by both the residents of the state and the government is that, there are a lot of urban trails for hikers and nature lovers in this part of the country, which is due to the urban growth boundary, one of Portland Metro’s major planning achievements to keep a check on sprawl as well as for conservation of farmlands and forestlands that lie beyond the boundary. The UGB’s also promote the efficient use of land, public facilities and services inside the boundary. There is natural resource conservation that is done on both the local level as well the regional level, one such effort is the Forest park located northwest of the downtown, which is an 8-mile long forest in the middle of the city.

About Metro, Portland:

Portland Metro[i] is a Metropolitan Planning Organization[ii] that invests its time and resources in activating existing corridors and making connections between cities, nodes within a city, and counties. Metro as a regional government body has several responsibilities, which are listed below:

- It puts its resources into Transportation Research and Modeling, Long Range Transit Planning, Active Transportation Planning, Transit Oriented Development studies and investments within the realm of Transportation Planning.
- It also provides land use planning regionally and is responsible for the urban growth boundary (UGB).
- Metro also manages several park facilities within its jurisdiction.
- It is responsible for maintaining a closed landfill, and owns and operated two garbage, hazardous waste and recycling transfer stations.
- It owns and operated the Oregon Convention Center, Oregon Zoo, and Portland Center for Performing Arts, and Portland Metropolitan Exposition Center.
- It is responsible for planning for regional fish and wildlife habitat protection.
- It has the authority (un-exercised yet) to take over operation of the regional transportation authority, known as TriMet.
- It is responsible for the region’s Geographic Information System (GIS) and maintains the Regional Land Information System (RLIS).

In summary, what works for Portland, is its Urban Growth Boundary, which not only allows Portland to restrict growth and sprawl outwards, but makes the city more accessible and fiscally advantageous for the government to get grants for transportation improvements, the very active and role playing community and good governance by the regional and local partners.

Link para o artigo completo:
http://www.theurbanvision.com/blogs/?p=1029

3 de setembro de 2013

Seminário ‘Terrenos de Pesquisa Urbana: os dilemas do espaço público’



Quando:
3 a 6 de Setembro


Onde:
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas | Edifício ID, Multiusos 03.

Seminário composto por três tipos de atividades: visitas de observação, conferências e debates.

As visitas de observação decorrerão em terrenos de pesquisa de doutorandos do curso, localizados em Lisboa, que, pela sua importância problemática para a compreensão das atuais dinâmicas dos espaços públicos no contexto metropolitano, merecem um olhar particular.
Os doutorandos que trabalham nesses terrenos foram convidados a apresentar o ponto da situação das suas investigações ao longo da visita.

Seguir-se-á um debate no local em que serão realizadas apreciações em torno da observação.

Realizar-se-ão ainda, em ambiente académico, quatro conferências por parte de professores convidados, seguidas de debate.

Programa:
http://www.apgeo.pt/files/docs/Newsletter/2013_seminario_programaRS.pdf

31 de agosto de 2013

Vídeo - 5 lições de Copenhague para São Paulo




















Vídeo gravado com Jeff Risom, urbanista do escritório de planejamento dinamarquês Gehl Architects, com lições que as cidades brasileiras podem aprender com a trajetória de Copenhague.

Link para o vídeo:
http://vimeo.com/36981813#




Esse vídeo pertence ao
Projeto Cidades para Pessoas
















Para saber mais acesse:
http://cidadesparapessoas.com/

30 de agosto de 2013

São Paulo est-elle devenue une mégapole invivable?

Avec 11 millions d’habitants et une croissance démographique galopante, la capitale économique du pays concentre tous les problèmes, et c’est ce qui a fait descendre en masse les Brésiliens dans la rue en juin dernier.

