26 de janeiro de 2015

Exposição: O PROCESSO SAAL: ARQUITETURA E PARTICIPAÇÃO, 1974-1976

Imagem:
Artur Rosa, SAAL, 1976, pormenor de instalação, dimensões variáveis, coleção do artista, Cortesia do artista





Quando:
DE 31 OUT 2014 A 01 FEV 2015

Comissariado:
Delfim Sardo

Produção:
Fundação de Serralves

Exposição dedicada ao SAAL – Serviço Ambulatório de Apoio Local, programa arquitetónico que marcou o Portugal do pós 25 de Abril (foi iniciado em Agosto de 1974 e durou até Outubro de 1976) e que tentou, segundo um processo participativo, envolver arquitetos e populações carenciadas.
Esta foi uma aventura coletiva arrojada, que transformou a perceção de muitos arquitetos em relação à função social da sua profissão.
Coincidindo com a comemoração dos 40 anos da revolução dos cravos, esta mostra apresentará uma seleção de aproximadamente 10 projetos, com especial enfoque no Porto, em Lisboa e no Algarve, através de maquetas, documentários, filmes e testemunhos áudio. A exposição incluirá, também, obras de artistas portugueses que estiveram próximos das movimentações neste período, muitos dos quais estão representados na Coleção de Serralves ou que incorporaram no seu trabalho desta altura questões declaradamente políticas.
Obras recentes de fotógrafos contemporâneos apresentarão uma nova abordagem a este momento visionário da história recente de Portugal.

Serviço Ambulatório de Apoio Local (SAAL)
O programa SAAL foi iniciado em agosto de 1974 e extinto em outubro de 1976. Constituindo, na sua essência, a cultura arquitetónica da Revolução de 1974, o SAAL procurou resolver problemas habitacionais candentes de populações muito carenciadas numa estratégia orgânica e participada. As suas consequências para o pensamento sobre a cidade e, sobretudo, para uma visão da arquitetura como processo ativo de produção de cidadania foram marcantes, não só no contexto das rápidas transformações do Portugal dos anos 1970, mas também como momento de afirmação da arquitetura portuguesa no panorama internacional.
No entanto, podemos ainda entender o SAAL de uma forma mais abrangente: como um momento de equacionamento da cidade e das suas estratégias habitacionais e de solo; como uma possibilidade de desenvolvimento, a um tempo desburocratizado e descentralizado, mas também oriundo de uma estratégia que privilegiou o financiamento à construção através dos seus promotores e mediante projetos – numa estrutura que deveria ter constituído matéria para uma séria reflexão posterior.
Em termos teóricos, o SAAL foi também um momento de questionamento do modernismo planificador, uma centelha de abertura relativamente ao problema da relação entre a funcionalidade, a urgência e a maturação de questões arquitetónicas que se vinham a desenhar em Portugal desde a década de 1950 e que aqui conheceram o seu momento experimental.





Ver mais:
http://www.serralves.pt/pt/actividades/simposio-saal-em-retroprospetiva/#tabs1-html
http://www.serralves.pt/pt/actividades/o-processo-saal-arquitetura-e-participacao-1974-1976/?menu=249#sthash.h69xzskK.dpuf

25 de janeiro de 2015

GOT - Revista de Geografia e Ordenamento do Território | Publicação do n.º 6

Disponível o sexto número da GOT - revista de Geografia e Ordenamento do Território.
(Dezembro de 2014)

Ler revista:
http://cegot.org/ojs/index.php/GOT/issue/current

MUSEU SAAL – MEMÓRIAS DOS MORADORES

Quando:
25 Jan 2015

Onde:
Porto - Bairro do Leal



Esta visita guiada percorre memórias não só do processo SAAL, como de uma cidade anterior, marcada pela pobreza e pela precariedade da habitação, mas também por uma aura de nostalgia que transparece hoje nos discursos sobre essa época. Memória de um tempo em que andar descalço dava direito a multa, em que se ouviam os carros de bois a passar junto à janela, em que o jornal ‘Avante’ surgia misteriosamente nas caixas de correio de quem se queria incriminar junto da PIDE-DGS, aliados às memórias de espaços que já não existem, mas cujo esqueleto ainda persiste, permitindo a reconstituição de lugares e de afectos, que nos foram sendo contados pelos moradores do Bairro do Leal.

Esta visita guiada parte da ideia de uma cartografia feita de camadas de um lugar onde, sobre as ruínas de uma antiga ilha demolida, se construiu aquilo que se pensava ser a primeira parte de um bairro novo, parte da operação SAAL/Norte. Ditou o tempo e a história que a primeira parte construída se tornasse na única parte e que o Bairro de Leal fosse hoje uma ilha – não no sentido das outras ilhas – mas uma espécie de ilha de resistência, entre ruínas e descampados, onde a comissão de moradores ainda reúne, ainda decide em assembleia, e ainda se orgulha do seu impecável livro de actas, onde se registam actos de verdadeira democracia participativa.

Ver mais:
http://www.serralves.pt/pt/actividades/museu-saal-memorias-dos-moradores/?menu=252

23 de janeiro de 2015

VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO PELOS REPRESENTANTES DOS MORADORES DOS BAIROS SAAL

Quando:
23 Jan 2015 - 19h30 - 20h30

Onde:
Porto - Museu de Serralves - Galerias do museu


O SAAL promoveu a participação direta de habitantes de bairros desfavorecidos em todo o país, envolvendo-os no processo de melhoria das suas próprias condições de vida.

A poucos dias do fecho da exposição, e depois de um extenso programa de atividades que a acompanhou e que promoveu vários momentos de encontro e reflexão em torno deste processo, daremos mais uma vez a palavra aos moradores, numa visita que contará com os testemunhos de António Manuel, da Associação de Moradores do Bairro das Antas, no Porto, e de Jorge Vilas, da Associação de Moradores do Bairro das Relvinhas, em Coimbra, conduzida com o apoio da Arq. Ana Vieira (arquiteta do Serviço Educativo do Museu de Serralves, assistente de curadoria do programa Ambulatório: Conversas Abertas nos Bairros SAAL Norte).

Ver mais:
http://www.serralves.pt/pt/actividades/visita-guiada-a-exposicao-pelos-representantes-dos-moradores-dos-bairos-saal/?menu=794

22 de janeiro de 2015

"Isto é Cidade" - Lançamento da 4ª edição da Revista XXI

XXI Ter Opinião nº4, Isto é Cidade

Quando:
22 Janeiro 2015 | 18h30

Onde:
Mercado da Ribeira, Av. 24 Julho nº 49, 1200-481 Lisboa

António Costa e Rui Moreira, presidentes da Câmaras Municipais de Lisboa e Porto vão debater questões relacionadas com as cidades, desde o urbanismo, novas tendências aos desafios das grandes metrópoles.
Com moderação de António José Teixeira.



Ver mais:
http://www.ffms.pt/agenda

18 de janeiro de 2015

EL RAVAL. Territorio cosmopolita

Itinerario a pie

Quando:
18 enero 2015 - 10.00h

Onde:
Barcelona - CCCB

Programa

¿Cómo favorecer la mezcla de usos, culturas y clases sin excluir a nadie?
El que había sido el sector más desfavorecido de la Barcelona enmurallada, tapiz de huertas puntuado por hospitales y conventos, es hoy el barrio más densamente poblado de la ciudad. En la evolución entre estos dos extremos, el Raval ha devenido un territorio cosmopolita a base de mezclas y contrastes, pero nunca ha conseguido librarse de los efectos de la marginalidad.

El Raval ha sido siempre un territorio al margen. Ya lo indica su propio nombre, proveniente del árabe rabad, que designa- ba a la población de las afueras de las murallas en las medinas medievales. Con el mismo nombre se estigmatizaba el barrio de los leprosos, las prostitutas u otros colectivos excluidos de la ciudad intramuros. Ni siquiera una vez incluido dentro del recinto amurallado, el Raval dejó de estar relegado a una posición retirada y tributaria. En lugar de consolidarse y fundirse con el resto de la trama urbana, el entonces Barrio de las Tapias permaneció tapizado de huertas y campos que, durante tres siglos de crisis, asedios y epidemias, constituirían una valiosa despensa para Barcelona.

El insólito hueco amurallado atraería tres tipos de instituciones que determinarían su estructura urbana. Por un lado, las órdenes religiosas, con la voluntad de alejarse del alboroto mundano sin exponerse a los peligros del campo abierto, construirían numerosas iglesias y conventos. Por el otro, se levantarían grandes centros sanitarios y de beneficencia donde los enfermos y los desvalidos pudieran disfrutar del sol y el aire libre. Más tarde, las primeras industrias barcelonesas encontrarían terrenos amplios y apartados donde poder emitir humos y ruidos sin molestar a nadie. Pero las fábricas trajeron consigo a las masas obreras y sus alrededores se poblaron de forma apresurada y precaria. Así es como las sedes religiosas y sanitarias que habían flotado en un mar de huertas y campos quedaron atrapadas dentro del espesor de un barrio que, todavía hoy, es el más densamente poblado de Barcelona.

