4 de fevereiro de 2015

Exposición "Ciudades compartidas"

Quando:
Del 4 febrero 2015 al 15 marzo 2015

Onde:
Museum of Finnish Architecture

Programa:
"Ciudades compartidas", la exposición de las obras que han sido reconocidas como ganadoras, menciones especiales y finalistas en la octava edición del Premio Europeo del Espacio Público Urbano 2014, continúa su periplo europeo en Helsinki (Finlandia) y aterriza en el Museum of Finnish Architecture.

Ver mais:
http://www.cccb.org/es/exposicio_itinerant-ciudades_compartidas-70036

Ver também:
http://www.mfa.fi/exhibition?nid=118432383

SHARED CITIES
(4.2.2015 - 15.3.2015)

Since early history, marketplaces, parks, roads and piazzas have played an important social role as gathering places. How is public urban life expressed in Finland and abroad?

The Shared Cities exhibition examines public urban spaces in Europe.

It features the winners, four honorary mentions and eleven shortlisted projects in the European Prize for Urban Public Space 2014. Presented by Barcelona’s Centre de Cultura Contemporània every second year, the award is intended to raise awareness of the meaningful role played by public spaces in urban democracy.

The local part of the exhibition takes an in-depth look at Finland and the achievements of urban activists in Helsinki.

The exhibition was produced by the Centre de Cultura Contemporània de Barcelona (CCCB) in collaboration with the Architekturzentrum Wien (Vienna), Cité de l’Architecture et du Patrimoine (Paris), the Museum of Finnish Architecture (Helsinki), the Museum of Architecture and Design (Ljubljana) and the Deutsches Architekturmuseum (Frankfurt). The exhibition received funding from the European Union as part of the pan-European Europe City project.

http://www.publicspace.org

Histórias do início do mundo

Rua da Estrada
4 Fevereiro 2015

Por Álvaro Domingues autor de A Rua da Estrada

EM tempos muito remotos, os humanos vagueavam em grupos mais ou menos organizados, caçando e comendo do que havia. Não tinham ainda descoberto como domesticar animais e cultivar plantas; não produziam excedentes e não havia cidades. Um dia, do alto de uma colina um chefe de um desses grupos viu ao longe uma nuvem de pó que avançava e pensou: se matarmos aqueles, toda a caça e mantimentos que eles possuem será um excedente para nós. Assim fizeram e continuaram na colina exercitando armas. Quando avistaram outro grupo, pensaram melhor: matamos a maior parte e escravizamos os mais fortes para ficarem a trabalhar para nós a ver se domesticam aquelas cabras bravas. Tal qual. Pelo sim, pelo não, e porque aquela colina era estratégica e os outros invejavam suas riquezas e posição, fortificaram o lugar e ergueram uma torre no meio. Tinha nascido a primeira cidade.

Os tempos mudaram muito entretanto. Já ninguém quer ficar na mesma colina para todo o sempre, andar a mando dos mesmos e a vida é outra. Fizeram-se estradas e tudo circula de um lado para o outro. Mas, porque se estima muito o passado, conservam-se as velhas torres como relíquias daquela energia primeira que persiste nas novas cidades de agora.

Ver mais:
- http://www.correiodoporto.pt/rua-da-estrada/historias-do-inicio-do-mundo
- http://www.correiodoporto.pt/7-perguntas/sete-perguntas-a-alvaro-domingues

31 de janeiro de 2015

Solo agrícola e agricultura em espaço urbano: dinâmicas. O exemplo de Évora

Revista GOT - Geografia e Ordenamento do Território
n. 6 (2014)

Maria Freire, Isabel Ramos

Resumo:
O objetivo do artigo é melhorar o entendimento sobre o significado da componente agrícola em espaço urbano para as sociedades e perspetivar estratégias no sentido de promover o património solo agrícola e a permanência e sustentabilidade do uso agrícola em espaço urbano.

A metodologia de trabalho seguida compreende a análise da dinâmica de evolução urbana, associada à presença da agricultura em espaço urbano em Évora, numa perspetiva que inclui o seu significado nos domínios históricos, sociais, económicos, ecológicos e estéticos.

1. Introdução

A afirmação económica da cidade foi desde sempre acompanhada por uma significativa componente agrícola, assegurada nas áreas de maior proximidade ao núcleo urbano, em situações mais baixas e assim mais frescas e em solos mais férteis. Nas paisagens mais meridionais, entre esses espaços incluíam-se as tipologias de hortas, pomares, ferragiais, olivais, vinhas e as quintas, onde se produziam os produtos fundamentais para abastecer a cidade de frescos e matérias primas, comercializados pela atividade mercantil. No presente, muitas destas tipologias ainda perduram nos nossos espaços abertos, uma presença que é ainda reforçada pela toponímia.
Mais recentemente, a agricultura em espaço urbano expressa-se com objetivos e modos de realização distintos da agricultura tradicionalmente praticada nos campos agrícolas ligados à cidade. Correspondem-lhe ocorrências espontâneas ou organizadas, em espaços públicos ou privados, individuais ou coletivos e localiza-se dentro do perímetro urbano ou na periferia, uma atividade agrícola que inclui agricultores a tempo parcial ou total e com ou sem preparação técnica e/ou científica.
O objetivo da investigação é melhorar o entendimento sobre o significado da componente agrícola em espaço urbano para as sociedades e perspetivar estratégias no sentido de promover o património solo agrícola e a permanência e sustentabilidade do uso agrícola em espaço urbano.
Se, no passado, a componente agrícola urbana estava intrinsecamente ligada aos domínios sociais e económicos, no presente relaciona-se ainda com os domínios ecológicos e pedagógicos. Esta presença traduz-se assim numa maior proximidade à natureza, como forma de procura de maior qualidade de vida urbana, combinando-se com os anteriores domínios sociais e económicos, desde sempre mais pronunciadas em tempo de crise.
Reconhecem-se que são muito diversas as dificuldades de implantação e manutenção de atividades agrícolas em espaço urbano. Desde a não integração da função produtiva agrícola no ordenamento e planeamento urbano (planos diretores, planos estratégicos, planos de urbanização e planos de pormenor), às dificuldade de acesso aos terrenos vazios (devolutos ou onde as anteriores funções/atividades entraram em processo de decadência e/ou abandono), aos obstáculos legislativos que se relacionam com a valorização dos solos com maiores potencialidades para a produção de biomassa em espaço urbano e, naturalmente ainda, aos conhecidos problemas relacionados com o acesso à água.
Argumenta-se nesta investigação a necessidade de legitimar a maior visibilidade que a agricultura urbana tem vindo a ganhar, através de um enquadramento legal que garanta maior operacionalidade desta função em espaço urbano. Assim, por um lado lança-se o desafio da ativação de políticas públicas, que não só legitimem a função produtiva na cidade, integrando-o entre as funções urbanas, como favoreçam a sua reconversão funcional, fundamental no solucionar de alguns problemas urbanos decorrentes de opções irracionais e/ou especulativas; por outro lado, esse desafio sustenta-se no pressuposto da necessidade de dinâmicas integradas, com articulação dos várias domínios que estão associados à presença da agricultura em espaço urbano – os económicos, sociais, culturais e ecológicos.
A metodologia de trabalho seguida compreende a análise da dinâmica de evolução urbana, associada à presença da agricultura em espaço urbano, numa perspetiva que inclui o seu significado nos domínios históricos, sociais, económicos, ecológicos e estéticos. Uma pesquisa que é centrada no caso-estudo de uma cidade antiga, de média dimensão, localizada no interior sul de Portugal – a cidade de Évora.

2. Conceitos

3. O espaço urbano e a agricultura

4. A cidade de Évora
4.1 Agricultura e a cidade – dinâmica e evolução
4.2. A recente reabilitação de agricultura em espaço urbano – hortas urbanas