COURRIER INTERNATIONAL
CONTROVERSE
27 AOÛT 2013

Dessin d'Ares

C’est une ville de fous

- Trip (extraits) São Paulo

Quand je traverse l’Ipiranga [le cours d’eau, très pollué, qui traverse la ville], mon cœur réagit. Et pas agréablement. Sans doute est-ce le résultat du stress combiné au taux élevé de la pollution atmosphérique. J’ai le sentiment de vivre dans un environnement de folie généralisée, une folie dont personne ne semble se rendre compte, à l’instar des Napoléon des asiles d’aliénés, qui se sentent parfaitement normaux, aussi normaux que le Napoléon original. Voilà ce que je pense de la ville de São Paulo : c’est une usine de fous folle et incontrôlable. La ville est trop grande, trop peuplée, trop invivable, trop chaotique. Caetano Veloso a chanté un São Paulo qui construit et détruit de belles choses. C’est une demi-vérité : il suffit de voir d’anciennes photos de la ville pour comprendre que la part de la destruction excède largement celle de la construction.

Je ne suis pas en train de défendre ni d’idéaliser les communautés rurales modestes. Il est incontestable que l’humanité a toujours produit ses meilleures idées, ses meilleures œuvres d’art et ses découvertes scientifiques dans l’environnement agité des grandes villes. Mais tout a une limite. Une grande ville, c’est une chose ; une mégapole comme São Paulo en est une autre, bien différente, qui doit chercher toujours plus loin pour s’approvisionner en eau afin que le Paulistano [habitant de la ville] puisse laver sa voiture et son trottoir ; qui a enterré et enterre rivières et ruisseaux ; qui a déboisé et continue à déboiser, gagnant sur ses frontières à une vitesse hallucinante ; qui produit quotidiennement un océan de déchets impossible à traiter ; qui alimente les égouts de façon apocalyptique ; qui met en circulation tous les jours plus de 1 000 nouvelles voitures ; qui non seulement est inégalitaire, mais considère cette inégalité comme l’une de ses caractéristiques les plus marquantes, chose dont s’enorgueillissent nombre de Paulistanos ; qui produit des gens stressés prêts à commettre les crimes les plus absurdes. Une ville, enfin, où la théorie de la “foule solitaire” est parfaitement mise en pratique. São Paulo n’est évidemment pas la seule mégapole au monde. Mais si les optimistes aiment la comparer à New York, Londres ou Berlin, je dirais plutôt qu’elle ressemble à Dacca, Bombay ou Kinshasa.

São Paulo possède, bien entendu, des aspects positifs. Ceux qui sont sans cesse célébrés par ses fans les plus absolus : cinémas, spectacles, théâtres, musées, librairies, bars, gastronomie variée et internationale. Mais même moi (ainsi sans doute qu’une bonne partie de mes concitoyens), je profite de moins en moins de tout cela. Prix élevés, files interminables, risque d’agression, circulation bouchée…

Internet est la librairie que je fréquente le plus ces derniers temps. La télé par abonnement est mon cinéma. Mon bar préféré est à 300 mètres de chez moi et n’est guère différent de n’importe quel bar dans n’importe quelle ville du pays.

Platon et Aristote recommandaient déjà le contrôle de la natalité, car ils n’imaginaient pas qu’une ville raisonnable puisse excéder quelques milliers d’habitants. En définitive, dans la mégapole, même la démocratie est mise en échec : comment un maire et 55 conseillers municipaux peuvent-ils raisonnablement représenter une population de plus de 11 millions de personnes ?

São Paulo est invivable. Nous sommes tous fous et nous ne nous en rendons pas compte.

- André Caramuru Aubert*
* Historien


Ici, tout le monde a une chance

- Trip (extraits) São Paulo

Je me refuse à accepter que la ville où je suis né et où j’ai grandi puisse être au bord du chaos. São Paulo n’est certes plus agréable à vivre depuis longtemps : pollution, inondations, bouchons, cherté de la vie, violence en sont la preuve. Tout est si complexe que cela dépasse notre capacité de compréhension. Malgré tout, la vie y est possible – de façon précaire, je l’avoue, mais nous parvenons à peu près à vivre ensemble, non ?

Link para artigo completo: http://www.courrierinternational.com/article/2013/08/27/sao-paulo-est-elle-devenue-une-megapole-invivable?utm_campaign=&utm_medium=email&utm_source=Courrier+international+au+quotidien

29 de agosto de 2013

Debate: “O que falta para São Paulo ser das PESSOAS?”

PAPO RETO:
O QUE FALTA PARA SÃO PAULO SER DAS PESSOAS?