La inversión topológica que había converti- do lo vacío en lleno se completaría con el vaciado de muchos de los grandes edificios que, como huesos de fruta, puntuaban la pulpa residencial del barrio. Algunos de ellos, desamortizados y derrocados, darían paso a nuevas plazas; otros, reconvertidos y abiertos al público, ofrecerían al barrio la diafanidad de sus patios y salones. A pesar de la fuerza estructuradora de estos huecos excepcionales, la precariedad de las vivien- das y la adyacencia del Puerto y el Paralelo atrajeron a una población tan cosmopolita como marginal. Proletarios, recién llegados sin oportunidades, artistas bohemios y forasteros de paso convertirían el barrio en un enjambre de contrastes donde burdeles y tascas convivían con tiendas y talleres. Hasta hoy, la lógica del vaciado ha intentado desenredar ese mundo subterráneo con eventraciones higienistas como la Rambla del Raval. Algunas de estas operaciones han aportado mezcla de usos y nuevas centrali- dades; otros, han gentrificado un barrio que, todavía hoy, presenta muestras alarmantes de exclusión y marginalidad.

Ver mais:
- http://www.cccb.org/es/itinerari-el_raval_territorio_cosmopolita-44608?utm_source=destacats_15012015&utm_medium=email&utm_campaign=newsletter
- http://www.cccb.org/rcs_gene/dossier_itineraris_raval.pdf

17 de janeiro de 2015

EDUARDO SOUTO DE MOURA CONVERSA COM A ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DE S. VÍTOR

Programa "Ambulatório: Conversas abertas nos bairros do SAAL-Norte" 

Quando:
17 JAN 2015

Onde:
Auditório da Faculdade de Belas Artes do Porto, Avenida Rodrigues de Freitas, nº 265, Porto

Moderação:
José António Bandeirinha

O Bairro de São Vítor tornou-se, paradoxalmente, numa das operações SAAL mais difundidas a nível nacional e internacional, mas também, num exemplo expressivo da interrupção e do desvirtuamento desse processo nos anos sequentes a 1976. Com início em Outubro de 1975, o projeto foi coordenado pelo arquiteto Álvaro Siza, encabeçando uma brigada formada por alunos do Curso de Arquitetura da ESBAP, então envolvidos no inquérito às condições de habitação locais. A conversa, que junta um desses alunos mais entusiastas, Eduardo Souto de Moura, a um representante da Associação de Moradores de São Vítor, decorrerá no Auditório da Escola de Belas Artes do Porto, palco de acesos debates públicos durante o SAAL, entre políticos, arquitetos e alunos das Brigadas SAAL, mas sobretudo destes com os moradores em permanente reivindicação: "Casas Sim, Barracas Não”.

Ver mais:
http://www.serralves.pt/pt/actividades/eduardo-souto-de-moura-conversa-com-a-associacao-de-moradores-de-s-vitor/

16 de janeiro de 2015

Ordenar a Cidade - Newsletter 13 - Homenagem a JORGE CARVALHO


http://www.ordenaracidade.pt/


Newsletter 13 | 16 de Janeiro de 2015

Antes de tudo o mais, votos de BOM ANO!

Nesta primeira newsletter de 2015, temos o prazer de vos convidar para a homenagem preparada pelo Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território (DCSPT) da Universidade de Aveiro a Jorge Carvalho.

Na sessão de abertura do segundo semestre do ano lectivo, Jorge Carvalho abordará o "Planeamento Urbanístico: uma visão diacrónica de 40 anos de profissão".

A aula terá lugar no próximo dia 11 de Fevereiro, pelas 17h, no anfiteatro 12.2.1 do DCSPT.

Até breve.

5 de janeiro de 2015

O CAID faz hoje 6 anos

O CAID foi criado com o objectivo de dinamizar uma rede informal de pessoas interessadas na reflexão sobre a Ocupação Dispersa.
Para todos os amigos, inimigos e seguidores do


13 de dezembro de 2014

PEDRO RAMALHO CONVERSA COM A ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DAS ANTAS

Programa "Ambulatório: Conversas abertas nos bairros do SAAL-Norte"

Quando:
13 DEZ 2014

Onde:
Associação Recreativa e Cultural "Os Fluminenses”, Praça das Flores, nº 168, Porto

Moderação:
Margarida Coelho

O Bairro das Antas resulta de uma operação SAAL com início em Outubro de 1975. O coordenador da Brigada Técnica, o arquiteto Pedro Ramalho, procurou inserir o seu projeto no tecido urbano que circunda a Rua das Antas, fortemente marcado por diferentes tipos de "ilhas” – construções do período de industrialização do Porto, tendo como base uma série de ruas interiores aos lotes, marginadas por correntezas de casas. A conversa entre o arquiteto e a Associação de Moradores das Antas decorrerá nas instalações de uma associação cultural de referência para a população local, "Os Fluminenses”, tendo como temas, não apenas o processo SAAL, mas também a progressiva (des)integração deste bairro no seio das transformações recentes operadas na zona oriental da cidade.

Ver mais:
http://www.serralves.pt/pt/actividades/pedro-ramalho-conversa-com-a-associacao-de-moradores-das-antas/#sthash.Bzb3XqHV.dpuf

2 de dezembro de 2014

2ª Conferência "Cidades Inteligentes - Cidades do Futuro"

Quando:
2 de Dezembro de 2014

Onde:
Fórum Picoas - Lisboa

Enquadramento:
Construir uma cidade inteligente é fazer despontar uma estratégia para mitigar os problemas provocados pelo crescimento urbano da população e pela rápida urbanização.
A generalização do conceito cidade inteligente obriga à sua compreensão e à análise dos diversos factores que com ele se relacionam: as infra-estruturas, a economia, a gestão e organização, a tecnologia, a governança, etc.. Estes factores formam a base de uma estrutura integrada, que ajudam a perceber a forma como as entidades públicas, em estreita cooperação com as entidades privadas, universidades e centros I & D, associações e agências locais, vão prevendo as diversas iniciativas para uma cidade inteligente.
... num momento em que vários municípios portugueses estão já a aplicar soluções inteligentes nas mais diversas áreas, desde a mobilidade, passando pela gestão de água, pela eficiência energética ou até pelos resíduos, é necessário criar um espaço de partilha de soluções e de integração, indo ao encontro do defendido pela Parceria Europeia de Inovação, na iniciativa Smart Cities and Communities, onde “é necessário juntar as cidades, a indústria e o cidadão, para melhorar a qualidade da vida urbana, através de soluções sustentáveis e integradas. Este processo inclui inovação, melhor planeamento, maior participação, maior eficiência energética, melhores soluções de transporte ou utilização inteligente das tecnologias de informação e comunicação.”
A 2ª edição desta conferência irá debruçar-se sobre as políticas, estratégias e iniciativas feitas a nível nacional e europeu, passando pelos casos concretos de municípios portugueses, mostrando os casos práticos e as aplicações que estão a ser usadas, a possibilidade da sua integração e a questão da segurança e confidencialidade dos dados.

Ver mais:
http://lisboaenova.org/pt/conferencias/2014/item/2995-conferencia-cidades-inteligentes-cidades-do-futuro-02-12-2014

28 de novembro de 2014

I Seminário Exclusão Urbana versus Direito à Cidade

Experiências de construção da inclusão em Porto, Lisboa, Braga e Coimbra

Data:
28 e 29 de Novembro

Local:
28 de Novembro – 1ª Sessão – Auditório da Junta de Freguesia do Bonfim
29 de Novembro – 2ª Sessão – Auditório da Biblioteca Municipal Publica do Porto

Organização:
Laboratório de Habitação Básica e Social / Pelouro de Habitação e Apoio Social

Co-organização:
CES-UC / CESNOVA-UNL / CISC-UM / ISSSP

Resumo

O Laboratório de Habitação Básica e Social em parceria com o Pelouro de Habitação e Apoio Social da Câmara Municipal do Porto organizam o Seminário Exclusão Urbana versus Direito à Cidade, de forma a problematizar e aprofundar o campo de reflexão nas áreas da conceptualização arquitectónica, na programação social e nas políticas de direito à cidade. Este seminário vem na continuidade do seminário de Coimbra (2014) no qual se considerou oportuno e fundamental dar continuidade à reflexão aí iniciada de forma a contribuir para uma abordagem mais sistemática, mais transversal e acima de tudo mais operacional.