5. Uma proposta para a permanência e sustentabilidade do uso agrícola em espaço urbano

A evolução verificada nas dinâmicas urbanas ao longo dos tempos demonstram que, apesar de o crescimento urbano estar associado ao aumento do edificado, a agricultura em espaço urbano é uma constante – ainda que assumindo importância e forma diferenciadas decorrentes da evolução das dinâmicas enunciadas, confirmados no caso estudo.
Atualmente, assiste-se a um renascer do interesse da atividade agrícola em espaço urbano, onde se evidenciam preocupações ecológicas, pedagógicas e culturais, a par das socioeconómicas, como anteriormente afirmado.
A integração de áreas agrícolas no modelo de desenvolvimento urbano – constituindo uma nova função na cidade, dando resposta programada a uma procura existente e ainda insuficiente e tirando partido dos benefícios que estas áreas proporcionam no espaço urbano – tem vindo a ser equacionada e defendida por diferentes autores de diversas áreas disciplinares.
Telles (1996) defende essa integração através do conceito de paisagem global, que expressa a inexistência de barreiras rígidas entre espaços urbanos e rurais. Uma proposta que, por um lado, reconhece as interdependências entre esses espaços e, por outro, pode ser observada como estrutura fundamental ao desenho da paisagem, convocando a integração das componentes naturais e culturais. Esta ideia é também defendida por Alexander et al. (1997), simbolizando-a nos dedos urbanos e dedos rurais entrelaçados. Carvalho (2003) apresenta uma ideia análoga, ao explorar o conceito de cidade campestre, que corresponde à interpenetração cidade/campo, ideia ainda valorizada no conceito de campo urbano por Donadieu e Fleury (2003) ou por Forman (2004) no conceito de mosaico paisagístico, ensaiado para a região de Barcelona. Matos (2010:286) considera a agricultura urbana “não apenas como um factor de produção mas também como detentora de um grande potencial para o recreio sob o ponto de vista social, económico, ecológico, cultural e estético [considerando-a] como uma estrutura fundamental na re-conceptualização do projecto do espaço urbano.”
Numa perspetiva de concretização destas ideias, Donadieu e Fleury (2003) defendem a necessidade de legitimar política e socialmente o regresso da agricultura nos espaços urbanos. Carvalho (2003:515) concretiza-o na proposta de criação do estatuto de áreas agrícolo-florestais de cidade, referindo que “(...) elas existem, actualmente, no território urbano, quase sempre expectantes, muitas vezes em processo de degradação, espreitando a oportunidade de se tornarem urbanizáveis”. O autor refere que estas áreas seriam constituídas pelas áreas de RAN e de REN intercalares ao espaço urbano (que poderiam ser revistas), complementadas com outras áreas onde as antigas estruturas agrícolas ainda estão presentes (podendo ser consideradas património) e por outras que conferissem estrutura e coerência ao conjunto. Com um estatuto específico traduzido em regras de ocupação claras, estas áreas “e, sobretudo, os seus programas de ocupação corresponderiam à recusa de ‘vazios’, à ideia de que não basta proibir a construção, de que é necessário que todos os espaços da cidade tenham uma função, e de que é necessário, também, planear [todos os espaços da] paisagem.” (idem:516).
Nesta perspectiva, no sentido de dar resposta àquela integração, é importante criar mecanismos que a possam concretizar de forma programada. Considera-se assim que, à semelhança de outras categorias de usos e funções estabelecidos nos diferentes planos – como espaços comerciais, industriais e habitacionais, entre outros – também a agricultura seja considerada uma classe de espaços, com áreas e regras de ocupação e proteção claras e bem definidas, dentro do perímetro urbano.
Para além da criação de novas áreas para este fim, considera-se fundamental, no momento presente, reavaliar as funções existentes e os valores em presença – particularmente nas áreas que no interior do perímetro urbano inicialmente se inscreviam dentro dos solos mais aptos à agricultura (RAN) e que entretanto foram desafectados. A proposta assenta na ideia de reconverter usos existentes e espaços programados associados a funções ‘consideradas urbanas’ – outrora criados numa lógica de resposta (excessiva) a uma procura (também excessiva) por espaços edificados (habitação, comércio e indústria) – áreas fortemente impermeabilizadas e presentemente em processo de declínio ou abandono e outras que se mantêm expectantes ao longo dos anos, face à realidade atual.
A esta reconversão funcional de usos existentes e/ou previstos, acrescem valores de importância única para a manutenção da sustentabilidade das cidades – revigorar a cultura da terra, com valorização do património natural e cultural, nomeadamente o património solo agrícola.
A nossa proposta vai assim mais longe na medida em que se considera que, para além das atuais áreas acima identificadas, as áreas edificadas em solo inicialmente rural e transformado em solo urbano (muitas delas com potencialidades para ser integradas em áreas RAN e que perderam o seu estatuto de proteção), sejam reconvertidas em áreas de solo rural e integradas nesta nova classe de espaços agrícolas a integrar na cidade.

6. Referências bibliográficas

Ver mais:
http://cegot.org/ojs/index.php/GOT/article/view/198

Ler artigo completo:
http://cegot.org/ojs/index.php/GOT/article/view/198/91

30 de janeiro de 2015

A explosão das formas urbanas na região do Porto

por:
António Ramalho
em:
CASU - Cadernos de Arquitectura e Sustentabilidade Urbana

As cidades encontram-se em permanente transformação, gerando, por sobreposição e adição, novas “formas urbanas”. Por vezes, tais formas induzem novos “modos de vida”.
No urbano em transformação as novas “formas urbanas” e os “modos de vida” agregados, em territórios de maior concentração populacional, têm vindo a realçar uma alegada cidade “ageográfica”, isto é, um tipo de cidade completamente nova, sem um “lugar” associado a ela, onde o acontecimento mais importante é o corte, a descontinuidade, a fragmentação.
Para isso têm contribuído as intervenções de requalificação nas áreas centrais / tradicionais desprendidas e excessivamente centradas na arquitectura dos “espaços públicos”, bem como o processo de urbanização das áreas de expansão periféricas em que a lógica é de sonegação daqueles espaços. Daí têm resultado preocupantes rupturas tipo-morfológicas e vivenciais.
É hoje indispensável uma abordagem disciplinar consubstanciada na ideia que “se o planeamento urbano e o urbanismo devem ser capazes de se adaptar a um contexto incerto e em mudança, a cidade construída deve também ela própria ser flexível, reutilizável, transformável” (Ascher, 1998). Acontece, porém, que essa abordagem disciplinar vem questionar o modelo “uma cidade – um centro”, verificando-se antes uma explosão das centralidades que nos obriga a passar da escala da “cidade-ponto” para a da “urbano-superfície”.
O urbanismo da “urbano-superfície”, como prática orientadora da expansão da “cidade conceptual” (entendida como a aceitação de um modelo formal tipo), é alicerçado na dicotomia “cidade contínua” / “cidade fragmentada”, ou em alternativa, na pródiga “cidade sem modelo”.
Já a urbanidade da “urbano-superficie”, no ensejo de readaptar a “cidade vivida”, é ponderada à luz dos novos “modos de vida”, suportados nos tempos e distâncias de deslocação, nos espaços da hipermobilidade e nos “espaços públicos”, que o poderão não ser (literalmente públicos), sem que tal reconhecimento constitua impedimento ao seu efectivo uso.
Esta nova cidade da contemporaneidade, no plano das políticas urbanas estratégicas, concretiza uma visão integradora e transversal (às “velhas” e às “novas” territorialidades), direccionando a competitividade para níveis supra-locais. Por outro lado, no plano das concepções urbanísticas reinterpreta a dicotomia “cidade contínua” / “cidade fragmentada”, derivando-a para outras considerações, como por exemplo, a “cidade das formas contínuas e das vivências fragmentadas” ou a “cidade das formas fragmentadas e das vivências contínuas”.
A contemporaneidade produz um mosaico urbano onde coexistem a dispersão e a aglomeração, usos variados e especializados, mobilidades polares (em direcção aos “centros”) e mobilidades tangenciais (em direcção a aglomerações mais recentes das “periferias”).
As novas territorialidades geradas constituem elementos fortes na estruturação das "urbano-superfícies", funcionando como indutoras de pontos ou eixos de atracção e aglomeração de funções e de emprego, produtoras de novas e diversificadas polarizações, organizadoras de novas lógicas de mobilidade e sistemas de relações, ora fragmentando, ora fomentando a coesão funcional.
São estas, genericamente, as grandes questões disciplinares hoje suscitadas pelas regiões urbanas emergentes, como a do Porto, que aqui nos servirá de estudo de caso.
A região urbana do Porto, que se tem vindo a formar por entre conurbações sucessivas há 40 anos a esta parte, compreende um amplo território urbanizado, evidenciando um sistema de povoamento disperso, não homogéneo, com concentrações / polarizações diferenciadas. Neste amplo território, que chega a atingir 120 km de norte a sul e 50 km de este a oeste, vivem cerca de 3 milhões de indivíduos, cujas “formas e os modos” de vida fruem por entre as “formas e os modos” das urbes.

Ver mais:
http://rcani.blogspot.pt

28 de janeiro de 2015

«En las ciudades hay costes y problemas, pero también espacios experimentales para encontrar soluciones»

Entrevista a
Ulrich Beck

Espacios Compartidos charla con Ulrich Beck, profesor de Sociología en la London School of Economics y catedrático emérito de la Universidad Ludwig Maximilian de Múnich.

Ver vídeo:
http://www.publicspace.org/es/post/en-las-ciudades-hay-costes-y-problemas-pero-tambien-espacios-experimentales-para-encontrar-soluciones

Espacios Compartidos grabó esta charla con Ulrich Beck en enero de 2013, cuando el sociólogo visitó el Centro de Cultura Contemporánea de Barcelona (CCCB) para impartir una conferencia titulada «Europa», enmarcada dentro del ciclo «En común». Beck reivindica, en esta entrevista, el papel de las ciudades y el cosmopolitismo.

Para el sociólogo alemán, las ciudades están teniendo más importancia, por un lado, «porque hay costes y problemas, pero al mismo tiempo, también espacios experimentales para encontrar soluciones». Por otra parte, «porque están más cerca del día a día de la gente y son, por lo tanto, un espacio muy importante para la democracia, el cambio climático, las nuevas políticas y las nuevas visiones». Por este motivo, el sociólogo alemán destaca que hay que observar «cómo las ciudades, y no solo los países, se interconectan y pueden generar incluso nuevas visiones políticas». De este modo, cree que veremos reforzada la idea de ciudadanía y su papel en la construcción de un futuro común.

A la vista de su apuesta por una visión del espacio público a nivel global, no es de extrañar, pues, que sus espacios públicos preferidos sean aquellos más cosmopolitas. Concretamente, Bech encuentra interesante observar cómo cambian los espacios públicos encarcelados, como por ejemplo los de los Estados o los de las ciudades, debido a los elementos cosmopolitas con que interaccionan.

Así pues, toma como ejemplo los medios de comunicación que tienen publicaciones en Internet en diferentes idiomas, como el Der Spiegel alemán, El País español o el The Guardian inglés. Estos permiten acceder a discusiones de Alemania desde España y viceversa, aunque no se conozca la lengua del Estado en cuestión; del mismo modo que «permiten que la ciudadanía tenga una oportunidad para verse a sí misma con los ojos de otro».

Para él, pues, la actual presencia de elementos cosmopolitas en el espacio público supone una gran mejora, ya que aporta un trasfondo que puede servir para la construcción de un espacio público común, refuerza la interconectividad del mundo y nos facilita una propia comprensión, así como de las diferentes prácticas de los individuos.

