Christian Matthiessen
President
January 2. 2012
Context
The International Geographical Union established a commission on urban geography 1976, and this commission has been renewed and the goals reformulated since.
Since cities, with their distinctive processes and problems, are major features of the modern world, it is vital to focus on their characteristics, problems and solutions in a comparative global context. The Urban Commission is designed to encourage geographical research on emerging problems of contemporary cities and city systems, especially given the increasingly dominant role of urban phenomena. Previous IGU urban commissions have produced many publications, debated key problems, and have supported interaction among urban geographers from many countries. They have also exposed participants to the practical urban problems in different countries, providing them with unique and invaluable experiences to share with their students and colleagues.
By 2008 the world had more people living in urban settlements than in rural areas for the first time in human history. Although the transition from rural to urban lifestyles has already taken place in many countries, this urban change now affects the whole world, and is taking place at the same time as major new transformations in our existing human habitat. While the demographic explosion is a major cause of urban growth, we can also point to new communication and industrial technologies, the growth of service sectors, rapidly expanded spatial interaction and migrations, and the increasing speed and wider penetration of global capitalism by reduced trade barriers due to the reduction of trade restrictions and the spread of neo-liberal ideas.
As more of the world’s population lives and works within an urban habitat, the intrinsic properties of urban systems and urban settlements have become the most important determinants of human life. Within this newly urban world, the size and characteristics of the cities in which we live shape our life chances, our economic and social opportunities and our quality of life, especially within the huge metropolitan concentrations. But a series of emerging trends are rapidly transforming the character of these cities and hinterlands which influence so much of our day-to-day lives. These are seen in new combinations of urban land use mixes, varied degrees of concentration or de-concentration, changing spatial distributions of employment, income and ethnicity, a revived emphasis on civic culture and policies, increasing concern about the new hazards of the city life, in addition to an increasing recognition of the need to incorporate historical heritages and address the quality of life and amenities in cities. At the same time, these urban transformations have imposed even greater pressures upon the nearby countryside. A growing population consumes the resources from nearby communities and exports a variety of contaminants, creating an expanding ‘footprint’ of environmental impact, often with negative consequences for the quality of urban life. This has led to the increasing interest in the notions of ‘sustainability’, as well as the determinants of the ‘quality of life’, all of which support a variety of new and important research projects for urban geographers.
Although the various processes causing these urban transformations are common to many countries, the new changes in urban systems and the internal geography of cities, as well as concerns about sustainability, take different forms in different places. The result is increasingly complex patterns of urban systems and urban structures. But the common forces at work in our increasingly interconnected world do not necessarily lead to homogenous results. The many transformations that are taking place are contingent upon local and regional circumstances, and the results are frequently indeterminate, often with varied and unanticipated consequences. Thus there is a pressing need to identify, monitor and explain these new and emerging patterns of differentiation in our urban world, through international co-operation - patterns that have been summarized in the title of the 2008-2012 commission ‘Emerging Urban Transformations’.
Summary of questions addressed within the urban geography commission
Monitoring patterns
• Urban structure change
• Urban system change
• New types of urban spaces / places / flows
• New analytical tools
Processes and measures of change: the urban context
• Continued migration flows: rural to urban
• Natural increase high in parts of the world
• Land demand increase
• Car ownership rising
• Continued suburbanisation/de-urbanisation
• Network development: Multinational firms, production chains, innovation chains
• Rapid social / economic / political / cultural change
• Rich dominating poor
• New marginalisation / isolation / enclaves
• Identifying new drivers and innovations behind growth and change
• Climate change: urban consequences
System collapse
• Planning system failure to deliver effective solutions
• Environmental thresholds surpassed
• Financial crisis: neo-liberal globalisation in jeopardy
• Actual consequenses:
Peri-urban degradation
Declining / shrinking cities
New regulations (e. g. financial markets: nationalisation of banks)
New responses: perspectives
• The role of local government and governance in solving urban problems must be improved
• Metropolitan government needs to correspond with (greater) functional urban region
• Much better accessibility to capital
• New technologies and their impact on urban environments at different scales
• Environmental regulation enforcement: sustainability policies
• Land consumption / supply restrictions
• Urban concentration and diversification policies
• Smart growth, high priority on collective traffic
• Re-cycling of ”used” areas, urban restructuring
• Regeneration policies activated on shrinking cities (in affluent regions)
• Increasing focus on national urban systems
• Strategic planning
• Planning without re-distribution
• Discussion on new regulation / planning: urban / regional / national / supranational
Ver mais:
http://www.unil.ch/webdav/site/igu-urban/shared/IGU_report_on_urban_commission_2008-2012.docx
24 de dezembro de 2012
19 de dezembro de 2012
Índice de Cidades Inteligentes - Portugal
INTELI lança Site da rede RENER - Living Lab para a Inovação Urbana, integrada por 25 cidades portuguesas
O Índice de Cidades Inteligentes 2020 foi aplicado, nesta primeira edição, às cidades que constituem o Living Lab RENER – Rede de Inovação Urbana, liderado pela INTELI e membro da Rede Europeia de Living Labs.
Trata-se de um laboratório vivo que integra 25 cidades portuguesas, funcionando como espaço de teste e experimentação de soluções urbanas inteligentes em contexto real. Privilegia-se uma filosofia de inovação aberta e de co-criação com forte envolvimento dos utilizadores e cidadãos. O RENER é também um palco de partilha de experiências e boas práticas com capacidade de replicação noutras cidades e regiões, quer a nível nacional quer internacional.
A origem do living lab encontra-se associada ao Programa Nacional de Mobilidade Eléctrica, tendo as cidades envolvidas funcionado como test-bed para a introdução do veículo eléctrico em Portugal, ao nível da infra-estrutura de carregamento e da respectiva rede de gestão e informação.
Pretende-se agora alargar a intervenção do RENER a outras áreas de inteligência urbana, como a eficiência energética, energias renováveis, gestão da água e resíduos, governação, inovação social, etc., criando uma rede de cidades inteligentes em Portugal.
As 25 Cidades são: Almada, Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Cascais, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Guimarães, Leiria, Lisboa, Loures, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Sintra, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Nova de Gaia, Vila Real, Viseu
in:
http://www.rener.pt
Publicado por:
Catarina Selada
em:
Cidades pela Retoma e Transição
Link para o texto:
"Índice de Cidades Inteligentes - Portugal":
http://media.wix.com/ugd//55d170_b72609b772d106353c2e6a5690b77a8e.pdf
O Índice de Cidades Inteligentes 2020 foi aplicado, nesta primeira edição, às cidades que constituem o Living Lab RENER – Rede de Inovação Urbana, liderado pela INTELI e membro da Rede Europeia de Living Labs.
Trata-se de um laboratório vivo que integra 25 cidades portuguesas, funcionando como espaço de teste e experimentação de soluções urbanas inteligentes em contexto real. Privilegia-se uma filosofia de inovação aberta e de co-criação com forte envolvimento dos utilizadores e cidadãos. O RENER é também um palco de partilha de experiências e boas práticas com capacidade de replicação noutras cidades e regiões, quer a nível nacional quer internacional.
A origem do living lab encontra-se associada ao Programa Nacional de Mobilidade Eléctrica, tendo as cidades envolvidas funcionado como test-bed para a introdução do veículo eléctrico em Portugal, ao nível da infra-estrutura de carregamento e da respectiva rede de gestão e informação.
Pretende-se agora alargar a intervenção do RENER a outras áreas de inteligência urbana, como a eficiência energética, energias renováveis, gestão da água e resíduos, governação, inovação social, etc., criando uma rede de cidades inteligentes em Portugal.
As 25 Cidades são: Almada, Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Cascais, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Guimarães, Leiria, Lisboa, Loures, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Sintra, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Nova de Gaia, Vila Real, Viseu
in:
http://www.rener.pt
Publicado por:
Catarina Selada
em:
Cidades pela Retoma e Transição
Link para o texto:
"Índice de Cidades Inteligentes - Portugal":
http://media.wix.com/ugd//55d170_b72609b772d106353c2e6a5690b77a8e.pdf
18 de dezembro de 2012
Le paysage comme matrice
Quando:
18 décembre 2012 [15h00 - 18h00]
Onde: Paris - Cité de l'architecture & du patrimoine - Auditorium
Colloque organisé dans le cadre de la Saison croate par l'Institut français d'architecture/Cité de l'architecture & du patrimoine
Intervenants :
- Nikola Bašić, architecte
- Goran Nikšić, historien
- Vladimir Skračić, chercheur en sciences humaines
- Nicolas Michelin, architecte urbaniste
- Francis Rambert, modérateur
Mais informação:
http://www.citechaillot.fr/fr/auditorium/conferences_et_debats/24827-le_paysage_comme_matrice.html
18 décembre 2012 [15h00 - 18h00]
Onde: Paris - Cité de l'architecture & du patrimoine - Auditorium
Colloque organisé dans le cadre de la Saison croate par l'Institut français d'architecture/Cité de l'architecture & du patrimoine
Intervenants :
- Nikola Bašić, architecte
- Goran Nikšić, historien
- Vladimir Skračić, chercheur en sciences humaines
- Nicolas Michelin, architecte urbaniste
- Francis Rambert, modérateur
Mais informação:
http://www.citechaillot.fr/fr/auditorium/conferences_et_debats/24827-le_paysage_comme_matrice.html
17 de dezembro de 2012
La Recommandation UNESCO sur le paysage urbain historique
La Recommandation UNESCO sur le paysage urbain historique
Une nouvelle approche de la conservation urbaine ?
par Francesco Bandarin
Quando:
17 décembre 2012 de 18h30 à 20h00
Onde:
Paris - Cité de l'architecture & du patrimoine - Auditorium
En novembre 2011, l’UNESCO a adopté un nouveau texte normatif, la Recommandation concernant le paysage urbain historique. C’est le premier texte normatif de l’UNESCO dédié spécifiquement aux villes, et le premier texte de l’UNESCO sur la conservation depuis 35 ans.
Le but de ce dispositif est de mettre à jour les approches de la conservation urbaine, en prenant en compte tous les nouveaux concepts qui se sont développés pendant les dernières décennies dans le domaine de la conservation (les paysages culturels, la diversité culturelle, le patrimoine immatériel, etc.). La Recommandation vise aussi à intégrer la vision du développement durable dans la conservation urbaine, et de conjuguer les pratiques de conservation du patrimoine et celles du développement de la ville contemporaine. »
Conférence donnée par Francesco Bandarin, directeur général adjoint pour la culture de l’UNESCO,
suivie d’une table ronde animée par
Jade Tabet, architecte urbaniste,
avec
Albert Dubler, président de l’Union internationale des architectes,
Benjamin Mouton, vice-président d’ICOMOS International et professeur associé à l’École de Chaillot,
Lorenzo Diez, directeur de l’ENSA de Nancy et professeur associé à l’École de Chaillot.
Mais informação:
http://www.citechaillot.fr/fr/auditorium/conferences_et_debats/25031-la_recommandation_unesco_sur_le_paysage_urbain_historique.html
Une nouvelle approche de la conservation urbaine ?
par Francesco Bandarin
Quando:
17 décembre 2012 de 18h30 à 20h00
Onde:
Paris - Cité de l'architecture & du patrimoine - Auditorium
En novembre 2011, l’UNESCO a adopté un nouveau texte normatif, la Recommandation concernant le paysage urbain historique. C’est le premier texte normatif de l’UNESCO dédié spécifiquement aux villes, et le premier texte de l’UNESCO sur la conservation depuis 35 ans.
Le but de ce dispositif est de mettre à jour les approches de la conservation urbaine, en prenant en compte tous les nouveaux concepts qui se sont développés pendant les dernières décennies dans le domaine de la conservation (les paysages culturels, la diversité culturelle, le patrimoine immatériel, etc.). La Recommandation vise aussi à intégrer la vision du développement durable dans la conservation urbaine, et de conjuguer les pratiques de conservation du patrimoine et celles du développement de la ville contemporaine. »
Conférence donnée par Francesco Bandarin, directeur général adjoint pour la culture de l’UNESCO,
suivie d’une table ronde animée par
Jade Tabet, architecte urbaniste,
avec
Albert Dubler, président de l’Union internationale des architectes,
Benjamin Mouton, vice-président d’ICOMOS International et professeur associé à l’École de Chaillot,
Lorenzo Diez, directeur de l’ENSA de Nancy et professeur associé à l’École de Chaillot.
Mais informação:
http://www.citechaillot.fr/fr/auditorium/conferences_et_debats/25031-la_recommandation_unesco_sur_le_paysage_urbain_historique.html
16 de dezembro de 2012
“Urban Governance in Southern Europe”
editores:
João Seixas e Abel Albet da UAB
Ashgate, 2012
O livro analisa as realidades, pressões e tendências geográficas e de governação de uma série de territórios urbanos do Sul da Europa, de Lisboa a Atenas e de Toulouse a Istanbul. Procura trazer novas reflexões para as políticas urbanas e metropolitanas nas sociedades meridionais Europeias, quer em face dos debates em torno da governança, quer face às pressões mais recentes em curso.
Mais informação:
http://www.ashgate.com/default.aspx?page=637&calcTitle=1&title_id=11716&edition_id=1209348037
João Seixas e Abel Albet da UAB
Ashgate, 2012
O livro analisa as realidades, pressões e tendências geográficas e de governação de uma série de territórios urbanos do Sul da Europa, de Lisboa a Atenas e de Toulouse a Istanbul. Procura trazer novas reflexões para as políticas urbanas e metropolitanas nas sociedades meridionais Europeias, quer em face dos debates em torno da governança, quer face às pressões mais recentes em curso.
Mais informação:
http://www.ashgate.com/default.aspx?page=637&calcTitle=1&title_id=11716&edition_id=1209348037
14 de dezembro de 2012
Prémios Cidade Perfeita
as cidades portuguesas mais inteligentes
Lisboa, Almada, Cascais, Aveiro e Vila Nova de Gaia destacam-se pelo seu comportamento "inteligente" num índice que vai além das soluções tecnológicas utilizadas e integra também sustentabilidade ou inclusão social.
O Índice de Cidades Inteligentes 2012, elaborado pela Inteli e hoje apresentado em livro, contempla 20 dos 25 municípios da rede Living Lab RENER para a renovação urbana, de todo o país, e analisa as áreas da governação, inovação, sustentabilidade, inclusão e conetividade, com cerca de 80 indicadores cada uma.
Ver mais:
http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/cascais-cidades-turismo-inteligentes-estudo-ambiente/1401898-4071.html
Lisboa, Almada, Cascais, Aveiro e Vila Nova de Gaia destacam-se pelo seu comportamento "inteligente" num índice que vai além das soluções tecnológicas utilizadas e integra também sustentabilidade ou inclusão social.
O Índice de Cidades Inteligentes 2012, elaborado pela Inteli e hoje apresentado em livro, contempla 20 dos 25 municípios da rede Living Lab RENER para a renovação urbana, de todo o país, e analisa as áreas da governação, inovação, sustentabilidade, inclusão e conetividade, com cerca de 80 indicadores cada uma.