Foi unanimemente considerado relevante dar continuidade à discussão e à partilha de experiências na área da habitação, da inclusão social e na reafirmação dos valores da coesão no direito à cidade.

No seminário do Porto pretende-se trazer a debate e à consideração dos pares outras experiências, outros programas, outras visões de incluir e de fazer cidade. Valorizando todas as iniciativas que se enquadram nesta perspetiva, inclusivê os programas da cidade e da cultura como instrumentos de participação, de mediação entre a cidade, os cidadãos e as instituições de programação cultural.

Procura-se, também, que este seminário promova reflexões que se possam transformar em programas operacionais na valorização do direito à habitação, a partir das ilhas e dos bairros populares, onde a memória, a morfologia, a escala, o lugar, o simbólico se transforma em instrumentos de apoio à renovação da cidade na sua dimensão física, social, ambiental e cultural.

A apresentação no 1º dia do seminário do projeto “Operação Ilha da Bela Vista” tem como objetivo dar a conhecer todo um complexo programa de intervenção arquitectónica, de renovação e de inclusão social. Onde os instrumentos de mediação entre Pelouro de Habitação e Apoio Social da Câmara Municipal do Porto, LAHB Social, Associação de Moradores foram sendo construídos e aprofundados numa lógica de empowerment social. Neste seminário temos oportunidade de lançar o Álbum Fotográfico sobre a Ilha da Bela Vista.

Ver mais:
http://cics.uminho.pt/pt/2014/11/03/ii-seminario-exclusao-urbana-versus-direito-a-cidade-experiencias-de-construcao-da-inclusao-em-porto-lisboa-braga-e-coimbra/

27 de novembro de 2014

Conferência Anual Polis 2014

Quando:
27 a 28 de Novembro

Onde:
Madrid

A reunião marca os 25 anos desta rede europeia de cidades e regiões no âmbito dos transportes.

Na conferência anual Polis 2014, os representantes de cidades, áreas metropolitanas e regiões vão poder trocar conhecimento e possíveis soluções para os respetivos desafios em matéria de transportes.

As sessões plenárias da conferência serão complementadas por sessões técnicas nas quais vão ser apresentadas as principais inovações no que diz respeito a políticas e práticas em todo o setor dos transportes.
A rede Polis (European Cities and Regions Networking for Innovative Transport Solutions) tem vindo, desde 1989, a trabalhar em conjunto com autoridades locais e regionais de vários países, no sentido de promover a mobilidade sustentável em toda a Europa.
O principal objetivo da rede é melhorar o transporte local, através de estratégias integradas que abordem as dimensões económica, social e ambiental do transporte. Para este fim, a Polis apoia o intercâmbio de experiências e a transferência de conhecimentos entre as autoridades locais e regionais europeias. Além disso, facilita o diálogo entre essas autoridades e outros atores do setor, como a indústria, centros de pesquisa e universidades, bem como organizações não governamentais.

Ver mais:
http://www.polisnetwork.eu/2014conference

24 de novembro de 2014

Conferencia "Planeta urbano: la movilidad en las ciudades del futuro"

© Imagen de Freaktography, 2012



Quando:
24 noviembre 2014 - 19.00h


Onde:
Barcelona - CCCB


Ponente:
John Urry
Moderador:
Mark Nieuwenhuijsen
Participante:
Salvador Rueda

Programa
El crecimiento urbano parece imparable. Se estima que en el año 2050 el 70% de la población vivirá en entornos urbanos y, ya hoy, algunas ciudades del mundo cuentan con una población de más de veinte millones de habitantes. Al mismo tiempo, la sociedad contemporánea se caracteriza por un estilo de vida marcado por una movilidad intensiva: megalópolis, dispersión creciente del territorio urbanizado, turismo y flujos migratorios movilizan diariamente a millones de personas. De este modo, el acceso al transporte es clave para determinar nuestra calidad de vida. Hoy, sin embargo, el uso masivo de sistemas de movilidad basados en combustibles fósiles tiene un impacto inmenso en términos medioambientales y de salud, y pone encima de la mesa retos fundamentales en un mundo cada día más urbanizado.
¿Es posible reconducir el crecimiento y la movilidad urbana hacia un futuro más saludable, sostenible y socialmente justo?

Ver mais:
http://www.cccb.org/es/curs_o_conferencia-planeta_urbano_la_movilidad_en_las_ciudades_del_futuro-47184?utm_source=destacats_20112014&utm_medium=email&utm_campaign=newsletter

JOHN URRY Y EL FIN DE LA CULTURA DEL COCHE

En un futuro distópico, el protagonista de la saga cinematográfica Mad Max vive en un mundo donde la escasez de recursos energéticos ha provocado un colapso y es la base de continuos enfrentamientos entre regiones y comunidades. El mundo que se presenta en esta serie de películas podría ser uno de los futuros posibles, quizás el más pesimista, que el sociólogo John Urry plantea en sus análisis sobre las transformaciones en el siglo XXI de una sociedad que en la última centuria se ha construido alrededor de las energías fósiles y el transporte en automóvil. Porque según John Urry, el coche en el siglo XX, no ha sido solo un fenómeno cultural sino un elemento central que ha articulado nuestra forma de vida. Sin coche, las ciudades tendrían otro mapa, otros ritmos de vida, de trabajo y el ocio sería diferente, y nuestra propia manera de concebir el individuo y su autonomía sería también otra.

Aún así, para John Urry este modelo de vida y de sociedad se encuentra en su punto y final. En las próximas décadas esta “cultura del coche” cambiará forzosamente de arriba hacia abajo y, en función de cómo la sociedad decida enfrentarse a este reto, el mundo de nuestros nietos podrá ser muy diferente. Las razones de Urry para augurar este final del coche, tal y como lo entendemos hoy, son: en primer lugar, la certeza científica de que las reservas de recursos combustibles fósiles se están acabando (y tenemos que pensar que un 98% del transporte mundial depende de ello); en segundo lugar, el impacto medioambiental del uso de estas energías sobre nuestra salud y la del planeta; y finalmente, el crecimiento de la población mundial, que hace insostenible un crecimiento proporcional del mercado automovilístico.

De hecho, esta última cuestión seguramente es la pieza fundamental de su análisis. El crecimiento de la población mundial no es un reto por si mismo sino, sobre todo, por el hecho de que todos los pronósticos sostienen que este crecimiento se producirá de manera exponencial en las ciudades. Se calcula que en el año 2050, el 70% de la población mundial vivirá en grandes ciudades y las megalópolis, aquellas ciudades con más de 10 millones de habitantes, se multiplicarán. Es decir, el futuro de nuestro planeta es un futuro urbano; y eso hace que el actual modelo social centrado en la cultura del coche tenga fecha de caducidad. Especialmente, porque hoy las ciudades ya son responsables de tres cuartas partes del consumo energético y generan tres cuartas partes de la contaminación mundial. De cómo se resuelva el crecimiento urbano de las próximas décadas depende nuestro futuro más inmediato.

Plantear una vida urbana con una calidad de vida y justicia social para todos sus habitantes pasa, por lo tanto, por repensar no solo como nos desplazamos, sino también las nociones de individualidad y de autonomía, de ocio, de vivienda y de trabajo. Las implicaciones de esta nueva forma de pensar tendrán un gran impacto en el diseño mismo de las ciudades y en la forma de vivir en ellas, y lo más probable es que es los grandes avances en el campo de las tecnologías de la información tengan un papel clave en estos nuevos modelos urbanos.

De este modo, en algún momento, la imagen tan propia del siglo XX de un hombre cogiendo el coche en un barrio suburbial para dirigirse a trabajar al centro de la ciudad no será nada más que eso: una imagen del pasado. Además, si no somos capaces de hacer esta transición de la cultura del coche y nos aferramos hasta el último momento, quizás el futuro que nos espera en unas décadas no sea muy diferente a la distopia de Mad Max.

Conferencia de John Urry el 24 de noviembre en el CCCB

Ver mais:
http://blogs.cccb.org/veus/debats/john-urry-i-la-fi-de-la-cultura-del-cotxe/?lang=es#sthash.8WTeEamY.dpuf

22 de novembro de 2014

SEMINÁRIO "NOVA LEGISLAÇÃO URBANÍSTICA"



Ver mais:
http://planeamentoregionaleurbano.blogs.sapo.pt/nova-legislacao-urbanistica-seminario-23281

La Sagrera - Sant Andreu - Sant Martí. Tres barrios en transformación

Itinerario en bicicleta
Visita a cargo de Bici Cultura BCN, especialistas en arquitectura y urbanismo 

Quando:
22 noviembre 2014 - 10.00h

Onde:
Barcelona - CCCB

Programa
El entorno de la Sagrera es el lugar en el que se está ejecutando la transformación urbanística de mayores dimensiones de la ciudad de Barcelona, con la construcción de la nueva gran estación ferroviaria de Barcelona para el tren de alta velocidad y la incorporación de un gran parque lineal desde el puente de Bac de Roda hasta el nudo de la Trinitat. El recorrido rodea el sector primero por encima y después por debajo. Se inicia en el barrio del Clot para ir hacia la Sagrera y Sant Andreu. Al llegar al barrio de Sant Andreu visitaremos dos operaciones destacables: la Casa Bloc, pensada como modelo de la vivienda obrera de la Generalitat Republicana, y el nuevo barrio en construcción, donde estaban los cuarteles militares de Sant Andreu. Al llegar al paseo de Santa Coloma y al nudo de la Trinitat, se regresa al punto de origen por el Bon Pastor, la Verneda y Sant Martí.