Ver mais:
http://www.publicspace.org/es/post/en-las-ciudades-hay-costes-y-problemas-pero-tambien-espacios-experimentales-para-encontrar-soluciones

Keeping Medellín’s successes in context

Christopher Swope
April 11, 2014

...
Above where we parked, this corner of the neighborhood is too steep for vehicles to reach. Not long ago, the only way up was to climb 350 steps. The escalators make the trip easy and quick. As you ride up a series of escalators, you pass colorfully painted brick homes and a security official at every landing. There was even music playing from a hidden sound system. The soundtrack to my trip back down was “Bohemian Rhapsody” by Queen. For real.

The escalators are one of the highest-profile improvements Medellín has made that send residents of poor areas a powerful message: This city is yours, too. But later in our press tour, while taking in the MetroCable gondola system — another of Medellín’s signature projects — I got a slightly different view of it.

From way up high over the city, I spotted the bright orange roofs of the zig-zagging escalators. They were quite far away, but clearly visible across the sweeping and densely built valley Medellín sits in. It was a sobering view. Because from this vantage point, what you notice about the escalators is how very small this one fabulous project is — and how very huge the problems of poverty and informal neighborhoods are here.

You wouldn’t know it from much of the media coverage of Medellín’s promising urban strategies. Celebratory pictures of the escalators rarely show the vastness of the surrounding areas. It’s a great project, but it’s only helped transform one small area. More than two million people in Medellín don’t have escalators in their neighborhoods.
...

None of this is to say that Medellín’s achievements aren’t real.

Beyond the escalators and gondolas, Medellín has built substantial numbers of libraries, schools, recreation facilities and public plazas across many parts of the city, with the most intensive efforts targeted at the very poorest parts of the city. They’ve created a culture of “social urbanism” here that relies on asking communities what they need and executing promised projects quickly. As Medellín expert Gerard Martin told me, the distinguishing feature of the city’s approach is not the public works so much as a dedication to fighting inequality.

Even at a small scale, projects like the escalators do serve a broader purpose. They fill our heads with ideas of how to think differently about everyday challenges — mobility and inclusion in a hilly city, in this case. Somewhere in the world, a city is surely plotting a hillside elevator project, citing Medellín as its inspiration.
...

Ler artigo completo:
http://www.citiscope.org/medellin/2014/04/11/keeping-medell%C3%ADn’s-successes-context

Ler também:

Medellín made urban escalators famous, but have they had any impact?
By Letty Reimerink
July 24, 2014

Before the escalators went in, the only way up in this part of Comuna 13 was to climb 357 steps.

http://citiscope.org/story/2014/medellin-made-urban-escalators-famous-have-they-had-any-impact

27 de janeiro de 2015

Comment la population des mégalopoles se répartit

COURRIER INTERNATIONAL
INFOGRAPHIE
27 JANVIER 2015

Dans le centre-ville ou en banlieue, dans des tours ou des batiments moins élevés : à Londres, Istanbul ou Bombay, les citadins n'ont pas la même façon d'occuper l'espace.

 
London School of Economics (LSE). Cette datavisualisation a été élaborée par la prestigieuse école londonienne en 2011. L’école a de nouveau utilisé ce concept dans le rapport “Governing urban future”, publié en novembre 2014. Il est le fruit de recherches menées par LSE Cities, centre de recherche qui étudie comment la population et la ville interagissent. Il s’intéresse à l’impact de la forme des villes sur la société, la culture et l’environnement. Cette infographie a été reprise sur le site américain Vox.


Ler o artigo completo:
http://www.courrierinternational.com/article/2015/01/27/comment-la-population-des-megalopoles-se-repartit?utm_campaign=&utm_medium=email&utm_source=Courrier+international+au+quotidien

A outra vida da Rua da Estrada...

Por Álvaro Domingues
Autor de A Rua da Estrada
27 Jan 2015

A Rua da Estrada: apresentação

Da longa história da cidade ficaram algumas coisas sobre as quais estamos todos de acordo: uma organização social; suportes infraestruturais necessários à troca e à relação; edificação; diversidade e mudança. A aglomeração e a proximidade acompanhavam tudo isso enquanto a congestão não desse cabo de tão preciosa intensidade.

Assim é a Rua da Estrada: uma espécie de dispositivo sócio-técnico que possibilita a mobilidade das pessoas, da informação, das mercadorias, da energia…, e que funciona como uma prótese que torna possível a organização da sociedade/território.
Falta só imaginar que a cidade se desconfinou, que galgou muralhas e limites, que colonizou o infinito rizoma do asfalto e de outras redes com ou sem fios, canos, condutas, cabos e outras teias. Por estes infinitos caminhos circulam os humanos e as suas urgências: vão à bola, à fábrica, à farmácia, ao comboio, a remar, à escola, a Aveiro ou a Sarrazola…

Escreveu a Agustina Bessa-Luís no seu Diccionário Imperfeito (Guimarães Editora, 2008) : “A estrada é, acima de tudo, civilidade, tem que ser construída para o uso das pessoas e para efeitos de uma economia. A estrada romana é ainda hoje modelo de mecanismo social. Levava não só os poetas até Brindisi, como as mercadorias aos portos e, mais ainda, a imaginação até aos confins da memória”. É tal qual.

Ler mais:
http://www.correiodoporto.pt/rua-da-estrada/rua-da-estrada-apresentacao

Revista XXI, "Isto é Cidade"

XXI TER OPINIÃO nº4,

"Isto é Cidade"













Índice:

- MAIS PODER PARA AS CIDADES - António José Teixeira
Vivemos num mundo competitivo, muito dado a rankings. As cidades são um dos alvos de múltiplas classificações. A mais frequente responde à pergunta: qual é a melhor cidade do mundo para se...[+]

- PLANEAR SEM RECEITAS - Luís Jorge Bruno Soares
Não há receitas para o planeamento das cidades. Cada país, região ou cidade deverá poder inovar e experimentar fórmulas. A rigidez conduz normalmente a maus resultados. A progressiva...[+]

- O FACTOR HUMANO - António Mega Ferreira
Em 2008, segundo as Nações Unidas, o número de habitantes das cidades ultrapassou, pela primeira vez, os 50% da população mundial, atingindo cerca de 3,3 mil milhões de pessoas. Mais: de...[+]

- ÁLVARO SIZA - João Morgado Fernandes
“Sou tentado a pensar que a arquitectura morreu” O futuro das casas, das cidades, da arquitectura. Uma conversa com Álvaro Siza, um dos mais prestigiados arquitectos a nível mundial. Entre o...[+]

- CIDADE ESPONJA - Álvaro Domingues
Por excesso de mitologia e ficção, a ideia de cidade transformou-se num conceito-esponja, impreciso e caótico. Na biologia molecular chamar-se-iam paisagens transgénicas e estaria a coisa...[+]

- COSME VELHO, MONTEMOR-O-NOVO - Alexandra Lucas Coelho
No Alentejo, tudo parece virar-nos para dentro. É uma terra de silêncios. No Rio de Janeiro, tudo nos vira para fora. É uma cidade de ar livre e de festa. Duas experiências de vida na primeira...[+]

- O ÚLTIMO PALMO DE LISBOA - Ana Sofia Fonseca, Clara Azevedo
No limite norte da cidade de Lisboa, nas duas margens da auto-estrada que é o Eixo Norte-Sul, há ovelhas que pastam entre a zona histórica e os bairros de realojamento, paredes meias com os...[+]

- PERDIDO A CAMINHO DE TÓQUIO - André Carrilho, Ricardo Adolfo
Para quem gosta de se perder, de sentir que o fim do mundo pode estar a acontecer à sua volta, sem saber, Tóquio é uma das metrópoles mais apelativas do planeta. Mudei-me para Tóquio há...[+]

- SÃO PAULO, A CIDADE IMPOSSÍVEL - André Carrilho, Ricardo Carvalho
Em São Paulo não se pode esconder nada, na sucessão caleidoscópica de fragmentos, com os seus desajustes e fracturas. É uma cidade que cria dependência, com a sua energia...[+]

- AS REDES DA ALDEIA URBANA - Luís M. A. Bettencourt
O tipo de redes sociais que estabelecemos nas grandes cidades não é muito diferente daquele que ocorre nos meios rurais. Mas há aspectos sociais e económicos inquietantes típicos dos meios...[+]

- A CIDADE E AS REDES - Gustavo Cardoso
A massificação da comunicação digital trouxe novas oportunidades, mas igualmente novos desafios à preservação da liberdade e da individualidade. O título pode fazer lembrar o de A...[+]

- CENTRALIDADE E FRAGMENTAÇÃO - Vítor Matias Ferreira
Espaços de concentração por excelência, de pessoas, economia ou cultura, as cidades tornaram-se igualmente palco de diversidade, contradição e mesmo conflito. A urbanização à escala...[+]

- CIDADE IMAGINADA - FORSTUDIO
Que cidades vamos ter daqui a duas, três, quatro décadas? Os jovens arquitectos do atelier Forstudio aceitaram o desafio de escolher os modelos que vale a pena preservar e...[+]

- JORGE SAMPAIO - António José Teixeira
Ter sido presidente da Câmara de Lisboa (1989-1995) marcou-o fortemente. Mesmo depois de 10 anos como Presidente da República, continuou a interessar-se pelo poder local, mas a outra escala. Foi...[+]

- ESPAÇO, REPRESENTAÇÃO, DEMOCRACIA - Mónica Brito Vieira
As redes sociais e os movimentos anticrise vieram pôr em xeque as formas tradicionais de expressão popular e de utilização do espaço público. Num dos principais corredores do Departamento...[+]

- DESAFIO DE GERAÇÕES - Maria do Rosário Carneiro
As políticas de apoio à natalidade têm sido inconsistentes em Portugal. Os incentivos, por pequenos que sejam, necessitam de consensos e de estabilidade de longo prazo. Nos últimos quatro...[+]