Ver mais:
http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/cascais-cidades-turismo-inteligentes-estudo-ambiente/1401898-4071.html
Le Plan Cerdà 1859, base de la Barcelone moderne
par Fernando Marzá,
architecte et professeur à l’Universitat politècnica de Catalunya,
commissaire de l’exposition “Cerdà. 150 anys de modernitat”
Quando:
14 décembre 2012 [19h00 - 21h00]
Onde:
Paris - Cité de l'architecture & du patrimoine - Auditorium
Quem organiza:
Conférence organisée par l’Institut français d’architecture
Fortifiée jusqu’au milieu du XIXe siècle, la ville de Barcelone va connaître une forte densification du fait de la révolution industrielle. Il devient nécessaire d’adapter la ville à de nouvelles exigences d’hygiène et de transports. La solution sera d’abattre les enceintes et d’élargir le périmètre de la ville. Dans les faits, le principe de la ville diffuse s’impose progressivement. Cet étalement urbain provoque un débat sur la transformation de la ville. En 1855, Ildefonso Cerdà établit un plan topographique de Barcelone et de ses environs qui permet d’engager une réflexion sur l’urbanisation en s’appuyant sur la mémoire des villes. Cerdà utilisera Barcelone, sa transformation et son extension comme terrain d’analyse et comme base de ses propositions. En s’appuyant sur le plan topographique, il soumet à la reine Isabel II le Projet de transformation et d’extension de Barcelone de 1859, qui se développe sur un territoire représentant dix fois la surface de l’ancienne ville fortifiée. Cerdà, ingénieur civil du gouvernement, est chargé du projet urbain entre 1860 et 1865 et en contrôle l’application. En 1867, il publie sa Teoría general de la urbanización que Françoise Choay qualifiera, dans son livre La Règle et le modèle, de texte pionnier de la théorie urbaine. À l’instar des travaux d’Haussmann pour Paris, le Projet de transformation et d’extension de Barcelone de 1859 conçu par Cerdà a marqué l’organisation et le développement de la ville depuis cent cinquante ans. Un modèle de densité dans les deux cas.
Mais informação:
http://www.citechaillot.fr/fr/auditorium/conferences_et_debats/25036-le_plan_cerda_1859_base_de_la_barcelone_moderne.html
architecte et professeur à l’Universitat politècnica de Catalunya,
commissaire de l’exposition “Cerdà. 150 anys de modernitat”
Quando:
14 décembre 2012 [19h00 - 21h00]
Onde:
Paris - Cité de l'architecture & du patrimoine - Auditorium
Quem organiza:
Conférence organisée par l’Institut français d’architecture
Fortifiée jusqu’au milieu du XIXe siècle, la ville de Barcelone va connaître une forte densification du fait de la révolution industrielle. Il devient nécessaire d’adapter la ville à de nouvelles exigences d’hygiène et de transports. La solution sera d’abattre les enceintes et d’élargir le périmètre de la ville. Dans les faits, le principe de la ville diffuse s’impose progressivement. Cet étalement urbain provoque un débat sur la transformation de la ville. En 1855, Ildefonso Cerdà établit un plan topographique de Barcelone et de ses environs qui permet d’engager une réflexion sur l’urbanisation en s’appuyant sur la mémoire des villes. Cerdà utilisera Barcelone, sa transformation et son extension comme terrain d’analyse et comme base de ses propositions. En s’appuyant sur le plan topographique, il soumet à la reine Isabel II le Projet de transformation et d’extension de Barcelone de 1859, qui se développe sur un territoire représentant dix fois la surface de l’ancienne ville fortifiée. Cerdà, ingénieur civil du gouvernement, est chargé du projet urbain entre 1860 et 1865 et en contrôle l’application. En 1867, il publie sa Teoría general de la urbanización que Françoise Choay qualifiera, dans son livre La Règle et le modèle, de texte pionnier de la théorie urbaine. À l’instar des travaux d’Haussmann pour Paris, le Projet de transformation et d’extension de Barcelone de 1859 conçu par Cerdà a marqué l’organisation et le développement de la ville depuis cent cinquante ans. Un modèle de densité dans les deux cas.
Mais informação:
http://www.citechaillot.fr/fr/auditorium/conferences_et_debats/25036-le_plan_cerda_1859_base_de_la_barcelone_moderne.html
13 de dezembro de 2012
"Dos Planos à Execução Urbanística" de Jorge Carvalho
Jorge Carvalho
Editora:
Almedina
Coleção:
Fora de Coleção
Tema:
Arquitectura
Ano:
2012
SINOPSE
Não obstante o esforço de Ordenamento do Território, em Portugal, nas últimas décadas é consensual a opinião de que tem sido pouco eficaz, de que muitas das transformações ocorridas desaproveitam, numa prespectiva colectiva, recursos ambientais e financeiros.
Partindo desta constatação, o Autor considera que as razões dessa ineficácia residem sobretudo em componentes perversas de política fundiária e numa praxis urbanística desadequada.
É sobre essa Prática Urbanística Municipal que incide este Livro, apresentando—de forma concreta, pormenorizada e exemplificada—propostas para a sua progressiva alteração:
- Programação e Orientações Executórias, adicionadas aos Planos.
- Dinamização municipal de Parcerias Urbanísticas para cumprimento da Programação.
- Licenciamento assistemático e individualizado mais criterioso e limitado.
De há muito que as alterações que aqui se preconizam são necessárias. A legislação—desde o DL380/99, já lá vão 13 anos—aponta este caminho.
A actual crise económica/financeira exige, ainda mais, uma utilização racional dos parcos recursos disponíveis, público e privados. Há que os adicionar e que os estimular, orientando-os para operações urbanísticas que, pagando-se a si prórpias. Contribuem para o bem comum.
Mais informação:
http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=20559
https://www.facebook.com/PlaneamentoRegionaleUrbano
Editora:
Almedina
Coleção:
Fora de Coleção
Tema:
Arquitectura
Ano:
2012
SINOPSE
Não obstante o esforço de Ordenamento do Território, em Portugal, nas últimas décadas é consensual a opinião de que tem sido pouco eficaz, de que muitas das transformações ocorridas desaproveitam, numa prespectiva colectiva, recursos ambientais e financeiros.
Partindo desta constatação, o Autor considera que as razões dessa ineficácia residem sobretudo em componentes perversas de política fundiária e numa praxis urbanística desadequada.
É sobre essa Prática Urbanística Municipal que incide este Livro, apresentando—de forma concreta, pormenorizada e exemplificada—propostas para a sua progressiva alteração:
- Programação e Orientações Executórias, adicionadas aos Planos.
- Dinamização municipal de Parcerias Urbanísticas para cumprimento da Programação.
- Licenciamento assistemático e individualizado mais criterioso e limitado.
De há muito que as alterações que aqui se preconizam são necessárias. A legislação—desde o DL380/99, já lá vão 13 anos—aponta este caminho.
A actual crise económica/financeira exige, ainda mais, uma utilização racional dos parcos recursos disponíveis, público e privados. Há que os adicionar e que os estimular, orientando-os para operações urbanísticas que, pagando-se a si prórpias. Contribuem para o bem comum.
Mais informação:
http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=20559
https://www.facebook.com/PlaneamentoRegionaleUrbano
12 de dezembro de 2012
International Workshop - Inhabiting the new/inhabiting again in times of crisis
Abitare il nuovo/abitare di nuovo ai tempi della crisi
Quando:
12-13 December 2012
Onde:
Naples, Italy
Quem organiza:
Department of Urban Design and Planning Federico II University of Naples via Forno Vecchio 36, Naples
The workshop will be focused on the themes of the rights to the city, housing and the environment, with the aim of discussing issues, strategies, design tools and policies relevant to planning in the current political-economic phase.
In the current political-economic phase, affected by the global financial crisis started in 2007-08, the reduction of public investments in crucial sectors as services and welfare, as well as increasing social conflicts, are strongly putting into question, in Europe and elsewhere, the issue of the rights to the city, and calling for more attention to alternative modes of habitability inspired by principles like adaptation and innovation. In such a perspective, the rights to the city and the environment comes to forefront and challenges planning to revise its themes, approaches and tools. The issue of housing gets new importance as well, and calls for an in-depth investigation about new urban formations, on one side, and new approaches to constructions in a sustainable perspective, rational use of resources, building heritage management on the other. In such a frame, the invitation to scholars from different fields focusing on the transformations of the built environment proposes three different tracks, hereafter briefly summarized.
TRACKS
T1. TOOLS AND STRATEGIES TO INHABIT THE CRISIS
In the current phase, urban and regional planning is challenged, on different scales, by new demands and dimensions of habitability produced, in times of crisis, by massive processes of socio-spatial restructuring (new combinations of poverty and marginality, racisms, polarization of degradation and environmental regeneration, functional segregation, etc..).
In such a perspective, for example, the economic and political divide between continental and peripheral regions in Europe, one of the core-themes of cohesion and development policies produced in these past years by the EU, seems more critical today, when crisis is heavily pushing countries to the edge of peripherization or internal fragmentation.
A new territorial project, dealing with transformations of the built environment and emerging socio-economic patterns of crisis, is a rising challenge occurring in a cultural and economic cycle that, 40 years after, brings back to the political agenda issues like austerity and sobriety of society and institutions.
Finally, a new focus on urban micro-politics, i.e. practices of social production of space coping with issues of power and conflict, emphasizes the potentials that field research, often carried out through cases designed for the micro scale (neighborhoods), may display in terms of a different interpretation of the “effects of globalization” on contemporary cities.
T2. INHABITING: THE HOUSING DESIGN
This issue has been usually approached, in recent years, as a part of the debate on sprawl or density, in terms of technological upgrading related to sustainable energies, or in social terms relating to the construction of new housing. None of this aspects can be considered secondary, indeed all of them have an indispensable role in the contemporary debate on residence, but it is also important to rethink and consider some specific design aspects: the functional program, the spatial organization of the house, the building typologies, the types of aggregation, common areas, public and semipublic spaces. And finally come back to consider the role of a distinctive feature of specific culture settlements always played by the theme of housing.
Reasoning about housing design, now means to focus on the spaces of the contemporary city, not only in large areas of urban addition, but also in many unresolved and unfinished places, and in all the landlocked, hybrid or wasted areas, into the structural body of the city. A further field of reflection is offered by the transformations taking place in urban consolidated areas. In this cases the existing architectural heritage is constantly adapting to internal processes, producing spatiality, typologies and different ways of living, with an approach focused on the interpretation of the tangible and intangible traces suggested by the pre-existence, which combines echoes of theoretical models.
In this variety of cases and situations it is important to develop a theoretical debate on projects that have addressed these issues, and on several theoretical studies (starting from studies on housing to urban researches on new issues related to the existing, to the need to control the use of resources). This set of different components can generate innovative contribution to the topic, reviewing critically some "invariant" of the design of the house, such as recognition, modularity and types of aggregation, just to mention few examples.
It can be useful to relate these invariants with further aspects, that reflect the contemporary design of the house, working on new spatial categories, starting from an idea of flexibility, versatility, functional organization, as a design strategy, to respond to a new request of life style and to the changing of family units with different ways of living.
T3. SUSTAINABLE PROCESSES FOR THE QUALITY OF LIVING
In the recent frame of environmental, energy, economic and social crisis it is necessary to better understand the urban dynamics and the various contexts where nowadays we can outline new challenges for the built environment induced by scenarios characterized by “poor” environmental resources (land and water), limited financial resources availability, rising energy and environmental costs for the management of building processes and buildings’ lifecycle.
The objective crisis conditions and the awareness about the irreversibility of transformations under way are driving towards new strategies, processes, tools, design solutions and technologies in order to define new logics in the construction industry capable of offering effective responses to the outlined issues.
Some strategic themes can be identified as the ability to mitigate and adapt to new environmental conditions as the result of climate change, the proposition of better housing models and the definition of appropriate ways to achieve the economic development of the sector, compatible with individuals’ social and cultural needs.
The architecture action fields in which economic growth, environmental safeguard and the use of new energies can be better conjugated, can be found, according to numerous studies, in building and urban rehabilitation, energy saving actions related to urban spaces and buildings, technology innovation, performance approach, urban and building local development, in sustainable and strategic design.
Mais informação:
http://www.interiorsforumworld.net/wp-content/uploads/2012/07/abitare_Callforpaper_EN.pdf
Quando:
12-13 December 2012
Onde:
Naples, Italy
Quem organiza:
Department of Urban Design and Planning Federico II University of Naples via Forno Vecchio 36, Naples
The workshop will be focused on the themes of the rights to the city, housing and the environment, with the aim of discussing issues, strategies, design tools and policies relevant to planning in the current political-economic phase.
In the current political-economic phase, affected by the global financial crisis started in 2007-08, the reduction of public investments in crucial sectors as services and welfare, as well as increasing social conflicts, are strongly putting into question, in Europe and elsewhere, the issue of the rights to the city, and calling for more attention to alternative modes of habitability inspired by principles like adaptation and innovation. In such a perspective, the rights to the city and the environment comes to forefront and challenges planning to revise its themes, approaches and tools. The issue of housing gets new importance as well, and calls for an in-depth investigation about new urban formations, on one side, and new approaches to constructions in a sustainable perspective, rational use of resources, building heritage management on the other. In such a frame, the invitation to scholars from different fields focusing on the transformations of the built environment proposes three different tracks, hereafter briefly summarized.
TRACKS
T1. TOOLS AND STRATEGIES TO INHABIT THE CRISIS
In the current phase, urban and regional planning is challenged, on different scales, by new demands and dimensions of habitability produced, in times of crisis, by massive processes of socio-spatial restructuring (new combinations of poverty and marginality, racisms, polarization of degradation and environmental regeneration, functional segregation, etc..).
In such a perspective, for example, the economic and political divide between continental and peripheral regions in Europe, one of the core-themes of cohesion and development policies produced in these past years by the EU, seems more critical today, when crisis is heavily pushing countries to the edge of peripherization or internal fragmentation.
A new territorial project, dealing with transformations of the built environment and emerging socio-economic patterns of crisis, is a rising challenge occurring in a cultural and economic cycle that, 40 years after, brings back to the political agenda issues like austerity and sobriety of society and institutions.
Finally, a new focus on urban micro-politics, i.e. practices of social production of space coping with issues of power and conflict, emphasizes the potentials that field research, often carried out through cases designed for the micro scale (neighborhoods), may display in terms of a different interpretation of the “effects of globalization” on contemporary cities.
T2. INHABITING: THE HOUSING DESIGN
This issue has been usually approached, in recent years, as a part of the debate on sprawl or density, in terms of technological upgrading related to sustainable energies, or in social terms relating to the construction of new housing. None of this aspects can be considered secondary, indeed all of them have an indispensable role in the contemporary debate on residence, but it is also important to rethink and consider some specific design aspects: the functional program, the spatial organization of the house, the building typologies, the types of aggregation, common areas, public and semipublic spaces. And finally come back to consider the role of a distinctive feature of specific culture settlements always played by the theme of housing.
Reasoning about housing design, now means to focus on the spaces of the contemporary city, not only in large areas of urban addition, but also in many unresolved and unfinished places, and in all the landlocked, hybrid or wasted areas, into the structural body of the city. A further field of reflection is offered by the transformations taking place in urban consolidated areas. In this cases the existing architectural heritage is constantly adapting to internal processes, producing spatiality, typologies and different ways of living, with an approach focused on the interpretation of the tangible and intangible traces suggested by the pre-existence, which combines echoes of theoretical models.