Data:
29 de agosto, quinta-feira, às 19h
às 19h, o lançamento do livro “Cidades para Pessoas”, de Jan Gehl

Local:
oGangorra - Rua Mourato Coelho, 1344 – Vila Madalena

Realização:
Bike Anjo, oGangorra e Cidades para Pessoas

“o direito à cidade é muito mais que a liberdade de ter acesso aos recursos urbanos: é um direito de mudar a nós mesmos, mudando a cidade. É um direito coletivo, e não individual, já que essa transformação depende do exercício de um poder coletivo para remodelar os processos de urbanização. A liberdade de fazer e refazer nossas cidades, e a nós mesmos, é um dos nossos direitos humanos mais preciosos e, ao mesmo tempo, mais negligenciados.”
David Harvey

Aproveitando a presença de Sofie Kvist – gestora de projetos do escritório Gehl Architects – o Bike Anjo, oGangorra e Cidades para Pessoas promovem o “Papo Reto: o que falta para São Paulo ser das PESSOAS?”, um debate sobre a questão do direito à cidade e de como, através de pequenas iniciativas, pode-se devolver a cidade – no caso São Paulo – às pessoas. O debate conta também com a presença de Natália Garcia, criadora da iniciativa Cidades para Pessoas.

Ver mais:
http://www.archdaily.com.br/br/01-135684/debate-o-que-falta-para-sao-paulo-ser-das-pessoas
https://www.facebook.com/events/368431006593006/
http://vimeo.com/36981813#

Ver debate:
http://youtu.be/mKkutJ0-eCI

23 de agosto de 2013

Esvaziamento dos centros: a dinâmica urbana e a expansão incontrolável

Seminários de Políticas Urbanas Quitandinha+50 (etapa Bahia)

Tema:
“Esvaziamento dos Centros: a dinâmica urbana e a expansão incontrolável” 

Quando:
dias 23 e 24 de agosto de 2013, das 9h às 19h

Onde:
Auditório Alfredo de Britto, da Faculdade de Medicina da Bahia (Ufba) [Terreiro de Jesus, Pelourinho, Salvador]

“O tema escolhido para discussão não poderia ser mais adequado ao momento de Salvador”, ressalta Nivaldo Andrade, presidente do IAB-BA. Enquanto novos bairros habitacionais e de serviços vêm surgindo em diversas zonas da Região Metropolitana, totalmente desprovidas de qualquer infraestrutura, existem hoje mais de 1.200 imóveis desocupados no centro da cidade. Os números são de um estudo realizado pelo Escritório de Referência do Centro Antigo de Salvador.

O IAB-BA defende que a recuperação e reocupação do Centro Antigo de Salvador devem ser colocadas como prioridades pelos gestores municipais e estaduais e por toda a sociedade soteropolitana “por causa da sua importância simbólica, dos seus valores paisagísticos e históricos, do seu processo de esvaziamento e degradação, além do seu indiscutível potencial de transformação”, alerta Nivaldo. Os ciclos de seminários do Quitandinha +50 analisarão o caso da capital baiana, a partir da reunião de especialistas com experiências em outras cidades do Brasil e do mundo.

Para a conferência magistral do Q+50, foi convidado o arquiteto Pablo Contrucci, que teve um papel fundamental no exitoso processo de renovação urbana do centro tradicional de Santiago, no Chile, que incluiu a criação de milhares de novas unidades residenciais através de convênio entre imobiliárias privadas e cooperativas habitacionais. O presidente do IAB-BA observa que essa palestra “certamente trará importantes contribuições, que podem servir de referência para os centros de várias cidades brasileiras”.

História do evento
Meio século após organizar o histórico Seminário Nacional de Reforma Urbana ser realizado no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, Rio de Janeiro, o Instituto de Arquitetos do Brasil promove o ciclo de Seminários de Políticas Urbanas Quitandinha+50, com o intuito de discutir as metrópoles brasileiras, o território, a moradia e o papel do espaço público na cidade do futuro.