- URBANIZAÇÃO: CONTRACEPTIVO À FECUNDIDADE? - Maria João Valente Rosa
O debate sobre a natalidade é essencialmente ideológico. à escala global, não há um problema de fecundidade. Nos países mais ricos, a diminuição dos nascimentos veio a par com o...[+]

- PROIBIDO ENVELHECER - Alexandre Quintanilha
O envelhecimento populacional é um facto à escala mundial, mas a sociedade ainda olha para os mais velhos como um fardo. Suspeito que, apesar de não nos lembrarmos da letra, o título e a...[+]

- EXIGÊNCIAS PARA O SUCESSO NO TURISMO - Sérgio Palma Brito
As cidades competem cada vez mais entre si para atrair milhões de turistas. A oferta de turismo de Lisboa tem modernidade, mas é a urbe histórica que a diferencia. Manter a sua identidade é...[+]

- INOVAR E DIFERENCIAR - Augusto Mateus
As cidades, o turismo e a cultura são instrumentos poderosos e fundamentais para a criação de um novo paradigma de crescimento económico centrado no valor. As reflexões que se seguem...[+]

- 10 TENDÊNCIAS QUE MUDARAM A CIDADE - Ana Dias Ferreira
10 tendências que mudaram a cidade. Os negócios andam sobre rodas, o velho torna-se novo e os jardins servem para tudo, seja para correr ou usar o wi-fi. O que está a mudar nas grandes cidades?...[+]

- A BASE AMERICANA DENTRO DA CIDADE - Mário Mesquita
A instalação de uma base naval americana levou à Ponta Delgada de 1918 um perfume do Novo Mundo. Correram rumores sobre planos separatistas. A história contada através dos jornais da...[+]

- 6 IDEIAS PARA A CIDADE - Vários Rui Costa, Jorge Graça Costa, Lídia Jorge, Gisela João, José Avillez e Francisco Seixas da Costa
A cidade ideal? Tantas cidades, tantos bairros, jardins, ruas, casas... Seis personalidades de diversas áreas falam-nos das suas experiências e utopias. Tenho uma paixão especial pelos...[+]


Ver mais:
http://ffms.pt/xxi-ter-opiniao/2015/4

26 de janeiro de 2015

"Isto é cidade"

Luís Valente Rosa
10:15 Segunda feira, 26 de Janeiro de 2015

Cidade rima com liberdade

A revista XXI, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, editou um novo número, desta vez sobre as cidades, chamado "Isto é cidade". Escreveram muitos ilustres e eu também quero dizer de minha justiça. Apesar de o António Mega Ferreira terminar a revista (último artigo) com a sua habitual mão de mestre.

Começo por explicar que penso existir uma diferença conceptual entre "cidade" e "meio urbano". Como existe entre "campo" e "meio rural". A cidade e o campo são espaços físicos. Os meios rural e urbano são organizações sociais que lá existem. Ora, quando opomos cidade e campo, este sai beneficiado. Por via de um idílio de ar puro e chilrear de passarinhos. Quando opomos meio urbano e meio rural, este sai devastado. Por via de ninguém querer ir viver para lá. Assim, vou começar por me referir ao meio urbano, e só depois farei alusão à cidade.

Os meios urbanos exerceram, e continuam a exercer, um poder de atracção intenso sobre os homens. E imagino que um pensador filósofo, sociólogo ou antropólogo (não sei qual deles sou mais) identifique quatro razões de base.

1. A derrota do controlo social: os indivíduos, sobretudo as mulheres, perdem a subordinação aos "pequenos deuses caseiros", como cantava o J. J. Letria há 40 anos. Tal deve-se, em grande parte, à existência de um mercado de trabalho.
2. A vitória do anonimato: não só a pessoa não tem de prestar contas a ninguém, como pode andar por onde quer, vestida como quer, que ninguém a conhece ou comenta a sua vida (de novo, maior vantagem para as mulheres).
3. A vitória da mobilidade social. No meio rural, quem nasce pobre será pobre toda a vida. Destino mais severo para os homens, pois as mulheres, se forem belas, ainda podem arranjar um casamentozinho salvador. O meio urbano traz consigo um conteúdo de "sonho americano", impensável no meio rural
4. O aparecimento da possibilidade de escolha, e não só nos supermercados. De uma escolha cultural também. O que nos conduz rapidamente ao desejo de algo novo, à ideia de vanguarda, de "estar à frente", de inovação, de derrota da estagnação associada ao meio rural.

Como se pode observar, estes factores interligam-se à volta de um conceito unificador, que é a liberdade. Liberdade em relação aos ricos e poderosos da sociedade tradicional, em relação à família e, no caso das mulheres, em relação aos maridos também. Eu sei que nem sempre é assim, mas pode ser assim.

É esta uma liberdade, diria, real. Mas receio que exista uma outra, ainda mais forte, sobretudo quando a primeira se aproxima do adquirido. Estou a falar de uma liberdade imaginada, irreal. Se a anterior é concreta (diz respeito a comportamentos específicos que se podem, ou não, ter), esta é abstracta. Alguns chamam-lhe sonho, mas acho esse conceito muito perigoso. Refiro-me à ideia de procura de um caminho próprio. De um indivíduo encontrar-se a si mesmo, descobrir-se, conseguir a sua realização pessoal. De certa forma, a descoberta da individualidade e a convicção que se adquire de podermos ser quem queremos ser. De criarmos uma obra pessoal, original, mais além. Não é por acaso que os artistas sentem uma necessidade imperiosa de viver na cidade. No fundo, o meio rural é um expoente de essencialismo: as pessoas têm o destino traçado à nascença, ou seja, antes de um indivíduo nascer - e se não acontecer qualquer coisa de absolutamente extraordinário - já sabemos que tipo de pessoa será: rico ou pobre, destinado a uma actividade prestigiante ou servil, instruído ou pouco instruído, etc.. Em contrapartida, o existencialismo é provável no meio urbano. Ou seja, os indivíduos encontram aqui a possibilidade de poderem ser os senhores do seu destino e não os meros produtos de uma condenação de gerações.

Muito bem, ninguém quer viver no meio rural. Mas muitos têm a nostalgia do campo. Por isso, penso que um desafio de futuro seria o de conseguir que se criassem "campos" com uma mentalidade social urbana. Com as novas tecnologias e a rapidez dos transportes, não me parece impossível. As cidades talvez ficassem a perder. Mas a distribuição das pessoas no espaço melhoraria. Agora, há uma coisa que eu sei: isso será impossível enquanto os nossos responsáveis políticos não abandonarem as ideias primárias que vejo defender. A primeira é explicar o êxodo rural pelas questões económicas (se não identificarmos o problema não encontraremos a solução). A segunda é pensar que alguma vez poderemos voltar ao campo se este mantiver as suas "especificidades", "as suas características sociais e culturais" e enormidades semelhantes.

Frase para reflexão: "gostava de estar no campo para poder gostar de estar na cidade" (F. Pessoa).

Ler mais:
http://visao.sapo.pt/isto-e-cidade=f808304

Exposição: O PROCESSO SAAL: ARQUITETURA E PARTICIPAÇÃO, 1974-1976

Imagem:
Artur Rosa, SAAL, 1976, pormenor de instalação, dimensões variáveis, coleção do artista, Cortesia do artista





Quando:
DE 31 OUT 2014 A 01 FEV 2015

Comissariado:
Delfim Sardo

Produção:
Fundação de Serralves

Exposição dedicada ao SAAL – Serviço Ambulatório de Apoio Local, programa arquitetónico que marcou o Portugal do pós 25 de Abril (foi iniciado em Agosto de 1974 e durou até Outubro de 1976) e que tentou, segundo um processo participativo, envolver arquitetos e populações carenciadas.
Esta foi uma aventura coletiva arrojada, que transformou a perceção de muitos arquitetos em relação à função social da sua profissão.
Coincidindo com a comemoração dos 40 anos da revolução dos cravos, esta mostra apresentará uma seleção de aproximadamente 10 projetos, com especial enfoque no Porto, em Lisboa e no Algarve, através de maquetas, documentários, filmes e testemunhos áudio. A exposição incluirá, também, obras de artistas portugueses que estiveram próximos das movimentações neste período, muitos dos quais estão representados na Coleção de Serralves ou que incorporaram no seu trabalho desta altura questões declaradamente políticas.
Obras recentes de fotógrafos contemporâneos apresentarão uma nova abordagem a este momento visionário da história recente de Portugal.

Serviço Ambulatório de Apoio Local (SAAL)
O programa SAAL foi iniciado em agosto de 1974 e extinto em outubro de 1976. Constituindo, na sua essência, a cultura arquitetónica da Revolução de 1974, o SAAL procurou resolver problemas habitacionais candentes de populações muito carenciadas numa estratégia orgânica e participada. As suas consequências para o pensamento sobre a cidade e, sobretudo, para uma visão da arquitetura como processo ativo de produção de cidadania foram marcantes, não só no contexto das rápidas transformações do Portugal dos anos 1970, mas também como momento de afirmação da arquitetura portuguesa no panorama internacional.
No entanto, podemos ainda entender o SAAL de uma forma mais abrangente: como um momento de equacionamento da cidade e das suas estratégias habitacionais e de solo; como uma possibilidade de desenvolvimento, a um tempo desburocratizado e descentralizado, mas também oriundo de uma estratégia que privilegiou o financiamento à construção através dos seus promotores e mediante projetos – numa estrutura que deveria ter constituído matéria para uma séria reflexão posterior.
Em termos teóricos, o SAAL foi também um momento de questionamento do modernismo planificador, uma centelha de abertura relativamente ao problema da relação entre a funcionalidade, a urgência e a maturação de questões arquitetónicas que se vinham a desenhar em Portugal desde a década de 1950 e que aqui conheceram o seu momento experimental.