In this variety of cases and situations it is important to develop a theoretical debate on projects that have addressed these issues, and on several theoretical studies (starting from studies on housing to urban researches on new issues related to the existing, to the need to control the use of resources). This set of different components can generate innovative contribution to the topic, reviewing critically some "invariant" of the design of the house, such as recognition, modularity and types of aggregation, just to mention few examples.
It can be useful to relate these invariants with further aspects, that reflect the contemporary design of the house, working on new spatial categories, starting from an idea of flexibility, versatility, functional organization, as a design strategy, to respond to a new request of life style and to the changing of family units with different ways of living.
T3. SUSTAINABLE PROCESSES FOR THE QUALITY OF LIVING
In the recent frame of environmental, energy, economic and social crisis it is necessary to better understand the urban dynamics and the various contexts where nowadays we can outline new challenges for the built environment induced by scenarios characterized by “poor” environmental resources (land and water), limited financial resources availability, rising energy and environmental costs for the management of building processes and buildings’ lifecycle.
The objective crisis conditions and the awareness about the irreversibility of transformations under way are driving towards new strategies, processes, tools, design solutions and technologies in order to define new logics in the construction industry capable of offering effective responses to the outlined issues.
Some strategic themes can be identified as the ability to mitigate and adapt to new environmental conditions as the result of climate change, the proposition of better housing models and the definition of appropriate ways to achieve the economic development of the sector, compatible with individuals’ social and cultural needs.
The architecture action fields in which economic growth, environmental safeguard and the use of new energies can be better conjugated, can be found, according to numerous studies, in building and urban rehabilitation, energy saving actions related to urban spaces and buildings, technology innovation, performance approach, urban and building local development, in sustainable and strategic design.
Mais informação:
http://www.interiorsforumworld.net/wp-content/uploads/2012/07/abitare_Callforpaper_EN.pdf
11 de dezembro de 2012
Seminário “Give cities a change. Arts for socially creative geographies”
Projecto RUcaS
Utopias Reais em Espaços Socialmente Criativos do CEG-IGOT, Universidade de Lisboa
Quando:
11 de Dezembro de 2012, às 9h30
Onde:
Complexo Interdisciplinar da Universidade de Lisboa.
Mais informação:
http://rucasproject.wordpress.com
Utopias Reais em Espaços Socialmente Criativos do CEG-IGOT, Universidade de Lisboa
Quando:
11 de Dezembro de 2012, às 9h30
Onde:
Complexo Interdisciplinar da Universidade de Lisboa.
Mais informação:
http://rucasproject.wordpress.com
Cidades Inteligentes: Um Modelo para a Cidade do Futuro
57º GeoForum
Quando:
11 Dezembro 2012 - 19h15m
Onde:
Lisboa
- Universidade Lusófona
- Auditório Armando Guebuza, Biblioteca Victor de Sá
Com quem:
Catarina Selada (INTELI)
Organização:
- Departamento de Geografia da Univ. Lusófona
- TERCUD - Centro de Estudos do Território Cultura e Desenvolvimento
Links:
- http://geografia.ulusofona.pt/
- http://www.facebook.com/GeografiaULHT
- http://tercud.ulusofona.pt/
Quando:
11 Dezembro 2012 - 19h15m
Onde:
Lisboa
- Universidade Lusófona
- Auditório Armando Guebuza, Biblioteca Victor de Sá
Com quem:
Catarina Selada (INTELI)
Organização:
- Departamento de Geografia da Univ. Lusófona
- TERCUD - Centro de Estudos do Território Cultura e Desenvolvimento
Links:
- http://geografia.ulusofona.pt/
- http://www.facebook.com/GeografiaULHT
- http://tercud.ulusofona.pt/
10 de dezembro de 2012
Sítios singulares
Artigo XXIV da Série habitar e viver melhor
Infohabitar Ano VIII, N.º 414
António Baptista Coelho
A construção de uma Arquitectura Urbana e do Habitar, estimulante porque harmonizada com as boas medidas do homem e bem reflectidas nas boas medidas da cidade e das vizinhanças que a compõem, nunca será possível em espaços urbanos monótonos e descaracterizados.
...
... nesta matéria não seria possível deixar de lembrar outro autor ... de acordo com o clássico estudo de Kevin Lynch sobre a imagem urbana esta concretiza-se em cinco tipos fundamentais de elementos:
• as vias, canais ao longo dos quais as pessoas se deslocam habitual, ocasional ou potencialmente;
• os limites, elementos lineares que as pessoas não usam ou consideram como vias, e que constituem fronteiras, soluções de continuidade e elementos de referência;
• os bairros, partes da cidade com um tamanho tão grande, que caracterizam um espaço tridimensional onde podemos penetrar mentalmente, reconhecendo um carácter geral bem identificável;
• os nós, que são pontos e locais estratégicos da cidade onde podemos penetrar, pólos que dão origem e destino às nossas deslocações, sendo, naturalmente, confluências de vias e estruturando acontecimentos singulares ao longo delas, assumindo-se, por vezes, em pólos de animação dos bairros;
• e, finalmente, os pontos de referência, que são referências pontuais, externas ao observador (ex., edifício singular, anúncio muito evidente, loja característica, montanha dominante, etc.), longínquas ou marcando, directamente, constantes direccionais, percursos e sequências de vistas.
E Lynch remata este seu modelo de imagem urbana, referindo que é preciso modelar estes elementos conjuntamente, para que se possa atingir uma forma urbana consistente, através de grupos de elementos semelhantes ou distintos, que se reforcem mutuamente, e que, podemos provavelmente concluir, ao se integrarem e reforçarem constroem uma imagem unitária que dificilmente será igual a qualquer outra.
E tomando estas ideias de modelação conjunta e mutuamente reforçada de elementos sempre ao serviço de uma forma urbana e habitada consistente, será sempre oportuno relembrar algumas das muitas e preciosas lições de Herman Hertzberger (1991):
• “A arquitetura deve ser generosa e convidativa para todos, sem distinção… O arquiteto é como o médico … deve simplesmente providenciar para que aquilo que pratica faça com que alguém se sinta melhor” (p.267).
• “Devemos ter cuidado para não deixar buracos e cantos perdidos e sem utilidade, que como não servem para nenhum objetivo, são «inabitáveis». Um arquiteto não deve desperdiçar espaço… pelo contrário deve acrescentar espaço… também em lugares que em geral não despertam atenção, isto é, entre as coisas” (p.186).
• “Onde quer que haja desperdício de espaço para o trânsito, os edifícios se tornam isolados, distantes entre si, isso faz com que seja impossível que o espaço urbano evolua organicamente” (p. 192).
• (e ainda Hertzberger, p.193, citando Aldo van Eyck): “Faça de cada coisa um lugar, faça de cada casa e de cada cidade uma porção de lugares, pois uma casa é uma cidade em miniatura e uma cidade é uma casa enorme. O espaço deve ser articulado para criar lugares… quanto mais articulação houver, menor será a unidade espacial, e, quantos mais centros de atenção existirem, mais o efeito total será individualizante.”
...
Link para o texto integral:
http://infohabitar.blogspot.pt/
Infohabitar Ano VIII, N.º 414
António Baptista Coelho
A construção de uma Arquitectura Urbana e do Habitar, estimulante porque harmonizada com as boas medidas do homem e bem reflectidas nas boas medidas da cidade e das vizinhanças que a compõem, nunca será possível em espaços urbanos monótonos e descaracterizados.
...
... nesta matéria não seria possível deixar de lembrar outro autor ... de acordo com o clássico estudo de Kevin Lynch sobre a imagem urbana esta concretiza-se em cinco tipos fundamentais de elementos:
• as vias, canais ao longo dos quais as pessoas se deslocam habitual, ocasional ou potencialmente;
• os limites, elementos lineares que as pessoas não usam ou consideram como vias, e que constituem fronteiras, soluções de continuidade e elementos de referência;
• os bairros, partes da cidade com um tamanho tão grande, que caracterizam um espaço tridimensional onde podemos penetrar mentalmente, reconhecendo um carácter geral bem identificável;
• os nós, que são pontos e locais estratégicos da cidade onde podemos penetrar, pólos que dão origem e destino às nossas deslocações, sendo, naturalmente, confluências de vias e estruturando acontecimentos singulares ao longo delas, assumindo-se, por vezes, em pólos de animação dos bairros;
• e, finalmente, os pontos de referência, que são referências pontuais, externas ao observador (ex., edifício singular, anúncio muito evidente, loja característica, montanha dominante, etc.), longínquas ou marcando, directamente, constantes direccionais, percursos e sequências de vistas.
E Lynch remata este seu modelo de imagem urbana, referindo que é preciso modelar estes elementos conjuntamente, para que se possa atingir uma forma urbana consistente, através de grupos de elementos semelhantes ou distintos, que se reforcem mutuamente, e que, podemos provavelmente concluir, ao se integrarem e reforçarem constroem uma imagem unitária que dificilmente será igual a qualquer outra.
E tomando estas ideias de modelação conjunta e mutuamente reforçada de elementos sempre ao serviço de uma forma urbana e habitada consistente, será sempre oportuno relembrar algumas das muitas e preciosas lições de Herman Hertzberger (1991):
• “A arquitetura deve ser generosa e convidativa para todos, sem distinção… O arquiteto é como o médico … deve simplesmente providenciar para que aquilo que pratica faça com que alguém se sinta melhor” (p.267).
• “Devemos ter cuidado para não deixar buracos e cantos perdidos e sem utilidade, que como não servem para nenhum objetivo, são «inabitáveis». Um arquiteto não deve desperdiçar espaço… pelo contrário deve acrescentar espaço… também em lugares que em geral não despertam atenção, isto é, entre as coisas” (p.186).
• “Onde quer que haja desperdício de espaço para o trânsito, os edifícios se tornam isolados, distantes entre si, isso faz com que seja impossível que o espaço urbano evolua organicamente” (p. 192).
• (e ainda Hertzberger, p.193, citando Aldo van Eyck): “Faça de cada coisa um lugar, faça de cada casa e de cada cidade uma porção de lugares, pois uma casa é uma cidade em miniatura e uma cidade é uma casa enorme. O espaço deve ser articulado para criar lugares… quanto mais articulação houver, menor será a unidade espacial, e, quantos mais centros de atenção existirem, mais o efeito total será individualizante.”
...
Link para o texto integral:
http://infohabitar.blogspot.pt/
9 de dezembro de 2012
Oscar Niemeyer
"(...) gosto do meu país; das suas grandezas e misérias; do Rio, das suas praias e montanhas; dos cariocas, tranqüilos e desinibidos, como se a vida fosse justa e eles a desfrutavam sem discriminação. Como gosto deste país imenso! Do Norte ao Sul. Dos mais abandonados a fugirem da seca, sem casa nem comida, marcados pelo desespero; dos meus irmãos favelados, a ocuparem os morros com suas revoltas. Como tento desculpá-los quando a vida os transforma e a justiça dos homens os cerca implacável."
Oscar Niemeyer
"Não é o ângulo reto que me atrai. Nem a linha reta, dura, inflexível criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu país. No curso sinuoso dos sentidos, nas nuvens do céu. No corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo”.
Oscar Niemeyer
imagem in:
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/12/morre-no-rio-o-arquiteto-oscar-niemeyer.html
Ver mais:
http://www.niemeyer.org.br/
"(...) gosto do meu país; das suas grandezas e misérias; do Rio, das suas praias e montanhas; dos cariocas, tranqüilos e desinibidos, como se a vida fosse justa e eles a desfrutavam sem discriminação. Como gosto deste país imenso! Do Norte ao Sul. Dos mais abandonados a fugirem da seca, sem casa nem comida, marcados pelo desespero; dos meus irmãos favelados, a ocuparem os morros com suas revoltas. Como tento desculpá-los quando a vida os transforma e a justiça dos homens os cerca implacável."
Oscar Niemeyer
"Não é o ângulo reto que me atrai. Nem a linha reta, dura, inflexível criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu país. No curso sinuoso dos sentidos, nas nuvens do céu. No corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo”.
Oscar Niemeyer
imagem in:
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/12/morre-no-rio-o-arquiteto-oscar-niemeyer.html
Ver mais:
http://www.niemeyer.org.br/
7 de dezembro de 2012
Exposição "O Ser Urbano. Nos Caminhos de Nuno Portas"
GARAGEM SUL – EXPOSIÇÕES DE ARQUITECTURA
“O SER URBANO – NOS CAMINHOS DE NUNO PORTAS” CURADORIA: NUNO GRANDE
Esta exposição abrange cerca de 50 anos do percurso profissional de Nuno Portas (Vila Viçosa, 1934), personalidade multíplice e heterodoxa que atravessou momentos fulcrais da cultura portuguesa, produzindo obras de referência – no âmbito da crítica cultural, da investigação, da arquitectura, do urbanismo, das políticas da habitação e da cidade -,as quais indexam as últimas décadas da nossa história recente.
Quando:
De 07-12-2012 a 24-02-2013
Ver mais:
http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/Exposiçoes/Pages/OSerUrbano–NoscaminhosdeNunoPortas%20dez2012%20a%20fev2013.aspx
“O SER URBANO – NOS CAMINHOS DE NUNO PORTAS” CURADORIA: NUNO GRANDE
Esta exposição abrange cerca de 50 anos do percurso profissional de Nuno Portas (Vila Viçosa, 1934), personalidade multíplice e heterodoxa que atravessou momentos fulcrais da cultura portuguesa, produzindo obras de referência – no âmbito da crítica cultural, da investigação, da arquitectura, do urbanismo, das políticas da habitação e da cidade -,as quais indexam as últimas décadas da nossa história recente.
Quando:
De 07-12-2012 a 24-02-2013
Ver mais:
http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/Exposiçoes/Pages/OSerUrbano–NoscaminhosdeNunoPortas%20dez2012%20a%20fev2013.aspx
As Artes do Colégio - Ciclo de conferências
As Artes do Colégio 2012-2013
Conferências
- "Outras estéticas do urbano. Decadência e ruína"
Carlos Fortuna
- "Cidades e vida urbana. Europa e América modelos em confronto"
José António Bandeirinha
Quando:
07 de Dezembro - 14h 30m
Onde:
Colégio das Artes, Sala CA3
Doutoramento em Arte Contemporânea Colégio das Artes da Universidade de Coimbra
Conferências
- "Outras estéticas do urbano. Decadência e ruína"
Carlos Fortuna
- "Cidades e vida urbana. Europa e América modelos em confronto"
José António Bandeirinha
Quando:
07 de Dezembro - 14h 30m
Onde:
Colégio das Artes, Sala CA3
Doutoramento em Arte Contemporânea Colégio das Artes da Universidade de Coimbra
6 de dezembro de 2012
Ambivalent Landscapes: Sorting out the present by designing the future
Public Spaces & Urban Cultures Conference
Quando:
6th -7th December 2012
Onde:
Portugal – Lisbon - Technical University of Lisbon, Faculty of Architecture
Ambivalence stands for the simultaneously contradictory and opposing perception of a given phenomenon, which despite disorienting in its manifestations, may be regarded as a condition from which to build renewed frameworks of analysis and critique. These are the landscapes of a changing urban Europe. No longer confined to the City but ever more dependent on stronger spaces of citizenship.