Ver mais:
http://www.cccb.org/es/itinerari-la_sagrera_sant_andreu_sant_mart_tres_barrios_en_transformacin-44614?utm_source=destacats_20112014&utm_medium=email&utm_campaign=newsletter

SÉRGIO FERNANDEZ CONVERSA COM A ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO LEAL

PROGRAMA "AMBULATÓRIO: CONVERSAS ABERTAS NOS BAIRROS DO SAAL-NORTE"

Quando:
22 de Novembro

Onde:
Escola Básica da Fontinha, Rua Raúl Dória, Porto

Moderação:
Alexandre Alves Costa

O Bairro do Leal resulta de uma operação SAAL com início em Outubro de 1974. O projeto assinado pelo arquiteto Sèrgio Fernandez procurava inserir pequenos conjuntos habitacionais, de modo cirúrgico, no compacto tecido urbano que medeia a Rua Faria de Guimarães e o Largo da Fontinha. No entanto, e uma vez interrompido o processo SAAL, apenas uma pequena parte foi realmente edificada, evidenciando, ainda assim, os princípios estruturadores do projeto. A conversa que juntará o arquiteto à Associação de Moradores do Leal decorrerá na Escola Básica da Fontinha, bairro no qual se ensaiaram e debateram, recentemente, novos processos de participação dos cidadãos nos destinos da cidade.

Ver mais:
http://www.serralves.pt/pt/actividades/sergio-fernandez-conversa-com-a-associacao-de-moradores-do-leal/

21 de novembro de 2014

‘A política de ordenamento do território e urbanismo e a nova arquitectura da nossa administração territorial’

Encontro Anual da Ad Urbem 2014

Quando:
21 de Novembro

Onde:
Braga

O objectivo é suscitar o debate sobre as consequências para o ordenamento do território e o desenvolvimento urbano da nova arquitectura da nossa administração territorial, nomeadamente à luz da reforma do quadro legal e regulamentar do ordenamento do território e urbanismo e dos instrumentos de intervenção territorial inscritos no Acordo de Parceria Comissão Europeia/Portugal 2014-2020, que irá servir de base ao novo ciclo de investimento com apoio comunitário.

TEMA 1 – A Política de Ordenamento do Território e Urbanismo
A Lei n.º 31/2014, de 30 de maio, que veio estabelecer novas bases da política de solos, de ordenamento do território e de urbanismo, desenvolve os programas e planos intermunicipais, ao mesmo tempo que mantém o anterior sistema de três planos municipais de ordenamento do território. Assiste-se desse modo a uma significativa ampliação dos instrumentos disponíveis para regular as transformações territoriais nos âmbitos sub-regional e local. Que consequências e que vantagens e inconvenientes terá esta opção para a prática da gestão territorial nos âmbitos municipal e intermunicipal no próximo futuro?

TEMA 2 – A Arquitectura da Organização Territorial do Estado
A política de ordenamento do território e de urbanismo deve ter um devido suporte na organização e funcionamento da administração territorial do Estado. A Lei n.º 75/2013, de 12 de Setembro, que aprova o regime jurídico das autarquias locais, dá ênfase às entidades intermunicipais, criadas no âmbito NUTS III. Que consequências terá esta opção para a prática da gestão territorial e em que medida é que essas consequências se poderão traduzir em benefícios para a sustentabilidade do território e para a melhoria do quadro de vida dos cidadãos?

TEMA 3 – O Acordo de Parceria Portugal 2020
O Acordo de Parceria, em negociação entre o Governo Português e a Comissão Europeia, tem uma forte dimensão territorial, na linha das orientações estabelecidas pela Comissão no Quadro Estratégico Comum para a elaboração dos instrumentos nacionais de programação de investimentos para o período 2014-2020. O Acordo, designado Portugal 2020, prevê um investimento significativo em “abordagens integradas de desenvolvimento territorial”, a realizar no âmbito NUTS III através da celebração de “pactos para o desenvolvimento e coesão territorial” e a concretizar através de instrumentos específicos: os ITI (investimentos territoriais integrados) e as AIDUS (acções integradas de desenvolvimento urbano sustentável). Que consequências terão estas opções para a prática da gestão territorial nos âmbitos municipal e intermunicipal no próximo futuro? Que aspectos importa salvaguardar para que o investimento previsto seja efectivamente reprodutivo na resolução dos nossos problemas de desenvolvimento territorial e urbano?




Ver mais:
http://www.adurbem.pt/content/view/1064/690/
http://www.adurbem.pt/content/view/1056/686/

19 de novembro de 2014

Public space and private lives in contemporary city

Mid-term Conference
ESA – European Sociological Association, Research Network 37 " Urban Sociology"

Quando:
19, 20, 21, 22 de Novembro de 2014


Onde:
Lisboa

Today, there is a renewed interest in urban issues and urban questions have gained a new focus in public policies and public debate. Themes such as public spaces, suburbs, urban security, urban violence, ways of inhabiting, transitions from rural to urban, neighborhood and proximity, urban inequalities, etc.; returned to the sociological debate with an unexpected force in globalization times. Research is also debating the impact of current economic crisis on urban life, and how to re-think cities on the aftermath. Being an area with a cumulative critical thought, Urban Sociology’s contribution is key for the development of the discipline as a whole, and for the understanding of our multiple and unachieved modernities.

Ver mais:
http://esaurbansociology2014.wordpress.com

14 de novembro de 2014

COLÓQUIO INTERNACIONAL 74 14 SAAL # ARQUITECTURA

Quando:
14, 15 e 16 de novembro de 2014

Onde:
Universidade de Coimbra

Quem organiza:
O Centro de Estudos Sociais, em parceria com a Fundação de Serralves.



O protocolo com a Fundação de Serralves realiza-se no âmbito da exposição O PROCESSO SAAL: ARQUITETURA E PARTICIPAÇÃO, 1974-1976, patente no Museu de Serralves,de 31 outubro 2014 a 01 fevereiro 2015 e do SIMPÓSIO SAAL: EM RETROPROSPECTIVA (Auditório da Fundação de Serralves, 10 de maio de 2014).

O objetivo do do colóquio é debater o SAAL, Serviço de Apoio Ambulatório Local, enquanto modelo histórico, à luz da circunstância contemporânea. O SAAL serve, ainda hoje, para questionar e debater os temas e desafios que nos põem a questão da habitação, bem como a sua relação de proximidade com a arquitetura.

Em 1974-76, o SAAL surgiu como um serviço descentralizado e desburocratizado, inserindo-se nos processos complexos da relação tripartida entre o Estado, os moradores pobres e os arquitetos. E produziu habitações. E produziu reflexão séria e consciente sobre a cidade e os seus processos de planeamento. E produziu arquitetura.

Os colóquios propõem-se reflectir e debater sobre as possibilidades contemporâneas de recurso aos ensinamentos contidos nesse processo histórico, redefinindo os contornos contextuais da atualidade e observar todos os condicionalismos das diferenças. Desdobrará essa reflexão sobre quatro planos convergentes e indissociáveis esperando que a ampliação de pontos de vista contidos em cada um desses desdobramentos contribua para uma síntese mais completa.

74 14 SAAL ARQUITECTURA # PORTUGUESA
A importância do SAAL para o devir, e para o momento contemporâneo, da arquitetura portuguesa. De facto, a produção arquitetónica em Portugal internacionaliza-se com o SAAL, chegando mesmo, em momentos específicos, a hegemonizar as atenções da crítica europeia. No entanto, não deixou nunca de ter uma importância relativa, e residual, no contexto político-administrativo da governação local.

74 14 SAAL ARQUITECTURA # AUTÓNOMA
Outra das secções incidirá sobre a complexa teia de relações e de interdependências entre a arquitetura e a encomenda, no caso mais relevante, entre arquitetura e poder. Dada a sua complexa e imbricada interacção entre pólos — comitente, arquiteto, utilizador — o SAAL é um ótimo pretexto para reflectir sobre a subsistência de uma ideia autonómica para a arquitetura em face de preponderância extrema de qualquer desses pólos.