Ver mais:
http://www.serralves.pt/pt/actividades/simposio-saal-em-retroprospetiva/#tabs1-html
http://www.serralves.pt/pt/actividades/o-processo-saal-arquitetura-e-participacao-1974-1976/?menu=249#sthash.h69xzskK.dpuf

25 de janeiro de 2015

GOT - Revista de Geografia e Ordenamento do Território | Publicação do n.º 6

Disponível o sexto número da GOT - revista de Geografia e Ordenamento do Território.
(Dezembro de 2014)

Ler revista:
http://cegot.org/ojs/index.php/GOT/issue/current

MUSEU SAAL – MEMÓRIAS DOS MORADORES

Quando:
25 Jan 2015

Onde:
Porto - Bairro do Leal



Esta visita guiada percorre memórias não só do processo SAAL, como de uma cidade anterior, marcada pela pobreza e pela precariedade da habitação, mas também por uma aura de nostalgia que transparece hoje nos discursos sobre essa época. Memória de um tempo em que andar descalço dava direito a multa, em que se ouviam os carros de bois a passar junto à janela, em que o jornal ‘Avante’ surgia misteriosamente nas caixas de correio de quem se queria incriminar junto da PIDE-DGS, aliados às memórias de espaços que já não existem, mas cujo esqueleto ainda persiste, permitindo a reconstituição de lugares e de afectos, que nos foram sendo contados pelos moradores do Bairro do Leal.

Esta visita guiada parte da ideia de uma cartografia feita de camadas de um lugar onde, sobre as ruínas de uma antiga ilha demolida, se construiu aquilo que se pensava ser a primeira parte de um bairro novo, parte da operação SAAL/Norte. Ditou o tempo e a história que a primeira parte construída se tornasse na única parte e que o Bairro de Leal fosse hoje uma ilha – não no sentido das outras ilhas – mas uma espécie de ilha de resistência, entre ruínas e descampados, onde a comissão de moradores ainda reúne, ainda decide em assembleia, e ainda se orgulha do seu impecável livro de actas, onde se registam actos de verdadeira democracia participativa.

Ver mais:
http://www.serralves.pt/pt/actividades/museu-saal-memorias-dos-moradores/?menu=252

23 de janeiro de 2015

VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO PELOS REPRESENTANTES DOS MORADORES DOS BAIROS SAAL

Quando:
23 Jan 2015 - 19h30 - 20h30

Onde:
Porto - Museu de Serralves - Galerias do museu


O SAAL promoveu a participação direta de habitantes de bairros desfavorecidos em todo o país, envolvendo-os no processo de melhoria das suas próprias condições de vida.

A poucos dias do fecho da exposição, e depois de um extenso programa de atividades que a acompanhou e que promoveu vários momentos de encontro e reflexão em torno deste processo, daremos mais uma vez a palavra aos moradores, numa visita que contará com os testemunhos de António Manuel, da Associação de Moradores do Bairro das Antas, no Porto, e de Jorge Vilas, da Associação de Moradores do Bairro das Relvinhas, em Coimbra, conduzida com o apoio da Arq. Ana Vieira (arquiteta do Serviço Educativo do Museu de Serralves, assistente de curadoria do programa Ambulatório: Conversas Abertas nos Bairros SAAL Norte).

Ver mais:
http://www.serralves.pt/pt/actividades/visita-guiada-a-exposicao-pelos-representantes-dos-moradores-dos-bairos-saal/?menu=794

22 de janeiro de 2015

"Isto é Cidade" - Lançamento da 4ª edição da Revista XXI

XXI Ter Opinião nº4, Isto é Cidade

Quando:
22 Janeiro 2015 | 18h30

Onde:
Mercado da Ribeira, Av. 24 Julho nº 49, 1200-481 Lisboa

António Costa e Rui Moreira, presidentes da Câmaras Municipais de Lisboa e Porto vão debater questões relacionadas com as cidades, desde o urbanismo, novas tendências aos desafios das grandes metrópoles.
Com moderação de António José Teixeira.



Ver mais:
http://www.ffms.pt/agenda

18 de janeiro de 2015

EL RAVAL. Territorio cosmopolita

Itinerario a pie

Quando:
18 enero 2015 - 10.00h

Onde:
Barcelona - CCCB

Programa

¿Cómo favorecer la mezcla de usos, culturas y clases sin excluir a nadie?
El que había sido el sector más desfavorecido de la Barcelona enmurallada, tapiz de huertas puntuado por hospitales y conventos, es hoy el barrio más densamente poblado de la ciudad. En la evolución entre estos dos extremos, el Raval ha devenido un territorio cosmopolita a base de mezclas y contrastes, pero nunca ha conseguido librarse de los efectos de la marginalidad.

El Raval ha sido siempre un territorio al margen. Ya lo indica su propio nombre, proveniente del árabe rabad, que designa- ba a la población de las afueras de las murallas en las medinas medievales. Con el mismo nombre se estigmatizaba el barrio de los leprosos, las prostitutas u otros colectivos excluidos de la ciudad intramuros. Ni siquiera una vez incluido dentro del recinto amurallado, el Raval dejó de estar relegado a una posición retirada y tributaria. En lugar de consolidarse y fundirse con el resto de la trama urbana, el entonces Barrio de las Tapias permaneció tapizado de huertas y campos que, durante tres siglos de crisis, asedios y epidemias, constituirían una valiosa despensa para Barcelona.

El insólito hueco amurallado atraería tres tipos de instituciones que determinarían su estructura urbana. Por un lado, las órdenes religiosas, con la voluntad de alejarse del alboroto mundano sin exponerse a los peligros del campo abierto, construirían numerosas iglesias y conventos. Por el otro, se levantarían grandes centros sanitarios y de beneficencia donde los enfermos y los desvalidos pudieran disfrutar del sol y el aire libre. Más tarde, las primeras industrias barcelonesas encontrarían terrenos amplios y apartados donde poder emitir humos y ruidos sin molestar a nadie. Pero las fábricas trajeron consigo a las masas obreras y sus alrededores se poblaron de forma apresurada y precaria. Así es como las sedes religiosas y sanitarias que habían flotado en un mar de huertas y campos quedaron atrapadas dentro del espesor de un barrio que, todavía hoy, es el más densamente poblado de Barcelona.

La inversión topológica que había converti- do lo vacío en lleno se completaría con el vaciado de muchos de los grandes edificios que, como huesos de fruta, puntuaban la pulpa residencial del barrio. Algunos de ellos, desamortizados y derrocados, darían paso a nuevas plazas; otros, reconvertidos y abiertos al público, ofrecerían al barrio la diafanidad de sus patios y salones. A pesar de la fuerza estructuradora de estos huecos excepcionales, la precariedad de las vivien- das y la adyacencia del Puerto y el Paralelo atrajeron a una población tan cosmopolita como marginal. Proletarios, recién llegados sin oportunidades, artistas bohemios y forasteros de paso convertirían el barrio en un enjambre de contrastes donde burdeles y tascas convivían con tiendas y talleres. Hasta hoy, la lógica del vaciado ha intentado desenredar ese mundo subterráneo con eventraciones higienistas como la Rambla del Raval. Algunas de estas operaciones han aportado mezcla de usos y nuevas centrali- dades; otros, han gentrificado un barrio que, todavía hoy, presenta muestras alarmantes de exclusión y marginalidad.

Ver mais:
- http://www.cccb.org/es/itinerari-el_raval_territorio_cosmopolita-44608?utm_source=destacats_15012015&utm_medium=email&utm_campaign=newsletter
- http://www.cccb.org/rcs_gene/dossier_itineraris_raval.pdf

17 de janeiro de 2015

EDUARDO SOUTO DE MOURA CONVERSA COM A ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DE S. VÍTOR

Programa "Ambulatório: Conversas abertas nos bairros do SAAL-Norte" 

Quando:
17 JAN 2015

Onde:
Auditório da Faculdade de Belas Artes do Porto, Avenida Rodrigues de Freitas, nº 265, Porto

Moderação:
José António Bandeirinha

O Bairro de São Vítor tornou-se, paradoxalmente, numa das operações SAAL mais difundidas a nível nacional e internacional, mas também, num exemplo expressivo da interrupção e do desvirtuamento desse processo nos anos sequentes a 1976. Com início em Outubro de 1975, o projeto foi coordenado pelo arquiteto Álvaro Siza, encabeçando uma brigada formada por alunos do Curso de Arquitetura da ESBAP, então envolvidos no inquérito às condições de habitação locais. A conversa, que junta um desses alunos mais entusiastas, Eduardo Souto de Moura, a um representante da Associação de Moradores de São Vítor, decorrerá no Auditório da Escola de Belas Artes do Porto, palco de acesos debates públicos durante o SAAL, entre políticos, arquitetos e alunos das Brigadas SAAL, mas sobretudo destes com os moradores em permanente reivindicação: "Casas Sim, Barracas Não”.

Ver mais:
http://www.serralves.pt/pt/actividades/eduardo-souto-de-moura-conversa-com-a-associacao-de-moradores-de-s-vitor/

16 de janeiro de 2015

Ordenar a Cidade - Newsletter 13 - Homenagem a JORGE CARVALHO


http://www.ordenaracidade.pt/


Newsletter 13 | 16 de Janeiro de 2015

Antes de tudo o mais, votos de BOM ANO!

Nesta primeira newsletter de 2015, temos o prazer de vos convidar para a homenagem preparada pelo Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território (DCSPT) da Universidade de Aveiro a Jorge Carvalho.

Na sessão de abertura do segundo semestre do ano lectivo, Jorge Carvalho abordará o "Planeamento Urbanístico: uma visão diacrónica de 40 anos de profissão".

A aula terá lugar no próximo dia 11 de Fevereiro, pelas 17h, no anfiteatro 12.2.1 do DCSPT.

Até breve.