Ver mais:

http://www.iab.org.br/noticias/evento-em-salvador-discute-degradacao-e-os-problemas-dos-centros-de-grandes-cidades

17 de agosto de 2013

Getting Started :Urban Innovations in Portland City

BY:
SONAL Kulkarni
AUGUST 26, 2012

As the Young Urban Leader Fellow 2012, I have the opportunity to study the metropolitan of Portland and the brilliance achieved by Portland Metro in planning, for the next two months. The intent of this fellowship is to take back some of the best practices in policy and planning in the United States and see how it could be applicable in the Indian context.

Urbanism is about designing a phenomenon that is constantly changing and policy is the framework you attach to this dynamic process. American urbanism is a very structured and regulated phenomenon, as we know it, with a very strong framework of policies. Indian cities are multi-faceted, complex, and regulation in its policies could give them a better framework to rest on.

Whereas, the American cities face a problem of lack of densities in their cores, Indian cities have congestion issues, mostly because of lack of infrastructure growth in the same pace as urbanization of the major cities. American urbanization was in some way dictated by the idea of “The American Dream”, where there was a hope for prosperity and happiness, symbolized by having a house of one’s own, and suggests a confident hope that one’s children’s economic and social conditions will be better than one’s own.

The Industrialization and World War II had a lot of effects on the way American cities turned out to be. A lot of freeways were built during the World War, which led to suburban sprawl away from the core. This then dictated most of the way the American’s lived post World War. A few of the cities in the country try to limit the sprawling bug from killing the city cores early on in the game, one such city was Portland.
Coming from the land of sprawl – Los Angeles to the Rose City – Portland, the first thing that will strike anyone is how green the city and its neighborhoods are, and how short the distances are in comparison to the city that eats, walks and sleeps in its automobiles (Los Angeles).

The Irvington Neighborhood where the fellow is placed during the length of the fellowship is predominantly a single-family neighborhood planned for upper/ middle class families and now placed under the National Register for Historic Places since 2010. If there had to be a comparable place in Bangalore, it would be Sadashivnagar or Jayanagar area.

Some of the features that make Portland a city revered by planners in the United States, is its intensively connected transit system, the recycling policy for better waste management and to reduce landfills, urban design interventions on streets and in the form of plazas and pocket open spaces throughtout the City and its progressive planning approaches earlier on in the race of sustainability and growth.

The City is known for its Public transit system (TriMet is the primary transit provider with their buses and MAX light rail systems, supplemented by the Portland Streetcar in downtown Portland). Entering into a very vibrant downtown during lunch time, the sight is of people coming out of their offices, to get their palate satiated with Portland’s“Cartopia”, the city’s very own food cart pod (a fleet of food carts in a parking lot is called a food cart pod) culture – hundreds of food carts are set up all around the city’s parking lots. The downtown is abuzz with activity, aroma of food, music and well-connected transit, which drives many into the heart of the city. The downtown internally works efficiently due to dense transit connectivity.

Some of the features that supplement the transit system are:

* SmartPark are City-owned parking garages in downtown Portland that provide affordable parking, it also partners with some downtown businesses to offer validated parking with qualifying purchases.

* The Pioneer Courthouse Square, known, as the living room of the City is a parking structure converted into an urban park and square, this was followed by Director Park, which was also converted into a public square in 2009 from a parking lot.

Subsidized parking lots and interactive urban plazas/open spaces are the best way to supplement a good transit system in downtowns and dense urban cores. Not only do the parking lots incentivize people to come and shop in downtown (increasing the economic value of the space), the urban plazas and open spaces give the much-needed breathing space within the density (giving the space an urban design and aesthetic value).

Portland’s win was really, during the 1970’s when they had the foresight of rejecting investments in building massive freeways (Robert Moses [iv]plan for Portland) that would cut across neighborhoods and instead used that money to retain the pedestrian friendly neighborhoods, to connect the city using good public transit (light rails, streetcars and buses).

Through this discussion, the point was to make the readers aware as to how India can leapfrog development by learning from some of the mistakes Americans and other western cities have committed during their period of rapid industrialization and urbanization and avoid them as we step into an era where good investments can go into good infrastructure improvements.

Link para o artigo completo:
http://www.theurbanvision.com/blogs/?p=1026