74 14 SAAL ARQUITECTURA # INCLUSIVA
A terceira das secções refletirá sobre o modo como o SAAL veio a incidir nas possibilidades de enraizamento social da ideia de habitação em meio urbano, sobre o direito à cidade. O processo do movimento de moradores nos anos 1970 em Portugal, particularmente o que envolveu o processo SAAL, correspondeu a um momento histórico riquíssimo na construção de uma ideia de cidade mais inclusiva, a partir do envolvimento dos habitantes mais pobres, por um lado, e do acesso dessas comunidades à edificação da sua própria ideia de cidade, por outro. Como se podem estabelecer paralelos com a realidade global contemporânea?

74 14 SAAL ARQUITECTURA # TRANSRELACIONAL
Por fim, há a considerar o significado acrescido que o SAAL veio trazer à amplitude das interacções disciplinares que, desde sempre, animaram as tensões metodológicas das práticas arquitectónicas. Hoje, mais do que nunca, há que reflectir sobre essas tensões históricas.

Atividade no âmbito do Núcleo de Estudos sobre Cidades, Cultura e Arquitectura (CCArq)

Ver mais:
http://www.ces.uc.pt/eventos/saal/index.php?id=9686&id_lingua=1&pag=9687

12 de novembro de 2014

EURAU 2014: COMPOSITE CITIES ISTANBUL

Quando:
November 12-15, 2014

Onde:
Istanbul

Stemming from the urge to critically discuss the ‘today and tomorrow’ of cities worldwide, the conference is structured around the theme: “composite cities”. For the past few decades, dwellers of many inner city geographies have been trying to comprehend and adjust to the particular new notion of ‘the city’ that is an inevitable outcome of high velocity globalization. Cities are transforming in a multitude of levels from local to global and consequently new models of urbanism are invented/imported/reinterpreted, new actors of decision-making/intervention/mediation/initiation are introduced, and new modes of spatiality are experienced each day.
The theme “composite cities” refers to this complexity of our cities; ever increasing through new urban emergences adding up to the existing urban environment and continuously redefining our urban experience. Thus the conference aims to enable a medium to discuss the complex relationship between urban form and urban experience through the composite character of our cities explained hereby in four topics-possible states of composite being: hybrid city, morphed city, fragmented city and mutated city. The conference is expected to evolve around the question of “how?”s of architectural practice for the composite city. Hence, the essentials of architectural realities- scale, order, space, place, program, content, identity …- will define the backbone of the discussions.

THEMES

Hybrid City
Hybrid city refers to urban conditions emerging through the interaction (crossbreeding, merger) of at least two politically, culturally or socially distinct entities. Whether occurred perchance or intentionally manipulated, the emergent urban condition -the perfect breed- generally brings along certain qualities to urban space and experience that neither of the original entities does alone. Ranging from the mixed use development of the urban tissue to merged virtual and physical spatiality of today’s city, a wide range of hybrid conditions have been enriching our urban experience.
Pursuing hybrid urban emergences, “hybrid city” aims to explore different hybridization processes and their contribution to urban experience discussing if it does worth the trouble.

Morphed City
The transformation of city space in adapting to the latest, city-based configuration of the world economy has been occurring since 1970s. Today, within the discourse of urban entrepreneurship, cities are subject to a diverse range and multiple scales of interventions where the quintessential paradox of making and breaking city space is at the core of the discussion. Either in the form of old city center resurrection or peripheral giant investments, there is an ever-ending process of physical as well as social remaking of the city space.
Questioning the motives and mechanisms behind the urban transformation processes, “morphed city” discusses the physical and social transformation of city space as a manifestation of global economic and political conjuncture, resulting in a worldwide urban homogeneity. How can variety be promoted? Is there a way to overcome the enforcement of urban transformation on social reconfiguration of our cities, reinforcing social discrimination? Are there any examples of (or is it possible to have) a common ground wheel the interests of citizens, institutions and professionals meet? Can you hear the citizen claiming his right to the city?

Fragmented City
Fragmented city refers to urban conditions and experience emerging as a reflection of social disintegration resulting from significant cultural, economic, political, occupational etc. differentiation within the society. Depending on the urban form it takes, fragmentation occurs either as a promoter of an enormous variety in urban experience or as a generator of discontinuity within the city space. From immigrant or illegal communities occupying their own urban territories to gated communities and to certain sectorial agglomerations, there is an ongoing tendency to create fragments of space, as homogenous patches within the heterogeneity of urban space. Thus, while keeping up the urban heterogeneity, the major challenge turns out to be the achieving of the same heterogeneous quality in urban experience.
Pursuing various forms of fragmentation occurring through different social mechanisms throughout the urban world, “fragmented city” aims to discuss what has been brought up to the city space and urban experience by each of those fragments either as integrated pieces of or cut offs from the urban tissue. It is also aimed to explore strategies in blending each individual entity of urban life into that one, heterogeneous whole again.

Mutated City
Cities are prone to change under a multitude of forces ranging from economic, political, social factors to wars and natural phenomena as earthquakes, tsunamis and hurricanes. Representing the common unpredictable and creative mechanisms of urban change, mutation is taken as a generator of
transformation in the urban form and urban life through operations as alteration, deletion, rearrangement, insertion etc. of one single component or a particular section of urban fabric resulting in irreversible urban occurrences that determine/have determined the future trajectory of urban existence. Besides intentional interventions to city space, operational errors might stimulate such irreversible, lasting transformations as well as the natural phenomena or wars etc.
“Mutated city” aims to discover and discuss such emergent urban conditions putting forward the forces-conscious or unconscious stimulators- and mechanisms behind those processes and their present or projected effects on urban existence.
Different, though closely related, four explanatory topics above, are proposed to provoke ideas on the theme “composite cities”. Including these four influencing topics, the conference will be organized under three sessions which aim to lead to the discovery and understanding of the composite character of our cities and its effects on urban existence and experience, and the development of theoretical and practical strategies in articulating the existing urban environment.

T1. Confronting the composite city
A thorough exploration/research on the composite character of our cities and its effect on urban experience is aimed. Pursuing/discovering various forms of hybrid/morphed/fragmented/mutated etc. urban conditions throughout the urban world, and questioning the motives and mechanisms behind their emergences, it is intended to reach a thorough understanding of the composite nature of our cities. How do we interpret the complex realities of the composite city? How do we document the relevant interpretations?

T2. Learning from the composite city
Strategic outcomes from the discovery and understanding of various aspects of the composite nature of our cities is referred here, in dealing with today as well as possible future trajectories of urban existence. The emphasis is on getting acquainted with this complex existence of the urban environment on both theoretical and practical grounds. How do we, as the ones being continuously exposed to this ever increasing complexity of urban environment, develop strategies/tactics in order to –not cope but- live with it? How does urbanism and architecture respond to this in theory? Are there new tools and methodologies?

T3. Articulating the composite city
It is intended to deal with the physical interventions to the city space, ranging from local and central government interventions within the discourse of urban entrepreneurship to other forms involving different actors, considering social transactions which either result from or stimulate any physical urban occurrence. How does architectural practice correspond to this new urban reality? How do we actually get physical with the composite city managing while recognizing its complexity?

Ver mais:
http://www.eurau.org

Regeneração Urbana - Um novo impulso

























Neste evento será apresentado o projeto liderado pela CIP subordinado às políticas de regeneração urbana no país e debatido o papel social, cultural e económico deste desígnio na cidade-região de Viseu.

A especialista em políticas urbanas Ana Pinho fará neste evento uma comunicação subordinada à questão “Há cultura ou ciência de reabilitação?”, tendo por referência o caso do projeto do “Viseu Estaleiro-Escola”.

Ver mais:
http://www.cm-viseu.pt/index.php/using-joomla/extensions/components/content-component/article-categories/78-demo/slides/1963-regeneracao2014

11 de novembro de 2014

XIV Colóquio Ibérico de Geografia

"A JANGADA DE PEDRA"
GEOGRAFIAS IBERO-AFRO-AMERICANAS

Quando:
11 a 14 de Novembro 2014



Onde:
Guimarães - departamento de Geografia da Universidade do Minho

O Colóquio Ibérico de Geografia tem-se constituído, ao longo das últimas 13 edições, como um fórum privilegiado para a discussão de problemáticas geográficas entre investigadores portugueses e espanhóis.
Num contexto de contínua globalização e de incremento das relações científicas entre investigadores no espaço transatlântico, é indispensável alargar as iniciativas de cariz científico, por forma a promover a integração de um número cada vez mais alargado de intervenientes, com o objetivo final de desenvolver o conhecimento geográfico nas suas diversas vertentes, projetando-o na sociedade, através de uma intervenção cada vez mais eficaz.
Assim, pretende-se com este evento reunir “à mesma mesa” geógrafos não só da Península Ibérica, mas também oriundos de países da África e América latina, com especial destaque para os lusófonos e hispânicos.
As temáticas propostas para este XIV Colóquio Ibérico de Geografia refletem, precisamente, a abrangência necessária para a discussão ampla e aberta dos diversos problemas que afetam a sociedade no espaço ibérico e mundial.