5 de janeiro de 2015

O CAID faz hoje 6 anos

O CAID foi criado com o objectivo de dinamizar uma rede informal de pessoas interessadas na reflexão sobre a Ocupação Dispersa.
Para todos os amigos, inimigos e seguidores do


13 de dezembro de 2014

PEDRO RAMALHO CONVERSA COM A ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DAS ANTAS

Programa "Ambulatório: Conversas abertas nos bairros do SAAL-Norte"

Quando:
13 DEZ 2014

Onde:
Associação Recreativa e Cultural "Os Fluminenses”, Praça das Flores, nº 168, Porto

Moderação:
Margarida Coelho

O Bairro das Antas resulta de uma operação SAAL com início em Outubro de 1975. O coordenador da Brigada Técnica, o arquiteto Pedro Ramalho, procurou inserir o seu projeto no tecido urbano que circunda a Rua das Antas, fortemente marcado por diferentes tipos de "ilhas” – construções do período de industrialização do Porto, tendo como base uma série de ruas interiores aos lotes, marginadas por correntezas de casas. A conversa entre o arquiteto e a Associação de Moradores das Antas decorrerá nas instalações de uma associação cultural de referência para a população local, "Os Fluminenses”, tendo como temas, não apenas o processo SAAL, mas também a progressiva (des)integração deste bairro no seio das transformações recentes operadas na zona oriental da cidade.

Ver mais:
http://www.serralves.pt/pt/actividades/pedro-ramalho-conversa-com-a-associacao-de-moradores-das-antas/#sthash.Bzb3XqHV.dpuf

2 de dezembro de 2014

2ª Conferência "Cidades Inteligentes - Cidades do Futuro"

Quando:
2 de Dezembro de 2014

Onde:
Fórum Picoas - Lisboa

Enquadramento:
Construir uma cidade inteligente é fazer despontar uma estratégia para mitigar os problemas provocados pelo crescimento urbano da população e pela rápida urbanização.
A generalização do conceito cidade inteligente obriga à sua compreensão e à análise dos diversos factores que com ele se relacionam: as infra-estruturas, a economia, a gestão e organização, a tecnologia, a governança, etc.. Estes factores formam a base de uma estrutura integrada, que ajudam a perceber a forma como as entidades públicas, em estreita cooperação com as entidades privadas, universidades e centros I & D, associações e agências locais, vão prevendo as diversas iniciativas para uma cidade inteligente.
... num momento em que vários municípios portugueses estão já a aplicar soluções inteligentes nas mais diversas áreas, desde a mobilidade, passando pela gestão de água, pela eficiência energética ou até pelos resíduos, é necessário criar um espaço de partilha de soluções e de integração, indo ao encontro do defendido pela Parceria Europeia de Inovação, na iniciativa Smart Cities and Communities, onde “é necessário juntar as cidades, a indústria e o cidadão, para melhorar a qualidade da vida urbana, através de soluções sustentáveis e integradas. Este processo inclui inovação, melhor planeamento, maior participação, maior eficiência energética, melhores soluções de transporte ou utilização inteligente das tecnologias de informação e comunicação.”
A 2ª edição desta conferência irá debruçar-se sobre as políticas, estratégias e iniciativas feitas a nível nacional e europeu, passando pelos casos concretos de municípios portugueses, mostrando os casos práticos e as aplicações que estão a ser usadas, a possibilidade da sua integração e a questão da segurança e confidencialidade dos dados.

Ver mais:
http://lisboaenova.org/pt/conferencias/2014/item/2995-conferencia-cidades-inteligentes-cidades-do-futuro-02-12-2014

28 de novembro de 2014

I Seminário Exclusão Urbana versus Direito à Cidade

Experiências de construção da inclusão em Porto, Lisboa, Braga e Coimbra

Data:
28 e 29 de Novembro

Local:
28 de Novembro – 1ª Sessão – Auditório da Junta de Freguesia do Bonfim
29 de Novembro – 2ª Sessão – Auditório da Biblioteca Municipal Publica do Porto

Organização:
Laboratório de Habitação Básica e Social / Pelouro de Habitação e Apoio Social

Co-organização:
CES-UC / CESNOVA-UNL / CISC-UM / ISSSP

Resumo

O Laboratório de Habitação Básica e Social em parceria com o Pelouro de Habitação e Apoio Social da Câmara Municipal do Porto organizam o Seminário Exclusão Urbana versus Direito à Cidade, de forma a problematizar e aprofundar o campo de reflexão nas áreas da conceptualização arquitectónica, na programação social e nas políticas de direito à cidade. Este seminário vem na continuidade do seminário de Coimbra (2014) no qual se considerou oportuno e fundamental dar continuidade à reflexão aí iniciada de forma a contribuir para uma abordagem mais sistemática, mais transversal e acima de tudo mais operacional.

Foi unanimemente considerado relevante dar continuidade à discussão e à partilha de experiências na área da habitação, da inclusão social e na reafirmação dos valores da coesão no direito à cidade.

No seminário do Porto pretende-se trazer a debate e à consideração dos pares outras experiências, outros programas, outras visões de incluir e de fazer cidade. Valorizando todas as iniciativas que se enquadram nesta perspetiva, inclusivê os programas da cidade e da cultura como instrumentos de participação, de mediação entre a cidade, os cidadãos e as instituições de programação cultural.

Procura-se, também, que este seminário promova reflexões que se possam transformar em programas operacionais na valorização do direito à habitação, a partir das ilhas e dos bairros populares, onde a memória, a morfologia, a escala, o lugar, o simbólico se transforma em instrumentos de apoio à renovação da cidade na sua dimensão física, social, ambiental e cultural.

A apresentação no 1º dia do seminário do projeto “Operação Ilha da Bela Vista” tem como objetivo dar a conhecer todo um complexo programa de intervenção arquitectónica, de renovação e de inclusão social. Onde os instrumentos de mediação entre Pelouro de Habitação e Apoio Social da Câmara Municipal do Porto, LAHB Social, Associação de Moradores foram sendo construídos e aprofundados numa lógica de empowerment social. Neste seminário temos oportunidade de lançar o Álbum Fotográfico sobre a Ilha da Bela Vista.

Ver mais:
http://cics.uminho.pt/pt/2014/11/03/ii-seminario-exclusao-urbana-versus-direito-a-cidade-experiencias-de-construcao-da-inclusao-em-porto-lisboa-braga-e-coimbra/

27 de novembro de 2014

Conferência Anual Polis 2014

Quando:
27 a 28 de Novembro

Onde:
Madrid

A reunião marca os 25 anos desta rede europeia de cidades e regiões no âmbito dos transportes.

Na conferência anual Polis 2014, os representantes de cidades, áreas metropolitanas e regiões vão poder trocar conhecimento e possíveis soluções para os respetivos desafios em matéria de transportes.

As sessões plenárias da conferência serão complementadas por sessões técnicas nas quais vão ser apresentadas as principais inovações no que diz respeito a políticas e práticas em todo o setor dos transportes.
A rede Polis (European Cities and Regions Networking for Innovative Transport Solutions) tem vindo, desde 1989, a trabalhar em conjunto com autoridades locais e regionais de vários países, no sentido de promover a mobilidade sustentável em toda a Europa.
O principal objetivo da rede é melhorar o transporte local, através de estratégias integradas que abordem as dimensões económica, social e ambiental do transporte. Para este fim, a Polis apoia o intercâmbio de experiências e a transferência de conhecimentos entre as autoridades locais e regionais europeias. Além disso, facilita o diálogo entre essas autoridades e outros atores do setor, como a indústria, centros de pesquisa e universidades, bem como organizações não governamentais.

Ver mais:
http://www.polisnetwork.eu/2014conference

24 de novembro de 2014

Conferencia "Planeta urbano: la movilidad en las ciudades del futuro"

© Imagen de Freaktography, 2012



Quando:
24 noviembre 2014 - 19.00h


Onde:
Barcelona - CCCB


Ponente:
John Urry
Moderador:
Mark Nieuwenhuijsen
Participante:
Salvador Rueda

Programa
El crecimiento urbano parece imparable. Se estima que en el año 2050 el 70% de la población vivirá en entornos urbanos y, ya hoy, algunas ciudades del mundo cuentan con una población de más de veinte millones de habitantes. Al mismo tiempo, la sociedad contemporánea se caracteriza por un estilo de vida marcado por una movilidad intensiva: megalópolis, dispersión creciente del territorio urbanizado, turismo y flujos migratorios movilizan diariamente a millones de personas. De este modo, el acceso al transporte es clave para determinar nuestra calidad de vida. Hoy, sin embargo, el uso masivo de sistemas de movilidad basados en combustibles fósiles tiene un impacto inmenso en términos medioambientales y de salud, y pone encima de la mesa retos fundamentales en un mundo cada día más urbanizado.
¿Es posible reconducir el crecimiento y la movilidad urbana hacia un futuro más saludable, sostenible y socialmente justo?

Ver mais:
http://www.cccb.org/es/curs_o_conferencia-planeta_urbano_la_movilidad_en_las_ciudades_del_futuro-47184?utm_source=destacats_20112014&utm_medium=email&utm_campaign=newsletter

JOHN URRY Y EL FIN DE LA CULTURA DEL COCHE

En un futuro distópico, el protagonista de la saga cinematográfica Mad Max vive en un mundo donde la escasez de recursos energéticos ha provocado un colapso y es la base de continuos enfrentamientos entre regiones y comunidades. El mundo que se presenta en esta serie de películas podría ser uno de los futuros posibles, quizás el más pesimista, que el sociólogo John Urry plantea en sus análisis sobre las transformaciones en el siglo XXI de una sociedad que en la última centuria se ha construido alrededor de las energías fósiles y el transporte en automóvil. Porque según John Urry, el coche en el siglo XX, no ha sido solo un fenómeno cultural sino un elemento central que ha articulado nuestra forma de vida. Sin coche, las ciudades tendrían otro mapa, otros ritmos de vida, de trabajo y el ocio sería diferente, y nuestra propia manera de concebir el individuo y su autonomía sería también otra.