Scholars are invited to participate with original papers on a multiple disciplinary basis – urbanism and architecture, social sciences and landscape, design and technology. Three tracks were designed to bringing together different approaches into a shared topic: Empty Cities, Collective spaces, Living infrastructures.
Contacts:
metropolis@fa.utl.pt
For more information and updates follow our website:
http://gaudi.fa.utl.pt/~metropolis/PublicSpace/
enviado por:
Sofia Morgado
Quando:
6th -7th December 2012
Onde:
Portugal – Lisbon - Technical University of Lisbon, Faculty of Architecture
Ambivalence stands for the simultaneously contradictory and opposing perception of a given phenomenon, which despite disorienting in its manifestations, may be regarded as a condition from which to build renewed frameworks of analysis and critique. These are the landscapes of a changing urban Europe. No longer confined to the City but ever more dependent on stronger spaces of citizenship.
Scholars are invited to participate with original papers on a multiple disciplinary basis – urbanism and architecture, social sciences and landscape, design and technology. Three tracks were designed to bringing together different approaches into a shared topic: Empty Cities, Collective spaces, Living infrastructures.
Contacts:
metropolis@fa.utl.pt
For more information and updates follow our website:
http://gaudi.fa.utl.pt/~metropolis/PublicSpace/
enviado por:
Sofia Morgado
5 de dezembro de 2012
Megacidades – novas configurações urbanas (comentário)
Comentário a:
http://clubedadispersao.blogspot.pt/2012/07/megacidades-novas-configuracoes-urbanas.html
Alessandra Ribeiro disse...
Desenvolvimento Sustentável é satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades.
Leia mais sobre soluções para megacidades.
http://www.siemens.com.br/desenvolvimento-sustentado-em-megacidades/
Enviado por:
Alessandra Ribeiro
Desenvolvimento sustentável de megacidades
Com tecnologias inovadoras, as megacidades brasileiras podem tornar-se mais ecológicas, aumentar a qualidade de vida dos seus habitantes e cortar custos – tudo ao mesmo tempo.
A América Latina é a região mais urbanizada no mundo em desenvolvimento. Por isso existe um grande potencial para um desenvolvimento sustentável em megacidades da América Latina. Aproximadamente 80% da população do Brasil (atualmente 196 milhões) vivem em cidades. Os centros urbanos mais densamente povoados são: São Paulo, com uma população de 20,3 milhões de habitantes, e Rio de Janeiro, com aproximadamente 11,4 milhões. Essa urbanização crescente está forçando as cidades no Brasil e em outros países a tornarem as suas infraestruturas mais eficientes e sustentáveis em áreas como fornecimento de eletricidade e smart grid, além de mobilidade e edifícios verdes. Por causa dos próximos grandes eventos, as soluções de segurança também estão se tornando cada vez mais importantes.
Na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) no Rio de Janeiro em junho de 2012, os participantes expressaram o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável. Mais de 14.000 pessoas de todo o mundo visitaram as exibições no pavilhão do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).
...
Link para o texto completo:
http://www.siemens.com.br/desenvolvimento-sustentado-em-megacidades/
http://clubedadispersao.blogspot.pt/2012/07/megacidades-novas-configuracoes-urbanas.html
Alessandra Ribeiro disse...
Desenvolvimento Sustentável é satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades.
Leia mais sobre soluções para megacidades.
http://www.siemens.com.br/desenvolvimento-sustentado-em-megacidades/
Enviado por:
Alessandra Ribeiro
Desenvolvimento sustentável de megacidades
Com tecnologias inovadoras, as megacidades brasileiras podem tornar-se mais ecológicas, aumentar a qualidade de vida dos seus habitantes e cortar custos – tudo ao mesmo tempo.
A América Latina é a região mais urbanizada no mundo em desenvolvimento. Por isso existe um grande potencial para um desenvolvimento sustentável em megacidades da América Latina. Aproximadamente 80% da população do Brasil (atualmente 196 milhões) vivem em cidades. Os centros urbanos mais densamente povoados são: São Paulo, com uma população de 20,3 milhões de habitantes, e Rio de Janeiro, com aproximadamente 11,4 milhões. Essa urbanização crescente está forçando as cidades no Brasil e em outros países a tornarem as suas infraestruturas mais eficientes e sustentáveis em áreas como fornecimento de eletricidade e smart grid, além de mobilidade e edifícios verdes. Por causa dos próximos grandes eventos, as soluções de segurança também estão se tornando cada vez mais importantes.
Na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) no Rio de Janeiro em junho de 2012, os participantes expressaram o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável. Mais de 14.000 pessoas de todo o mundo visitaram as exibições no pavilhão do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).
...
Link para o texto completo:
http://www.siemens.com.br/desenvolvimento-sustentado-em-megacidades/
4 de dezembro de 2012
"Valongo, entre o ser e o não querer ser um cemitério de prédios inacabados"
por Abel Coentrão
2 de Dezembro de 2012
jornal Público
O prédio inacabado na Avenida do Dr. Fernando Melo é, ele próprio, um mote. Com o seu cartaz - retirado este ano, já depois de feita a fotografia ao lado - a anunciar uma "Nova Valongo", a imagem condensa o resultado do choque entre a vontade política de atrair a este concelho milhares de novos moradores, abrindo para isso o terreno à explosão urbanística e à habitação barata, e o arrefecimento provocado pelo excesso da oferta e a crise no mercado imobiliário.
Em Valongo, como noutros espaços suburbanos das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, a cidade moderna convive com a sua própria ruína, a dos esqueletos inacabados à espera de uma solução. Vizinho desta realidade, o fotógrafo Helder Sousa fez do levantamento destas promessas por cumprir a sua tese de mestrado. E a Câmara de Valongo aceitou expor estes retratos de um problema que anda a tentar resolver.
Entre os Censos de 1981 e 2011, a população de Valongo cresceu quase 46 %, passando de 64.234 habitantes para os actuais 93.753. O fluxo, facilitado pela melhoria das acessibilidades ao concelho, por um lado, e ao crédito bancário por parte da classe média, por outro, foi alimentado, no destino, com novas urbanizações a prometer qualidade de vida, proximidade ao Porto e preços bastante inferiores aos praticados na área central da região.
...
Link para o texto integral:
http://www.publico.pt/local/noticia/valongo-entre-o-ser-e-o-nao-querer-ser-um-cemiterio-de-predios-inacabados-1575826#/1
2 de Dezembro de 2012
jornal Público
O prédio inacabado na Avenida do Dr. Fernando Melo é, ele próprio, um mote. Com o seu cartaz - retirado este ano, já depois de feita a fotografia ao lado - a anunciar uma "Nova Valongo", a imagem condensa o resultado do choque entre a vontade política de atrair a este concelho milhares de novos moradores, abrindo para isso o terreno à explosão urbanística e à habitação barata, e o arrefecimento provocado pelo excesso da oferta e a crise no mercado imobiliário.
Em Valongo, como noutros espaços suburbanos das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, a cidade moderna convive com a sua própria ruína, a dos esqueletos inacabados à espera de uma solução. Vizinho desta realidade, o fotógrafo Helder Sousa fez do levantamento destas promessas por cumprir a sua tese de mestrado. E a Câmara de Valongo aceitou expor estes retratos de um problema que anda a tentar resolver.
Entre os Censos de 1981 e 2011, a população de Valongo cresceu quase 46 %, passando de 64.234 habitantes para os actuais 93.753. O fluxo, facilitado pela melhoria das acessibilidades ao concelho, por um lado, e ao crédito bancário por parte da classe média, por outro, foi alimentado, no destino, com novas urbanizações a prometer qualidade de vida, proximidade ao Porto e preços bastante inferiores aos praticados na área central da região.
...
Link para o texto integral:
http://www.publico.pt/local/noticia/valongo-entre-o-ser-e-o-nao-querer-ser-um-cemiterio-de-predios-inacabados-1575826#/1
3 de dezembro de 2012
“Cities of Tomorrow: Action Today"
URBACT Annual conference
Quando: 3-4 December 2012
Onde:Copenhagen
Urban practitioners, policymakers and experts from across the EU will investigate solutions to the challenges faced by EU cities.
The Conference in short
URBACT’s Annual Conference builds on the European Commission’s report "Cities of tomorrow – Challenges, visions, ways forward"(October 2011), which highlights many of the major challenges that hundreds of cities in URBACT networks are trying to solve through sustainable urban development.
Planned speakers include:
- Johannes Hahn, EU commissioner for regional policy;
- Jan Olbrycht, MEP & President of the URBAN Intergroup;
- Carsten Hansen, Danish Minister for Housing, Urban and Rural Affairs.
Drawing on evidence from URBACT – in particular project results and lessons - and other European Territorial Cooperation programmes, we will discuss how cities can tackle six key issues. The discussions will be dynamic in an interactive workshops format, and rhythm both days, alternating with plenary session and follow-ups.
The second day will enable participants to go much further into the debates and acquire more global perspectives through EU responses to urban challenges, but not only. Indeed, this will be the opportunity to get a view of global worldwide perspectives and the major urban models thanks to an international panel of city representatives and experts.
Proposing solutions to major urban challenges
Following the working groups’ activities, the six key issues addressed are:
• How can cities create more jobs
• How can cities foster active inclusion
through social innovation
• How can cities fight against the socio-
spatial divide
• How can cities manage
demographic change
• How can cities improve buildings’ energy
efficiency
• How can cities develop low carbon urban environment through better mobility and
accessibility
After its success during the URBACT 2010 Annual Conference, another way of exchanging will be enabled by the "URBACT Café". Based on the model of the World café, the URBACT Café offers participants an informal moment to exchange around tables with representatives from their own country, on their experience and good practices.
To the conference are welcomed practitioners and policy-makers involved in urban development at local, regional, national and EU level. URBACT project partners and experts are invited, other cities, national authorities, EU institutions, as well as research institutions and managing authorities of operational programmes.
Mais informação:
http://urbact.eu/en/header-main/news-and-events/view-one/news/?entryId=5167
Quando: 3-4 December 2012
Onde:Copenhagen
Urban practitioners, policymakers and experts from across the EU will investigate solutions to the challenges faced by EU cities.
The Conference in short
URBACT’s Annual Conference builds on the European Commission’s report "Cities of tomorrow – Challenges, visions, ways forward"(October 2011), which highlights many of the major challenges that hundreds of cities in URBACT networks are trying to solve through sustainable urban development.
Planned speakers include:
- Johannes Hahn, EU commissioner for regional policy;
- Jan Olbrycht, MEP & President of the URBAN Intergroup;
- Carsten Hansen, Danish Minister for Housing, Urban and Rural Affairs.
Drawing on evidence from URBACT – in particular project results and lessons - and other European Territorial Cooperation programmes, we will discuss how cities can tackle six key issues. The discussions will be dynamic in an interactive workshops format, and rhythm both days, alternating with plenary session and follow-ups.
The second day will enable participants to go much further into the debates and acquire more global perspectives through EU responses to urban challenges, but not only. Indeed, this will be the opportunity to get a view of global worldwide perspectives and the major urban models thanks to an international panel of city representatives and experts.
Proposing solutions to major urban challenges
Following the working groups’ activities, the six key issues addressed are:
• How can cities create more jobs
• How can cities foster active inclusion
through social innovation
• How can cities fight against the socio-
spatial divide
• How can cities manage
demographic change
• How can cities improve buildings’ energy
efficiency
• How can cities develop low carbon urban environment through better mobility and
accessibility
After its success during the URBACT 2010 Annual Conference, another way of exchanging will be enabled by the "URBACT Café". Based on the model of the World café, the URBACT Café offers participants an informal moment to exchange around tables with representatives from their own country, on their experience and good practices.
To the conference are welcomed practitioners and policy-makers involved in urban development at local, regional, national and EU level. URBACT project partners and experts are invited, other cities, national authorities, EU institutions, as well as research institutions and managing authorities of operational programmes.
Mais informação:
http://urbact.eu/en/header-main/news-and-events/view-one/news/?entryId=5167
2 de dezembro de 2012
De Montgat a la Barceloneta. Frentes marítimos diversos
Quando:
2 de diciembre - de 10 a 14 h
Onde:
Barcelona
Itinerario:
Distancia aproximada recorrida en bicicleta: 12 km.
Para participar en el itinerario hay que llevar la bicicleta.
Programa:
El paseo se inicia con el traslado al punto de salida desde el centro de Barcelona con el tren de cercanías RENFE hasta bajar en la estación de Montgat (barrio de Les Mallorquines).
Desde Montgat hasta el río Besòs es muy relevante la alternancia entre frentes urbanos consolidados y sectores industriales situados en primera línea de mar. De los primeros, destaca la rambla de Badalona, que es la calle de la fachada marítima del casco antiguo de la ciudad. Y de los segundos, el complejo de generación eléctrica en Sant Adrià de Besòs con las tres chimeneas. Una vez cruzado el Besòs, dos operaciones urbanísticas sirven para fechar la transformación urbanística del frente urbano barcelonés: el Fòrum (2004) y la Vila Olímpica (1992). El Poble Nou, situado en medio de los dos anteriores, se ha ido acercando también hacia el mar. El recorrido finaliza en el barrio de la Barceloneta. Este ha sido desde su fundación, en el siglo XVIII, el barrio marinero y portuario de la ciudad. En la actualidad se está adaptando al nuevo reto que supone la llegada del ocio y del turismo masivos.
Mais informação:
http://www.cccb.org/es/itinerari-de_montgat_a_la_barceloneta_fronts_maritims_diversos-40363
India Urban Development Immersion Program
A week-long study tour to Mumbai, India.
Quando: December 2- 8th 2012
Overview:
The week-long immersion/ study tour to Mumbai is aimed at a select group of ’senior’ International architects / urbanism practitioners and other infrastructure professionals. The immersion tour is designed to create opportunities for exchange on innovation in a wide spectrum of issues in the arena of architecture, built environment, planning ,city building, real estate and infrastructure development.
The objective of the program is to create ways for participants to better understand the opportunities & challenges in India’s growing infrastructure & real estate sector; understanding the appropriate legal and regulatory frameworks ; meeting potential partners; fostering new business connections and collaboration; and advocacy of innovative practices that can enable inclusive & sustainable urbanization. Our itinerary will feature five days of extensive, and intimate, meetings in Mumbai with leaders from India along with study tours , a conference & a charrette.
The Opportunity
Urbanization in India:
Urban Indian population is currently at 300 million and is expected to cross 600 million in the next two decades. India is among the last large rural nations of the world. India is only about 30 per cent urban at this point. There is a huge opportunity to leapfrog into a society that is environmentally and socially sustainable; especially by learning from the successes and failures of the more urbanized parts of the world. This is at the crux of the agenda that we have set forth at The Urban Vision.
Dynamic & fast growing economy
India is one of the fastest growing economies of the world with an average GDP Growth of 8 % and is expected to be one of the fastest growing economies in the coming years. India is today one of the most dynamic real estate and infrastructure markets in the world. Jones Lang LaSalle’s recent report outlined the investment in infrastructure during 2007-12 at around USD 500 billion. According to Royal Institution of Chartered Surveyors- India may need to potentially build an average of 8.7 billion sq ft of real estate space every year, adding up to a whopping 95 billion sq. ft between 2010 and 2020.
Program Overview
The program is designed around high level meetings with key industry leaders, site visits, a conference & a series of roundtables & Lectures , a charrette, and networking event.