Eixos Temáticos:

- Pensamento Geográfico e o Ensino da Geografia
- Mobilidade Populacional e Cooperação
- Cartografia, Cultura Visual e Representações do Mundo
- Dinâmicas Sociodemográficas, Saúde e Qualidade de Vida
- Planeamento e Gestão do Território
- Paisagem, Património e Memória
- Turismo, Consumo e Lazer
- Análise Espacial e Modelação em Tecnologias de Informação Geográfica
- Clima e Mudanças Ambientais
- Riscos: Processos, Vulnerabilidades e Gestão de Crises
- Recursos Naturais e Sustentabilidade - Dinâmicas Geomorfológicas

Ver mais:
http://xivcig.weebly.com

8 de novembro de 2014

ÁLVARO SIZA CONVERSA COM A ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA BOUÇA

Programa "Ambulatório: Conversas abertas nos bairros do SAAL-Norte"

Quando:
08 NOV 2014

Onde:
Associação de Moradores da Bouça, Rua Burgães, nº 345, Porto

Moderação:
Nuno Grande

A génese do Bairro da Bouça é anterior à Revolução de 25 de Abril de 1974, e desenvolve-se no âmbito do Fundo de Fomento da Habitação (FFH). Após a formação da Associação de Moradores da Bouça (1974), e com o apoio da Brigada SAAL, o projeto de Álvaro Siza é reconvertido e integrado naquela operação (1975). A conversa decorrerá no local onde se encetaram as primeiras reuniões entre os arquitetos e a Associação de Moradores, procurando relembrar a evolução do bairro, do seu inico à sua interrupção; mas também o processo que conduziu à sua retoma e conclusão recente (2006), e que o torna num dos casos de "gentrificação” social e cultural atualmente mais debatidos no Porto.

Ver mais:
http://www.serralves.pt/pt/actividades/alvaro-siza-conversa-com-a-associacao-de-moradores-da-bouca/#sthash.rt5471fU.dpuf

AMBULATÓRIO: CONVERSAS ABERTAS NOS BAIRROS DO SAAL-NORTE

DE 08 NOV 2014 A 17 JAN 2015

Esta iniciativa cultural e didática – organizada no âmbito da Exposição "O Processo SAAL: Arquitetura e Participação, 1974-1976 do Museu de Arte Contemporânea de Serralves –, visa envolver cidadãos, de várias gerações, em torno do legado material e imaterial decorrente do Serviço de Apoio Ambulatório Local (SAAL), lançado durante o período revolucionário pós-25 de Abril de 1974, nomeadamente no Porto.
Concebido pelo Arq. Nuno Grande, este evento estabelece um conjunto de encontros, de cariz "ambulatório”, em quatro bairros construídos no âmbito do SAAL-Norte – Bouça, Leal, Antas e São Vítor –, envolvendo os técnicos do SAAL, os membros dos movimentos de moradores de então, os seus descendentes que ainda habitem ou que ainda visitem os bairros, e outros moradores mais recentes, mesmo aqueles que não tenham vivido esses mesmos processos.
O propósito é confrontar os diferentes "imaginários” desenvolvidos sobre os bairros, partindo do ponto de vista de quem os concebeu, de quem os viveu, e de quem os vive contemporaneamente. Este ciclo de encontros decorrerá em locais informais, no seio das próprias comunidades – salas de convívio, associações recreativas, cafés do bairro ou outros espaços significativos para a sua história.

Curador:
Arq. Nuno Grande 

Ver mais:
http://www.serralves.pt/pt/actividades/ambulatorio-conversas-abertas-nos-bairros-do-saal-norte/

7 de novembro de 2014

IV Conferência CIDAADS


Quando:
7 a 9 de novembro de 2014

Onde:
Pavilhão do Conhecimento, Lisboa

Organizam:
A Associação CIDAADS e o Pavilhão do Conhecimentos/Ciência Viva

O programa da IV Conferência CIDAADS salienta os 10 anos de trabalho no âmbito da Década das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (2005 – 2014), revisitando boas práticas, mas acima de tudo projetando o futuro:
O que há para fazer?
Que legado nos deixa a Década EDS?

Durante três dias será possível assistir e participar em palestras, workshops, exposições e num percurso sobre arte urbana, pelas ruas de Lisboa.

Ver mais:
http://www.cidaads.org/index.php?option=com_content&view=article&id=87%3Aiv-conferencia-cidaads&catid=2%3Anoticias&Itemid=0&lang=pt

Ordenar a Cidade - Newsletter 12


http://www.ordenaracidade.pt/


Newsletter 12 | 07 de Novembro de 2014

Caríssimos,

Temos o prazer de vos convidar para dois seminários que coorganizamos com a APPLA e o Mestrado PRU-UA no presente mês de Novembro na Universidade de Aveiro:

Dia 20 pelas 14h, Luís Jorge Bruno Soares apresentará o projeto de remodelação do Terreiro do Paço e do Cais do Sodré, assim como o Plano Geral de Espaço Público da Frente Tejo;

Dia 22 pelas 10h, Fernanda Paula Oliveira e Jorge Carvalho discutirão a nova legislação urbanística.

Anunciamos também um novo artigo no nosso repositório, onde Jorge Carvalho analisa as causas para a ineficácia do Planeamento Municipal e propõe possíveis soluções para o futuro.

6 de novembro de 2014

EXPOSIÇÃO "PORTO URBAN LAB"

Quando:
06 NOV 2014 a 18 NOV 2014

Onde:
Edifício AXA, Av. Aliados

Esta exposição pública apresenta os protótipos desenvolvidos, testados e validados dos projetos criativos do Porto Urban Lab, projeto promovido pela Fundação de Serralves em parceria com a Porto Lazer e com a ADDICT. O Porto Urban Lab é um projeto piloto de inovação urbana, que visa capacitar pessoas criativas para gerarem soluções, projetos e negócios criativos e inovadores, que contribuam para transformar e potenciar a cidade do Porto e os seus ativos (pessoas, comunidades, espaços, equipamentos, ...), gerando vitalidade económica e dinâmica cultural.

Ver mais:
http://www.serralves.pt/pt/actividades/exposicao-porto-urban-lab/#sthash.PrWixUD0.dpuf

Mais-valias originadas pelo Ordenamento do Território e “justa indemnização” por Expropriação

Jorge Carvalho
IGAP, Porto, 9/2014

Apresentação em formação promovida pela IGAP sobre o tema “Que Código de Expropriações?”, em momento onde é conhecido projecto para a sua revisão.

A apresentação segue o seguinte percurso:

- Equaciona a problemática e os desafios com que se confronta o ordenamento do território no que respeita à formação e distribuição de mais-valias fundiárias.

- Identifica e avalia, numa perspetiva de ordenamento do território, toda a normativa da recente Lei de Bases que se relaciona com esta problemática:
Classificação do solo;
Afetação de mais-valias;
Avaliação (pública) do solo;
Deveres de utilização do solo;
Fiscalidade imobiliária.

- Demonstra que a orientação da Lei de Bases elege a Expropriação (e o valor da respetiva indemnização) como peça chave do processo de execução urbanística.

- Analisa o Projeto de Código de Expropriações, concluindo que: é totalmente desconforme com a Lei de Bases; a ser assim publicado impossibilitaria um eficaz ordenamento do território.


Ver apresentação:
http://ordenaracidade.pt/site-jcarvalho/assets/files/2432/2014_cexp_maisvalias.pdf

Le téléphérique, une bonne alternative à la voiture

URBANISME

Après Dubaï et Londres, les métropoles du Sud s’équipent de téléphériques. Sur fond d’urbanisation galopante, le transport câblé présente de multiples avantages.

NEW STATESMAN
JESSICA HATCHER
5 NOVEMBRE 2014

De Nairobi.

Ici, les automobilistes passent plusieurs heures par jour dans leur voiture. Un simple trajet de 10 kilomètres pour aller au travail peut prendre jusqu’à deux heures. Je connais quelqu’un qui, lorsqu’il est bloqué dans les embouteillages, en profite pour se couper les ongles des pieds. Le vice-gouverneur de la capitale kényane estime que les embouteillages coûtent presque 600 000 dollars [473 000 euros] par jour au pays.