Aún así, para John Urry este modelo de vida y de sociedad se encuentra en su punto y final. En las próximas décadas esta “cultura del coche” cambiará forzosamente de arriba hacia abajo y, en función de cómo la sociedad decida enfrentarse a este reto, el mundo de nuestros nietos podrá ser muy diferente. Las razones de Urry para augurar este final del coche, tal y como lo entendemos hoy, son: en primer lugar, la certeza científica de que las reservas de recursos combustibles fósiles se están acabando (y tenemos que pensar que un 98% del transporte mundial depende de ello); en segundo lugar, el impacto medioambiental del uso de estas energías sobre nuestra salud y la del planeta; y finalmente, el crecimiento de la población mundial, que hace insostenible un crecimiento proporcional del mercado automovilístico.

De hecho, esta última cuestión seguramente es la pieza fundamental de su análisis. El crecimiento de la población mundial no es un reto por si mismo sino, sobre todo, por el hecho de que todos los pronósticos sostienen que este crecimiento se producirá de manera exponencial en las ciudades. Se calcula que en el año 2050, el 70% de la población mundial vivirá en grandes ciudades y las megalópolis, aquellas ciudades con más de 10 millones de habitantes, se multiplicarán. Es decir, el futuro de nuestro planeta es un futuro urbano; y eso hace que el actual modelo social centrado en la cultura del coche tenga fecha de caducidad. Especialmente, porque hoy las ciudades ya son responsables de tres cuartas partes del consumo energético y generan tres cuartas partes de la contaminación mundial. De cómo se resuelva el crecimiento urbano de las próximas décadas depende nuestro futuro más inmediato.

Plantear una vida urbana con una calidad de vida y justicia social para todos sus habitantes pasa, por lo tanto, por repensar no solo como nos desplazamos, sino también las nociones de individualidad y de autonomía, de ocio, de vivienda y de trabajo. Las implicaciones de esta nueva forma de pensar tendrán un gran impacto en el diseño mismo de las ciudades y en la forma de vivir en ellas, y lo más probable es que es los grandes avances en el campo de las tecnologías de la información tengan un papel clave en estos nuevos modelos urbanos.

De este modo, en algún momento, la imagen tan propia del siglo XX de un hombre cogiendo el coche en un barrio suburbial para dirigirse a trabajar al centro de la ciudad no será nada más que eso: una imagen del pasado. Además, si no somos capaces de hacer esta transición de la cultura del coche y nos aferramos hasta el último momento, quizás el futuro que nos espera en unas décadas no sea muy diferente a la distopia de Mad Max.

Conferencia de John Urry el 24 de noviembre en el CCCB

Ver mais:
http://blogs.cccb.org/veus/debats/john-urry-i-la-fi-de-la-cultura-del-cotxe/?lang=es#sthash.8WTeEamY.dpuf

22 de novembro de 2014

SEMINÁRIO "NOVA LEGISLAÇÃO URBANÍSTICA"



Ver mais:
http://planeamentoregionaleurbano.blogs.sapo.pt/nova-legislacao-urbanistica-seminario-23281

La Sagrera - Sant Andreu - Sant Martí. Tres barrios en transformación

Itinerario en bicicleta
Visita a cargo de Bici Cultura BCN, especialistas en arquitectura y urbanismo 

Quando:
22 noviembre 2014 - 10.00h

Onde:
Barcelona - CCCB

Programa
El entorno de la Sagrera es el lugar en el que se está ejecutando la transformación urbanística de mayores dimensiones de la ciudad de Barcelona, con la construcción de la nueva gran estación ferroviaria de Barcelona para el tren de alta velocidad y la incorporación de un gran parque lineal desde el puente de Bac de Roda hasta el nudo de la Trinitat. El recorrido rodea el sector primero por encima y después por debajo. Se inicia en el barrio del Clot para ir hacia la Sagrera y Sant Andreu. Al llegar al barrio de Sant Andreu visitaremos dos operaciones destacables: la Casa Bloc, pensada como modelo de la vivienda obrera de la Generalitat Republicana, y el nuevo barrio en construcción, donde estaban los cuarteles militares de Sant Andreu. Al llegar al paseo de Santa Coloma y al nudo de la Trinitat, se regresa al punto de origen por el Bon Pastor, la Verneda y Sant Martí.

Ver mais:
http://www.cccb.org/es/itinerari-la_sagrera_sant_andreu_sant_mart_tres_barrios_en_transformacin-44614?utm_source=destacats_20112014&utm_medium=email&utm_campaign=newsletter

SÉRGIO FERNANDEZ CONVERSA COM A ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO LEAL

PROGRAMA "AMBULATÓRIO: CONVERSAS ABERTAS NOS BAIRROS DO SAAL-NORTE"

Quando:
22 de Novembro

Onde:
Escola Básica da Fontinha, Rua Raúl Dória, Porto

Moderação:
Alexandre Alves Costa

O Bairro do Leal resulta de uma operação SAAL com início em Outubro de 1974. O projeto assinado pelo arquiteto Sèrgio Fernandez procurava inserir pequenos conjuntos habitacionais, de modo cirúrgico, no compacto tecido urbano que medeia a Rua Faria de Guimarães e o Largo da Fontinha. No entanto, e uma vez interrompido o processo SAAL, apenas uma pequena parte foi realmente edificada, evidenciando, ainda assim, os princípios estruturadores do projeto. A conversa que juntará o arquiteto à Associação de Moradores do Leal decorrerá na Escola Básica da Fontinha, bairro no qual se ensaiaram e debateram, recentemente, novos processos de participação dos cidadãos nos destinos da cidade.

Ver mais:
http://www.serralves.pt/pt/actividades/sergio-fernandez-conversa-com-a-associacao-de-moradores-do-leal/

21 de novembro de 2014

‘A política de ordenamento do território e urbanismo e a nova arquitectura da nossa administração territorial’

Encontro Anual da Ad Urbem 2014

Quando:
21 de Novembro

Onde:
Braga

O objectivo é suscitar o debate sobre as consequências para o ordenamento do território e o desenvolvimento urbano da nova arquitectura da nossa administração territorial, nomeadamente à luz da reforma do quadro legal e regulamentar do ordenamento do território e urbanismo e dos instrumentos de intervenção territorial inscritos no Acordo de Parceria Comissão Europeia/Portugal 2014-2020, que irá servir de base ao novo ciclo de investimento com apoio comunitário.

TEMA 1 – A Política de Ordenamento do Território e Urbanismo
A Lei n.º 31/2014, de 30 de maio, que veio estabelecer novas bases da política de solos, de ordenamento do território e de urbanismo, desenvolve os programas e planos intermunicipais, ao mesmo tempo que mantém o anterior sistema de três planos municipais de ordenamento do território. Assiste-se desse modo a uma significativa ampliação dos instrumentos disponíveis para regular as transformações territoriais nos âmbitos sub-regional e local. Que consequências e que vantagens e inconvenientes terá esta opção para a prática da gestão territorial nos âmbitos municipal e intermunicipal no próximo futuro?

TEMA 2 – A Arquitectura da Organização Territorial do Estado
A política de ordenamento do território e de urbanismo deve ter um devido suporte na organização e funcionamento da administração territorial do Estado. A Lei n.º 75/2013, de 12 de Setembro, que aprova o regime jurídico das autarquias locais, dá ênfase às entidades intermunicipais, criadas no âmbito NUTS III. Que consequências terá esta opção para a prática da gestão territorial e em que medida é que essas consequências se poderão traduzir em benefícios para a sustentabilidade do território e para a melhoria do quadro de vida dos cidadãos?

TEMA 3 – O Acordo de Parceria Portugal 2020
O Acordo de Parceria, em negociação entre o Governo Português e a Comissão Europeia, tem uma forte dimensão territorial, na linha das orientações estabelecidas pela Comissão no Quadro Estratégico Comum para a elaboração dos instrumentos nacionais de programação de investimentos para o período 2014-2020. O Acordo, designado Portugal 2020, prevê um investimento significativo em “abordagens integradas de desenvolvimento territorial”, a realizar no âmbito NUTS III através da celebração de “pactos para o desenvolvimento e coesão territorial” e a concretizar através de instrumentos específicos: os ITI (investimentos territoriais integrados) e as AIDUS (acções integradas de desenvolvimento urbano sustentável). Que consequências terão estas opções para a prática da gestão territorial nos âmbitos municipal e intermunicipal no próximo futuro? Que aspectos importa salvaguardar para que o investimento previsto seja efectivamente reprodutivo na resolução dos nossos problemas de desenvolvimento territorial e urbano?




Ver mais:
http://www.adurbem.pt/content/view/1064/690/
http://www.adurbem.pt/content/view/1056/686/

19 de novembro de 2014

Public space and private lives in contemporary city

Mid-term Conference
ESA – European Sociological Association, Research Network 37 " Urban Sociology"

Quando:
19, 20, 21, 22 de Novembro de 2014


Onde:
Lisboa

Today, there is a renewed interest in urban issues and urban questions have gained a new focus in public policies and public debate. Themes such as public spaces, suburbs, urban security, urban violence, ways of inhabiting, transitions from rural to urban, neighborhood and proximity, urban inequalities, etc.; returned to the sociological debate with an unexpected force in globalization times. Research is also debating the impact of current economic crisis on urban life, and how to re-think cities on the aftermath. Being an area with a cumulative critical thought, Urban Sociology’s contribution is key for the development of the discipline as a whole, and for the understanding of our multiple and unachieved modernities.