The Main components of the program are:
- A series of lectures & round table meetings featuring leaders from the local real estate / infrastructure sector & experts.
- Study tours of regeneration projects; slums, new large scale developments & heritage precincts in the city.
- A Conference : which will also feature a series of “ignite” style presentations by the participants.
- A networking reception.
- A half- day session of a charrette around a & “ignite” style proposal presentation.
- A catalogue featuring the program participants work & expertise
Mais informação:
http://theurbanvision.com/events/?page_id=154
Quando: December 2- 8th 2012
Overview:
The week-long immersion/ study tour to Mumbai is aimed at a select group of ’senior’ International architects / urbanism practitioners and other infrastructure professionals. The immersion tour is designed to create opportunities for exchange on innovation in a wide spectrum of issues in the arena of architecture, built environment, planning ,city building, real estate and infrastructure development.
The objective of the program is to create ways for participants to better understand the opportunities & challenges in India’s growing infrastructure & real estate sector; understanding the appropriate legal and regulatory frameworks ; meeting potential partners; fostering new business connections and collaboration; and advocacy of innovative practices that can enable inclusive & sustainable urbanization. Our itinerary will feature five days of extensive, and intimate, meetings in Mumbai with leaders from India along with study tours , a conference & a charrette.
The Opportunity
Urbanization in India:
Urban Indian population is currently at 300 million and is expected to cross 600 million in the next two decades. India is among the last large rural nations of the world. India is only about 30 per cent urban at this point. There is a huge opportunity to leapfrog into a society that is environmentally and socially sustainable; especially by learning from the successes and failures of the more urbanized parts of the world. This is at the crux of the agenda that we have set forth at The Urban Vision.
Dynamic & fast growing economy
India is one of the fastest growing economies of the world with an average GDP Growth of 8 % and is expected to be one of the fastest growing economies in the coming years. India is today one of the most dynamic real estate and infrastructure markets in the world. Jones Lang LaSalle’s recent report outlined the investment in infrastructure during 2007-12 at around USD 500 billion. According to Royal Institution of Chartered Surveyors- India may need to potentially build an average of 8.7 billion sq ft of real estate space every year, adding up to a whopping 95 billion sq. ft between 2010 and 2020.
Program Overview
The program is designed around high level meetings with key industry leaders, site visits, a conference & a series of roundtables & Lectures , a charrette, and networking event.
The Main components of the program are:
- A series of lectures & round table meetings featuring leaders from the local real estate / infrastructure sector & experts.
- Study tours of regeneration projects; slums, new large scale developments & heritage precincts in the city.
- A Conference : which will also feature a series of “ignite” style presentations by the participants.
- A networking reception.
- A half- day session of a charrette around a & “ignite” style proposal presentation.
- A catalogue featuring the program participants work & expertise
Mais informação:
http://theurbanvision.com/events/?page_id=154
1 de dezembro de 2012
“Fractal Cartography of Urban Areas”
Sara Encarnação
Marcos Gaudiano, Francisco C. Santos, José A. Tenedório & Jorge M. Pacheco
No estudo “Fractal cartography of urban areas” é desenvolvido um modelo que identifica e classifica, de acordo com a dimensão fractal, qualquer área do território em função do tipo de crescimento das áreas edificadas. Teve como base de partida dados estruturados em Sistemas de Informação Geográfica relativos à Área Metropolitana de Lisboa Norte (AML Norte), para os anos de 1960, 1990 e 2004.
A equipa de investigação verificou que o crescimento urbano tem seguido um padrão bem definido, quer no tempo, quer no espaço: as áreas construídas evoluem tipicamente de áreas dispersas de pequena dimensão para áreas muito compactas. Este processo de evolução exibe uma dimensão fractal bem definida, o que revela a presença de processos de auto-organização na evolução do território edificado.
A comparação entre as dimensões fractais estimadas pelo modelo teórico e as obtidas através dos dados empíricos permitiu a classificação automática das áreas edificadas da AML Norte. Esta categorização permite não só elaborar de forma automática a cartografia da expressão fractal urbana de qualquer metrópole, como também identificar as áreas que necessitam de uma intervenção atempada em matéria de planeamento, a qual deverá ser simultaneamente focada e flexível.
Publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature
Links para o artigo completo:
http://www.nature.com/srep/2012/120724/srep00527/full/srep00527.html
http://fcsh.unl.pt/media/clipping/publico-julho-de-2012-estudo-do-e-geo/at_download/filePressClip
Link para vídeo:
http://fcsh.unl.pt/media/noticias/copy_of_e-geo-em-destaque-na-nature-scientific-reports
In:
http://fcsh.unl.pt/media/noticias/copy_of_e-geo-em-destaque-na-nature-scientific-reports
Marcos Gaudiano, Francisco C. Santos, José A. Tenedório & Jorge M. Pacheco
No estudo “Fractal cartography of urban areas” é desenvolvido um modelo que identifica e classifica, de acordo com a dimensão fractal, qualquer área do território em função do tipo de crescimento das áreas edificadas. Teve como base de partida dados estruturados em Sistemas de Informação Geográfica relativos à Área Metropolitana de Lisboa Norte (AML Norte), para os anos de 1960, 1990 e 2004.
A equipa de investigação verificou que o crescimento urbano tem seguido um padrão bem definido, quer no tempo, quer no espaço: as áreas construídas evoluem tipicamente de áreas dispersas de pequena dimensão para áreas muito compactas. Este processo de evolução exibe uma dimensão fractal bem definida, o que revela a presença de processos de auto-organização na evolução do território edificado.
A comparação entre as dimensões fractais estimadas pelo modelo teórico e as obtidas através dos dados empíricos permitiu a classificação automática das áreas edificadas da AML Norte. Esta categorização permite não só elaborar de forma automática a cartografia da expressão fractal urbana de qualquer metrópole, como também identificar as áreas que necessitam de uma intervenção atempada em matéria de planeamento, a qual deverá ser simultaneamente focada e flexível.
Publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature
Links para o artigo completo:
http://www.nature.com/srep/2012/120724/srep00527/full/srep00527.html
http://fcsh.unl.pt/media/clipping/publico-julho-de-2012-estudo-do-e-geo/at_download/filePressClip
Link para vídeo:
http://fcsh.unl.pt/media/noticias/copy_of_e-geo-em-destaque-na-nature-scientific-reports
In:
http://fcsh.unl.pt/media/noticias/copy_of_e-geo-em-destaque-na-nature-scientific-reports
Valongo 2012
Por Paulo Catrica
Publicado em:
Le Monde Diplomatique (Edição Portuguesa)
mês de Dezembro
"A arquitectura e a paisagem, como enunciado cultural, atestam o modo como vivemos, projectamos o futuro ou nos relacionamos com o passado. Construindo uma possibilidade de ver o espaço num determinado tempo, as fotografias podem ser uma ferramenta para ver e pensar criticamente as paisagens e a arquitectura.
Mas raras vezes as fotografias tratam a realidade presente de modo tão persuasivo como o projecto que Helder Sousa realizou no concelho de Valongo, na periferia do Porto. Tendo por objecto a arquitectura de habitação, as fotografias registam um conjunto de projectos arquitectónicos inacabados, vivendas unifamiliares, prédios de habitação ou condomínios com escalas e em frases de construção diferentes – em esqueleto, em tijolo ou já perto dos acabamentos finais. A série de vivendas opera como a demonstração tipológica deste trabalho. Mostrando diversas fases da ruína estas imagens constroem uma convincente alegoria visual sobre o impacto da presente crise económica e social num «certo» tipo de arquitectura. São vivendas destinadas a classes médias emergentes, para as quais o subúrbio tem representado a utopia da paisagem moderna, disciplinada, arejada e modelar, bem como a possibilidade de ascensão social.
A ruína emerge como evidência de um estado de coisas – a falência de um modelo social. Só a natureza parece retomar o seu papel regenerador."
in:
https://www.facebook.com/helder.sousa.7777?ref=ts&fref=ts&__req=1y
Publicado em:
Le Monde Diplomatique (Edição Portuguesa)
mês de Dezembro
"A arquitectura e a paisagem, como enunciado cultural, atestam o modo como vivemos, projectamos o futuro ou nos relacionamos com o passado. Construindo uma possibilidade de ver o espaço num determinado tempo, as fotografias podem ser uma ferramenta para ver e pensar criticamente as paisagens e a arquitectura.
Mas raras vezes as fotografias tratam a realidade presente de modo tão persuasivo como o projecto que Helder Sousa realizou no concelho de Valongo, na periferia do Porto. Tendo por objecto a arquitectura de habitação, as fotografias registam um conjunto de projectos arquitectónicos inacabados, vivendas unifamiliares, prédios de habitação ou condomínios com escalas e em frases de construção diferentes – em esqueleto, em tijolo ou já perto dos acabamentos finais. A série de vivendas opera como a demonstração tipológica deste trabalho. Mostrando diversas fases da ruína estas imagens constroem uma convincente alegoria visual sobre o impacto da presente crise económica e social num «certo» tipo de arquitectura. São vivendas destinadas a classes médias emergentes, para as quais o subúrbio tem representado a utopia da paisagem moderna, disciplinada, arejada e modelar, bem como a possibilidade de ascensão social.
A ruína emerge como evidência de um estado de coisas – a falência de um modelo social. Só a natureza parece retomar o seu papel regenerador."
in:
https://www.facebook.com/helder.sousa.7777?ref=ts&fref=ts&__req=1y
30 de novembro de 2012
A CAMINHO DA 2.a RURALIDADE. Uma Introdução à Temática dos SistemasTerritoriais
Sessão de apresentação do livro de
António Covas e Maria das Mercês Covas
(Universidade do Algarve)
Quando:
30 de Novembro de 2012 – 18.00 h
Onde:
Universidade de Lisboa – Instituto de LOCAL Geografia e Ordenamento do Território
(IGOT)*
Auditório Orlando Ribeiro
A apresentação do livro contará com a presença do Arq. Paisagista Gonçalo Ribeiro Telles e estará a cargo da Prof. Doutora Carminda Cavaco (UL – CEG)
A caminho da 2a ruralidade, uma introdução à temática dos sistemas territoriais, é um texto de reflexão sobre o futuro próximo e longínquo... sobre a pluralidade e diversidade dos modos de fazer agricultura e agrocultura.
...
é, também, um pretexto para prestar uma singela homenagem ao Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles...
Mais informação:
http://www.ceg.ul.pt/descarga/Congressos_Seminarios/ConviteA4_Caminho2aRuralidade_30Nov.pdf
António Covas e Maria das Mercês Covas
(Universidade do Algarve)
Quando:
30 de Novembro de 2012 – 18.00 h
Onde:
Universidade de Lisboa – Instituto de LOCAL Geografia e Ordenamento do Território
(IGOT)*
Auditório Orlando Ribeiro
A apresentação do livro contará com a presença do Arq. Paisagista Gonçalo Ribeiro Telles e estará a cargo da Prof. Doutora Carminda Cavaco (UL – CEG)
A caminho da 2a ruralidade, uma introdução à temática dos sistemas territoriais, é um texto de reflexão sobre o futuro próximo e longínquo... sobre a pluralidade e diversidade dos modos de fazer agricultura e agrocultura.
...
é, também, um pretexto para prestar uma singela homenagem ao Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles...
Mais informação:
http://www.ceg.ul.pt/descarga/Congressos_Seminarios/ConviteA4_Caminho2aRuralidade_30Nov.pdf
"Rural XXI: Redesenhar o Futuro"
56º GeoForum
Quando:
30 Novembro 2012
Onde:
Lisboa - Universidade Lusófona - Auditório S.0.11
Com quem:
Frederico Lucas (Novos Povoadores)
Organização:
- Departamento de Geografia da Univ. Lusófona
- TERCUD - Centro de Estudos do Território Cultura e Desenvolvimento
Links:
- http://geografia.ulusofona.pt/
- http://www.facebook.com/GeografiaULHT
- http://tercud.ulusofona.pt/
Quando:
30 Novembro 2012
Onde:
Lisboa - Universidade Lusófona - Auditório S.0.11
Com quem:
Frederico Lucas (Novos Povoadores)
Organização:
- Departamento de Geografia da Univ. Lusófona
- TERCUD - Centro de Estudos do Território Cultura e Desenvolvimento
Links:
- http://geografia.ulusofona.pt/
- http://www.facebook.com/GeografiaULHT
- http://tercud.ulusofona.pt/
29 de novembro de 2012
EN12 | Estrada da Circunvalação
EN12
Marta Ferreira
EN12 mais conhecida como Estrada da Circunvalação é uma estrada que delimita
a cidade do Porto na zona norte e este. Concluída no final do século XIX a Estrada
da Circunvalação foi originalmente construída com objectivo de controlar a entra-
da de bens e pessoas na cidade do Porto. Para se entrar na cidade era necessário
pagar uma taxa. Em 1943 foram suprimidas as portagens e a EN12 passou a ser
uma estrada de livre circulação, tornando-se numa importante via de distribuição
automóvel, essencialmente para o norte do país. A Estrada da Circunvalação fun-
ciona, de certa forma, como uma “fronteira” entre o Porto e os municípios circun-
dantes, Matosinhos, Maia e Gondomar.
Este projecto tem como objectivo incidir sobre a intervenção e transformação das
pessoas na paisagem, e de que forma estas se relacionam com a própria inter-
venção.
www.facebook.com/en12circunvalação
Marta Ferreira
EN12 mais conhecida como Estrada da Circunvalação é uma estrada que delimita
a cidade do Porto na zona norte e este. Concluída no final do século XIX a Estrada
da Circunvalação foi originalmente construída com objectivo de controlar a entra-
da de bens e pessoas na cidade do Porto. Para se entrar na cidade era necessário
pagar uma taxa. Em 1943 foram suprimidas as portagens e a EN12 passou a ser
uma estrada de livre circulação, tornando-se numa importante via de distribuição
automóvel, essencialmente para o norte do país. A Estrada da Circunvalação fun-
ciona, de certa forma, como uma “fronteira” entre o Porto e os municípios circun-
dantes, Matosinhos, Maia e Gondomar.
Este projecto tem como objectivo incidir sobre a intervenção e transformação das
pessoas na paisagem, e de que forma estas se relacionam com a própria inter-
venção.
www.facebook.com/en12circunvalação
PROJECTO PERIURBAN
ÁREAS PERI-URBANAS PERANTE OS DESAFIOS DA SUSTENTABILIDADE - DESENVOLVIMENTO DE CENÁRIOS PARA A AML
Os territórios periurbanos têm ganho um interesse renovado perante os desafios da sustentabilidade. Contudo, o aproveitamento do seu potencial carece de uma abordagem que se situe além das perspectivas urbanísticas clássicas de um espaço a consolidar e, nessa medida, de uma perspectiva mais abrangente, focada nas suas especificidades e na sua aptidão para contribuir para um acréscimo da qualidade vida das populações.