Le même phénomène se retrouve dans presque toutes les villes en expansion des pays en voie de développement : la construction est en plein boom, la population augmente, mais les réseaux de transport ont du mal à suivre. Nous connaissons actuellement la croissance urbaine la plus rapide de l’Histoire. Plus de la moitié de la population mondiale vit dans des villes, et cette proportion ne cesse d’augmenter. Selon les estimations du Fonds des Nations unies pour la population, la plus forte hausse aura lieu en Asie et en Afrique, principalement dans les petites villes et les agglomérations qui ont peu de ressources pour s’adapter aux changements.

Elles n’auront pas de place pour un réseau routier et ferroviaire terrestre de grande taille, et pas d’argent pour construire des voies ferrées souterraines. Considérez maintenant les téléphériques, ces symboles de l’opulence alpine, et imaginez-les s’élevant au-dessus d’une ville comme Nairobi ou Johannesburg. Ils pourraient servir non seulement aux touristes, mais à tout le monde, des banquiers aux femmes de ménage, en passant par les jardiniers et les chômeurs des taudis qui s’aventurent dans les quartiers riches.

Dix fois moins cher que le métro

Le plus grand constructeur de ces engins au monde, l’entreprise autrichienne Doppelmayr, pourrait bientôt révolutionner le transport dans les villes des pays en développement. Selon son directeur du marketing, Ekkehard Assmann, l’idée des téléphériques urbains a fait beaucoup de chemin au cours des sept dernières années. “Beaucoup de grandes métropoles pensent sérieusement à les utiliser pour résoudre leurs problèmes de circulation”, affirme-t-il. Après le succès du transport par câble à Caracas, Rio de Janeiro et Medellín, presque toutes les grandes métropoles d’Amérique du Sud ont ainsi exprimé leur intérêt pour ce système, poursuit-il. En Afrique subsaharienne, l’installation d’un téléphérique à Lagos, au Nigeria, est presque terminée.

Une étude de faisabilité est en cours à Kampala, en Ouganda, et la Banque mondiale a approuvé un emprunt de 175 millions de dollars [138 millions d’euros] pour financer le projet. Caracas, la capitale du Venezuela, a construit son premier téléphérique en 1952. Quatre ans plus tard, Alger, la capitale de l’Algérie, en faisait autant. L’Algérie est aujourd’hui considérée comme un leader mondial dans le domaine du transport urbain par câble : quatre grandes villes du pays sont équipées de ce système, et le réseau d’Alger compte déjà quatre lignes. Les arguments économiques en faveur des téléphériques urbains sont incontestables. Ils peuvent transporter 5 000 passagers à l’heure dans chaque sens, moins que les rames de métro, qui peuvent prendre en charge plus de 20 000 passagers à l’heure, mais qui coûtent dix fois plus cher.

15 centimes d'euros par trajet

S’ils sont correctement utilisés, ils consomment moins d’énergie que la plupart des systèmes de transport, parce que les moteurs tournent à une vitesse constante. Les coûts d’installation sont également plus bas. Ce moyen de transport peut être bon marché pour les usagers, et les dépenses d’investissement peuvent être rapidement remboursées. A Constantine, en Algérie, un téléphérique a transporté 4,5 millions de passagers la première année [en 2008], pour 15 centimes d’euro par trajet. Même à ce tarif, les frais de fonctionnement et de maintenance étaient couverts.

Cerise sur le gâteau, les téléphériques sont un mode de déplacement attrayant. Faith Kangai Njeru est vendeuse de vêtements d’occasion, femme de ménage et mère de deux enfants. Elle vit à Nairobi et passe au minimum deux heures par jour dans les transports. A cause de cela, elle a elle-même dû engager une femme de ménage et une nounou, alors qu’elle ne gagne que 5,40 euros par jour. Je lui ai montré une vidéo sur les téléphériques dans les Alpes.

Faith, qui n’a jamais vu de neige ailleurs qu’à la télévision, a regardé attentivement les images. Puis je lui ai montré une autre vidéo sur Tlemcen, en Algérie, où les téléphériques pendent comme des décorations en verre bleu au-dessus des rues. Elle s’est calée dans son fauteuil en souriant. Je lui ai demandé combien elle payait pour ses trajets en autobus et lui ai exposé les arguments en faveur des téléphériques, mais les questions d’argent étaient visiblement passées au second plan. “Ça a l’air amusant !” s’est-elle exclamée, mettant fin à la discussion.

Ler artigo completo:
http://www.courrierinternational.com/article/2014/10/30/transport-la-ville-ne-tient-qu-a-un-fil?page=all

4 de novembro de 2014

SERÁ QUE PRECISAMOS DA PARTICIPAÇÃO DOS ACTORES NO PLANEAMENTO DO TERRITÓRIO?








Encontro Anual da AD URBEM 2014

“A política de ordenamento do território e urbanismo e a nova arquitectura da nossa administração territorial”

PAINEL 1 | A POLÍTICA DE ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E URBANISMO

Resumo da comunicação de:
José Carlos Mota
Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território, Universidade de Aveiro

A temática da participação em questões de interesse colectivo e relacionada com o planeamento do território tem sido uma matéria com crescente interesse na agenda política, cívica e mediática, sobretudo pelo contexto de crescente descontentamento e desencanto com o exercício da democracia.
Acontece que a prática revela que, em processos de participação, muitos dos objectivos bondosos não são tidos em conta ou não são convenientemente considerados, gerando situações de ampla crítica. A revisão da literatura e análise de um conjunto de casos de estudo permitiu identificar um conjunto de críticas à participação dos actores em planeamento do território, estes entendidos como conjuntos de indivíduos com um número significativo de características comuns (interesses/motivações e meios), que desempenham um qualquer papel num determinado palco, influenciando ou sendo influenciado por outros actores e que podem possuir um projecto colectivo.
A primeira tem a ver com a natureza complexa dos problemas - os “wicked problems” referidos por Rittel (1973) - a que o planeamento do território tem de responder, o que gera, normalmente, situações de conflito, distanciamento dos actores menos habilitados e dificuldades de entendimento e implementação.
Para além disso, as críticas centram-se também na importância concedida ao aparato participativo, fortemente mediatizado, criando muitas vezes uma ilusão de elevada democraticidade, frequentemente sem o adequado apetrechamento de conhecimento técnico e científico sobre o objecto em discussão.
A forma como os diferentes actores controlam o palco da participação e os seus resultados pode conduzir a processos pouco transparentes que induzam a manipulação dos interesses dos actores mais fracos e a legitimação dos interesses dominantes, muitas vezes apresentados em nome do «interesse colectivo». Esta circunstância ocorre não só pelo desempenho dos actores com mais meios e motivações, mas também pela incapacidade do promotor do planeamento do território em coordenador o processo participativo, em atender aos actores em presença, em preparar e adequar os conteúdos em discussão ao contexto onde se insere e em apoiar os actores com mais dificuldades de acesso aos diferentes palcos participativos (Day, 1997).
O momento e o método usados para promover a participação também têm levantado muitas dúvidas, pelo facto de ocorrerem, muitas vezes, de forma burocrática, pontual e fragmentada, ou por serem desenvolvidos em formato top-down, com enfoque temporal nas fases finais dos processos, quando as principais decisões e seu quadro de suporte estão já definidos, por isso com limitado impacto potencial nas decisões.
Por último, são referenciados os elevados custos do processo (tempo, dinheiro e políticos), muitas vezes associados a processos mal conduzidos (Day, 1997 e Irvin & Strasburry, 2004), e a falta de avaliação dos resultados da participação (Agger, 2008: 154) e dos impactos que geram no exercício de planeamento.
Perante este conjunto de críticas, coloca-se a questão da pertinência e necessidade de considerar a participação em planeamento do território, sobretudo no quadro dos desafios que se colocam hoje à sociedade contemporânea. O presente artigo, realizado com base em investigação produzida recentemente no âmbito da tese doutoral «Planeamento do Território: Método, Actores e Participação» (Mota, 2014), irá defender a necessidade de equacionar a participação numa diferente abordagem metodológica de planeamento, num novo conjunto objectivos e de actores a envolver.
A participação deverá assim procurar contribuir para aumentar a democraticidade do planeamento do território induzindo um aumento de transparência, uma maior abertura à participação de todos os actores interessados e o acesso público aos seus conteúdos, metodologia e resultados. Esta abertura pode promover uma maior responsabilização de todos os actores envolvidos pela condução e produtos obtidos, tornando o exercício mais justo e menos vulnerável aos actores mais poderosos. Com esta prática, o promotor é incentivado a prestar contas pelas opções tomadas, reforçando com isso a sua legitimidade.
Para além disso, a participação poderá, também, contribuir para aumentar a capacitação dos actores, ao procurar organizar-se um conjunto de iniciativas que os dote com mais conhecimento sobre o objecto de planeamento, o seu contexto, a realidade dos restantes actores na sua diversidade de motivações e meios. Poderá, assim, ser mais fácil gerar uma melhor percepção das questões que determinam o interesse colectivo, conseguindo minimizar a relevância e destaque dos interesses particulares e perceber melhor a necessidade de equilibrar os vários interesses em presença. Esta melhor partilha e compreensão poderá ajudar a criar um contexto de maior resiliência face às dificuldades que favoreça, potencie e mobilize a acção colectiva.
Por último, a participação tenderá a contribuir para aumentar a eficácia do planeamento do território, se isso se traduzir numa maior valorização, mobilização e alinhamento dos meios e motivações dos actores em torno dos objectivos colectivos, assegurando um melhor conhecimento pelos actores do objecto de planeamento, conseguindo identificar-se recursos e actores que até à data não eram conhecidos ou devidamente valorizados, permitindo perspectivar a sua utilização e criar compromissos que viabilizem a acção em torno do interesse colectivo.