Ver mais:
http://esaurbansociology2014.wordpress.com

14 de novembro de 2014

COLÓQUIO INTERNACIONAL 74 14 SAAL # ARQUITECTURA

Quando:
14, 15 e 16 de novembro de 2014

Onde:
Universidade de Coimbra

Quem organiza:
O Centro de Estudos Sociais, em parceria com a Fundação de Serralves.



O protocolo com a Fundação de Serralves realiza-se no âmbito da exposição O PROCESSO SAAL: ARQUITETURA E PARTICIPAÇÃO, 1974-1976, patente no Museu de Serralves,de 31 outubro 2014 a 01 fevereiro 2015 e do SIMPÓSIO SAAL: EM RETROPROSPECTIVA (Auditório da Fundação de Serralves, 10 de maio de 2014).

O objetivo do do colóquio é debater o SAAL, Serviço de Apoio Ambulatório Local, enquanto modelo histórico, à luz da circunstância contemporânea. O SAAL serve, ainda hoje, para questionar e debater os temas e desafios que nos põem a questão da habitação, bem como a sua relação de proximidade com a arquitetura.

Em 1974-76, o SAAL surgiu como um serviço descentralizado e desburocratizado, inserindo-se nos processos complexos da relação tripartida entre o Estado, os moradores pobres e os arquitetos. E produziu habitações. E produziu reflexão séria e consciente sobre a cidade e os seus processos de planeamento. E produziu arquitetura.

Os colóquios propõem-se reflectir e debater sobre as possibilidades contemporâneas de recurso aos ensinamentos contidos nesse processo histórico, redefinindo os contornos contextuais da atualidade e observar todos os condicionalismos das diferenças. Desdobrará essa reflexão sobre quatro planos convergentes e indissociáveis esperando que a ampliação de pontos de vista contidos em cada um desses desdobramentos contribua para uma síntese mais completa.

74 14 SAAL ARQUITECTURA # PORTUGUESA
A importância do SAAL para o devir, e para o momento contemporâneo, da arquitetura portuguesa. De facto, a produção arquitetónica em Portugal internacionaliza-se com o SAAL, chegando mesmo, em momentos específicos, a hegemonizar as atenções da crítica europeia. No entanto, não deixou nunca de ter uma importância relativa, e residual, no contexto político-administrativo da governação local.

74 14 SAAL ARQUITECTURA # AUTÓNOMA
Outra das secções incidirá sobre a complexa teia de relações e de interdependências entre a arquitetura e a encomenda, no caso mais relevante, entre arquitetura e poder. Dada a sua complexa e imbricada interacção entre pólos — comitente, arquiteto, utilizador — o SAAL é um ótimo pretexto para reflectir sobre a subsistência de uma ideia autonómica para a arquitetura em face de preponderância extrema de qualquer desses pólos.

74 14 SAAL ARQUITECTURA # INCLUSIVA
A terceira das secções refletirá sobre o modo como o SAAL veio a incidir nas possibilidades de enraizamento social da ideia de habitação em meio urbano, sobre o direito à cidade. O processo do movimento de moradores nos anos 1970 em Portugal, particularmente o que envolveu o processo SAAL, correspondeu a um momento histórico riquíssimo na construção de uma ideia de cidade mais inclusiva, a partir do envolvimento dos habitantes mais pobres, por um lado, e do acesso dessas comunidades à edificação da sua própria ideia de cidade, por outro. Como se podem estabelecer paralelos com a realidade global contemporânea?

74 14 SAAL ARQUITECTURA # TRANSRELACIONAL
Por fim, há a considerar o significado acrescido que o SAAL veio trazer à amplitude das interacções disciplinares que, desde sempre, animaram as tensões metodológicas das práticas arquitectónicas. Hoje, mais do que nunca, há que reflectir sobre essas tensões históricas.

Atividade no âmbito do Núcleo de Estudos sobre Cidades, Cultura e Arquitectura (CCArq)

Ver mais:
http://www.ces.uc.pt/eventos/saal/index.php?id=9686&id_lingua=1&pag=9687

12 de novembro de 2014

EURAU 2014: COMPOSITE CITIES ISTANBUL

Quando:
November 12-15, 2014

Onde:
Istanbul

Stemming from the urge to critically discuss the ‘today and tomorrow’ of cities worldwide, the conference is structured around the theme: “composite cities”. For the past few decades, dwellers of many inner city geographies have been trying to comprehend and adjust to the particular new notion of ‘the city’ that is an inevitable outcome of high velocity globalization. Cities are transforming in a multitude of levels from local to global and consequently new models of urbanism are invented/imported/reinterpreted, new actors of decision-making/intervention/mediation/initiation are introduced, and new modes of spatiality are experienced each day.
The theme “composite cities” refers to this complexity of our cities; ever increasing through new urban emergences adding up to the existing urban environment and continuously redefining our urban experience. Thus the conference aims to enable a medium to discuss the complex relationship between urban form and urban experience through the composite character of our cities explained hereby in four topics-possible states of composite being: hybrid city, morphed city, fragmented city and mutated city. The conference is expected to evolve around the question of “how?”s of architectural practice for the composite city. Hence, the essentials of architectural realities- scale, order, space, place, program, content, identity …- will define the backbone of the discussions.

THEMES

Hybrid City
Hybrid city refers to urban conditions emerging through the interaction (crossbreeding, merger) of at least two politically, culturally or socially distinct entities. Whether occurred perchance or intentionally manipulated, the emergent urban condition -the perfect breed- generally brings along certain qualities to urban space and experience that neither of the original entities does alone. Ranging from the mixed use development of the urban tissue to merged virtual and physical spatiality of today’s city, a wide range of hybrid conditions have been enriching our urban experience.
Pursuing hybrid urban emergences, “hybrid city” aims to explore different hybridization processes and their contribution to urban experience discussing if it does worth the trouble.

Morphed City
The transformation of city space in adapting to the latest, city-based configuration of the world economy has been occurring since 1970s. Today, within the discourse of urban entrepreneurship, cities are subject to a diverse range and multiple scales of interventions where the quintessential paradox of making and breaking city space is at the core of the discussion. Either in the form of old city center resurrection or peripheral giant investments, there is an ever-ending process of physical as well as social remaking of the city space.
Questioning the motives and mechanisms behind the urban transformation processes, “morphed city” discusses the physical and social transformation of city space as a manifestation of global economic and political conjuncture, resulting in a worldwide urban homogeneity. How can variety be promoted? Is there a way to overcome the enforcement of urban transformation on social reconfiguration of our cities, reinforcing social discrimination? Are there any examples of (or is it possible to have) a common ground wheel the interests of citizens, institutions and professionals meet? Can you hear the citizen claiming his right to the city?

Fragmented City
Fragmented city refers to urban conditions and experience emerging as a reflection of social disintegration resulting from significant cultural, economic, political, occupational etc. differentiation within the society. Depending on the urban form it takes, fragmentation occurs either as a promoter of an enormous variety in urban experience or as a generator of discontinuity within the city space. From immigrant or illegal communities occupying their own urban territories to gated communities and to certain sectorial agglomerations, there is an ongoing tendency to create fragments of space, as homogenous patches within the heterogeneity of urban space. Thus, while keeping up the urban heterogeneity, the major challenge turns out to be the achieving of the same heterogeneous quality in urban experience.
Pursuing various forms of fragmentation occurring through different social mechanisms throughout the urban world, “fragmented city” aims to discuss what has been brought up to the city space and urban experience by each of those fragments either as integrated pieces of or cut offs from the urban tissue. It is also aimed to explore strategies in blending each individual entity of urban life into that one, heterogeneous whole again.

Mutated City
Cities are prone to change under a multitude of forces ranging from economic, political, social factors to wars and natural phenomena as earthquakes, tsunamis and hurricanes. Representing the common unpredictable and creative mechanisms of urban change, mutation is taken as a generator of
transformation in the urban form and urban life through operations as alteration, deletion, rearrangement, insertion etc. of one single component or a particular section of urban fabric resulting in irreversible urban occurrences that determine/have determined the future trajectory of urban existence. Besides intentional interventions to city space, operational errors might stimulate such irreversible, lasting transformations as well as the natural phenomena or wars etc.
“Mutated city” aims to discover and discuss such emergent urban conditions putting forward the forces-conscious or unconscious stimulators- and mechanisms behind those processes and their present or projected effects on urban existence.
Different, though closely related, four explanatory topics above, are proposed to provoke ideas on the theme “composite cities”. Including these four influencing topics, the conference will be organized under three sessions which aim to lead to the discovery and understanding of the composite character of our cities and its effects on urban existence and experience, and the development of theoretical and practical strategies in articulating the existing urban environment.

T1. Confronting the composite city
A thorough exploration/research on the composite character of our cities and its effect on urban experience is aimed. Pursuing/discovering various forms of hybrid/morphed/fragmented/mutated etc. urban conditions throughout the urban world, and questioning the motives and mechanisms behind their emergences, it is intended to reach a thorough understanding of the composite nature of our cities. How do we interpret the complex realities of the composite city? How do we document the relevant interpretations?

T2. Learning from the composite city
Strategic outcomes from the discovery and understanding of various aspects of the composite nature of our cities is referred here, in dealing with today as well as possible future trajectories of urban existence. The emphasis is on getting acquainted with this complex existence of the urban environment on both theoretical and practical grounds. How do we, as the ones being continuously exposed to this ever increasing complexity of urban environment, develop strategies/tactics in order to –not cope but- live with it? How does urbanism and architecture respond to this in theory? Are there new tools and methodologies?

T3. Articulating the composite city
It is intended to deal with the physical interventions to the city space, ranging from local and central government interventions within the discourse of urban entrepreneurship to other forms involving different actors, considering social transactions which either result from or stimulate any physical urban occurrence. How does architectural practice correspond to this new urban reality? How do we actually get physical with the composite city managing while recognizing its complexity?

Ver mais:
http://www.eurau.org