Reconhecendo que a oportunidade destes territórios reside na capacidade de integração de múltiplas políticas e visões sectoriais no processo de planeamento territorial, o projecto PERIURBAN pretende desenvolver cenários tendo em vista a identificação dos principais constrangimentos e potencialidades das áreas peri-urbanas contando com a colaboração activa dos agentes envolvidos na sua transformação
O projecto (financiado pela FCT) envolve uma equipa de 15 Investigadores, 11 áreas disciplinares e 4 centros de investigação (Centro de Sistemas Urbanos e Regionais (CESUR/IST/UTL), Centro de Ecologia Aplicada Prof. Baeta Neves (CEABN/ISA/UTL) e o Centro de Estudos sobre a Mudança Socioeconómica e o Território (Dinâmia/CET-IUL/ISCTE-IUL).
Com base no pressuposto de que não há “um espaço periurbano” na AML, mas diferentes tipos de territórios, os quais devem ser analisados e explorados de forma diferenciada no planeamento territorial, o Projecto PERIURBAN considera relevante explorar os seguintes aspectos:
1. Clarificação conceptual do “peri-urbano” como espaço com uma identidade própria que lhe advém de uma posição geográfica particular entre o espaço urbano e o espaço rural.
2. Identificação de tipologias de áreas peri-urbanas com base numa análise estatística de variáveis ecológicas, sociais, económicas e das dinâmicas territoriais diferenciadoras, assim como, a representação da sua expressão geográfica na AML.
3. Desenvolvimento de cenários para concelhos-tipo que contemplem visões diferenciadas de mudança no que respeita às actividades económicas, aos novos mercados, aos serviços ambientais, ou aos modelos de governança que se situem no horizonte das expectativas da população local e da sua percepção de qualidade de vida.
4. Definição de uma metodologia para formulação de objectivos de sustentabilidade para os territórios peri-urbanos, conforme Convenção Europeia da Paisagem, tendo em conta a definição de critérios e de modelos de avaliação.
5. Experimentar novas práticas de investigação que promovam uma maior integração entre a ciência e a sociedade, favorecendo fluxos bidireccionais de diferentes tipos de conhecimento, por forma a orientar a investigação no sentido de responder às necessidades dos agentes com responsabilidade na transformação dos territórios periurbanos da AML.
No site do projecto, novidades relativas às comunicações do Workshop de dia 20 de Setembro 2012 e informação relativa a congressos, publicações, reportagens e outras iniciativas relativas às áreas periurbanas.
Os territórios periurbanos têm ganho um interesse renovado perante os desafios da sustentabilidade. Contudo, o aproveitamento do seu potencial carece de uma abordagem que se situe além das perspectivas urbanísticas clássicas de um espaço a consolidar e, nessa medida, de uma perspectiva mais abrangente, focada nas suas especificidades e na sua aptidão para contribuir para um acréscimo da qualidade vida das populações.
Reconhecendo que a oportunidade destes territórios reside na capacidade de integração de múltiplas políticas e visões sectoriais no processo de planeamento territorial, o projecto PERIURBAN pretende desenvolver cenários tendo em vista a identificação dos principais constrangimentos e potencialidades das áreas peri-urbanas contando com a colaboração activa dos agentes envolvidos na sua transformação
O projecto (financiado pela FCT) envolve uma equipa de 15 Investigadores, 11 áreas disciplinares e 4 centros de investigação (Centro de Sistemas Urbanos e Regionais (CESUR/IST/UTL), Centro de Ecologia Aplicada Prof. Baeta Neves (CEABN/ISA/UTL) e o Centro de Estudos sobre a Mudança Socioeconómica e o Território (Dinâmia/CET-IUL/ISCTE-IUL).
Com base no pressuposto de que não há “um espaço periurbano” na AML, mas diferentes tipos de territórios, os quais devem ser analisados e explorados de forma diferenciada no planeamento territorial, o Projecto PERIURBAN considera relevante explorar os seguintes aspectos:
1. Clarificação conceptual do “peri-urbano” como espaço com uma identidade própria que lhe advém de uma posição geográfica particular entre o espaço urbano e o espaço rural.
2. Identificação de tipologias de áreas peri-urbanas com base numa análise estatística de variáveis ecológicas, sociais, económicas e das dinâmicas territoriais diferenciadoras, assim como, a representação da sua expressão geográfica na AML.
3. Desenvolvimento de cenários para concelhos-tipo que contemplem visões diferenciadas de mudança no que respeita às actividades económicas, aos novos mercados, aos serviços ambientais, ou aos modelos de governança que se situem no horizonte das expectativas da população local e da sua percepção de qualidade de vida.
4. Definição de uma metodologia para formulação de objectivos de sustentabilidade para os territórios peri-urbanos, conforme Convenção Europeia da Paisagem, tendo em conta a definição de critérios e de modelos de avaliação.
5. Experimentar novas práticas de investigação que promovam uma maior integração entre a ciência e a sociedade, favorecendo fluxos bidireccionais de diferentes tipos de conhecimento, por forma a orientar a investigação no sentido de responder às necessidades dos agentes com responsabilidade na transformação dos territórios periurbanos da AML.
Newsletter 1
Mais informação:No site do projecto, novidades relativas às comunicações do Workshop de dia 20 de Setembro 2012 e informação relativa a congressos, publicações, reportagens e outras iniciativas relativas às áreas periurbanas.
28 de novembro de 2012
Exposição: Unfinished Projects
De Helder Sousa
Quando:
de 10 de Novembro de 2012
até 13 de Janeiro de 2013
Onde:
Fórum Cultural de Ermesinde
Rua Fábrica da Cerâmica
Valongo é um concelho periférico da Área Metropolitana do Porto. O seu rápido desenvolvimento ocorrido nos últimos 20 anos deu origem a um fenómeno que se encontra um pouco por todo o concelho. Assim como em tantos outros concelhos periféricos foram construídos edifícios de habitação que visavam acolher novos moradores e os trabalhadores da grande cidade. Publicitava-se uma melhor qualidade de vida, com espaços verdes e maior tranquilidade a preços convidativos e com boas acessibilidades. Tinha-se construído uma autoestrada e modernizado a linha de caminho-de-ferro. Neste clima de expectativas positivas, a planificação urbana do concelho correspondeu com a classificação de elevadas quantidades de solo a urbanizar.
O ciclo imobiliário rapidamente se inverteu, deixando sem procura a “sobre construção” do período da euforia. Em várias freguesias do Concelho encontram-se diferentes edifícios de habitação que nunca foram acabados. Neste contexto, Unfinished Projects é um projeto de fotografia documental que pretende documentar esta realidade que faz parte da paisagem urbana deste concelho há mais de 10 anos. Existem e coabitam no mesmo espaço, edifícios habitados e inacabados, compondo uma paisagem entre a disfunção e a “predação”; uma espécie de ecossistema do abandono onde a natureza rapidamente se insinua com espécies infestantes na linha da frente. Unfinished Projects opera como uma metáfora da crise económica contemporânea.
Mais informação:
https://www.facebook.com/events/371011649646472/
Quando:
de 10 de Novembro de 2012
até 13 de Janeiro de 2013
Onde:
Fórum Cultural de Ermesinde
Rua Fábrica da Cerâmica
Valongo é um concelho periférico da Área Metropolitana do Porto. O seu rápido desenvolvimento ocorrido nos últimos 20 anos deu origem a um fenómeno que se encontra um pouco por todo o concelho. Assim como em tantos outros concelhos periféricos foram construídos edifícios de habitação que visavam acolher novos moradores e os trabalhadores da grande cidade. Publicitava-se uma melhor qualidade de vida, com espaços verdes e maior tranquilidade a preços convidativos e com boas acessibilidades. Tinha-se construído uma autoestrada e modernizado a linha de caminho-de-ferro. Neste clima de expectativas positivas, a planificação urbana do concelho correspondeu com a classificação de elevadas quantidades de solo a urbanizar.
O ciclo imobiliário rapidamente se inverteu, deixando sem procura a “sobre construção” do período da euforia. Em várias freguesias do Concelho encontram-se diferentes edifícios de habitação que nunca foram acabados. Neste contexto, Unfinished Projects é um projeto de fotografia documental que pretende documentar esta realidade que faz parte da paisagem urbana deste concelho há mais de 10 anos. Existem e coabitam no mesmo espaço, edifícios habitados e inacabados, compondo uma paisagem entre a disfunção e a “predação”; uma espécie de ecossistema do abandono onde a natureza rapidamente se insinua com espécies infestantes na linha da frente. Unfinished Projects opera como uma metáfora da crise económica contemporânea.
Mais informação:
https://www.facebook.com/events/371011649646472/
27 de novembro de 2012
Urbanization after the Bubble
Anticipating the City That Never Was
By Christopher Marcinkoski and Javier Arpa
One of the most overlooked aspects of the ongoing global economic crisis is the contributing role that the urbandesign disciplines – architecture, landscape architecture, city planning and civil engineering, among others – have played in the shaping and production of this situation. Beyond discussions of banks, mortgage-backed securities, collateralized debt obligations, derivatives, credit default swaps and “too big to fail,” there is a clear body of evidence of design’s complicity – whether intentional or not – in the production of this moment in history. In particular, the recent proliferation globally of incomplete, unoccupied and abandoned urban settlement can be directly linked to awidespread disciplinary reliance on inflexible, singular formats of settlement and easily replicable urban spatial products that characterize contemporary urban design practice. The geographer David Harvey, among others, has pointed out that this current economic crisis can in fact be characterized as an urban crisis in its social effects on a population, but also in the many ways it has emerged from the ongoing investment in and construction of new urban settlement.
One might easily argue that urbanization in its most basic form is a fundamentally speculative act, one that presumes both population growth and ongoing investment.
The relationship between urban design and an economy has long been fraught with incongruities. Real estate bubbles in particular are a recurrent phenomenon in a wide range of geographic and economic contexts, and have continued to occur at an array of scales with varying degrees of long-term effect. In fact, one might easily argue that urbanization in its most basic form is a fundamentally speculative act, one that presumes both population growth and ongoing investment. Historical examples of this sort of speculation abound, including the Los Angeles real estate boom of 1887 and the South Florida boom of the 1920s, both of which were the result of a real estate market generated through the opening up of a new or exotic landscape. More familiar contemporary examples from the first decade of the 21 century include extensive speculative construction in the Sun Belt and desert Southwest regions here in the United States, as well as construction booms in contexts as varied as Ireland, Panama and Angola.
China has been under increased scrutiny of late as a growing number of media reports and images emerge of massive, unoccupied new settlements being built in the country’s interior western and southern provinces. Of particular concern is the proportion of the Chinese economy tied to this speculative construction, which conservative estimates suggest is greater than 25 percent of GDP. However, perhaps the most dramatic example of the potential consequences of the speculative tendencies of contemporary urbanization, both in terms of its scale and the repercussions of its failure, can be found in Spain.
The quality, scope and extent of this urbanization can be described as nothing short of delirious, seeming to have more in common with emerging Asian economies than Spain’s own continental neighbors.
Following its accession to the European Union in 1986 and the success of the Barcelona Olympics and the Seville Expo in 1992, through to the global economic collapse of 2008, Spain experienced an unprecedented expansion of its urbanized territory. Unlike many historical examples that were limited to a particular geographic region, this building boom can be seen throughout the country and was comprised of five primary formats of urbanization: 1) peripheral expansions of established cities like Madrid; 2) new dormitory or commuter towns often 50-plus kilometers outside of these established centers; 3) new mobility infrastructures including highways, high-speed rail lines and international airports; 4) state-of-the-art culture and leisure amenities such as expos, museums and theme parks; and 5) coastal resort and recreation developments intended to lure investment capital from other European countries. The quality, scope and extent of this urbanization can be described as nothing short of delirious, seeming to have more in common with emerging Asian economies than Spain’s own continental neighbors.
Spain’s particular urban growth model was so robust during the early years of the 21st century that it was frequently held up as an exemplar of contemporary urbanization both in terms of the quality of its physical form, as well as its own particular economic strategy. In fact by 2006, Spain was widely perceived to have displaced the Netherlands as the epicenter of cutting-edge architectural and urban design as demonstrated by the Museum of Modern Art’s now widely panned “On Site” exhibition. Yet the result of this model – which devoted as much as 20 percent of the country’s GDP to the construction sector during the boom – is a current national unemployment rate of nearly 25 percent; an economy overwhelmed by both private debt accumulated through underwater home loans and public debt created by trying to offset the downturn post-2008; a population fleeing the country with increasing frequency (when the means are available); and a physical landscape characterized by over-scaled, under-occupied settlements and infrastructures that were promiscuously broadcast into almost any territory not holding a designation of high ecological value.
Certainly, many would rightly argue that the decision-making processes and policies that lead to this massive, unchecked urbanization were outside of the traditional purview of design. Yet given the fact that urbanization though history has proven to be a fundamentally speculative act – one characterized by risk, interruption, inflection and failure – it is discouraging to note that design continues to engage the task of planning for new settlement in fixed, singular and unresponsive ways that presume the preferred outcome is the only one worth elaborating.
Given the increasing reliance on urbanization as a favored instrument of economic production in both emerging and established economies, the symposium “The City That Never Was” posits that there is a clear need for the urban design disciplines mentioned above to reconsider their particular modes of operation; the tools upon which they rely; and the metrics by which the success of these projects are evaluated, in order to begin anticipating and negotiating the inevitable instability that characterizes contemporary urbanization.
A Disciplinary Opportunity
Urban design is a fundamentally optimistic endeavor. As such, disciplinary work has long been predicated on assumptions of population growth, market expansion, increased wealth and improved social equity through design. And the products of this work are almost exclusively oriented towards a singular, idealized future. Site plans, renderings and animations show shimmering edifices; lush, verdant landscapes; speeding systems of transport; and smiling, contented citizenry often punctuated by a butterfly or fireworks or dapples of gleaming sunlight reinforcing the optimistic ambitions of the project. Yet the capacity of the work to achieve this ideal future is under constant challenge from a variety of influences and inputs, including the global economy, local market, climate, community, politics, geography and environment to name a few.
What if the focus shifted to the elevated likelihood of inflection, interruption, pause and failure in the creation of new settlement, rather than the single, idealized outcome?
Though many of these inputs and influences reside outside the control of the designer, there is a long, mixed history in urban design of looking to mitigate and attempt to control the potential impact of these influences. But what if design shifted its focus away from pursuing formats of control in favor of generating new strategies of contingency? What if the focus shifted to the elevated likelihood of inflection, interruption, pause and failure in the creation of new settlement, rather than the single, idealized outcome? What if the focus of urban design was the articulation of precise catalytic interventions that leverage an economy of means in order to trigger longer-term processes? Does such repositioning erode disciplinary credibility by acknowledging these inputs are outside of the designer’s control? Or does such a reorientation actually increase the cultural value of the allied urban design disciplines because expertise is employed in the longer-term management of urbanization, rather than just its one-time planning and construction?
In order to make this shift, new disciplinary tools and models of practice must be demanded of urban design. The inevitability of multiple outcomes suggests the need for adaptive, resilient operating systems for urbanization projects rather than fixed master plans or near-
future framework plans. Interruption, inflection and failure should become potential moments of urban opportunity rather than inescapable write-offs or losses. Economy, ecology and politics should become peer disciplinary considerations to form, material and performance. Generic, reproducible formats of urbanization should be discarded in favor of hyper-localized specificity. Waste and entropy should be seen as potential points of leverage and opportunity rather than something that needs to be mitigated or designed away. Networks of infrastructure and utility should be hybridized and “lightened” so as to move beyond the weighty monocultures of their 19th century-based predecessors. Systems of agriculture, food, water and natural ecology should move from peri-urban support structures to the basis of new hybrid formats of settlement. Seemingly radical notions of nomadism, periodicity and lightness should be reconsidered as lenses through which to consider new formats of settlement. Or perhaps more simply put, the recent proliferation of incomplete and failed urban settlement globally is a strong indictment of contemporary urban design’s current mode of operation and suggests a need to radically rethink its current disciplinary and cultural orientation.