(*) abstract resulta da investigação produzida na tese de 
     doutoramento
     «Planeamento do Território: Método, Actores e Participação»
     orientada pelo Prof. Doutor Jorge Carvalho

Ver:
http://www.adurbem.pt/images/stories/ficheiros/Encontro_2014/resumos_encontro_2014_ad_urbem.pdf

29 de outubro de 2014

CONFERENCIA - SMART TICKETING: Inteligência na Mobilidade + BUGA

Quando:
29 de Outubro

Onde:
Aveiro - (Edifício Antiga Capitania) Assembleia Municipal

Aproveitando o encontro de trabalho final do projeto europeu SITE que se realiza em Aveiro, esta sessão aberta à participação pública, pretende discutir o papel da bilhética inteligente como forma de ligar os vários modos de mobilidade e transportes, integrando-os e dando-lhes continuidade. No âmbito do projeto de regeneração da BUGA, pretendemos ainda avaliar como um sistema de bicicletas públicas partilhadas pode integrar o Transporte Público, preenchendo hiatos na continuidade das viagens. Apresentamos os cenários em que a regeneração da BUGA poderá ser efetivada, bem como os outros parceiros do SITE apresentarão os resultados nas cidades de Gijón e San Sebastian, em Espanha, de Nantes, em França, de Liverpool, em Inglaterra e de Dublin, na Irlanda.































EXPOSIÇÃO Bicicletas & Sistemas de Bicicletas Partilhadas

Simultaneamente realiza-se uma exposição  organizada pela Plataforma Tecnológica da Bicicleta e Mobilidade Suave da Universidade de Aveiro, centrada no universo da Bicicleta, com enfoque particular em Sistemas de Bicicletas Partilhadas.

Ver mais:
http://files.cm-aveiro.pt/XPQ5FaAXX44607aGdb9zMjjeZKU.pdf
http://www.cm-aveiro.pt/www/Templates/TONewDetail.aspx?id_object=43008&indexnew=1
http://www.ua.pt/ptbicicleta/

Conferência "Intervenções Urbanas - Estratégias, Operações"

Por:
Nelson Brissac Peixoto


Quando:
29 de Outubro | 18h00


Onde:
Lisboa | ISCTE-IUL | Aud. B204


Como actuar na complexidade e grandes escalas da metrópole contemporânea?
Como se localizar e apreender os processos urbanos que afetam o nosso lugar, a vida quotidiana?
Como a arte e a arquitectura se relacionam com a infra-estrutura, o meio ambiente e as ocupações informais do espaço urbano?
Um balanço de projectos de intervenção urbana realizados em São Paulo, Brasil.
Foco no processo de investigação de situações urbanas críticas em áreas periféricas da cidade, em parceria com as agências públicas que actuam na região.

Ver mais:
http://dinamiacet.iscte-iul.pt/noticias/conferencia-24/

25 de outubro de 2014

A operatividade dos instrumentos de reabilitação urbana


“Viver a Reabilitação”


Quem participa:
Dulce Lopes


Quando:
25 de Outubro

Onde:
Braga

Quem promove:
Vida Imobiliária, CM de Braga, em parceria com a CIM – Cávado

Ver mais:
http://www.vidaimobiliaria.com/cidades/noticia/viver-reabilitação-leva-debate-braga

24 de outubro de 2014

7th CITTA conference "Bridging the implementation gap of Accessibility Instruments and Planning Support Systems"

7th CITTA conference (Centro de Investigação do Território, Transportes e Ambiente )

Quando:
24 de Outubro de 2014

Onde:
Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Apesar da investigação na área do planeamento evidenciar uma proliferação dos instrumentos de apoio ao planeamento, poucos têm sido usados na prática profissional. Esta conferência pretende debater as razões por detrás desta falha na implementação, comum a um grande número de PSS.

Esta conferência anual do CITTA será realizada em conjunto com o segundo dia da conferência final da ação COST TU1002 sobre ‘Instrumentos de Acessibilidade para a Prática do Planeamento na Europa’ (realizada nos dias 23 e 24 de Outubro).
Enquanto a conferência final da ação COST TU1002 pretende discutir os principais resultados e conclusões da sua investigação focada nos instrumentos de acessibilidade na prática do planeamento, a conferência do CITTA irá abrir o debate para outros instrumentos de apoio ao planeamento não baseados na acessibilidade, nomeadamente instrumentos de apoio ao planeamento ambiental, urbano e de transportes.
A discussão será estimulada por oradores como Marco te Brömmelstroet (Universidade de Amesterdão), Paulo Pinho (Universidade do Porto) e Stan Geertman (Universidade de Utrecht) (a confirmar).

Sessões paralelas:
Sessão B1. Urban and Environmental Planning Support Systems Sessão
B2. Transport Planning Support Systems

Sessões do evento conjunto:
Sessão A1. Accessibility Instruments in Planning Practice
Sessão A2. Measuring Accessibility (Special Session of NECTAR C6)
Sessão A3. Accessibility Planning

Ver mais:
http://citta-conference.fe.up.pt

22 de outubro de 2014

Ordenar a Cidade - Newsletter 11


http://www.ordenaracidade.pt/


Newsletter 11 | 22 de Outubro de 2014

Caríssimos,

Temos o prazer de vos anunciar a organização de:

- seminário final do projeto europeu SITE (Smart Integrated Ticketing for Europe) no próximo dia 29 de Outubro. José Carlos Mota, Frederico Moura e Sá e Gil Ribeiro participam no encontro, que terá lugar em Aveiro;
- paralelamente, nos dias 28 e 29, poderão visitar uma exposição sobre Sistemas de Bicicletas Partilhadas, também em Aveiro. A iniciativa é da Plataforma Tecnológica da Bicicleta e Mobilidade Suave da Universidade de Aveiro.


Registam-se ainda as seguintes apresentações públicas recentes ou a ter lugar proximamente:
- José Carlos Mota falou sobre Cidades, participação e futuro em Mangualde em Setembro passado e em Viseu no passado dia 17, para tentar responder à pergunta como planear cidades saudáveis que não sejam só no papel ou no discurso?;
- Dulce Lopes participou no passado dia 7 no ciclo de conferências da RSA/Coimbra Editores, com uma apresentação sobre A operatividade dos instrumentos de reabilitação urbana. Este será igualmente o tema da sua participação num evento promovido pela Vida Imobiliária e a CM de Braga no próximo dia 25, em Braga.


E, enfim, a introdução de quatro novos textos no nosso repositório sobre:
unidades de execução;
o ordenamento da ocupação dispersa;
a Lei de Bases;
mais-valias e indemnizações por expropriação.

21 de outubro de 2014

Island Cities and Urban Archipelagos

Quando:
21-25 October 2014

Onde:
Copenhagen | Denmark

A diversity of island cities
Islands are often associated with peripherality, yet over the course of human history, they have also been important sites of urban development. Many important regional cities and global cities have developed wholly or partially on small islands or archipelagos. Physical separation from the mainland and spatial limitations along with a maritime tradition can encourage the transport of products and ideas, improved defence infrastructure, construction of social capital, consolidation of political power, formation of vibrant cultures, and concentration of population. Some such island-based cities were located on inland river islands and have since expanded far beyond their original borders (for example, Paris and Strasbourg) while others are still strongly associated with their island cores (for example, Hong Kong and New York City).

Major population centres located on larger, primarily rural islands and archipelagos represent another type of island city. Each of these cities is affected not just by the dynamics at work in urban areas in general but also by the special functions it gains from acting as a metropolis that provides goods and services to rural island hinterlands.

Ver mais:
http://www.islanddynamics.org/islandcities.html
http://www.islanddynamics.org/ICUA%202014%20Programme%20and%20Abstracts.pdf