At a point in time when there is widespread consensus on the ascendency of the city as – to borrow Ed Glaeser’s description – “humankind’s greatest invention,” it is worth pausing to consider whether the formats of urbanization upon which the last century has relied represent the appropriate way forward for conceiving of and deploying 21st century urban settlement.
Or are designers at a moment in history that demands they stop focusing solely on the idealized city of the future, and instead turn their attention to anticipating the city that never was?
...
Published: October 29, 2012
Link para o texto integral:
http://archleague.org/2012/10/urbanization-after-the-bubble/
By Christopher Marcinkoski and Javier Arpa
One of the most overlooked aspects of the ongoing global economic crisis is the contributing role that the urbandesign disciplines – architecture, landscape architecture, city planning and civil engineering, among others – have played in the shaping and production of this situation. Beyond discussions of banks, mortgage-backed securities, collateralized debt obligations, derivatives, credit default swaps and “too big to fail,” there is a clear body of evidence of design’s complicity – whether intentional or not – in the production of this moment in history. In particular, the recent proliferation globally of incomplete, unoccupied and abandoned urban settlement can be directly linked to awidespread disciplinary reliance on inflexible, singular formats of settlement and easily replicable urban spatial products that characterize contemporary urban design practice. The geographer David Harvey, among others, has pointed out that this current economic crisis can in fact be characterized as an urban crisis in its social effects on a population, but also in the many ways it has emerged from the ongoing investment in and construction of new urban settlement.
One might easily argue that urbanization in its most basic form is a fundamentally speculative act, one that presumes both population growth and ongoing investment.
The relationship between urban design and an economy has long been fraught with incongruities. Real estate bubbles in particular are a recurrent phenomenon in a wide range of geographic and economic contexts, and have continued to occur at an array of scales with varying degrees of long-term effect. In fact, one might easily argue that urbanization in its most basic form is a fundamentally speculative act, one that presumes both population growth and ongoing investment. Historical examples of this sort of speculation abound, including the Los Angeles real estate boom of 1887 and the South Florida boom of the 1920s, both of which were the result of a real estate market generated through the opening up of a new or exotic landscape. More familiar contemporary examples from the first decade of the 21 century include extensive speculative construction in the Sun Belt and desert Southwest regions here in the United States, as well as construction booms in contexts as varied as Ireland, Panama and Angola.
China has been under increased scrutiny of late as a growing number of media reports and images emerge of massive, unoccupied new settlements being built in the country’s interior western and southern provinces. Of particular concern is the proportion of the Chinese economy tied to this speculative construction, which conservative estimates suggest is greater than 25 percent of GDP. However, perhaps the most dramatic example of the potential consequences of the speculative tendencies of contemporary urbanization, both in terms of its scale and the repercussions of its failure, can be found in Spain.
The quality, scope and extent of this urbanization can be described as nothing short of delirious, seeming to have more in common with emerging Asian economies than Spain’s own continental neighbors.
Following its accession to the European Union in 1986 and the success of the Barcelona Olympics and the Seville Expo in 1992, through to the global economic collapse of 2008, Spain experienced an unprecedented expansion of its urbanized territory. Unlike many historical examples that were limited to a particular geographic region, this building boom can be seen throughout the country and was comprised of five primary formats of urbanization: 1) peripheral expansions of established cities like Madrid; 2) new dormitory or commuter towns often 50-plus kilometers outside of these established centers; 3) new mobility infrastructures including highways, high-speed rail lines and international airports; 4) state-of-the-art culture and leisure amenities such as expos, museums and theme parks; and 5) coastal resort and recreation developments intended to lure investment capital from other European countries. The quality, scope and extent of this urbanization can be described as nothing short of delirious, seeming to have more in common with emerging Asian economies than Spain’s own continental neighbors.
Spain’s particular urban growth model was so robust during the early years of the 21st century that it was frequently held up as an exemplar of contemporary urbanization both in terms of the quality of its physical form, as well as its own particular economic strategy. In fact by 2006, Spain was widely perceived to have displaced the Netherlands as the epicenter of cutting-edge architectural and urban design as demonstrated by the Museum of Modern Art’s now widely panned “On Site” exhibition. Yet the result of this model – which devoted as much as 20 percent of the country’s GDP to the construction sector during the boom – is a current national unemployment rate of nearly 25 percent; an economy overwhelmed by both private debt accumulated through underwater home loans and public debt created by trying to offset the downturn post-2008; a population fleeing the country with increasing frequency (when the means are available); and a physical landscape characterized by over-scaled, under-occupied settlements and infrastructures that were promiscuously broadcast into almost any territory not holding a designation of high ecological value.
Certainly, many would rightly argue that the decision-making processes and policies that lead to this massive, unchecked urbanization were outside of the traditional purview of design. Yet given the fact that urbanization though history has proven to be a fundamentally speculative act – one characterized by risk, interruption, inflection and failure – it is discouraging to note that design continues to engage the task of planning for new settlement in fixed, singular and unresponsive ways that presume the preferred outcome is the only one worth elaborating.
Given the increasing reliance on urbanization as a favored instrument of economic production in both emerging and established economies, the symposium “The City That Never Was” posits that there is a clear need for the urban design disciplines mentioned above to reconsider their particular modes of operation; the tools upon which they rely; and the metrics by which the success of these projects are evaluated, in order to begin anticipating and negotiating the inevitable instability that characterizes contemporary urbanization.
A Disciplinary Opportunity
Urban design is a fundamentally optimistic endeavor. As such, disciplinary work has long been predicated on assumptions of population growth, market expansion, increased wealth and improved social equity through design. And the products of this work are almost exclusively oriented towards a singular, idealized future. Site plans, renderings and animations show shimmering edifices; lush, verdant landscapes; speeding systems of transport; and smiling, contented citizenry often punctuated by a butterfly or fireworks or dapples of gleaming sunlight reinforcing the optimistic ambitions of the project. Yet the capacity of the work to achieve this ideal future is under constant challenge from a variety of influences and inputs, including the global economy, local market, climate, community, politics, geography and environment to name a few.
What if the focus shifted to the elevated likelihood of inflection, interruption, pause and failure in the creation of new settlement, rather than the single, idealized outcome?
Though many of these inputs and influences reside outside the control of the designer, there is a long, mixed history in urban design of looking to mitigate and attempt to control the potential impact of these influences. But what if design shifted its focus away from pursuing formats of control in favor of generating new strategies of contingency? What if the focus shifted to the elevated likelihood of inflection, interruption, pause and failure in the creation of new settlement, rather than the single, idealized outcome? What if the focus of urban design was the articulation of precise catalytic interventions that leverage an economy of means in order to trigger longer-term processes? Does such repositioning erode disciplinary credibility by acknowledging these inputs are outside of the designer’s control? Or does such a reorientation actually increase the cultural value of the allied urban design disciplines because expertise is employed in the longer-term management of urbanization, rather than just its one-time planning and construction?
In order to make this shift, new disciplinary tools and models of practice must be demanded of urban design. The inevitability of multiple outcomes suggests the need for adaptive, resilient operating systems for urbanization projects rather than fixed master plans or near-
future framework plans. Interruption, inflection and failure should become potential moments of urban opportunity rather than inescapable write-offs or losses. Economy, ecology and politics should become peer disciplinary considerations to form, material and performance. Generic, reproducible formats of urbanization should be discarded in favor of hyper-localized specificity. Waste and entropy should be seen as potential points of leverage and opportunity rather than something that needs to be mitigated or designed away. Networks of infrastructure and utility should be hybridized and “lightened” so as to move beyond the weighty monocultures of their 19th century-based predecessors. Systems of agriculture, food, water and natural ecology should move from peri-urban support structures to the basis of new hybrid formats of settlement. Seemingly radical notions of nomadism, periodicity and lightness should be reconsidered as lenses through which to consider new formats of settlement. Or perhaps more simply put, the recent proliferation of incomplete and failed urban settlement globally is a strong indictment of contemporary urban design’s current mode of operation and suggests a need to radically rethink its current disciplinary and cultural orientation.
At a point in time when there is widespread consensus on the ascendency of the city as – to borrow Ed Glaeser’s description – “humankind’s greatest invention,” it is worth pausing to consider whether the formats of urbanization upon which the last century has relied represent the appropriate way forward for conceiving of and deploying 21st century urban settlement.
Or are designers at a moment in history that demands they stop focusing solely on the idealized city of the future, and instead turn their attention to anticipating the city that never was?
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Published: October 29, 2012
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Delirious Development
What can architects, planners, and politicians learn from the economic collapse of 2008 about how to plan better, more responsive large-scale urban development?
On February 22, 2013 the Architectural League will present “The City That Never Was,” a symposium that uses the crisis in Spain as a lens through which to consider future forms of urbanization. Gregory Wessner, the League’s Special Projects Director, sat down with symposium co-organizers Christopher Marcinkoski and Javier Arpa to talk about their research and why architects and planners need to rethink urban design for the 21st century.
Gregory Wessner: Let’s start by talking about the title of the symposium, “The City That Never Was,” because I think that will give you a chance to explain the larger focus of research that the two of you have been doing.
...
What the title of the symposium suggests is the need to fundamentally reject the idea that 21st century urbanization is somehow a transportable, reproducible, standardized product.
...
In “The City That Never Was,” everything was predicated upon expectations of endless growth. Reality says otherwise.
...
If you’re a young designer or you’re a small practice and you have the opportunity to build at the scale we are talking about, the likelihood that you’re going to turn it down is slim to none.
...
At a point in 2005 almost 20 percent of Spain’s GDP was tied to the construction industry–which meant that when that all disappeared, millions of people lost their jobs.
...
The problem is that with the crash, the influx of private developers stopped: cities, towns, and villages all over Spain found themselves with huge amounts of unoccupied urban infrastructure.
...
The situation in Spain was delirious in every way. In terms of the physical outcome, but in some ways also the rationale that drove the kind of decision-making process.
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This conversation took place on October 15, 2012.
All images courtesy of Google Earth.
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http://archleague.org/2012/10/delirious-development/
On February 22, 2013 the Architectural League will present “The City That Never Was,” a symposium that uses the crisis in Spain as a lens through which to consider future forms of urbanization. Gregory Wessner, the League’s Special Projects Director, sat down with symposium co-organizers Christopher Marcinkoski and Javier Arpa to talk about their research and why architects and planners need to rethink urban design for the 21st century.
Gregory Wessner: Let’s start by talking about the title of the symposium, “The City That Never Was,” because I think that will give you a chance to explain the larger focus of research that the two of you have been doing.
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What the title of the symposium suggests is the need to fundamentally reject the idea that 21st century urbanization is somehow a transportable, reproducible, standardized product.
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In “The City That Never Was,” everything was predicated upon expectations of endless growth. Reality says otherwise.
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If you’re a young designer or you’re a small practice and you have the opportunity to build at the scale we are talking about, the likelihood that you’re going to turn it down is slim to none.
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At a point in 2005 almost 20 percent of Spain’s GDP was tied to the construction industry–which meant that when that all disappeared, millions of people lost their jobs.
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The problem is that with the crash, the influx of private developers stopped: cities, towns, and villages all over Spain found themselves with huge amounts of unoccupied urban infrastructure.
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The situation in Spain was delirious in every way. In terms of the physical outcome, but in some ways also the rationale that drove the kind of decision-making process.
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This conversation took place on October 15, 2012.
All images courtesy of Google Earth.
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Here is Spain (slideshow)
After a decade of intense building, the economic collapse of 2008 has left Spain littered with unfinished, partially completed or abandoned developments: housing complexes left unenclosed; empty museum buildings with no collections; hundreds of miles of roads unused; and airports without a single arrival or departure.
The images in this slideshow (click above) were taken between January and July 2012 during multiple visits to sites in the regions of Madrid and Castilla-La Mancha Spain as part of the ongoing research by Chirstopher Marcinkoski and Javier Arpa, co-organizers of the symposium The City That Never Was, on contemporary formats of urbanization.
Link para o slideshow:
http://archleague.org/2012/10/referwgrg/
A 21st-Century Grand Tour (slideshow)
A photography series
by Ricardo Espinosa
Ricardo Espinosa’s work is an excursion around the metropolitan area of Madrid. In a kind of 21st-Century Grand Tour, the series records the incomplete leftovers of excessive urban development. The images accumulate a set of landscapes devoid of human activity that are increasingly characterized by a new form of entropy in the hands of nature.
Link para o slideshow:
http://archleague.org/2012/10/a-21st-century-grand-toura-photographic-series-by-ricardo-espinosa/
by Ricardo Espinosa
Ricardo Espinosa’s work is an excursion around the metropolitan area of Madrid. In a kind of 21st-Century Grand Tour, the series records the incomplete leftovers of excessive urban development. The images accumulate a set of landscapes devoid of human activity that are increasingly characterized by a new form of entropy in the hands of nature.
Link para o slideshow:
http://archleague.org/2012/10/a-21st-century-grand-toura-photographic-series-by-ricardo-espinosa/
26 de novembro de 2012
Portugal em mudança: Diversidade, Assimetrias e Contrastes
Conferência ICS 2012
Quando:
26 e 27-11-2012 - 09:00
Onde:
Lisboa - Fundação Calouste Gulbenkian - Auditório 2
Organização:
ICS
Nos últimos 50 anos o país viveu uma série de mudanças rápidas e profundas, que o transformaram em todas as suas dimensões. Mudanças que alteraram a estrutura da sociedade, a sua organização política e económica, as suas instituições, os valores e atitudes dos cidadãos, a situação de Portugal no mundo.
"Portugal em Mudança - diversidades, assimetrias e contrastes", é a conferência com que o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL) vai comemorar os cinquenta anos da sua história. Ao longo de cinco décadas, o ICS tem acompanhado e analisado as mudanças na sociedade portuguesa, produzindo conhecimento que permitiu e permite compreendê-la melhor nas suas diferenciações internas e nos contextos europeu e internacional. Um conhecimento que tem sido e será decisivo na própria transformação do processo que tem analisado.
Hoje o ICS aqui está, de novo, assumindo um papel central no estudo das mudanças que estamos a viver.
Programa do Painel 6 - Território e Desordens (27 de Novembro - 14h)
- Regularidades e desordens territoriais no Portugal sob resgate
António Figueiredo
- A Geografia da Crise
João Ferrão
- Anatomia de uma desordem: ocupação e construção em zonas costeiras
Luísa Schmidt
- Crise, precariedade e outras violências
Paulo Granjo
- Reconquistar a Cidade? Espaço público,conflito e interacção social e étnica
Jorge Malheiros
Moderador:
José Manuel Rolo
Mais informação:
http://www.ics.ul.pt/rdonweb-recursos/events/2012-11/2012-11-26Programa.pdf
Quando:
26 e 27-11-2012 - 09:00
Onde:
Lisboa - Fundação Calouste Gulbenkian - Auditório 2
Organização:
ICS
Nos últimos 50 anos o país viveu uma série de mudanças rápidas e profundas, que o transformaram em todas as suas dimensões. Mudanças que alteraram a estrutura da sociedade, a sua organização política e económica, as suas instituições, os valores e atitudes dos cidadãos, a situação de Portugal no mundo.
"Portugal em Mudança - diversidades, assimetrias e contrastes", é a conferência com que o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL) vai comemorar os cinquenta anos da sua história. Ao longo de cinco décadas, o ICS tem acompanhado e analisado as mudanças na sociedade portuguesa, produzindo conhecimento que permitiu e permite compreendê-la melhor nas suas diferenciações internas e nos contextos europeu e internacional. Um conhecimento que tem sido e será decisivo na própria transformação do processo que tem analisado.
Hoje o ICS aqui está, de novo, assumindo um papel central no estudo das mudanças que estamos a viver.
Programa do Painel 6 - Território e Desordens (27 de Novembro - 14h)
- Regularidades e desordens territoriais no Portugal sob resgate
António Figueiredo
- A Geografia da Crise
João Ferrão
- Anatomia de uma desordem: ocupação e construção em zonas costeiras
Luísa Schmidt
- Crise, precariedade e outras violências
Paulo Granjo
- Reconquistar a Cidade? Espaço público,conflito e interacção social e étnica
Jorge Malheiros
Moderador:
José Manuel Rolo
Mais informação:
http://www.ics.ul.pt/rdonweb-recursos/events/2012-11/2012-11-26Programa.pdf
24 de novembro de 2012
El PARAL·LEL. Del Raval al Poblesec
Itinerario a pie
A principios del siglo XX, el Paral·lel se convirtió en núcleo aglutinador de la cultura de masas y espejo privilegiado de la sociedad. En este itinerario nos haremos tres preguntas que nos ayudarán a entender su papel. ¿Por que se desarrolla en la avenida Paral·lel una nueva área de centralidad directamente relacionada con el mundo del espectáculo?
Terraza del Café Español
Quando:
24 de noviembre, de 10 a 14 h
Onde:
Barcelona - CCCB - Centre de Cultura Contemporània de Barcelona
A principios del siglo XX, el Paral·lel se convirtió en núcleo aglutinador de la cultura de masas y espejo privilegiado de la sociedad. En este itinerario nos haremos tres preguntas que nos ayudarán a entender su papel. ¿Por que se desarrolla en la avenida Paral·lel una nueva área de centralidad directamente relacionada con el mundo del espectáculo?
Terraza del Café Español
Quando:
24 de noviembre, de 10 a 14 h
Onde:
Barcelona - CCCB - Centre de Cultura Contemporània de Barcelona
"Rutas Paral·leles" Descubre los secretos del Paralelo de principios desiglo XX
RUTA URBANÍSTICA: La Avenida Frontera
Duración a pie: 50 minutos
El Paralelo es una de las avenidas de Barcelona que, como la Diagonal o la Gran Via, surge del proyecto de ensanche de la ciudad de Barcelona ideado por Ildefons Cerdà. Desde su nacimiento, una serie de disposiciones urbanísticas contradictorias facilitaron la aparición de edificaciones efímeras y la conversión de esta calle en una densa área de ocio y espectáculos. De espacio de frontera a centro de ocio y de espectáculos, la creación y el desarrollo urbanístico del Paralelo constituyen un ejemplo del conflicto entre el poder público y los intereses privados.
PUNTOS DEL RECORRIDO
1
El nacimiento de la avenida Paralelo
El Plan Cerdà
El espacio que hoy ocupa la avenida Paralelo era, en el último cuarto del siglo XIX, un territorio inhóspito que funcionaba al margen de la ciudad de Barcelona. Fue Ildefons Cerdà quien, en su Plan de ensanche de Barcelona, definió cómo debía ser aquel espacio fronterizo al pie de la montaña de Montjuïc. Cerdà quería crear una gran avenida señorial con árboles, parecida a lo que hoy es la Diagonal. La avenida debía medir 50 metros de ancho, un tamaño que no gustaba nada a los propietarios de los solares, que veían perjudicados sus intereses económicos.
En 1894, se inauguró la urbanización de la vía, que durante muchos años se denominó avenida del Marqués del Duero, nombre que conservaría (salvo en la época de la República, en que se llamó avenida de Francesc Layret) hasta 1979, que pasó a llamarse oficialmente avenida Paralelo, denominación que siempre había estado viva en el imaginario ciudadano.
2
La ley de pórticos de 1883 y la picaresca popular
En los bajos de muchos edificios de la actual avenida aún pueden verse pórticos, unas edificaciones que explican por qué el Paralelo acabó convirtiéndose en un espacio de ocio y espectáculo. Los propietarios de los primeros solares del Paralelo estaban en contra de que la avenida tuviera una anchura de 50 metros, tal y como había planificado Cerdà. Las negociaciones de los propietarios con el Ayuntamiento acabaron con la aprobación de una ley que permitía ganar 5 metros más a la calle a través de la construcción de pórticos. Sin embargo, los propietarios no se decidían a promover edificaciones con estas características. Por esta razón, el Ayuntamiento permitió la construcción de edificaciones provisionales siempre y cuando no fueran dedicadas a vivienda. De este modo, proliferaron barracones, almacenes, cubiertos y quioscos donde debían estar edificios con pórticos. En las imágenes podéis ver los modelos de pórticos existentes en el Paralelo.
Estas edificaciones provisionales, muy mayoritariamente, se dedicaron al espectáculo, para atender la demanda social de esta oferta cultural por parte de las clases populares. Así, surgieron teatros, cafés conciertos y locales de espectáculos de todo tipo, un espacio de la ciudad muy diferente a la pacífica avenida que había ideado Cerdà.
3
El primer teatro
El Circo Español Modelo
Donde ahora está la Artèria Paralelo y el Café Español, se inauguró, en 1892, el primer teatro del Paralelo, el Circo Español Modelo. Su edificación supone el desplazamiento de la actividad teatral de Barcelona del centro de la ciudad hacia el animado Paralelo. En 1907 se incendió y las nuevas instalaciones pasaron a denominarse Gran Teatro Español.
Uno de los primeros géneros en triunfar en este teatro fue la pantomima. La compañía familia Onofri, que llegó a Barcelona desde Marsella, se estableció durante varias temporadas. En el Circo Español también se celebraron numerosos mítines políticos. El espacio escénico circular era ideal para crear ambiente de unidad y colectividad.
4
La calle Nou de la Rambla
Negocios del espectáculo y la prostitución
No puede entenderse la construcción del Paralelo sin la expansión de una parte de los usos del distrito V, aquel que a partir de 1927 conocemos como Barrio Chino. La calle Nou de la Rambla, o Conde del Asalto, según el nomenclátor de la época, es un paradigma de la oferta de actividades profesionales vinculadas con el mundo de los escenarios de variedades y los reservados que los acompañan: academias de artistas, músicos, representantes, agencias de contratación, modistas, etc., y todo tipo de médicos y curanderos especializados en materias sexuales. La calle Nou y el Barrio Chino acogieron muchos burdeles que eran el final de fiesta para muchos de los espectadores de los locales del Paralelo.
Un local histórico situado en el número 12 de Nou de la Rambla fue el Eden Concert, music-hall abierto desde 1886. El Eden fue restaurante, sala de teatro, local para bailar, cine. En él se hizo teatro, pantomima, prestidigitación... En 1935 se convirtió en el Eden Cinema. En 1987 intentó volver a ser music-hall sin mucho éxito. Ahora es un parking.
5
El Poble Sec
Arrabal de inmigración
La transformación del Paralelo como una de las principales áreas de espectáculos de la ciudad también afectó directamente al Poble Sec, que hasta entonces había sido una zona apartada, dedicada al cultivo y bajo el control militar del castillo de Montjuïc.
Al Poble Sec fueron a parar muchos de los inmigrantes de todo el Estado español que llegaron a Barcelona a finales del siglo XIX y principios del XX para trabajar en la construcción o la industria. El próspero negocio del espectáculo del Paralelo también dio trabajo a mucha gente. La edificación y urbanización del Poble Sec se realizaron de forma desordenada y sin un marco legal muy definido, hechos que explican la estrechez de sus calles y muchas peculiaridades de su trama urbana.
6
La Exposición Internacional de 1929 y la plaza Espanya
La Exposición Internacional de 1929 fue una operación a gran escala para proyectar la imagen industrial de Barcelona al mundo y para remodelar la zona de la montaña de Montjuïc. El Paralelo no quedó al margen de esa transformación urbanística y vio cómo en uno de sus extremos se construía la plaza Espanya.
Las obras de la exposición internacional, que costaron 130 millones de pesetas de la época, despertaron muchas críticas entre la población. De las salas y los bares del Paralelo surgieron voces de protesta contra el faraónico proyecto como esta canción de Carles Saldaña Beu, alias «Alady», uno de los cómicos más populares del momento.
Link para texto integral com fotos e música (Silencio y Tururut, por Carlos Saldaña ALADY - 1929):
http://rutesparallel.cccb.org/es/ruta_urbanisme.php
Duración a pie: 50 minutos
El Paralelo es una de las avenidas de Barcelona que, como la Diagonal o la Gran Via, surge del proyecto de ensanche de la ciudad de Barcelona ideado por Ildefons Cerdà. Desde su nacimiento, una serie de disposiciones urbanísticas contradictorias facilitaron la aparición de edificaciones efímeras y la conversión de esta calle en una densa área de ocio y espectáculos. De espacio de frontera a centro de ocio y de espectáculos, la creación y el desarrollo urbanístico del Paralelo constituyen un ejemplo del conflicto entre el poder público y los intereses privados.
PUNTOS DEL RECORRIDO
1
El nacimiento de la avenida Paralelo
El Plan Cerdà
El espacio que hoy ocupa la avenida Paralelo era, en el último cuarto del siglo XIX, un territorio inhóspito que funcionaba al margen de la ciudad de Barcelona. Fue Ildefons Cerdà quien, en su Plan de ensanche de Barcelona, definió cómo debía ser aquel espacio fronterizo al pie de la montaña de Montjuïc. Cerdà quería crear una gran avenida señorial con árboles, parecida a lo que hoy es la Diagonal. La avenida debía medir 50 metros de ancho, un tamaño que no gustaba nada a los propietarios de los solares, que veían perjudicados sus intereses económicos.
En 1894, se inauguró la urbanización de la vía, que durante muchos años se denominó avenida del Marqués del Duero, nombre que conservaría (salvo en la época de la República, en que se llamó avenida de Francesc Layret) hasta 1979, que pasó a llamarse oficialmente avenida Paralelo, denominación que siempre había estado viva en el imaginario ciudadano.
2
La ley de pórticos de 1883 y la picaresca popular
En los bajos de muchos edificios de la actual avenida aún pueden verse pórticos, unas edificaciones que explican por qué el Paralelo acabó convirtiéndose en un espacio de ocio y espectáculo. Los propietarios de los primeros solares del Paralelo estaban en contra de que la avenida tuviera una anchura de 50 metros, tal y como había planificado Cerdà. Las negociaciones de los propietarios con el Ayuntamiento acabaron con la aprobación de una ley que permitía ganar 5 metros más a la calle a través de la construcción de pórticos. Sin embargo, los propietarios no se decidían a promover edificaciones con estas características. Por esta razón, el Ayuntamiento permitió la construcción de edificaciones provisionales siempre y cuando no fueran dedicadas a vivienda. De este modo, proliferaron barracones, almacenes, cubiertos y quioscos donde debían estar edificios con pórticos. En las imágenes podéis ver los modelos de pórticos existentes en el Paralelo.
Estas edificaciones provisionales, muy mayoritariamente, se dedicaron al espectáculo, para atender la demanda social de esta oferta cultural por parte de las clases populares. Así, surgieron teatros, cafés conciertos y locales de espectáculos de todo tipo, un espacio de la ciudad muy diferente a la pacífica avenida que había ideado Cerdà.
3
El primer teatro
El Circo Español Modelo
Donde ahora está la Artèria Paralelo y el Café Español, se inauguró, en 1892, el primer teatro del Paralelo, el Circo Español Modelo. Su edificación supone el desplazamiento de la actividad teatral de Barcelona del centro de la ciudad hacia el animado Paralelo. En 1907 se incendió y las nuevas instalaciones pasaron a denominarse Gran Teatro Español.
Uno de los primeros géneros en triunfar en este teatro fue la pantomima. La compañía familia Onofri, que llegó a Barcelona desde Marsella, se estableció durante varias temporadas. En el Circo Español también se celebraron numerosos mítines políticos. El espacio escénico circular era ideal para crear ambiente de unidad y colectividad.
4
La calle Nou de la Rambla
Negocios del espectáculo y la prostitución
No puede entenderse la construcción del Paralelo sin la expansión de una parte de los usos del distrito V, aquel que a partir de 1927 conocemos como Barrio Chino. La calle Nou de la Rambla, o Conde del Asalto, según el nomenclátor de la época, es un paradigma de la oferta de actividades profesionales vinculadas con el mundo de los escenarios de variedades y los reservados que los acompañan: academias de artistas, músicos, representantes, agencias de contratación, modistas, etc., y todo tipo de médicos y curanderos especializados en materias sexuales. La calle Nou y el Barrio Chino acogieron muchos burdeles que eran el final de fiesta para muchos de los espectadores de los locales del Paralelo.
Un local histórico situado en el número 12 de Nou de la Rambla fue el Eden Concert, music-hall abierto desde 1886. El Eden fue restaurante, sala de teatro, local para bailar, cine. En él se hizo teatro, pantomima, prestidigitación... En 1935 se convirtió en el Eden Cinema. En 1987 intentó volver a ser music-hall sin mucho éxito. Ahora es un parking.
5
El Poble Sec
Arrabal de inmigración
La transformación del Paralelo como una de las principales áreas de espectáculos de la ciudad también afectó directamente al Poble Sec, que hasta entonces había sido una zona apartada, dedicada al cultivo y bajo el control militar del castillo de Montjuïc.
Al Poble Sec fueron a parar muchos de los inmigrantes de todo el Estado español que llegaron a Barcelona a finales del siglo XIX y principios del XX para trabajar en la construcción o la industria. El próspero negocio del espectáculo del Paralelo también dio trabajo a mucha gente. La edificación y urbanización del Poble Sec se realizaron de forma desordenada y sin un marco legal muy definido, hechos que explican la estrechez de sus calles y muchas peculiaridades de su trama urbana.
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La Exposición Internacional de 1929 y la plaza Espanya
La Exposición Internacional de 1929 fue una operación a gran escala para proyectar la imagen industrial de Barcelona al mundo y para remodelar la zona de la montaña de Montjuïc. El Paralelo no quedó al margen de esa transformación urbanística y vio cómo en uno de sus extremos se construía la plaza Espanya.
Las obras de la exposición internacional, que costaron 130 millones de pesetas de la época, despertaron muchas críticas entre la población. De las salas y los bares del Paralelo surgieron voces de protesta contra el faraónico proyecto como esta canción de Carles Saldaña Beu, alias «Alady», uno de los cómicos más populares del momento.
Link para texto integral com fotos e música (Silencio y Tururut, por Carlos Saldaña ALADY - 1929):
http://rutesparallel.cccb.org/es/ruta_urbanisme.php
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